Notas iniciais
Hey ameus amores aqui esta mais um capitulo
Essa história tem mais de 40 leitores, mas apenas 5 ou 6 pessoas comentam... Eu ja TENHO 34 capitulos dessa história prontos, entao eu vou fazer um esquema com voces ok?!
Um esquema de 10 comentarios por capitulo, quanto mais voces comentarem, mais rapido eu posto os capitulos para voces ;)
Boa leitura

Quinn POV.

Como eu gostei de sugar aquele verme até a morte.

Na verdade eu queria torturá-lo um pouco, sabe, quebrar uma perna, torcer um braço. Adorava fazer isso quando pegava esses trastes maltratando seres indefesos.

Mas com esse eu não consegui. O sangue daquela criança estava me enlouquecendo. Nunca antes senti tanta sede em minha existência.

Senti algo estranho dentro de mim quando vi aquele monstro surrando aquela criança indefesa. Tratei de mostrar que estava ali para fazê-lo parar. Mas por mais estranho que pareça eu não consegui atacá-lo de imediato. O cheiro do sangue da criança me atingiu em cheio. Acordou de imediato a fera dentro de mim. Tive que me preparar primeiro antes de atacar, do contrário acabaria bebendo da menina também.

Tagarelei por um tempo com aquele traste, o suficiente para me preparar para resistir à tamanha tentação.

Mas então quando vi que ele machucaria mais uma vez a criança eu não esperei mais. Tratei de me colocar na frente.

Tive o cuidado de manter meus olhos fechados o tempo todo. Sabia que a criança já estaria traumatizada pelo espancamento, a última coisa que ela precisava era ver meus olhos vermelhos e assim passar o resto da infância tendo pesadelos com os olhos de uma fera.

Arrastei o verme até um local aonde a criança não pudesse ver o que eu faria e ali eu o suguei até a última gota de sangue.

Depois de totalmente drenado eu o desmembrei e joguei os pedaços dentro da caçamba de lixo, provavelmente seria triturado no caminhão de lixo sem que ninguém percebesse e com certeza ninguém daria falta de um traste desses.

Eu poderia sair daquela rua pulando pelos telhados, mas eu queria acalmar a criança. Dizer a ela que aquele homem nunca mais encostaria nela.

Então eu voltei pelo mesmo caminho e tomando o cuidado de passar o mais longe possível dela e de prender a respiração eu passei por ela e falei que o homem nunca mais a machucaria.

Mas a criança me surpreendeu ao me pedir ajuda. Normalmente depois de me verem, as pessoas morriam de medo de mim e ali estava aquela garota implorando nem que fosse apenas a minha companhia.

Tirei coragem não sei de onde a peguei em meus braços para levá-la até o hospital mais próximo.

Ela sangrava muito, e isso só fazia eu me sentir pior, sentia tantas coisas ao mesmo tempo.

Sentia raiva de mim por querer o sangue de uma menina que com certeza já tinha sofrido muito na vida e que no momento estava entre a vida e a morte. Sentia raiva das pessoas.

Como era possível que essa pequena criança vivesse na rua e ainda fosse espancada e ninguém fizesse nada para ajudar? Senti muito medo de não conseguir ajuda a tempo e medo também de fazer algo errado. Ela era tão frágil, eu mesma poderia acabar quebrando algum de seus ossos mesmo sem querer. Fora a velocidade que eu ia.

Eu passei a pular pelos telhados e correr na minha velocidade, mas tive medo que isso apenas piorasse o seu estado.

Eu corria como se a minha própria existência dependesse disso. Naquele momento a vida daquela humana era tudo que importava para mim.

Ao chegar ao hospital eu inventei uma história qualquer para justificar os machucados, assim como inventei um parentesco entre nós duas e também inventei um nome para ela, uma vez que eu não sabia seu nome.

Assim que os médicos a levaram para fazerem uma bateria de exames, eu corri para fora do hospital. Fui para um beco não muito longe dali e fui logo drenando um gigolô e uma prostituta que lá estavam. Eu não era mais assim, não matava mais ao acaso, mas ficar próxima a ela, ter seu sangue em minhas roupas era muito para minha sanidade. Saí de lá largando seus corpos lá mesmo. Arrombei uma loja e troquei de roupa.

Fui para o alto de um prédio e lá fiquei meditando. Tentei ligar para a família de Russel, mas ninguém atendia aos celulares. Provavelmente estariam caçando. E pareciam ter ido todos juntos uma vez que ninguém atendia, e isso não era um bom sinal, pois sempre que iam juntos em caçadas eles não tinham previsão de voltar, era nessas poucas ocasiões que eles se deixavam levar pela verdadeira natureza deles e ficavam um tempo afastados da civilização.

Logo agora que eu precisava tanto deles. Precisava da experiência médica de Russel para me assegurar que a menina estaria recebendo os melhores cuidados, precisava da minha irmã bruxinha vendo o futuro dela e me assegurando que ela ficaria bem e acima de tudo precisava de Judy. Ela sim saberia como cuidar de uma criança, saberia o que fazer com ela.

Não duvidava que eles ficariam com ela até ela ficar totalmente bem. Era até capaz de fazerem uma loucura e ficarem com ela de vez. Lembro-me bem de ouvir várias vezes Marley dizendo o quanto sonhava em ser mãe.

Eu voltei ao hospital para vê-la, mas sempre recebia a mesma notícia, ela ainda estava inconsciente, entrava para vê-la algumas vezes, mas era muito difícil para mim, o hospital por si só já é um lugar que exala sangue de tantos feridos que tem lá dentro, ter que aguentar esse aroma misturado ao sangue dela... não isso era demais para mim.

Eu ficava como uma louca circulando o hospital.

Era como se existissem duas Quinn’s dentro de mim. Uma queria ficar ao lado da criança e cuidar dela. A outra queria drená-la até a morte ou pelo menos ir para o mais longe possível daquele cheiro tentador.

Mas nenhuma delas vencia. Nem eu conseguia ficar perto dela cuidando dela, e nem conseguia me afastar.

Será possível que vampiros ficassem loucos? Pois era isso que eu achava que estava acontecendo comigo.

Me vi aliviada quando soube que ela acordou, fui vê-la de imediato, estava muito preocupada, afinal dormir por 5 dias não é normal para um humano.

Mas também, o que eu sei dos humanos? Sou um monstro que apenas tira seu sangue para poder sobreviver.

Mas quando achei que já estava chegando ao fim minha tortura eis que ela aumenta.

A humana mostrou que criou laços afetivos comigo. Imagina que chegou a deixar escapar que queria que eu fosse sua mãe. Que a criasse. Logo eu?!

Um monstro que era, usado para dar vidas aos medos de todas as crianças. Um ser mitológico até hoje relembrado em filmes e mais filmes de terror.

Mas ela parecia não ter o menor medo de mim. Aliás, acho que ela não tinha o menor senso de auto preservação. Imagine que chegou a dizer que preferia meus olhos na cor vermelho. Imagine só.

Tanto que tentei esconder dela meus olhos e, no entanto ela confessa que os preferia daquela cor.

E agora aqui estava eu, mais uma vez preocupada com ela e imaginando o que eu poderia fazer para ajudá-la.

Não posso negar que gosto dela também. O simples fato de se mostrar corajosa perante mim e de demonstrar tão facilmente o quanto gostou de mim já me cativou.

Mas aí é que está o problema. Eu não sei como demonstrar afeto por alguém. Nem mesmo com os Fabray’s que considero como minha família eu sabia como me comportar, imagine então com uma criança humana.

E mesmo se conseguisse, como suportaria ficar perto dela. Se somente os poucos minutos que passei com ela já foram o suficiente para me enlouquecer e sair por aí drenando o primeiro que passasse na minha frente.

Se me permitisse ficar mais tempo com ela, das duas uma. Ou eu a drenava logo de uma vez. Coisa que estava totalmente fora de cogitação. Ou a população mundial iria diminuir drasticamente. Pois seria uma média de dois humanos por hora.

E agora o que eu iria fazer?

Os Fabray’s ainda não haviam voltado da sua caçada. E eu vou matar Brittanny quando ela voltar. O quê que aquela criatura está fazendo que não me enxerga aqui desesperada. Ow vidente de meia tigela.

Eu tenho que encontrar uma solução.

Rachel vai sair do hospital em menos de 8 horas e eu não tenho nem ideia do que vou fazer.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado... Comentem
beijos