Notas iniciais
Hey pessoal primeiramente eu gostaria de agradecer a todos os que comentaram no prologo da história, eu espero que vocês continuem acompanhando até o final *---*

Eu também gostaria de explicar algumas coisas:
1° Os poderes dos meus vampiros serão parecidos com os dos personagens de crepúsculo. Se alimentam de sangue animal (menos a Quinn) Brittanny pode ver o futuro; Santana consegue sentir as emoções das pessoas... Puck e Marley são um casal, assim como Russel e Judy (Aqui Russel é do bem)
Bom por enquanto é só isso...
Espero que gostem do capitulo.

Quinn POV.


Eu já andava a mais de duas horas procurando minha vítima. Sim, vítima. Eu me alimento de sangue humano. Mas não de qualquer humano. Eu odeio profundamente o que eu sou. Sou um mostro desalmado que tira vidas para poder sobreviver. Então em uma vã tentativa de amenizar um pouco o mostro que eu sou há mais de um século, que eu passei a me alimentar apenas de monstros como eu.

Como eu.

Isso soa ridículo, pois por mais malvado que um humano seja, jamais ele seria comparado a mim. Pois mesmo que ele fosse um assassino ou raptor de criancinhas, ele não as matava para beber seu sangue e assim sobreviver apenas para dar continuidade a essa vida sombria de matanças.

Há... como eu me odiava profundamente.

Sentia repulsa por mim e por todos da minha espécie. Sim, eu não sou a única vampira do mundo. Infelizmente existem centenas como eu. E eu odeio a quase todos. Apenas suporto a minha espécie para saciar as vontades do meu corpo e logo depois sumo.

Eu odiava isso, mas o que eu sou, essa criatura vil, além de ser um monstro sugador de sangue, também era uma criatura luxuriosa por natureza. Sangue e sexo eram as minhas constantes vontades. Sangue eu não conseguia suportar muito tempo sem, mas sexo eu fazia questão de suportar até o meu limite. Odiava a mim mesma por me deitar com criaturas como eu.

Os únicos vampiros que eu suportava ficar perto e até mesmo gostava da presença deles eram os Fabray’s.

Os Fabray’s são um clã de vampiros compostos por 6 vampiros, dois machos e quatro fêmeas. Russel era o líder do clã e Judy era sua companheira.
Brittanny e sua companheira Santana. Puck e sua companheira Marley.
Eram vampiros de idades diferentes que foram transformados em épocas diferentes e por motivos diferentes. Mas o que eles tinham em comum não era apenas o fato de serem vampiros e de se gostarem, mas sim o fato de todos eles se alimentarem de sangue animal.

Ahhhh, como eu gostaria de ser capaz disso. Poder sobreviver sem ter que tirar a vida de ninguém.

Eu os conheci a mais ou menos uns 70 anos.


Flash Back on


Eu vagava pelo Alasca, um paraíso para criaturas como eu. Fria e inóspita em sua maioria, apenas com pequenos povoados distantes entre si. Mas eu não vagava pelos povoados e sim sem rumo pela imensa selva de gelo.

Mas em uma noite linda e estrelada daquele lugar indomado pelo homem, eu me surpreendi sendo cercada por 6 vampiros. Na hora eu me assustei e me coloquei em posição de ataque e coloquei meus poderes em ação. Coloquei meu escudo em volta de mim, para que não conseguissem me atacar.

Eu era constantemente atacada por vampiros que me queriam em seus clãs. Eu era considerada poderosa pelo meu dom do escudo físico e mental. Mas eu me recusava a ter um clã. Eu me recusava a andar com criaturas como eu.

– Ela está assustada e com medo. – começou a falar uma vampira de aparência latina. – mas ela não é como os outros.

– Eu disse a vocês. Ela é como nós, não gosta do que é. – falou uma vampira loira, alta e com um pequeno sorriso.

Depois de escutarem o que as duas disseram, eles começaram a andar em minha direção.

Eu rosnei alto avisando para não se aproximarem.

– Tenha calma criança. Não queremos lhe fazer mal. – Uma mulher me disse.

– Então vão embora.

– Só queremos falar com você. – um vampiro alto e de cabelos um pouco grisalhos claros falou. – Sou Russel e essa é a minha família. Só queremos falar com você.

– Vampiros não têm família. – eu cuspia para ele. — Vocês são um clã e me querem com vocês. – eu sacudia a cabeça ainda em posição de ataque. – eu não faço parte de nenhum clã, eu vago sozinha e quero continuar assim. Vão embora.

Mas eles ainda avançavam lentamente em minha direção. Não estavam em posições de ataque, e tinha as mãos levantadas como dizendo que não atacariam, mas eu não confiava, afinal nós vampiros somos astutos e nada confiáveis.

– Eu sei que você não gosta do que é. Eu vi você. Vi sua solidão e tristeza. Viemos para te mostrar que não tem que ser assim-. A Vampira loira me disse.

– Como me viu? Quem é você?

– Sou uma vampira com talentos assim como você.

– E como sabe que tenho talentos?

– Simples. O meu talento é ver o futuro. Eu te vi chegando e estamos te esperando há um mês.

A vampira loirinha falava com as mãos na cintura. Como se estivesse reclamando de algum atraso de minha parte. Esses vampiros eram estranhos.

– O que querem de mim? Já disse que não quero fazer parte de nenhum clã.

– Para de nos chamar assim. – uma vampira de cabelos castanhos falou. – Somos uma família. E apenas queremos conversar com você.

Eu me endireitei e os fitei longamente. Eles eram estranhos. Não tinham uma postura selvagem como eu. E os olhos... eles tinham olhos cor de âmbar. Como isso era possível? Os meus olhos eram vermelho sangue, assim como os olhos de todos os vampiros. E eles eram vampiros, eu podia sentir o cheiro deles, então o porquê daquela cor de olhos.

– Ela está confusa. Não compreende o que somos. — falou de novo a vampira latina.

– Quem é você? Como sabe o que eu sinto?

– Simples minha cara. O meu dom é ler os sentimentos. – ela respondia com um sorriso em sua voz.

– Qual o seu nome criança?. – uma mulher que estava ao lado ao homem chamado Russel perguntou.

– Eu não sou criança, pare de me chamar assim.

– Ora é apenas uma maneira de lhe chamar já que não sabemos o seu nome. – um vampiro enorme falou pela primeira vez. – e você tem que concordar que com esse jeito marrento parece mesmo uma criança.

Ele começou a rir e a vir em minha direção.

– Puck não!

A vampira loira que disse poder ver o futuro gritou para ele, mas era tarde demais. Ele se chocou com meu escudo e foi lançado com força para longe.

Ele caiu a uns 30 metros de distancia. Levantou-se sem acreditar no que tinha acontecido. Em menos de um segundo ele já estava ao lado da vampira de cabelos castanhos de novo. Mas agora me olhava com curiosidade.

– Como você fez isso?

Ele não parecia raivoso e sim curioso.

– Quem são vocês? O que são vocês?

– Vamos conversar, assim podemos te explicar quem somos. Não tenha medo.

– E por que eu deveria confiar em vocês?
.
A vampira latina deu um passo para frente juntamente com a vampira loira.

– Por que você já está cansada de viver como vive. Você não suporta o que você é. Vive sozinha por que não suporta a presença de outros como você e, no entanto não suporta mais a solidão.

– Nos deixe te ajudar, te mostrar que você está enganada, existe sim outra maneira de viver e assim não ser mais esse monstro que você tanto odeia.

Eu abaixei meu escudo e fiz uma última pergunta.

– E quem me garante que vocês não são monstros piores que eu?

– Simples. Olhe nossos olhos. Não são vermelhos como os seu. – O vampiro que se chama Russel falou.

– E o que isso significa?

A vampira loira de repente se postou ao meu lado.

– Significa que não nos alimentamos de sangue humano, que não matamos pessoas. Significa que você tem uma escolha e nós estamos aqui para lhe mostrar que você tem outro caminho a seguir, você tem uma escolha.

Ela me esticou a sua mão me convidando para ir com ela. E naquele momento, com aquelas palavras, ela me convenceu. Eu queria ser diferente. Segurei sua mão e segui com ela até o lugar aonde eles me explicariam tudo sobre eles.


Flash Back off.

Eu os amava como se fossem minha família. Mas infelizmente eu não conseguia viver com eles. Naquela noite eles me contaram tudo sobre eles, como cada um foi transformado e como todos aprenderam a lidar com sua sede.

Me contaram como aprenderam a viver apenas de sangue animal.

Mas infelizmente isso eu nunca consegui fazer.

Após me contarem tudo sobre eles, também me convidaram a viver com eles, coisa quede início eu tentei de bom grado.

Eu gostei deles logo de inicio, mas com o tempo passei a amar cada um deles.
Russel por ser como um pai e Judy por ser como uma mãe.

Puck por parecer uma criança e divertir a todos com seu jeito descontraído.
Marley por ser amorosa e companheira ao mesmo tempo em que era temperamental e mandona. Ela tinha um jeito único de ser que me cativou.

Santana por ser atenciosa e sempre disposta a ajudar, apesar de ser um pouco marrenta.

E Brittanny por ser... Brittanny.

Ela era uma criatura singular. Não existiam palavras para descrevê-la. Ela assim como os outros se tornaram especiais para mim.

Eu realmente queria viver com eles. Mas infelizmente não deu certo. Eles me ensinaram a caçar animais e quais seriam os que melhor matariam minha sede. Porém eu nunca fui boa nisso. Eu até tentei viver como eles viviam, como vegetariana. E não era apenas isso, eles viviam no meio das pessoas, moravam em casas como os humanos.
Trabalhavam, iam a escola, o que eles quisessem. Viviam civilizadamente, não eram como eu, uma completa selvagem. Até eu me adaptar nos mudamos para um lugar aonde ninguém nos veria, assim eu teria tempo de aprender.

Bom, aprender a ser civilizado não foi difícil. Logo me acostumei a deixar meu lado selvagem guardado dentro de mim, o deixando sair apenas nas caçadas. Agora resistir ao sangue humano era outra história. Eu tentava com afinco, mas sempre fracassava. Tive quatro deslizes até desistir de vez.

Eles insistiam que com o tempo eu aprenderia a me controlar, mas eu desisti de tentar.
Eles ainda insistiam que eu me mantivesse morando com eles, coisa que eu tentei fazer.
Aprendi a me portar no meio de humanos, a usar lentes para não assustá-los com meus olhos.
Tudo ia bem, eu aprendi a me controlar perto das pessoas. Era uma simples jovem durante o dia e a noite saia em caçadas. Mas eu percebia o desconforto deles sempre que eu voltava das caçadas e isso ficou cada vez mais difícil de suportar.

Ver a decepção em seus olhos sempre que eu voltava com o vermelho dos meus olhos ainda mais vivo. Até que um dia eu não suportei mais ver essas expressões em seus olhos e decidi que era hora de ir embora.

Eles ainda tentaram me fazer mudar de ideia, mas eu estava determinada. Eles disseram que aquela também era minha casa e que eu poderia voltar na hora que eu quisesse.

Mas eu apenas voltava para lhes fazer visitas, e essas visitas eram raras.

Eu voltei a ser a nômade que eu era, mas preservei a humanidade que eles me ensinaram a ter, assim como preservei o sobrenome daquela família. Eu tinha algum controle sobre a minha sede, então decidi que eu poderia tentar amenizar o monstro que eu era.

Eu vagava pela noite caçando humanos maus e cruéis. Eu era como uma justiceira, caçava e ao mesmo tempo livrava a humanidade de criaturas vis.
Isso funcionou por um tempo, mas depois a amargura e tristeza de matar humanos voltaram. Mas eu não podia mudar isso. Não podia mudar o que sou. O monstro que eu sou.

Sacudi a cabeça livrando minha mente dessas lembranças e pensamentos.
Minha garganta queimava e eu precisava continuar minha caçada. E eu acho que já tenho meu alvo.

Estou ouvindo um homem falar e surrar alguém.

Ah, não posso negar, nessas horas eu gosto de ser o monstro que sou. Pensei enquanto me aproximava.

Continua...

Notas finais
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