When You Fall In Love

6 I'm Getting Too Personal


Notas iniciais
Heeeey! Manu aqui. :p Acho que nesse cap a fic começa a tomar seu rumo. A gente não comentou, mas são 11 caps no total. ^^ Espero que gostem!

Alguns dias se passaram e hoje eu começaria a estagiar na empresa da minha mãe. Finn foi embora ontem,pois a Katy precisava da ajuda dele nos preparativos do casamento. Eu consegui matar um pouco da saudade do meu ''irmão'',faltava ela ainda,mas quando eles se mudarem vou ter muito tempo pra isso.
Enfim,eu estava bastante animada! Não era um estágio oficial,já que eu estava de férias,no entanto, me ajudaria a ganhar experiência.
Minha mãe foi mais cedo porque tinha uma reunião,então eu estava indo sozinha. Estacionei meu carro em uma vaga e percebi que mais à frente estava o carro da Santana. Suspirei pesadamente. Na noite anterior eu tinha caído novamente em tentação. O bom é que não passamos de uns ''amassos'' ,consegui me livrar antes de tirarmos as roupas.


Com um pouco de pressa fui até o prédio da empresa e entrei no elevador,tendo como destino o último andar,onde ficavam os ''mais importantes'' daqui. Algumas pessoas me cumprimentavam, já que me conhecem há anos.

– Bom dia, Sra Berry. — Lenna exclamou e eu sorri largamente. Essa viu minha mãe grávida!

– Tia Lenna! — a abracei com força.

– Rach,minha linda,nem acredito que agora seremos colegas de trabalho. — ela comentou beijando o topo da minha cabeça.

– Sou apenas uma estagiária. — lembrei.

– Mas você que não ouse trabalhar em outra empresa,eu conto seus podres de infância. — Lenna declarou e eu tive que rir.

– Okay,então. — ergui meus braços,mostrando que me rendia.

– Você já sabe em qual setor vai ficar? — nós agora começávamos a andar.

– Bem,minha mãe disse que eu atuaria em quase todos,pra ver em qual eu me daria melhor. — contei. — na verdade,o intuito é ver como vocês agem no cotidiano e tentar me adaptar.

– Isso é ótimo! — ela me abraçou de lado.

– Com licença,Lenna, aquele e-mail que você estava esperando acabou de chegar. — uma jovem que eu não conheço avisou.

– Oh, preciso ir meu amor,nos falamos depois. — Lenna deu um beijo na minha bochecha e foi até a sala dela.

– Precisa de algo? — a garota perguntou com um sorriso simpático.

– Não,obrigada por perguntar. — respondi. — Você é a nova assistente da Lenna? — indaguei.

– Na verdade, sou da Sra Lopez. — declarou e eu senti uma pontada de ciumes. Ela era muito bonita. Tinha os cabelos pintados de vermelho,corpo ''falso magro'',olhos esverdeados. Mas balancei a cabeça pra espantar meus pensamentos. Não tenho direito de sentir ciumes da latina,muito menos de alguém que eu nem sabia se era ou não lésbica. Apesar meu gaydar ter apitado, eu não confio mais nele como antigamente. — A Amanda teve que se atrasar e eu estou cobrindo pra ela. — explicou.

– Entendi. — respondi checando as horas. — Preciso ir, prazer em conhecê-la Sra...

–Mandy Thorne. — declarou estendendo a mão para que eu apertasse. Assim que o fiz, cada uma seguiu para um lado. Eu fui em direção à sala da minha mãe, na esperança de encontrá-la ali.
Dei duas batidinhas na porta e escutei um ''entra'' vindo dela. Sorri e abri a porta.
Meu sorriso sumiu quando vi que ela não estava sozinha.

– Filha! — minha mãe exclamou animada. — Estou tão feliz por tê-la aqui.

Fui até ela e a abracei.

– Eu também,mamãe. — respondi sincera.

– Seja bem-vinda, Rachel. — Santana se pronunciou e eu olhei pra ela com certo desprezo. Percebi que aquilo a deixou um pouco incomodada.

– Frequento este lugar desde que nasci, eu que deveria dizer que você é bem-vinda. — afirmei e sabia que havia sido ríspida.

– Rachel. — minha mãe repreendeu.

– Desculpe,eu só quis ser simpática. — a Lopez falou naquele tom de voz prepotente e eu revirei os olhos. — Enfim,eu vou pra minha sala. — ela informou e saiu rapidamente.

– Filha,eu já pedi mil vezes para você agir com mais paciência. — mamãe disse assim que a porta bateu.

– Ah, às vezes parece que ela esquece que só tem 27 anos. — murmurei

– Eu ficaria tão feliz se vocês duas fossem amigas,ficassem próximas. — minha mãe confessou.

Coitada,mal sabe ela que nós já ficamos muito próximas,coladas na verdade.

– Nem tudo é como a gente quer, mamãe. — sussurrei.

– Infelizmente,mas vamos lá, tenho que te passar umas coisas. — ela começou a falar e eu ouvia tudo com atenção. Estava realmente entusiasmada e ansiosa pra começar.
Ficamos aproximadamente 30 minutos conversando.

– Entendeu tudo? — indagou.

– Sim. — assenti sorrindo abertamente.

– Caramba,a Santana esqueceu o pen-drive dela aqui. — minha mãe reparou no pequeno dispositivo. — Você pode passar na sala dela e entregar pra mim? — pediu — aproveite para pedir desculpas pelo seu comportamento há poucos minutos.

– Ah não,mãe. — resmunguei.

– Rachel, vocês não precisam gostar uma da outra,mas em um ambiente de trabalho todos precisam se respeitar. — minha mãe falou séria e eu sabia que fazia parte do meu treinamento,então apenas respirei fundo.

– Certo. — peguei o pen-drive e sai da sala. Preguiçosamente, comecei a caminhar pelo corredor,eu não queria ficar sozinha com aquela maluca nem por um minuto,mas tinha que ser profissional. Antes eu passarei no banheiro pra retocar a maquiagem, se o conteúdo aqui fosse tão importante,ela teria voltado pra buscar.

*POV Narrador*

Santana estava sentada em sua cadeira pensando em Rachel,obviamente. A luta interna era tão forte que parecia sufocá-la.

– Srª Lopez? — Mandy chamou do outro lado da porta.

– Pode entrar. — Santana autorizou e a garota passou pela porta. — Eu já disse que pode me chamar de Santana. — lembrou.

– Desculpe. — a de cabelos vermelhos pediu e as duas ficaram em silêncio por alguns segundos.

– Você quer alguma coisa? — a latina perguntou vendo que a assistente tinha ficado quieta.

– É que se trata de algo pessoal e eu não sei se devemos falar aqui. — Thorne balbuciou.

– Oh, pode falar sim, aconteceu algo? — Lopez parecia interessada, levantando da cadeira,ficando frente a frente com a outra.

– Eu sei que você é lésbica. — a de olhos esverdeados declarou e a mais morena engasgou com a própria saliva,ficou pálida e se recostou na mesa,apoiando-se com os braços. Tudo em poucos segundos.

– Por que você acha isso? — a voz da latina saiu entrecortada.

– Eu tenho certeza. — Mandy afirmou.

– Como? — Santana estava visivelmente desconfortável com a situação.

– Como você sabe, nós temos o gaydar. — a de cabelos vermelhos começou. — Mas como você disfarça muito bem,eu tive que te observar minuciosamente — comentou. — Quando deixei claro que sou gay, sua reação me intrigou ainda mais. — lembrou. — Então eu comecei a prestar atenção em como você agia. Cansei de notar como você ficava quando um cara flertava contigo. — detalhou. — teve uma vez que ouvi a Shelby dizendo que não lembrava de você falando sobre nenhum namorado seu,e a forma que você se enrolou pra inventar uma desculpa foi vergonhosa. — contou. — E sua expressão assustada de agora apenas me confirma tudo isso.

– Okay, eu sou lésbica. — a latina declarou. — Mas não conte pra ninguém,por favor! — suplicou.

– Eu não vou contar. — Mandy assegurou. — mas por que você não se assume? — questionou.

– Eu não posso,meu pai me mataria se soubesse. — Santana sussurrou.

– Mas esconder sua opção sexual deve te matar a cada dia. — Thorne supôs.

– Sim. — assentiu.

– Como você faz pra... — a de olhos claros pausou. — se aliviar?

– Me aliviar? — Lopez fez uma cara confusa.

– Você sai com mulheres escondida?

– Ah, mais ou menos. — a bochecha da mais alta ruborizou um pouco.

– Explique isso. — Thorne pediu curiosa.

– Eu só fico com mulheres que não me conhecessem, e tenho certeza que nunca mais vou ver na vida. — Santana contou.

– Que merda! — a de cabelos vermelhos exclamou

.

– Sim, é. — a latina concordou. — mas agora tem essa garota que tem me tirado o sono

.

– Hm, e ela é gay?

– Muito gay. — Santana respondeu mordendo o lábio inferior.

– Pelo visto você já conferiu isso. — Mandy disse em tom malicioso.

Lopez abaixou o olhar,não conseguindo esconder o sorriso.

– Mas eu tenho que confessar que isso é uma pena. — a assistente declarou e a empresária lhe olhou sem entender. — Eu queria te dizer que sempre que você precisar,pode fazer isto. — Thorne sem esperar puxou a nuca de Santana,dando um beijo inesperado.

– Santana, você esqueceu... — na mesma velocidade que Rachel abriu a porta, o coração dela bateu quando presenciou aquela cena.

– Rach? — a latina afastou a de cabelos vermelhos,que ficou sem reação.

*POV Rachel*

Então eu estava certa! Santana anda se agarrando com a assistente!

– ...o seu pen-drive. — conclui o que tinha ido dizer e lancei o dispositivo para a latina, que pegou no reflexo. — Desculpa ter interrompido. — minha voz saiu chorosa,infelizmente. Sai dali o mais depressa que pude,ignorando a voz de Santana que chamava por mim.


Corri em direção ao elevador,e percebi as expressões assustadas das pessoas. Meus olhos provavelmente estavam vermelhos, pois ardiam e eu sentia as lágrimas descerem descontroladamente.
Entrei no elevador e por sorte ele estava vazio. Me encostei na parede,fechando os olhos com força. Eu não deveria estar chorando,afinal,Santana não é minha namorada. Mas seria possível eu estar perdidamente apaixonada por alguém que só me usava pra sexo? Definitivamente, não consigo me entender.
Senti meu celular vibrar: era ela me ligando. O que ela queria? Dizer '' Não é nada disso que você está pensando!''? Rejeitei a chamada.

Só sei que até chegar no estacionamento,eu já tinha umas dez chamadas dela. Meu celular vibrou de novo, agora era uma mensagem. Não me aguentei e tive que abrir pra ler.

Santana: Baixinha,por favor,deixa eu explicar o que você viu! Estão todos comentando que te viram saindo correndo e eu preciso saber como você está! Retorna minhas ligações?!

Quase joguei o celular longe! Tinha acabado de perder meu primeiro dia de estágio e ainda viraria a fofoca do momento. Por que raios ela estaria preocupada? De qualquer forma, não a responderei agora.

Entrei no meu carro,respirando fundo. Meu celular vibrou de novo e desta vez era minha mãe. Eu teria que atender, não podia deixá-la preocupada.

– Alô.

– Filha,pelo amor de Deus, o que aconteceu? - a voz saiu desesperada.

– Mamãe,eu realmente não quero falar agora,só atendi pra dizer que estou bem. — falei tentando manter a calma.

– Como eu posso acreditar se todos te viram sair chorando?

– Mais tarde,em casa eu te explico,beijos. — declarei já finalizando a ligação. Eu não irei pra casa agora.


Antes de dar partida no carro,avistei Santana saindo do elevador. Assim que ela viu que meu carro ainda estava lá,veio correndo em minha direção. Seria uma cena linda se eu não estivesse tão mal,me sentindo tão usada.

Sai com o carro e ouvi seus gritos. Voltei a chorar,dessa vez me controlando,pois estava dirigindo.

***
Já se passavam das 21:00 quando cheguei em casa. Eu passei o dia na praia com o celular desligado. Não queria que ninguém me incomodasse,nem meus melhores amigos.
Assim que abri a porta, Ems veio correndo até mim.

– Sua doida, eu quase morri de.preocupação. — como sempre, exagerada.

– Sem motivos. — declarei e ela semicerrou os olhos.

– Rachel Barbra Berry, eu deveria te bater! — agora minha mãe falava enquanto se aproximava com meu pai.

– Tem noção de como eu fiquei quando Shelby me ligou preocupada? — meu pai parecia bravo e aliviado ao mesmo tempo.

Eu revirei os olhos. Era cercada de pessoas dramáticas!

– Gente, eu tenho 23 anos. — lembrei. — já posso sair sozinha.

– Não chorando feito uma doida,dirigindo ainda por cima! — Emily afirmou.

– Vocês três nem viram nada. — murmurei.

– Mas os que viram me contaram assustados e confusos. — minha mãe retrucou.

– Você pode,por favor,nos explicar o motivo disso tudo? — papai pediu cruzando os braços.

Neste momento Santana desceu as escadas correndo. Ela estava molhada,aparentemente havia acabado de sair do banho. Me olhou parecendo aflita.

– Eu tive uma decepção muito grande. — afirmei encarando um ponto vazio na parede.

– Com quem? — Ems indagou.

– Com alguém que só tem me magoado desde que conheci. — disse e percebi que a latina se aproximava. — mas agora estou bem, eu só preciso ignorar essa pessoa e voltar a viver como se ela não existisse. Naquele momento Emily fez um sinal pra mim,perguntando se tratava-se de Santana. Assenti disfarçadamente e observei meus pais,que ainda pareciam não entenderem nada. — Eu preciso tomar um banho e comer alguma coisa,depois falo com vocês. — despistei e puxei a Emily para subirmos as escadas.


Senti o olhar de Santana pesar nas minhas costas e pensei que ela fosse me seguir,mas por sorte minha mãe a chamou e eu pude ir sozinha pro quarto com minha amiga.

Notas finais
E ai? Comentem nos dizendo o que acharam! Rob vai postar o próximo segunda-feira. ;) Estou sentindo falta do comentário de alguns, espero recebê-los. :D