Which Side Will Prevail
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Eu espero que gostem e comentem bastante
Boa leitura
POV Quinn
– Quinn, por favor? Espere pelo menos Russel voltar.
– Já disse que não!
– Quinn pense nisso por um minuto ok?! É ridículo fugir dessa forma minha irmã. Você não está sendo racional.
– Puck saia da minha frente.
– Só se você parar para nos ouvir.
– Marley, ou você o tira da minha frente ou pode começar a procurar um novo marido.
– Quinn você está sendo precipitada. – Brittanny começou a falar – a vidente aqui sou eu, você não pode querer adivinhar o que vai acontecer.
– Brittanny você mesma não sabe dizer o que vai acontecer. Como se tudo que aconteceu no passado já não fosse motivo suficiente para eu saber que isso não vai dar certo. E para confirmar as suas visões desse futuro não existem.
– Mas isso nada tem haver com você perto dela Quinn, acontece que depois de tantos anos longe e sem vê-la eu agora simplesmente não consigo. Você sabe como esse dom de ver o futuro é complicado.
– Ou então quer dizer que depois dela chegar aqui o seu futuro acaba.
– Isso é só uma suposição Quinn.
– Bom não sei para você, mas para mim isso já é apavorante mesmo como suposição.
Ashley que estava encostada à porta da cozinha desde meu ataque de pânico se manifestou pela primeira vez.
– Olha eu sei que ninguém aqui fora a Quinn gosta de mim, mas será que dá para alguém me dar uma luz? Quem é que vai vir para cá para deixá-la tão louca assim?
– Russel foi buscar a Rachel.
– OK, muito obrigada pela gentileza Judy Agora.... quem é Rachel?
– Rachel é a filha da Quinn. – Puck falou rolando os olhos
– Filha? Amor você teve uma filha quando humana? E como ela ainda está viva? Ela é uma vampira agora também?
– Ai cala a boca Ashley . Você já pegou o bonde andando há 11 anos então fica quieta aí. – Marley gritava com Ashley.
Ashley apenas rolou os olhos e murmurou sobre sangue animal deixar todos aqui loucos e mal humorados.
– Quinn? – Santana chamou. – espere ok? Só uma conversa, que mal há nisso?
– Não posso Santana. Não posso por ela e por mim.
– Mas...
– Santana, como ela vai se sentir depois de tantos anos sem me ver, ela já deve ser uma mulher agora. Primeiro vai ficar confusa sobre eu ainda aparentar a mesma idade e depois, quando souber que ainda não posso ficar perto dela, vai se magoar de novo. Sem contar que para mim vai ser doloroso de mais ter que dizer adeus uma segunda vez. Ah claro! Já ia me esquecendo, isso tudo só a aconteceria na melhor das hipóteses, pois na pior depois de tantos anos longe eu simplesmente não aguentaria ficar perto do cheiro dela e a ATACO ASSIM QUE ELA CHEGA!!!
– Ah, por favor! Tudo isso por causa de uma humana? – Ashley se estressou, mas todos o ignoraram, até eu.
– Pelo menos espere papai voltar. Tenha consideração por ele que foi lá justamente por sua causa Quinn.
– Não Marley. Ele também não teve consideração nenhuma por mim quando foi lá sem falar comigo antes.
Passei por todos e fui para a porta onde peguei a mão de Ashley e saí.
– Quinn espere.
Eu parei, mas permaneci de costas.
– Quando você vai voltar filha?
Eu não sabia.
Eles agiram pelas minhas costas. Não levaram em conta todo meu sofrimento. Será que eles não imaginam tudo que eu sofri por deixar aquela humana para trás?
Estava magoada com eles então em uma atitude fria eu respondi.
– Nem sei se vale à pena voltar um dia.
E comecei a correr com Ashley para longe dali.
POV Rachel
Eu estava em casa e tentava me acalmar. A cena que presenciei hoje mais cedo me tirou totalmente o controle.
Droga, já fazia tanto tempo que não me sentia assim.
As lágrimas ainda teimavam em cair em minha face. Já não soluçava mais como uma criança, mas ainda não conseguia parar de chorar.
As lembranças, por mais que eu tentasse afastar invadiam minha mente.
Eu a via me salvando, tirando aquele monstro de perto de mim.
A via no hospital, se preocupando comigo, dizendo que tudo ia ficar bem, dizendo que daria um jeito para eu nunca mais ficar sozinha na rua.
A via no pequeno quarto de hotel onde ela havia me dado, quase uma loja inteira de brinquedos e claro, as lembranças mais felizes.
Nós duas juntas na casa da família dela.
Nunca fui tão feliz em minha vida. Acho que nem mesmo com meu pai de verdade. Claro que amo o meu pai biológico, mas como as lembranças que tenho dele são tão poucas e falhas, acredito que o que me lembro mais fortemente de ser amada é da época que vivi com Quinn, com meu anjo... minha mãe.
Arrrg. Por que teimo em pensar nela assim!!!
Ela nunca quis ser minha mãe. Ela deixou isso bem claro.
Não que eu possa reclamar muito, ela sempre me avisou que não seria minha mãe. Disse que não podia. Mas eu sempre alimentei uma fantasia onde na hora de ir embora Ela se arrependia e me chamava de filha dizendo que queria que eu ficasse com ela.
Mas claro que isso nunca aconteceu, e o pior, ela nem mesmo se despediu de mim. A última vez que vi seu rosto foi quando eu cai daquela árvore no quintal da casa deles.
Me lembro que brincava animada em uma festa que eles disseram que era para mim. Eu havia ganhado vários presentes, mas o maior motivo da minha animação era as crianças que foram lá.
Eu nunca havia brincado com crianças antes, sendo uma moradora de rua, as crianças tinham medo de mim. Mas ali naquela festa ninguém tinha medo de mim. Lembro-me de Brittanny dizendo que provavelmente eu iria logo para a escola e que era possível que lá eu encontrasse muito dos amigos que estava fazendo naquele dia e isso me deixou radiante.
Eu sempre sonhei em ir para a escola. Na época eu não sabia ler nem escrever e tinha vergonha disso.
Eu nunca fiquei tão feliz em minha vida. Até que inventamos de subir naquela maldita árvore. Lembro de Puck me chamando, mas na hora em que me virei para olhá-lo eu me desequilibrei e caí, me machucando gravemente na queda.
Lembro de demorar um tempo para entender tudo que tinha acontecido, eu não desmaiei, mas fiquei um tanto confusa, até que quando Puck me segurou para que Russel mexesse na minha perna eu vi a quantidade de sangue saindo de mim e me apavorei, comecei a gritar e chorar.
Eu comecei a procurar o rosto do meu anjo para me acalmar. Era sempre ela que eu queria perto de mim, mesmo que ela ficasse o mínimo possível comigo era sempre ela que eu procurava.
E não demorou muito para eu a achar, ela estava do lado da mãe e das irmãs. Mas tinha algo errado no seu olhar. Ela estava de novo com os olhos vermelhos, mas o pior e o que me apavorou não foi isso e sim que ela estava parada no mesmo lugar. Ela não se aproximou de mim. Eu chamei por ela e ela continuou parada.
Me desesperei. Eu a queria comigo. Já começava a sentir a dor do ferimento e ansiava por seu toque gentil e seu carinho, mas ela apenas se ajoelhou e fechou os olhos.
Outra mulher se aproximou de mim, mulher essa que odiei na mesma hora. Era Shelby. Ela tirou o lugar que era do meu anjo. Me debati muito e implorei para que meu anjo não deixasse aquela mulher me levar, mas foi inútil.
Lembro que meu pânico foi tanto que acabei desmaiando dentro do carro. Quando acordei já tinha passado por uma cirurgia e estava em um quarto de hospital. Lembro de ver mais uma vez Shelby ali próxima a mim, mas me recusei a falar com ela. Eu não a queria ali.
Assim que a família de Quinn chegou eu perguntei por ela. Mas fui informada que ela tinha ido fazer uma pequena viagem. Que ela voltaria para me ver depois.
Fiquei muito triste e magoada com isso. Eu estava machucada e ela nem se preocupou em ir me ver.
Sei que devo tê-la deixado chateada por tê-la chamado de mãe na frente de todo mundo, mas eu não consegui evitar. Fiquei muito triste e me recusava a comer.
Também não permiti que a Shelby ficasse comigo no quarto. Eu não gostava dela.
Mas depois de uns três dias eu acho, Russel veio conversar comigo e me disse que Quinn tinha ido estudar fora do país. Disse que ela demoraria alguns anos para voltar. Disse-me que ela me amava muito, mas não podia ficar ali comigo. Mas disse que um dia ela iria acabar voltando.
E eu não sei o que foi pior. Saber que eu não veria Quinn tão cedo ou a outra notícia que Russel me deu.
Daquele dia em diante a mulher que eu mais odiava iria ser a minha mãe agora. A Shelby.
Meu mundo desabou naquele dia.
Eu só tinha um consolo. Todos os fins de semana a família de Quinn ia me visitar.
Me lembro que acordava cedo e ia para a janela ficar esperando por eles.
Eu via que isso irritava muito a mulher que me criava. Que por sinal eu nunca fui capaz de chamar de mãe. Mas eu não ligava. Eu tinha Quinn como minha mãe. Logo eu tinha a família dela como minha.
E mesmo que eu tentasse evitar pensar muito nela a primeira pergunta que eu fazia assim que eles chegavam era:
“ A minha mãe não veio também?”
Ah, como eu esperei por ela.
Até que algo aconteceu.
Em um sábado eu fiquei esperando por eles. Mas Shelby me mandou ir para o quarto trocar de roupa, pois segundo ela eu iria passar o dia fora com os Fabray’s. Eu amei e fui logo para meu quarto me trocar.
Mas quando desci ela estava na sala com o marido e disse que tinha que conversar comigo.
Eu não gostei do tom dela e desconfiei que tinha algo errado e acertei.
Ela me contou que eles haviam ligado que avisaram que não poderiam ir lá me ver, e pior, eles estavam se mudando para um lugar longe e não poderiam mais me visitar.
Me lembro que entrei em depressão depois disso.
Fiquei ainda por alguns anos esperando que um dia eles voltassem, que um dia ela voltasse.
Sempre achei que eles voltariam. Até que fiz 14 anos e resolvi encarar a verdade de frente. Nunca nenhum deles iria voltar. Eles me abandonaram.
Desse dia em diante passei a ter raiva deles. Me transformei em uma garota revoltada.
Vivia arrumando brigas dentro e fora de casa. Até que um dia não suportei mais olhar para a cara da mulher que me criava a saí de lá. Mas eu não fugi, eu saí pela porta da frente deixando bem claro para ela que o motivo de eu ir embora daquela casa, era ela.
– Ahhhhhhhhhhh! Que droga, por que eu não posso simplesmente esquecer tudo isso!
Falei comigo mesmo.
Deitei em minha cama.
Sim eu tinha que dormir. Eu estava exausta depois de passar uma noite inteira acordada e transando. Tinha que dormir por algumas horas.
Virei para o lado e abracei o travesseiro. Mas no momento em que fechei meus olhos o rosto dela surgiu em minha mente.
Seus olhos vermelhos olhando para mim.
– Não! Não, por favor, de novo não!
Eu gemi baixinho.
Fechei meus olhos com mais força, mas de nada adiantou.
A imagem dela em minha mente ficou mais nítida, seus olhos eram vermelhos e selvagens e agora ela sorria para mim.
– Não, isso não é normal. Isso é doentio. Eu não posso pensar nisso.
Eu repetia para mim mesmo, mas era inútil. Sempre que eu começava a vê-la em minha mente eu não conseguia parar.
POV Russel.
Eu estava tomando chá na varanda de Shelby. No mesmo lugar aonde ela um dia me pediu para ir embora e não voltar mais.
Ela estava muito estranha. Claramente tinha raiva de mim e me tratava com uma gentileza claramente cínica.
Resolvi que já era hora de deixar de lado a gentileza e ir direto ao ponto.
– Shelby, eu não vim fazer uma simples visita social e já te disse isso. Então vamos direto ao ponto.
– E por onde você gostaria de começar Russel?
– Que tal pelo motivo de você estar me tratando com tanta hostilidade e cinismo.
– Hum, me deixe pensar. Será que é por que por sua culpa eu perdi minha filha!
Ela disse a última palavra se alterando e com um sorriso diabólico nos lábios.
Continua...
Notas finais
Beijos meus amores, quanto mais comentarios, mais capitulos
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