Notas iniciais
Hey meus amores, eu demorei, mas consegui postar hj como eu prometi
Muito obrigada pelos comentarios, eu amei todos eles

Ps:
Muito obrigada pela recomendaçao "PaahC " minha ex-leitora fantasma

POV Quinn

Eu estava sentada no galho mais alto da árvore. Olhava para o céu perdida em pensamentos.

Perguntava-me o que será que Russel teria descoberto da Rachel. Será que a tinha visto? Senti-me tentada a ligar para eles para ver se tinham alguma novidade. Mas logo bufei.

Longe. Eu tinha que ficar longe dele. Ter notícias só faria aumentar minha curiosidade e a minha vontade de vê-la.

Enquanto eu pensava eu fui tomada por uma grande sede. Comecei a salivar de desejo.

Era um aroma delicioso, não tão tentador como um dia senti com Rachel, mas sem duvida apetitoso.

Ele me lembrava vagamente o cheiro que eu tanto queria esquecer.

Olhei para baixo e vi uma jovem se aproximar.

Ela olhava ao redor como se certificando que não tinha ninguém por perto e então quando não achou ninguém começou a pegar as notas que o gigolô largou pelo chão quando eu o mordi.

Fiquei uns dois segundos olhando para ela do alto e decidi que iria dar um susto nela, e quem sabe até mesmo provar seu gosto.

Balancei os galhos da árvore de propósito para ela se assustar com o barulho e logo pulei ficando atrás dela.

Ela ainda procurava a origem do barulho quando eu comecei a falar.

– Que coisa feia. Sabia que pegar o que não é seu é roubo?

Então ela ficou tensa. Seu coração martelava no peito furiosamente. Deduzi que foi do medo de ter sido pego.

Então ela começou a se virar lentamente para mim, e o que parecia impossível aconteceu. Ela ficou ainda mais espantada. Seu coração parecia que iria explodir a qualquer momento de tamanha velocidade com que batia.

Comecei a reparar melhor em suas feições. Ela me lembrava alguém, mas eu não sabia dizer quem.

E seus olhos... seus olhos pareciam me hipnotizar.

Ela ainda não havia dito nada, estava sem dúvida com muito medo, então mesmo ela me dando sede, eu decidi que não iria beber dela.

Tinha algo errado com ela, então tentei me aproximar sem assustá-la muito.

– Você não fala garota? O que houve?-. perguntei, mas ela continuou na mesma. – O gato comeu sua língua?

Eu queria distraí-la, tentar fazer com que reagisse do contrário não duvido que enfartaria ali mesmo.

Então como se ela estivesse acordando de um sonho seus olhos der repente ganharam vida. Ela piscou algumas vezes como quem tenta se certificar de que algo é real e então ela começou a dar sinais de que falaria, mexeu sua boca algumas vezes, mas sem emitir som algum, até que finalmente ela conseguiu dizer uma frase.

Frase essa que me tirou o chão.

– É você... é você mesmo. Meu anjo

Não! Impossível!

Isso não poderia acontecer! Não duas vezes. Não comigo.

Não é possível que depois de tanto esforço para me manter longe dela, o destino resolve colocá-la na minha frente mais uma vez.

Ela era Rachel. A minha Rachel.

Impossível, o cheiro não era o mesmo.

Respirei fundo tentando ver se minha mente estava me pregando uma peça, mas não. Ela realmente estava com um cheiro diferente.

Era uma diferença sutil, mas estava lá. Era como se a doçura do seu sangue estivesse camuflada por um cheiro cítrico. Ainda era doce, mas não tão irresistível.

Mas os olhos... sim os olhos não deixavam duvidas. Aqueles eram os olhos da minha Rachel, foi isso que eu achei familiar nela.

Ela ainda me olhava espantada. Acho que esperava a minha reação.

Até pensei em negar, dizer que ela estava me confundindo com alguém, mas tenho que confessar que ela se lembrar de mim depois de tantos anos me alegrou muito.

Então fiz o que ela tanto queria, dei mais um passo em sua direção e falei com ela.

– Rachel? É você?

Afinal, eu não poderia dizer com a mesma certeza que ela certo, eu ainda sou a mesma para ela lembrar, mas ela envelheceu 11 anos. Quando a deixei era uma criança e agora...

Eu a olhei mais uma vez de cima a baixo.

Agora ela era uma mulher... Uma linda mulher!


POV Rachel.



– Rachel? É você?



Ela se lembrou de mim? Eu não acredito.


Eu não sabia o que estava sentindo na verdade. Eram tantos sentimentos.

Alegria de reencontrá-la, felicidade de poder mais uma vez olhar em seu rosto. Tristeza e mágoa por ela ter me deixado e... desejo por ver a mulher mais linda e gostosa na minha frente.

– Sim, sou eu. – eu falei como quem ainda não acredita no que vê.

Então apenas desligando minha mente de tudo eu corri em sua direção e a abracei.

A apertei em meus braços e enterrei meu rosto em seus cabelos.

Ela ficou estática por um momento. Ela parecia assustada com meu gesto impensado. Senti todo seu corpo se retesar sob o meu e temi por um momento que ela se afastasse de mim.

Fiz uma breve prece para que ela não fizesse isso.

Por favor, que pelo menos por um momento ela possa parecer feliz em me ver. Que ela mostre que também sentiu saudades. Eu ainda tinha raiva, mas deixaria para senti-la depois. Tudo que eu queria agora era me sentir amada.

Eu queria me sentir como ela me fez sentir há 11 anos atrás.

Então como se ela lesse a minha mente, ela lentamente colocou seus braços ao redor de minha cintura e me abraçou.

Fiquei tão feliz com isso que a apertei mais contra mim e inspirei profundamente em seus cabelos. Queria guardar o seu cheiro em minha memória.

Morangos. Sim ela ainda cheirava a morangos.

Ela então soltou um suspiro e me surpreendeu com suas palavras.

– Oh Rachel, minha Rach. Eu tive tanto medo de nunca mais ver você.

Ela passou a me abraçar e embalar em um ritmo doce. Acho que ela ainda me via como uma criança.

– Você não sabe como eu senti sua falta. – ela murmurava ainda abraçada a mim.

– E eu a sua. Ah anjo, eu te esperei por tantos anos. Eu sempre sonhei com isso.

Nesse momento eu não me importava em dizer toda à verdade a ela, não me importava em parecer uma patética mulher que passou anos da sua vida esperando por alguém que nunca veio. Eu a tinha nos meus braços agora e era isso que me importava.

Então ela pareceu se preocupar com algo e se separou rapidamente de mim.

– O que você está fazendo aqui Rachel? Você está muito longe de casa.

Eu não queria ter que explicar nada agora, então eu apenas abreviei a verdade.

– Estou morando em Paradise por uns tempos.

Eu tinha um sorriso bobo no rosto tenho certeza, mas não me importava.

Ela me analisou por um momento. Ela parecia querer ler algo em meu rosto.

– Está tudo bem com você? Você está doente?

– Está tudo ótima. Por que você está perguntando isso?

– O seu... você está diferente.- ela falou simplesmente.

– Claro que estou anjo, já se passaram 11 anos.

Ela fez uma leve careta e falou:

– Você não perde essa mania de me chamar de anjo. – ela praticamente murmurou pra ela mesma.

Foi engraçado ver ela assim. Me lembrei da época em que eu a chamava assim e que ela dizia que não merecia.

– Você sempre vai ser meu anjo. – falei olhando profundamente em seus olhos.

Ela desviou o olhar e como se der repente lembrasse-se de algo ela começou a olhar para o chão onde as notas estavam jogadas.

– O que você estava fazendo?-. Levantou uma sobrancelha.

Me lembrei de que ela me viu pegando o dinheiro do chão e vi que tinha que mudar de assunto. Mas ao procurar outro assunto eu comecei com uma coisa que era a mais pura verdade.

– Como pode eu ter crescido tanto em 11 anos e você continuar a mesma?

Ela pareceu se assustar com a pergunta, mas tratou de responder.

– Impressão sua. Deve ser você que não se lembra direito de como eu era.

– Não. – eu afirmei. – eu me lembro de cada detalhe seu. Eu nunca me esqueci

E nesse momento eu olhei para sua boca vermelha e carnuda e fui descendo os olhos pelo seu corpo maravilhoso e minha excitação foi explodindo dentro de mim. Se só com ela em minha mente eu enlouquecia, imagina com ela ali. Cara a cara comigo.

–Eu me lembro do seu sorriso.

Eu dei um passo para ela.

– Lembro dos seus cabelos.

– Lembro do seu rosto.

Eu já estava próxima a ela e comecei a fazer um carinho em sua face.

Ela estava paralisada no lugar e meio assustada com o que eu fazia.

Minha mente gritava para eu parar, mas eu não sabia dizer se era o desejo avassalador que eu sentia ou se eram as drogas. Tudo que eu sabia era que eu não conseguia parar.

– Lembro da sua boca.

Falei tocando seus lábios com meu polegar.

Nesse momento ela deu um passo para trás e perguntou:

– O que deu em você?

Mas então ela pareceu enxergar algo dentro de mim. Ela agora deu dois passos ficando na minha frente e me segurou pelos ombros e olhou dentro dos meus olhos.

– Ah droga. Rachel eu não acredito que você fez isso.

Eu não sabia do que ela estava falando, mas não me importava.

Ao vê-la assim tão próxima a mim eu a segurei pela cintura e colei seu corpo no meu, mas antes que ela ou eu disséssemos algo alguém atrás de mim falou:

– Se você tem algum amor a sua vida solte minha mulher agora!!!!

Eu olhei para trás e tinha uma mulher da minha altura e loira me encarando cheia de fúria.

POV Ashley

Eu enterrei o gigolô que Quinn e eu drenamos.

Eu nunca me dava esse trabalho, mas meu amor não queria que chamássemos tanta atenção próxima da casa de seus amigos, então eu me embrenhei no bosque e enterrei o corpo daquele humano bem fundo.

Ninguém nunca o acharia e duvido que dessem falta de um traste desses.

Comecei a voltar pensando onde poderíamos ir agora. Viver três dias com aqueles seres chatos me estressou ao máximo, tudo que eu quero agora é ficar bem isolada com Quinn em algum lugar remoto, talvez devêssemos ir para o Alasca. Lá tinha lugares bem tranquilos onde Quinn e eu poderíamos ficar apenas curtindo uma a outra.

Estava voltando para onde deixei Quinn quando ouvi uma conversa.

– Ah droga. Rachel eu não acredito que você fez isso

Rachel? Então a humanazinha do meu amor está aqui. Com certeza foi o Russel que a achou e veio atrás de nós para poder fazer com que se reencontrassem.

Comecei a correr a distancia que faltava.

Ficaria ao lado dela enquanto ela matava a saudade do seu brinquedinho.

Mas ao chegar meu sangue ferveu de raiva e ciúmes. Aquela humana insolente estava agarrando a minha mulher. Minha vontade na hora era de matá-la. Simplesmente quebrar seu pescoço por ter a ousadia de se quer tocar nela.

Mas me lembrei do quanto Quinn gostava dela. Ela iria ficar muito zangada se eu a matasse. Então eu teria que me conformar em apenas ameaçá-la.

– Se você tem algum amor a sua vida solte minha mulher agora!!!!

Ela olhou para trás assustada e Quinn deu dois passos para trás saindo dos braços dela.

Quinn estava confusa com tudo, isso se via claramente em seu olhar. Com certeza ela ainda a via como se fosse uma criança como ela me falou mais cedo, mas ela estava longe disso.

Quem estava na minha frente agora não era uma menina e sim uma mulher.

E uma mulher muito excitada por sinal.

– E quem é você? – a humana ainda teve a audácia de perguntar.

– Eu sou a com...

– Ela é minha namorada Rachel. – Ela me cortou.


POV Rachel



Namorada. Meu anjo tem namorada?



Claro que tem. Uma deusa dessas não estaria sozinha nunca.


Sem contar que essa criatura tinha aparência de uma mulher mais velha, já na casa dos trinta.

E essa deveria ser a idade dela também. Eu? Eu era só uma garota de 19 anos na vida dela, aliás. Que passou pela vida dela.


POV Quinn



– Ashley essa é a Rachel de quem eu lhe falei.



– Rachel, esse é a Ashley , minha namorada.


– Não me importa quem ela é Quinn, eu quero ela longe de você.

– Ashley ! Não comece.

– Quinn me desculpe eu...

– Não tem problema Rachel, estou vendo que você não está em seu estado normal.

Rachel estava claramente triste.

Eu não entendi a sua súbita mudança de humor.

Aliás, eu ainda não entendi o que deu nela para tentar me agarrar daquele jeito.

Com certeza foi o efeito da droga. Foi por isso que eu não reconheci o seu cheiro. Ela estava drogada.

Será que era viciada? Não. Eu não posso acreditar que ela tenha ido para essa vida.


Que tipo de mãe é a Shelby por permitir esse tipo de coisa?



Eu não poderia ter minhas respostas agora. Ela não estava em seu estado normal e eu precisaria esperar os efeitos das drogas passarem para poder conversar com ela.


O que me leva a outro problema. Como ficar perto dela quando seu cheiro voltar a ser tão tentador?

– Onde você mora Rachel?

– Por quê?

– Precisamos ir até a sua casa para você pegar algumas roupas. Vamos pra casa de Russel.

– O que?????-. Gritaram Rachel e Ashley juntos.

– O que deu em vocês?-. Perguntei olhando as duas.

– O que deu em você Quinn? Eu não volto para lá de jeito nenhum.

– Ashley , eu preciso voltar lá. Tenho que levar Rachel. Olhe para ela, ela não está em seu estado normal, Russel é medico vai saber o que fazer.

– Quinn nós acabamos de sair de lá. Você mesma confessou que não aguentava mais. E agora quer voltar? Por ela?

Ashley apontou para Rachel que ainda não tinha desviado os olhos de mim desde que eu anunciei que tínhamos que procurar Russel.

– É Preciso Ashley .

– Não é. Ela que vá sozinha. Você dá o endereço.

– Eu não vou largá-la sozinha aqui Ashley .

– Acorda Quinn, ela não é mais uma criança. Já é uma mulher. Ela pode muito bem se virar sozinha. Nós não vamos voltar para lá!

– Você não fala por mim e sabe disso.

– Nós estamos juntas e eu estou dizendo que não vamos voltar! – Ashley gritou

– Eu não acredito. – Rachel murmurou baixinho.

– o que?

– Eu não acredito que você já está tão louca para me largar de novo.

– Eu não estou te entendendo Rachel.

– Você! — ela gritou – você não pode esperar nem mesmo uma hora antes de já querer me passar para outra pessoa.


Eu estava paralisada com o surto dela.


– Qual é o problema Quinn? O que tem de errado comigo que você não suporta minha presença?

Eu não sabia o que fazer. Sabia que a tinha magoado há muitos anos atrás, mas não imaginei que ela teria essa reação agora, depois de tanto tempo.

– Rachel, eu só quero o melhor para você.

– Claro-. Sua voz era cheia de sarcasmo. Ela deu um passo à frente. – Desde que o melhor seja ficar bem longe de você não é?! – ela cuspiu essas palavras com raiva e isso foi como um tapa pra mim.

Doeu. Eu queria mais que tudo ficar com ela. Mas não podia.

Eu queria a proteção da minha família justamente para poder ter algumas horas com ela.

Por que será que era tão difícil assim dela entender.

Mas eu não tive muito tempo para pensar nisso, pois eu vi Ashley se aproximar com ódio dela.

– Como ousa falar assim com minha mulher sua idiota.

Eu corri e me coloquei na frente dela.

– Se tocar nela, você morre Ashley ! – eu falei baixo, mas ameaçadoramente.

– Olha como ela está te tratando.

– Isso é problema meu. Não se meta nisso. Se quiser ficar comigo você vai conosco até a casa dos Fabray’s. Ou então você pode ir embora agora que depois nos encontramos. A decisão é sua. Mas eu não vou largá-la aqui sozinha. Não adiante me pedir isso por que eu não faço.

– Você vai preferir ela a mim? A mim? Sua companheira?!

– Você ainda não é minha companheira Ashley . E não faça tanto drama. Eu só preciso cuidar dela.

– Essa ai sempre vai precisar de cuidados Quinn. E como vai ser? Sempre será ela?

Eu não sabia o que responder.

Estava confusa.

Sabia que Ashley de certo modo com a razão. Rachel sempre iria precisar de cuidados, ela era uma humana frágil.

Mas eu não poderia sempre colocar Ashley em segundo plano. Vampiro nenhum no mundo aceitaria isso.

E de todos os vampiros que eu já encontrei por aí, Ashley foi a que mais me agradou. Ela e eu éramos parecidas. E ela sabia me agradar. Sabia ser... sabia ser uma companheira quando éramos somente eu e ela. O problema era quando tinha mais pessoas entre nós. E no momento tinha a pessoa mais importante no mundo para mim. Rachel.

– No momento eu preciso cuidar dela. Eu já disse.

Me virei para Rachel que para meu espanto estava chorando.

– O que foi Rachel? – me aproximei dela, apavorada com medo de ela estar sentindo algo devido às drogas ou talvez medo da Ashley .

– Eu – ela fechou os olhos e suspirou – eu sonhei tanto com esse momento. Mas nunca imaginei que você se cansaria de mim de novo tão rapidamente.

– Não é isso. Eu só preciso te levar lá para que Russel te veja, te examine.

Ela abriu os olhos e parecia que eu podia ver sua alma. E ela estava despedaçada.

– Não precisa mentir para mim Quinn. Não sou mais uma criança.

– Eu não estou...

– Vamos logo-. Me interrompeu e começou a andar.

– O que?

– Vamos logo ver Russel. Você disse que é isso que você quer. Também tenho saudades deles. Então vamos logo.

– Você primeiro tem que me dizer onde mora para que possamos ir lá pegar algumas coisas.

– Não. Eu não preciso levar nada. Eu vou com você, vejo sua família e amanhã venho embora. Não vou ficar lá nem um dia.

Ela estava tão magoada. E eu não estava pronta para deixá-la sozinha. Mas no momento o melhor seria aceitar sua condição. Não faria bem a ela ficar discutindo isso agora.

– Tudo bem, vou ligar para eles avisando que estamos voltando.


Eu disse já pegando meu celular. E ao fazer isso lembrei que teríamos que ir de carro. Então me virei para falar com Ashley e rezando para que ela não falasse nenhuma gracinha.



– Querida, será que você pode ir buscar nosso carro. – dei bastante ênfase a palavra carro para ela entender.


Ela riu cinicamente e respondeu.

– Claro meu amor. Vou sim, e vou aproveitar que fazer um lanchinho, pois a visita da sua amiguinha esta me dando fome.

Me arrepiei com as palavras de Ashley . Será que o sangue da Rachel era tão forte para a Ashley como era para mim? Se fosse esse o caso eu teria que despachar Ashley logo. Antes que ela perdesse o controle.

Rachel permaneceu calada por muito tempo. Já havia se passado uns 10 minutos desde que Ashley saíra, com certeza ela estava se livrando de um corpo por aí. Provavelmente seria o corpo do próprio motorista do carro.

– Você a ama?

Me assustei com a pergunta repentina dela.

– Como?

– A sua namorada. Ashley . Você a ama?

–Isso é complicado Rachel. Eu não posso dizer que é amor, mas ela e eu estamos muito ligadas.

– Há quanto tempo estão juntas?

– Há dois anos.

– Dois anos. – ela murmurou para ela mesmo.


POV Rachel.


Dois anos. Ela já namorava a mulher desde que eu tinha apenas 17. É eu não tinha a menor chance mesmo.



Chance? O que eu estou pensando.


Não pode haver nada entre eu e ela. Quer dizer, eu tenho muita raiva dela por ter me deixado. E ela também era uma espécie de mãe para mim.

Mas é estranho. Aqui agora na minha frente eu não consigo mais vê-la assim. Como mãe.

Eu sinto algo tão estranho quando olho pra ela. E o ódio que eu senti da namorada dela quando ela a chamou de amor.


Ah, o que tem de errado comigo.



Por que eu não paro de pensar nela assim. Como mulher. E de preferência comigo.



POV Quinn.


Ashley finalmente chegou.



Eu já tinha ligado para os Fabray’s avisando que eu estava voltando para lá com Ashley , que precisava falar algo muito importante com Russel.


Judy estanhou muito, e apesar de ter ficado feliz com meu retorno demonstrou um nervosismo anormal ao falar comigo. Eu não entendi nada.

Desde que entrara no carro Rachel não abriu a boca. Eu até tentei puxar assunto, mas só recebi respostas como sim e não.

Parei de tentar conversar e me virei para frente.

Ashley pegou minha mão e beijou.

– Me desculpe pelo meu comportamento.

– Já é a segunda vez que me pede desculpas hoje Ashley .

– Eu sei. Vou tentar me comportar melhor eu prometo. Sabe que eu te amo não sabe?.

– Eu sei. Sei que é difícil para você. Vou tentar não complicar tudo ta bom?

– Que bom.

Ela falou feliz e se virou para a estrada. Ashley dirigia a uns 130 km/h. logo chegaríamos a Lima novamente. Ela ainda segurava minha mão e eu ouvi Rachel bufar lá trás. Vi Ashley trancar o maxilar, mas resolvi ignorar as duas. O carro era muito pequeno para uma discussão entre nós três.

Depois de algumas horas de viagem, nós chegamos.

Assim que descemos do carro, a porta da frente foi aberta e todos saíram para nos cumprimentar.

– Quinn minha filha que bom que voltou. – Judy falou me abraçando

Correspondi ao seu abraço.

– Desculpe por mais cedo Judy

– tudo bem, eu te entendo minha filha.


Um a um todos foram me cumprimentar e quando olhavam para Ashley só fazia um aceno com a cabeça.



Depois do último abraço de Puck, foi Russel quem falou.


– Quinn qual era o assunto tão importante que te fez voltar? Tem algo a ver com a pessoa que eu sinto que está dentro do carro?

Russel olhava nervoso de mim e para Ashley . Com certeza imaginando mil e um motivos para ter uma humana junto de nós duas. E como o cheiro de Rachel ainda estava muito diferente, ele não imaginava quem era na verdade.

– Sim Russel. Essa pessoa é o verdadeiro motivo de eu ter voltado. Eu me encontrei com ela em Paradise.

– Nossa, quem é então?

– Será que você pode sair do carro, por favor?

Eu falava com Rachel, mas não quis dizer seu nome. Quis aproveitar para aumentar o suspense. Sabia que eles iriam amar a surpresa.

Assim que ela desceu do carro todos ficaram parados olhando para ela.

Ela também os olhava e com lágrimas nos olhos.

Eles pareciam tão confusos. Mas eu via que eles também achavam que tinha algo de semelhante nela.

–Minha filha, quem é esta jovem?

– Ela é...

– Me deixe eu dar uma dica primeiro? – Rachel pediu, levantando uma sobrancelha.

Assenti com a cabeça e ela se virou para minha família.

– Eu hoje encontrei de novo o meu anjo.

Ela falou se virando para mim com seus olhos brilhando. E mais uma vez eu me vi hipnotizada pelo olhar dela. Mas tive minha atenção desviada quando minha mãe gritou.

– Rachel?!?!?!?

Continua...

Notas finais
Boa noite
Comenteeeemmmm
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