When You Fall In Love
7 Hear Me Up.
Notas iniciais
POV Narrador.
Emily beijou os cabelos de Rachel e acariciou suas costas, ela suspirou entre o choro e fechou os olhos pressionando o rosto na barriga da amiga que sentia as lagrimas tocarem sua pele.
Fazia algumas horas que estavam ali, Rachel se abriu com Emily e a implorou para que dormisse com ela. Emily a entendia, em relação a relacionamentos ela entendia bem o que Rachel estava passando, pois, já havia se machucado demais em relação a isso.
O calor estava impossível, ambas mantiveram-se apenas de lingerie, Rachel não conseguia dormia. Aquilo voltava em sua mente repetitivamente a deixando cada vez pior.
Flashback on.
– Tenho que confessar que isso é uma pena. — a assistente declarou e a empresária olhou-a sem entender. — Eu queria te dizer que sempre que você precisar, pode fazer isto. — Thorne sem esperar puxou a nuca de Santana, dando um beijo inesperado.
– Santana, você esqueceu... — com a mesma velocidade que Rachel abriu a porta, o coração dela bateu quando presenciou aquela cena.
– Rach?! — a latina afastou a de cabelos vermelhos, que ficou sem reação.
– ... o seu pen-drive. — concluiu o que tinha ido dizer e lançou o dispositivo para a latina, que pegou no reflexo. — desculpa ter interrompido. — sua voz falhou e as lagrimas lutaram em seus olhos.
Rachel passou a correr para fora e podia ainda ouvir Santana a chamando. Todos os olhares estavam nela, mas isso não importava agora já que infelizmente a que mais machucara com certeza voltaria para os braços de outra.
Flashback of.
Rachel adormeceu em meio a lembranças e dor. Emily acariciava seus cabelos e desejava que aquilo não estivesse acontecendo com Rachel ela não merecia. Sempre foi uma pessoa tão boa e talvez tenha sido o erro, não ter parado Santana.
Emily não conseguia dormia, mas manteve-se ali abraçada a Rachel que mantinha a cabeça em seus seios e dormia profundamente.
A porta do quarto se abriu e os olhos de Santana arregalaram-se ao ver Rachel abraçada a Emily e naquela situação. Seu sangue fervera e Emily a olhara nos olhos, era nítido o que a outra estava pensando, e era nítido que ela não conhecia Rachel a ponto de achar que ela se deitaria com outra porque foi traída.
Santana saiu do quarto se controlando para não bater a porta. Ela passou a caminhara até seu quarto e ouviu a porta se abrir novamente, virou-se e observou Emily de pé usando agora um roupão e olhando-a nos olhos em meio a luz que vinha da pequena janela do corredor.
– Quero falar com você. — Emily disse e Santana bufou.
– Não preciso disso. — Ela disse friamente e Emily assentiu.
– Precisa sim e vai me escutar. — Ela se aproximou e tocou o braço de Santana que de manteve imóvel. — Venha. — Emily puxara Santana em direção a escada que relutara um pouco e soltara a mão do seu braço a seguindo.
Emily a guiara até a porta da varanda. Ambas saíram e Santana a fechara, ela sabia que corria o risco de alguém ouvir, mas também não estava nem um pouco a fim de ouvir a outra e sim queria bater nela por ter se deitado com Rachel.
– Fala logo. — Santana disse impaciente e Emily se virou cruzando os braços.
– Eu cansei de ver a Rachel sofrer, eu cansei de ve-la chorar por alguém que não vale nada. — Ela praticamente cuspira as palavras e olhava nos olhos da outra. — Santana se tem algo que a Rachel não tolera é mentiras, porque elas machucam, porque elas fazem as coisas ficarem falsas. — Ela suspirou e a mais velha cruzou os braços. — Se você não a ama e só quer brincar com ela porque se envolveu com uma pessoa tão pura? Porque sabe que ela se entregaria a qualquer momento? Sinto muito, mas ela não vai mais cair na sua...
– Você a ama, você tem ciúmes. — Santana a interrompera e a mais nova rira.
– Amo como amiga e por isso cuido dela. — Ela se aproximara e a outra olhara em seus olhos. — É a primeira e ultima vez que me dirijo a você: se você machucar a Rachel mais uma vez não importa como eu acabo com a sua vida da forma que tem mais medo, acha que não percebi que você não se assume por medo? E pode acontecer isso caso volte a magoar a pessoa que é mais que importante para mim, a garota mais pura que já conheci, então pense muito antes de fazer algo e se for pegar suas empregadas pelo menos tenha a decência de fazer isso fora da empresa, a mãe da Rachel pode ver e seria uma pena se ela soubesse que a melhor amiga dela é a razão para a dor da filha.
– Você esta me ameaçando?
– Não, apenas estou vendo se você tem caráter e amanhã eu descubro. — Ela forçou um sorriso e a mais velha respirou fundo. — A Rachel odeia mentiras, ela as guarda para sempre e seu maior erro não foi ter traído, foi ter usado ela e isso tenha certeza que ela não vai perdoar. — Emily passou a caminhar até a porta e se virou antes de entrar. — E não transei com ela, ao contrario de você ela não é uma vadia que transa com a amiga porque uma idiota qualquer a fez sofrer, ela tem sentimentos, ela chora, briga, ela é uma pessoa verdadeira e não um fantoche e não tem medo de assumir quem ela é. — Emily desabafara e Santana se virara ao sentir um aperto no peito.
Lagrimas que nem ela mesmo entendia passaram a percorrer seu rosto, Santana pressionou os braços em seu peito e pela primeira vez desejou que Rachel estivesse ali em seus braços, sua pequena, sua Rachel.
POV Rachel.
Acordei péssima, eu estava realmente horrível de todas as formas. Emily ainda dormia e eu gostava de vê-la assim, ela e tão linda, porque não me apaixonei por ela? Por eu me apaixonei por alguém que so quer brincar comigo?
– Hum... — Emily espreguiçou e sorri mais.
– Bom dia. — toquei seu queixo e a vi sorrir.
– Bom dia pequena. — ela inclinou beijando minha testa e sorri abraçando o travesseiro. — Rach...
– Diga. — toquei seu braço e deslizei os dedos.
– Ontem fiz algo que talvez você reprove, mas eu fiz e faço novamente. — ela murmurou e assenti.
– Pode dizer. — toquei sua mão e a vi sorrir.
– Falei com a Santana tufo o que estava engasgado, eu cansei de te ver sofrer Rach, você é minha melhor amiga e eu não quero que sofra por ela. — ela sussurrou e sorri.
– Vem aqui, você é um anjo Em. — abri os braços e a senti me abraçar pela cintura, encostando a cabeça em minha barriga. — Queria ter me apaixonado por você. — murmurei e a senti sorrir.
– Seria bom, mas acho que depois de tudo se não aconteceu seremos amigas eternas. — ela levantou e a cabeça e assenti.
– Eu te amo sabia, você é linda de todas as formas. — a abracei com força e ouvi seu suspiro.
– Também te amo. — ela sorriu abertamente e beijou minha bochecha.
Emily foi se encontrar com a tal menina e ela disse que me apresentaria a ela um dia, estava esperando ansiosamente minha Em namorando eu iria rir disso, ela estava caidinha por ela e acho que já estava apaixonada.
Ela ter me contado que falou com Santana me provou que posso confiar nela e que ela pode contar comigo sempre também. Na minha vida mentira eu quero longe e ela sempre prova que e verdadeira e que posso confiar nela em tudo.
Estava sem fome, mas tinha que comer algo, peguei uma maça e fui caminhar pela floresta que havia perto, há uma trilha e sempre que posso vou fazer. Peguei a agua e me troquei colocando um short de malha, tênis e uma regata. Precisava esfriar minha cabeça.
Passei a correr e fiz o caminho de volta, acabei tirando a blusa e ficando apenas com a parte de cima do biquíni, eu estava derretendo tamanho calor, mas isso foi fundamental para eu esquecer um pouco daquela outra.
Abri o portão e entrei, observei o carro de Santana e respirei fundo, bebi um pouco de agua e respirei novamente.
– Rach? — ouvi sua voz e me virei a observando.
– Oi. — ofeguei e desviei o olhar.
– Podemos conversar? — ela disse e assenti.
– Claro, me espera na piscina, vou para lá, preciso de agua. — olhei minha garrafa vazia e sorri. — Mais. — me afastei caminhando até a entrada e entrei indo para a cozinha.
Me despi ao chegar na piscina e caminhei até a agua mergulhando e voltando a superfície. Meu corpo relaxou ao sentir a agua que estava quase morna e sai observando ela sentada na cadeira de sol.
Seu olhar percorreu meu corpo e suspirei pegando a toalha e me secando, me sentando ao seu lado.
– Diga. — disse indiferente e a vi assentir.
– O que você viu... — ela suspirou e olhou em meus olhos. — Ela me beijou, eu não esperava, ela disse que sabia que eu era lésbica, ainda perguntou se eu tinha alguém e eu disse que sim, mas mesmo assim ela o fez.
– Santana eu pensei demais e sabe o que mais doi? É saber que você me usa, que não passo de algo manipulável, que você tem a qualquer segundo e não será mais assim, eu odeio mentiras e não sirvo para ser a outra ou só para sexo. — disse e a vi assentir. — Se quer ter algo comigo de verdade, assuma primeiro quem é, não tenha medo ou vergonha, uma mulher agindo assim por medo? Ou é porque você não quer assumir e sim só curtir para ter qualquer uma aos seus pés, espero que pense e que aja a partir de hoje como uma mulher e não uma criança, por favor, se você tem ao menos caráter sai da minha casa, não da mais para convivermos, não assim. Sei que ficou aqui porque seu apartamento está ficando pronto e tudo mais, só que acho que ele já está pronto há muito tempo, era uma semana e depois virou mais.
– Rachel não é isso, eu... — ela ficou em silencio e assenti contando o tempo em minha mente.
– É exatamente isso e você sabe, se fosse diferente você teria algo para dizer. — me levantei e a ouvi me chamar.
Prendi a respiração e senti as lágrimas percorrerem meu rosto em seguida. As vezes fantasiamos respostas e a dela foi a que eu não queria ouvir.
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