Notas iniciais
Novo capitulo para vcs
Boa leitura

POV QUINN

Eu ainda não acreditava no que eu tinha feito.

Me sentia dividida.

Metade de mim se sentia feliz e radiante. Agora além de minha, ela seria eternamente minha!

Não haveriam mais medos de perde-la. Dela se machucar, ou de meu mundo se tornar de mais para ela.

Por outro lado, eu me recriminava. Como pude transformá-la no que eu mais odeio, no que eu jamais queria ter me tornado.

Enquanto mantinha sua mão entre as minhas, minha mente travava uma batalha interna da qual eu sabia que não haveria vencedor. Então, em meio aos meus pensamentos sou surpreendida por uma mão tocando meu ombro de maneira reconfortante.

–Você fez a coisa certa Quinn. Era o certo e o que ela queria. Não se culpe por isso-. Santana dizia de forma calma e mansa.

– Ela vai me odiar quando acordar... eu sei-. Sussurrei.

– Não vai não!-. Brittanny declarou entrando no quarto também.

– Como sabe?

– Por que eu vi!

Ela disse como se contasse em segredo, sussurrando.

– O que você viu, me conte, por favor?- Implorei a ela.

– Ah minha irmã, ela vai acordar maravilhosa... 10 vezes mais linda do que é agora. E vai estar feliz Quinn.... se possível te amando ainda mais, eu vejo, ela sorri sem parar abraçada a você.

Soltei um suspiro de alivio, como se estivesse presa em algum lugar sem respirar e de repente alguém abrisse a porta.

Ela não me odiaria... ela estaria feliz.

– Eu estou aqui meu amor.... estou ao seu lado, esperando você voltar para mim-. Disse ao seu ouvido.

Então eu senti que todos estavam no quarto comigo.

Lembrei de fazer uma coisa.

– Obrigada Puck... funcionou, como você disse que aconteceria.

– Eu sabia, ainda me lembro bem.

– Como será que isso funciona?

Russel divagou como se falasse com ele mesmo.

– Não sei, talvez o laço de sangue com companheiros seja ainda mais poderoso do que saibamos. – disse Santana de forma pensativa.

– O que fez agir dessa maneira naquela época Marley?-. Russel perguntou.

– Não sei. Tudo que sei é que eu soube que não viveria sem ele ao meu lado. Então não pensei, apenas o marquei como meu e o transformei. Quando a dor começou e ele começou a convulsionar, eu sem saber o que fazer apenas peguei em sua mão. E percebi que ao fazer isso ele parava de gemer e se contorcer.... ficava mais calmo, então passei a transformação toda ao seu lado. O resto vocês sabem, ele acordou e disse que correspondia ao que eu sentia e que não havia sido tão ruim assim passar por tudo, que havia sido suportável.

– Incrível..... nunca soube nada disso, sempre achei que fosse apenas uma coincidência, mas agora, com Quinn repetindo seus atos, posso ver que existe alguma lógica nisso, alguma razão desconhecida para esses acontecimentos.

Russel dizia, mas só uma parte de minha mente prestava atenção. O resto de mim ansiava que ela realmente não sofresse muito.

– Deveria se alimentar minha filha. – Judy falou- Você logo estará faminta, seu corpo ainda não se acostumou a nossa dieta, é mais difícil para você.

– Só sairei daqui com ela ao meu lado mãe. Caçaremos juntas quando ela acordar-. Disse decidida, não deixando assim margem para ninguém insistir.

Eles foram um a um saindo do quarto. Às vezes voltavam juntos, às vezes sozinhos.

Os que vinham mais frequentemente eram Brittanny, Santana e meu pai.

Todos sempre me encorajando, dizendo que tudo ficaria bem, mas eu só acreditaria na hora em que Rachel acordasse.

...

Eu estava há horas, dias ou minutos segurando sua mão. Não poderia dizer ao certo, pois não percebia o tempo passar.

Só observava a respiração dela, me mantinha focada em ver que ela estava viva, afinal eu tinha feito tudo direito.

Foi quando para meu espanto, sua mão apertou a minha. Levantei em um pulo da cama, mas deixei minha mão segurando a sua como estava.

Fiquei nervosa, implorando que ela fizesse o gesto de novo.

Mas os segundos se passaram e nada.

– Vamos Rach, acorde.

Nada!

– Estou aqui amor, estou te esperando.

Então mais uma vez ela apertou minha mão.

Eu sabia... estava acabando, agora faltava pouco.

Senti uma calma me invadir.

Era Santana.

– Estou bem Sant.

Afirmei, não precisava disso.

– Você sim, mas ela não. Ela esta muita nervosa, sabe como é perigoso, talvez seja melhor nós subirmos...

– Não!-. A interrompi. – Continuem aí. Vai ficar tudo bem.

Todos estavam no jardim da casa, ou melhor, na floresta que ficava atrás da casa. Esperavam ansiosos pelo fim da transformação de Rachel.

Santana disse que ela estava nervosa.... talvez seja a sede já secando sua garganta. Talvez ela esteja arrependida, ou talvez só esteja querendo que toda essa agonia acabe logo.

Eu não podia saber o que aconteceria agora, tudo em que eu podia me agarrar era na visão de Brittanny que disse que ela acordaria me amando do mesmo jeito que antes.

Mais alguns minutos se passaram e então seus pés começaram a se mexer também. Logo depois senti sua respiração se acelerar.

Mais uma vez sua mão apertou a minha e com força.

E então nada.

Nem ao menos ela respirava mais, então eu sabia, tinha acabado. Como ela não se movia, eu fiquei nervosa e resolvi falar com ela.

– Abra os olhos amor, estou aqui.

Então, ela abriu e no mesmo segundo, ela estava de pé diante de mim.

E Brittanny não errara, ela estava ainda mais linda do que antes, se é que isso era possível.

Ela estava gloriosa!

Seus cabelos que antes eram lisos agora estavam bem mais volumosos, o que aumentava aquela bagunça sexy nos cabelos dela, a cor castanha agora brilhava e dava para ver de longe a textura macia de suas mexas.

Ela estava mais ereta e com isso mais alta, seu rosto um pouco mais fino. Seu nariz mais anguloso, e as maçãs do rosto menos pronunciadas. Seus lábios estavam mais cheios e convidativos. Seu corpo estava ligeiramente mais musculoso, suas curvas estavam mais acentuadas.

Seus ombros agora eram imponentes.

Sua aparência não era mais a de uma jovem de 19 anos, agora ela passaria tranquilamente por uma mulher de uns 23, 25 anos.

Ela exalava maturidade e sensualidade.

E pra meu total descontrole, ela vestia a mesma coisa que estava quando eu a mordi, ou seja, nada. Eu sentia o cheiro de sua excitação e com isso eu enlouquecia ainda mais.

Toda essa inspeção durou meio segundo.

Olhando de volta em seus olhos, eu me perdi na sua nova cor de íris. Estava de um vermelho ainda mais vivo do que a que eu tinha há alguns dias atrás. E mais lindo do que nunca.

Eu engoli em seco, pois ela permanecia calada, me inspecionando do mesmo modo que eu fazia com ela. Então, lentamente eu levantei uma mão minha e toquei seu
rosto.

Ela fechou os olhos quando toquei sua face e sua mão segurou a mantendo ali.

– Eu te amo!

Eu sussurrei para ela.

Então, ela abriu os olhos e me encarou, para no segundo seguinte me abraçar.

– Eu te amo!

Me senti flutuar com sua declaração.

Ela ainda me amava afinal.

– Obrigada-. Ela disse em meu ouvido.

Me afastei para ver do que ela falava.

– Obrigada por me transformar. Por me fazer sua para sempre. Por .... por me amar.

Ela dizia olhando dentro dos meus olhos.

Pensei no que ela disse, ela não tinha que me agradecer por nada. Aquilo no fundo era errado...

– Não é errado Quinn. Era o que eu queria, o que eu precisava.

Uma parte de minha mente registrou que ela respondeu a uma pergunta muda minha, mas a maior parte de mim estava hipnotizada por aquele sorriso torto e fodidamente sexy no rosto dela.

– Será que agora eu consigo te deslumbrar? Como você faz comigo?-. Ela sussurrou para mim.

Sim, mil vezes sim. Puta merda, ela me deslumbrava e muito.

– Bom saber disso.

– Disso o que?-. Perguntei curiosa.

– Que eu te deslumbro.

Ela falava preguiçosamente, enquanto passava a ponta de seus dedos por minha clavícula, mandando meu controle para o espaço.

Ela deu uma risadinha.

– Mas eu não disse... nada-. Gaguejei vergonhosamente.

– Você disse claramente Quinn, você até usou uma palavra nada bonita para dizer como eu mexo com você.

Ela falava ainda alisando meu pescoço.

Então ela parou e me encarou. Parecia meio confusa.

– O que esta acontecendo?-. Perguntou franzindo o senho

Eu não sabia o que dizer, mas sabia que tinha que acalmá-la, afinal ela era uma recém-criada.

– Eu não sei, mas vamos descobrir, mas primeiro... vamos caçar, você deve estar com sede.

Ela me analisou e mais uma vez inspecionou meu corpo inteiro.

– Nem tanto na verdade. Minha garganta queima um pouco, mas nem se compara a fome que estou sentindo agora.

– Fome?

– Sim, fome de você, do seu corpo.

E então seus lábios estavam esmagando os meus, e céus, como era bom esse beijo.

Era diferente de todos os outros.

Ela me beijava com paixão e loucura. Seus lábios faziam pressão sobre os meus. Se moviam e forçavam minha boca. Sua língua explorava minha boca, me causando sensações inexplicáveis.

Sua mão apertou minha cintura e pela primeira vez, não precisei pensar que queria que fosse mais forte, pois ela me esmagava em seus braços e aquilo era bom de mais.

Um gemido rouco delicioso saiu de seus lábios no exato momento que pensei isso, como se ela tivesse ouvido e gostado.

Finalmente pude me soltar com ela, puxava seus cabelos e me moldava ao seu corpo sem me preocupar em mata-la.

Ela era como eu, igual a mim.

Céus, ela era uma imortal agora.

Com essa constatação subi em seu colo.

Eu puxava e arranhava. Mordia. Minhas prezas cresceram e arranhavam sua pele e ela delirava com isso.

– Céus como isso é bom.

Ela disse gemendo enquanto minhas prezas desciam arranhando sua garganta. Em um segundo ela rasgou minhas roupas e eu estava nua ainda em seu colo.

Posicionei minha mão no meio de suas pernas e pressionei seu clitóris e o som glorioso que ouvi, me fez gemer. Ela rosnou alto, um som que em muitos causaria pavor, mas em mim apenas excitava ainda mais.

Ela me deitou na cama e subiu em mim. Busquei seus olhos e eles me olhavam com luxuria, desejo e paixão.

Não havia palavras agora, nossos corpos falavam por nós.

Seus lábios desceram por meu corpo, beijando e mordendo, quando alcançaram meus seios ela os sugou como uma criança faminta.

Apertou seu corpo de encontro ao meu. E mais uma vez adorei que ela fosse forte e que fizesse aquilo com força.

Eu também podia me entregar aos meus desejos, não precisava ficar raciocinando a cada movimento que fazia.

Enlacei minhas pernas em sua cintura e com isso nossos sexos se encontraram. Um rugido gutural escapou de seus lábios e ao levantar o rosto eu pude ver.

Lá estavam suas prezas, grandes e afiadas. Um sinal de prazer, de luxuria. De como eu a estava satisfazendo. Me senti selvagem e pela primeira vez não me importei de sentir assim.

Num átimo, nos virei na cama ficando por cima dela.

Me encaixei em seu corpo enquanto minhas unhas em forma de garra arranhavam seu abdômen e ela revirava os olhos de prazer.

Ela apertou o meu quadril com força, em uma ordem muda de que eu me movimentasse.

Comecei os movimentos que em menos de dois segundos já eram intensos e rápidos. Ambas tínhamos fome e pressa em saciá-la.

Ela apertava minha cintura e acompanhava meus movimentos, os intensificando. Em certo momento, quando o prazer máximo se aproximava ela inverteu as posições.

Ficou por cima de mim. Seus lábios devoravam os meus.

Suas investidas eram vigorosas, a cama protestava em baixo de nós, e em algum lugar da minha mente eu sabia que logo ela estaria quebrada. Mas eu não me importava com isso, não me importava com nada.

Só queria sentir seu corpo se chocando contra o meu. Tirei uma das minhas pernas de sua cintura e plantei meu pé na cama. Assim ajudando com os movimentos.

Éramos duas na corrida em busca do prazer.

Logo explodimos em um orgasmo maravilhoso.

Ela me deitou novamente na cama e deitou por cima de mim. Embora não precisássemos respirar, estávamos ofegantes.

Seus olhos nunca deixando os meus.

Um sorriso se formou em meus lábios e foram espelhados pelos lábios dela.

Um sorriso lindo.

– Eu te amo! – dissemos ao mesmo tempo.

Minha mão passeava pelo seu cabelo.

– Agora que já matou sua “fome” o que acha de irmos caçar?

– E quem disse que já matei minha fome? Estou muito longe disso Quinn.

E com isso eu ri e pela forma que nossos corpos estavam colados, o meu riso causou uma colisão dos nossos sexos, me mostrando que eu também estava longe de matar a minha própria fome.

– Viu, você também me quer.

Disse já me beijando, e com todo autocontrole do mundo eu a parei.

– Não amor, precisamos caçar, em pouco tempo a sede será tão grande que você não conseguirá se controlar.

Disse séria e ela assentiu.

Me deu mais um beijo e se levantou.

A imitei e logo peguei algo no armário para vestir. Ela colocou uma calça jeans e uma blusa azul. Estava linda como sempre. E agora um tanto mais... mulher, mais feroz.

Me virei e ela me abraçou por trás.

– Adoro quando você fala assim de mim.

Me virei a encarando.

– Eu não disse nada... de novo.

– Mas... -. Ela parecia ainda mais confusa. Ela sacudia a cabeça, como se para as coisas se encaixarem lá dentro. – Então o que é tudo isso que eu estou ouvindo? Quinn eu juro, é a sua voz que eu ouço!

Com aquela informação, eu me lembrei que antes da transformação, ela já mostrava saber de coisas que não eram ditas.

E num estalo eu entendi tudo.

– Você acordou com um dom Rachel.

– Dom? Como você e Santana? Como Britt?

– Sim, só que um dom incrível, eu nunca vi nada igual em meus quase 200 anos.

– Mas o que é?-. perguntou com olhos curiosos.

– Você esta lendo mentes Rachel.

E na minha frente eu via uma vampira pasma de boca aberta em surpresa.

– Isso é possível?

– Nessa vida de imortais tudo é possível.

Eu pensei com força “pode me ouvir Rachel”

– Claro que posso Quinn, por quê?

– Viu, eu não disse nada, só pensei.

Ela tinha um sorriso no rosto, igual a uma criança que ganhou o presente que queria na manhã de natal.

– Eu tenho um dom?... Amor, isso é ainda melhor, viu, tenho um dom assim como você, sou ainda mais parecida com você.

Boba e apaixonada como eu vinha sendo, eu me aproximei dela e toquei seu rosto.

– Você sempre foi talentosa, o seu maior dom foi ter me salvo. Você me salvou de mim mesma Rachel.

Então mais uma vez nos beijamos.

–E agora? O que acontece?

–Agora vou te levar para caçar.

Ela andava ao meu lado de mãos dadas comigo.

Descemos as escadas em um milésimo de segundo. Ainda era difícil para ela andar ou se mover de forma humana. Assim que passamos pela cozinha eu a levei para parte de trás da casa.

– Vamos até a floresta Rachel. Vamos achar algo para aplacar sua sede.

Então ela me parou.

– O que foi?-. Perguntei confusa.

Ela suspirou, e sem olhar para mim enlaçou minha cintura.

– Não sei bem como te contar isso... mas minha garganta queima tanto... tanto que.... que eu não quero sangue animal Quinn..... quero que essa sede acabe, vamos caçar como você fazia? Vamos caçar criminosos.

Eu tentei sair de seu abraço, mas não consegui. Ela era um recém-criada, muito mais forte que eu. Então com calma eu me virei um pouco em seus braços e toquei seu rosto.

Ela fechou seus olhos se negando a olhar para mim.

– Não diga nada Quinn, eu estou vendo seus pensamentos, sei que você não quer que eu faça isso, sei que eu dizia que era errado, mas eu estou com tanta sede, eu quero, eu preciso de sangue humano.

Então seus olhos vermelhos abriram e me encararam suplicantes.

– Por favor Quinn?

Continua....

Notas finais
Comenteeeeem *-------------*
Até o proximo