When The Lightning Stopped Time
8 When the Lightning was a Musketeer
Festa à fantasia na Fairy Tail. Esse era o novo pretexto para a maga do tempo encontrar o Dragon Slayer.
-Você está incrível, Ul! – Meredy, caracterizada de Minnie, a ratinha, disse.
-Obrigada – Ultear sorriu. – Arrume as orelhinhas, Meredy. Estão tortas.
Meredy correu para o banheiro do hotel, ajeitando sua tiara de grandes orelhas redondas que enfeitava seu sedoso cabelo rosa brilhante.
-Ela tem razão, – Ultear ouviu Jellal dizer baixo atrás de si. – Você realmente está incrível.
E ela realmente estava.
Ultear era a típica pirata sexy. A maga estava vestindo um curto vestido vermelho rendado por baixo de um apertado corselet preto. Um volumoso chapéu preto e botas até o joelho complementavam sua fantasia.
-Eu ainda não estou falando com você, Jellal – Ultear disse amargamente enquanto analisava suas curvas no grande espelho do quarto.
Jellal suspirou.
Desde que Ultear descobriu que ele havia contado a Erza o que eles fizeram, a maga estava tremendamente brava com ele. Quem ele pensava que era para contar detalhes de sua vida pessoal a outras pessoas?
Ultear sabia que Jellal amava Erza, mas isso não era motivo para trair a confiança dela. Afinal, fora Ultear quem o resgatou da cadeia. Fora ela quem passou os últimos sete anos ao lado dele, enquanto a tão famosa maga da Fairy Tail passava “férias” em uma ilha particular.
Tudo bem, talvez fosse o ódio de Ultear falando por ela, afinal, não fora escolha da titânia ficar afastada por sete anos, mas ainda assim, a maga do tempo tinha certeza de que se dependesse de Erza, seu amigo ainda estaria na prisão.
Para dizer a verdade, Jellal era um banana, e Ultear sabia disso melhor do que ninguém. Ela sabia que o mago provavelmente estivera se afogando em culpa, por isso confessou-se a Erza. O que, na opinião de Ultear, era pura estupidez, uma vez que além de quase fuder com a relação instável que ela mantinha com certo Dragon Slayer do Trovão, agora nem mesmo a ruiva Erza Scarlet era capaz de olhar na cara dele.
-Ultear, eu – Jellal tentou dizer, mas foi interrompido quando Meredy voltou cantarolando do banheiro.
-Não vai se vestir, Jellal? – A garota perguntou sorridente a ele.
Ele negou.
-Eu não vou – Jellal disse, sentando-se na cama encostada na parede.
-Mas, Jellal, você tem que –
-Meredy, ele não vai – Ultear disse firmemente, interrompendo-a.
Meredy olhou Ultear com seus grandes e curiosos olhos. Ela sabia que havia algo de errado entre eles, afinal, há semanas, Ultear mal conseguia dirigir a palavra ao mago de cabelo azul.
-Tudo bem, então – Meredy deu de ombros.
**
Não demorou muito para Meredy abandonar Ultear no meio da pista de dança.
A maga do tempo se esquivou de um casal que dançava desajeitadamente em sua direção. Ultear reconheceu-os superficialmente como Gajeel e Levy.
Ela suprimiu um sorriso que ameaçava aparecer em seus lábios enquanto notava a diferença de altura entre eles. Por mais que parecesse clichê a maneira como Levy, a típica fada, fosse tão mais baixinha do que seu par, era harmonioso observar como ela encaixava perfeitamente nos braços de Gajeel, que possivelmente representava um zumbi.
Ultear olhou ao redor. Ela reconhecia muitos dos rostos presentes na pista de dança, entretanto nunca falara com nenhuma dessas pessoas. Quando Ultear estava prestes a desistir de procurar seu mago preferido, ela sentiu uma mão fria tocar seu pulso.
-Oi – a maga disse, virando-se e abrindo o sorriso mais sensual que conseguiu expressar para cumprimentar Laxus.
-Você está linda – Ultear ouviu a pessoa a tocando dizer.
Merda. A maga fez de tudo para não perder sua compostura, mas era impossível não notar a decepção nas feições dela. Não era Laxus.
-Obrigada, – Ultear sorriu, dessa vez um sorriso mais doce – Gray.
Gray Fullbuster, o antigo discípulo da falecida mãe de Ultear, estava parado a alguns centímetros da maga. Ela não tinha certeza sobre qual fantasia ele estava trajando, já que metade de seu corpo se encontrava nu. Bem, talvez ele fosse um homem-cueca.
Levemente, Ultear jogou seu longo cabelo sobre o ombro, procurando algo adequado para dizer. A verdade era que ela se sentia extremamente desconfortável perto do mago do gelo. Era esmagadora a vergonha que Ultear sentia, já que há anos ela tentara mata-lo.
Mesmo sabendo que Gray não a julgava nem mesmo por um segundo, a maga ainda se sentia mal perto dele.
-Acho que vou buscar uma bebida – Ultear disse, tentando se livrar do mago, que ainda a segurava.
-Dance comigo – ele pediu, apertando seus dedos suavemente ao redor do pulso da maga.
Os olhos de Ultear se arregalaram. Ela estava ciente da leve quedinha que o mago do gelo sentia por ela, mas nunca pensou que ele chegaria a se aproximar dela.
A maga não tinha a menor ideia sobre como recusar o convite, uma vez que a última coisa no mundo que queria era magoa-lo.
Não era como se Ultear não gostasse de Gray. Ela realmente gostava. Porém, de longe; da maneira como uma irmã mais velha cuidava do caçula.
-Ela está comigo. – Uma voz profunda e grossa disse atrás dela, não abrindo espaços para discussão.
Ultear se arrepiou quando o ouviu. Laxus passou seu braço possessivamente ao redor da fina cintura dela, como um verdadeiro felino demarcando seu território.
Apesar de se sentir como um pedaço de carne sendo disputado por dois animais famintos, Ultear não pôde deixar de se sentir quente sob o inacreditavelmente forte braço de Laxus.
Gray olhou-os com uma expressão incrédula. Em seu olhar, era evidente o quanto ele não esperava encontra-los juntos. No entanto, ele não hesitou em soltá-la quando Ultear puxou seu braço.
-Acho que Juvia está te procurando – Ultear disse e sorriu delicadamente, em uma forma de tentar se desculpar.
Gray assentiu imperceptivelmente. Ele se amaldiçoou por não dizer pelo menos uma das bilhares de coisas que se passavam por sua mente. Ele repugnava observar o braço imundo do Dragon Slayer a arrastando para longe. Não só porque ele queria que aquele braço fosse o seu, mas também por que sabia que Laxus Dreyar não prestava.
Laxus não valia um tostão quando o assunto era mulheres; e Gray iria fazer questão de que Ultear não se machucasse.
**
-Obrigada – Ultear sussurrou contra a orelha de Laxus, enquanto se afastavam. – Eu não –
A maga tentou continuar sua frase, porém foi interrompida quando os lábios dele tocaram os seus.
O toque de Laxus era urgente. De fato, ele forçou sua língua contra a dela, enquanto seus braços a pressionavam contra si. O Dragon Slayer nem mesmo vacilou quando o chapéu que a maga estava usando caiu impecavelmente no chão.
Um gemido fez a garganta de Ultear vibrar perversamente e a maga do tempo não demorou a fechar seus olhos e retribuir o tão intenso beijo que recebia. Gemendo mais uma vez, ela levou as mãos ao pescoço do mago quando sentiu uma textura sua pinicar sua mão.
Ultear se afastou o máximo que conseguiu com os braços dele ao seu redor. Apesar de sua tentativa de tentar analisar a fantasia que ele vestia, Laxus a puxou para perto mais uma vez.
Os quentes lábios do loiro foram em direção ao pescoço dela, devorando cada milímetro de pele que ele encontrava. Ultear arfou quando sentiu os dentes dele roçando contra sua clavícula.
Ela se sentiu forçada a virar seu rosto sensivelmente; não só para oferecer mais espaço para Laxus explorar, como também porque ela finalmente percebeu o que havia a pinicado mais cedo. O mago usava um chapéu amarronzado, que Ultear mal conseguia observar enquanto segurava um gemido.
-O que... – Ela tentou dizer, mas foi interrompida por um som irreconhecível que saía por sua boca enquanto Laxus agarrava sua coxa esquerda. – O que você é?
Não demorou muito; na realidade, foi até rápido demais o tempo que Laxus demorou para entender o que Ultear quis dizer.
-Um mosqueteiro – o mago respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. – Freed e Bixlow são os outros.
Tão rápido quanto começara, o momento de conversa acabara. Os lábios dele voltaram ao corpo dela, tão famintos quanto antes.
-Eu não acredito – Ultear riu e passou um braço ao redor da nuca do mago, trazendo-o para mais perto. – Sabia que mosqueteiros não são nada sexys? – Ela continuou, sussurrando vagarosamente.
Laxus se afastou, apenas o suficiente para olhar profundamente nos negros e desafiadores olhos da maga do tempo.
-Como se você realmente acreditasse nisso – ele respondeu ironicamente, antes de colar seus lábios nos dela.
Uma risada feroz rasgou pela garganta dela e Ultear permitiu-se derreter sob as imprescindíveis carícias do Dragon Slayer do trovão.
Despreocupadamente, ela abriu os olhos, e o que a maga viu a assustou. Três, ou talvez quatro, pessoas olhavam fixamente em sua direção.
Bem, é claro que estavam olhando. Ultear estava tão entretida que mal percebera que sua perna direita estava firmemente sendo segurada pela mão de Laxus, que a apertava e ocasionalmente escorregava para baixo de seu tão curto vestido. Em outras palavras, eles podiam muito bem ser estrelas pornôs.
Ultear semicerrou seus olhos, encarando-os de volta com uma crueldade que parecia fazer parte dela. Como esperado, todos perceberam e desviaram o olhar, alguns envergonhados e outros amedrontados.
-Nós deveríamos ir a outro lugar – ela disse contra a orelha de Laxus, sua voz mais manhosa do que de costume.
As mãos dela desceram pelas costas dele, sentindo o tecido áspero do casaco-mosqueteiro.
-Vamos a sua casa – ela voltou a dizer, quando Laxus não se manifestou.
Apesar da tentativa de Ultear de se afastar do Dragon Slayer, ele não se movera. Apenas continuou o minucioso trabalho que sua língua fazia no pescoço dela.
-Laxus! – Ultear disse, dessa vez mais autoritária.
-Não dá – ele resmungou de volta, contra a pele dela.
-O quê? – A maga perguntou, não tendo a menor ideia sobre o que ele estava falando.
Laxus subiu seus beijos, até finalmente encostar seus lábios aos dela mais uma vez.
-Nós vamos fazer aqui mesmo – ele disse, sua voz rouca.
Se Ultear não estivesse olhando nos sérios olhos dele, ela teria certeza de que o mago estava brincando. Mas, não.
Ele não estava brincando; e talvez, perceber isso deveria fazer Ultear ficar preocupada, mas também não foi o que aconteceu.
Pelo contrário, todos os nervos do corpo dela pareciam mais vivos e alertas. Ultear arqueou a sobrancelha, de uma forma que ela sabia que só deixava Laxus mais excitado.
-O quanto você bebeu essa noite? – Ela perguntou, sua voz tão provocadora quanto sua linguagem corporal.
-O suficiente – Ele sorriu, a malícia clara em suas palavras.
Ultear balançou a cabeça, enquanto um sorriso travesso aparecia em seus lábios. Nesta altura do campeonato, nem mesmo a própria Ultear Milkovich podia negar o poder que Laxus Dreyar tinha sobre ela.
A forte mão do Dragon Slayer agarrou a dela, e ele guiou-a pela multidão. Felizmente, a maior parte das pessoas estava concentrada demais em sua própria dança ridícula e mal foi capaz de notar os dois.
Lógico, sempre tinham aqueles que os encaravam. Bem, não os encaravam, especificamente, mas encaravam suas mãos entrelaçadas. Aparentemente, Laxus Dreyar não andava de mãos dadas com muitas garotas.
**
-Sério? – Ultear perguntou incrédula quando os passos de Laxus finalmente cessaram. – Você realmente espera que eu entre nesse cubículo asqueroso?
Laxus revirou os olhos, era óbvio que ela iria fazer um de seus típicos draminhas até em uma hora dessas. Afinal, Ultear Milkovich era a rainha do drama.
-Não é um cubículo – ele argumentou impaciente -, é apenas a dispensa. Agora, por favor – Laxus disse ironicamente -, dá para parar de enrolar?
Ultear mordeu seu lábio inferior.
-Laxus, eu não vou entrar –
Laxus suspirou. Bem, ele dera uma chance para ela vir por vontade própria, certo?
A maga soltou um gritinho quando o Dragon Slayer a puxou com força pelo braço; talvez ela já devesse esperar algo assim da parte dele, mas, mais uma vez, Laxus fora capaz de surpreendê-la.
Agilmente, o mago pressionou o corpo dela contra si e depois contra a parede, encostando a antiquada porta de madeira no processo. Encostando porque, como a pequena dispensa era uma construção antiga da guilda, não havia eletricidade no local. Então, se eles quisessem enxergar algo – e acredite, Laxus queria enxergar muitas coisas –, eles teriam que deixar uma mínima fresta aberta.
-E se alguém entrar? – Ultear murmurou, sentindo a parede fria.
-Ninguém vai entrar – Laxus disse decisivamente.
O braço dele apoiou-se firmemente na parede, ao lado do corpo de Ultear, formando uma espécie de prisão. O outro envolveu a fina cintura da maga do tempo, seus longos dedos começando a traçar delicadamente as curvas do corpo dela.
-Que se dane – Ultear disse sob sua respiração, enquanto sentia constantes arrepios percorrerem seu corpo.
Apressadamente, Laxus ajudou a maga a tirar o pesado casaco que ele estava usando, e ela não hesitou em desabotoar os primeiros botões da camisa dele.
Suas bocas se encontraram em um íntimo beijo que só Ultear era capaz de arrancar de Laxus. O mais puro e sublime desejo banhava cada ardente toque que sentiam.
-Oh, por tudo que é mais sagrado – Ultear gemeu enquanto os lábios de seu acompanhante a exploravam mais uma vez – tire esse chapéu ridículo.
O Dragon Slayer sorriu divertido quando ela impiedosamente jogou o grande chapéu que ele usava no chão.
-Bem – ele sussurrou contra o ouvido dela, fazendo-a tremer inteira. – Já que você já tirou duas peças de roupas minhas, — ele continuou, olhando o casaco e o recém jogado chapéu – eu acho que tenho o direito de tirar algumas das suas, não é?
Laxus passou perigosamente os dedos contra o decote do vestido dela, ocasionalmente escorregando para dentro do tecido. Ultear teve de morder o lábio para evitar que um suspiro a escapasse.
-Talvez – ela disse baixo, no tom mais sedutor que conseguiu –, mas quem disse que a vida é justa?
Com toda ousadia e força que reuniu, Ultear agarrou-se no mago a sua frente. Laxus permitiu que ela facilmente o movesse, de modo que agora era ele quem estava contra a parede.
-Shhhh – Ultear sussurrou, colocando o indicador na frente dos lábios.
O Dragon Slayer não pôde evitar que um sorriso malicioso estampasse seu rosto enquanto a maga do tempo calmamente se agachava. Ele também fez o que ela mandou, não soltou nem mesmo um ruído quando Ultear começou a trabalhar com o zíper de sua calça.
A verdade era que Ultear Mikovich, mesmo agindo como uma verdadeira rainhazinha mandona e dramática, era capaz de satisfazer todas as expectativas imagináveis e inimagináveis. Por isso, ele não se importava em ter que aturá-la.
Por exemplo, no instante em que a quente e hábil boca dela fez contato com o tão excitado órgão do mago, Laxus teve certeza de que aturar a chatice de Ultear valia a pena.
Alguns grossos palavrões rasgaram a garganta dele. A maneira como a língua dela se movia contra ele... era demais. Mas, ao mesmo tempo, ele queria mais.
Laxus levou a mão ao cabelo dela, tentando trazê-la para mais perto; ele queria-a mais fundo.
-Chupa – ele disse ferozmente.
Ultear obedeceu, e começou a sugar tudo que estava ao seu alcance.
Ela soltou uma sequencia de gemidos em alto e bom som, e ele já não teve certeza se as intensas vibrações vinham dele ou dela. Laxus queria bater na maga, porque ele sabia que ela só estava gemendo daquela maneira para ridicularizar os sons que saíam dos lábios dele. Entretanto, era tão difícil para ele pensar racionalmente com a boca dela movendo-se de cima a baixo nele.
O Dragon Slayer podia sentir que estava próximo de seu clímax. Vagamente, ele ouvia os irritantes sons que Ultear fazia. Os movimentos dela não paravam nem mesmo por um segundo; sempre entrando e saindo, implacavelmente sugando e chupando.
Ultear não tinha a menor vergonha de dizer que estava extremamente familiarizada com o rígido pênis do Dragon Slayer do Trovão. Pelo contrário, a maga adorava saber que ninguém o conhecia tão bem como ela; Ultear sabia exatamente onde tocar, onde lamber e, é claro, onde sugar. Ela também gostava de senti-lo duro contra si.
A maga agarrou-se ao corpo dele, buscando apoio para ir ainda mais profundo, mas aquilo já era suficiente. O Dragon Slayer finalmente liberou o pegajoso e quente líquido como um verdadeiro dragão. Ultear engoliu o que conseguiu, mas pôde sentir uma boa parte escorrendo por sua garganta.
-Porra – Laxus disse roucamente.
Ele apoiou todo seu peso contra a parede, enquanto sua mente dava voltas. O mago podia sentir os braços de Ultear ainda entrelaçados em suas pernas.
Encostada na coxa direita do mago, ela também lutava para estabilizar sua respiração. Ultear não sabia por que, e talvez ela nem quisesse saber, mas instintivamente, seus lábios se fecharam na perna de Laxus, dando-o um rápido e doce beijo.
A maga se sentia quase tão dopada quanto ele. Até, evidentemente, ela cometer o terrível erro de olhar para baixo.
-Puta que pariu, Laxus – ela resmungou, com o tom de voz mais irritado que conseguiu alcançar no momento. – Minha roupa.
Laxus riu maliciosamente.
Aparentemente, a ejaculação dele fora responsável por lambuzar boa parte do corpo dela, dando uma nova cor ao vermelho e preto da parte de cima de seu vestido.
-Eu prefiro desse jeito – ele disse despreocupado, enquanto cuidadosamente se sentava ao lado dela no chão.
Ultear revirou os olhos, mas não o impediu quando sentiu os lábios dele na parte de baixo de seu pescoço, descendo para seu ombro nu.
-Laxus – ela sussurrou.
O Dragon Slayer posicionou seu braço nas costas da maga, e Ultear logo entendeu o que ele queria. Ela virou-se e passou uma de suas pernas por cima dele, de forma que, agora, ela estava sentada no colo do mago.
O braço de Laxus a pressionou contra si, e a maga do tempo levou suas mãos ao rosto dele, beijando-o passionalmente.
Ultear já podia senti-lo novamente, pronto para ela.
Ela gemeu fracamente com o pensamento e desceu seus lábios ao pescoço dele. Laxus encostou sua cabeça contra a parede enquanto a quente língua de Ultear lubrificava-o até onde os botões abertos de sua camisa permitiam.
-Laxus – ela gemeu mais uma vez.
Ultear estava cansada de preliminares, ela queria o pau dele dentro dela. A maga estava prestes a arrancar sua tão molhada calcinha, mas –
Mas foi interrompida quando um clarão a cegou.
-Gatinho, gatinho – Um garoto chamou, abrindo completamente a porta da dispensa.
Laxus rugiu.
-Natsu – ele repudiou. A raiva banhando sua voz.
-Laxus? – Natsu perguntou, sua voz inocentemente surpresa. – O que você está fazendo aqui? Ultear?
Ultear que agora era capaz de definir a silhueta do garoto de cabelos rosa, não disse nada.
-Natsu, — Laxus voltou a dizer, sua voz séria e autoritária. – Vá embora.
-Natsu! – Eles puderam ouvir uma voz de garota se aproximando. – Achou o gatinho?
-Não, Lucy – Ele respondeu. – Só encontrei o Laxus e a Ultear.
-Que estraho, pensei tê-lo ouvido por aqui – A loira continuou, colocando a cabeça para dentro da dispensa. – Um segundo, você disse Laxus e Ultear?
O rosto de Lucy rapidamente ficou da cor de um maduro pimentão no momento em que ela percebeu o que estava acontecendo.
-Natsu, vamos embora – ela disse apressadamente agarrando o braço do garoto.
-Espera – Natsu disse, começando a juntar os pontos. – O que vocês estão fazendo aqui?
Ultear olhou para Laxus e, no olhar dela, era evidente o quanto ela não estava feliz com a situação.
Então, sem mais nem menos, o Dragon Slayer do fogo começou a rir. Rir, não. Gargalhar.
-Natsu – Lucy disse desesperada atrás dele. – Por favor, vamos embora.
Porém, Natsu mal a ouvia. Ele estava ocupado demais gargalhando enquanto Laxus era fuzilado pelo olhar de Ultear.
-Lucy, você não vê o que está acontecendo? – Natsu perguntou, no meio de suas risadas. – Eles estavam lutando. E Laxus perdeu feio. Ele até acabou sem as calças.
Outra onda de risadas invadiu o corpo de Natsu. Lucy, exasperada, fez de tudo para arrastá-lo de lá; entretanto só conseguiu depois de muito esforço.
Laxus começou a rir, quase tanto quanto Natsu, depois que os dois partiram.
-Por acaso, você acha isso engraçado? – Ultear perguntou séria, ainda sentada no colo dele.
-É hilário – Laxus respondeu, assim que conseguiu se controlar.
Se Ultear não estivesse tão irritada, ela até poderia fazer alguma piada sobre a estranha gargalhada do Dragon Slayer; mas este não era o caso. Ainda.
-Hilário? – Ela perguntou, erguendo a sobrancelha.
-Você não entendeu o que aconteceu? – O loiro perguntou, um raro sorriso verdadeiro brincando em seus lábios. – Eles achavam que tinha um gato aqui. Eles acharam que você era o gato.
-Como é que é? – Ultear perguntou, sua expressão ficando perigosamente séria a cada instante.
-É – Laxus continuou. – Você e seus gemidos e grunhidos. Eles pensaram que você era –
O Dragon Slayer não conseguiu terminar sua frase.
Ele não conseguiu terminar, uma vez que a palma da mão direita de Ultear foi de encontro à bochecha dele, deixando uma marca vermelha de cinco dedos que acompanharia Laxus por dias.
Notas finais
Bom, esse capítulo foi dedicado a minha querida amiga Luly Salvatore (sua maldita leitora fantasma comente agora!). E a ideia de flagrarem o Laxus e a Ultear foi toda dela, ok? Não me achem (muito) pervertida!
Não sei se já comentei antes, mas vocês podem fazer pedidos. Tipo, dizer que querem que o Laxus e a Ultear façam tal coisa em tal lugar, com tal roupa, enfim, acho que já deu para entender XD
Obrigada a todos vocês que comentam, vocês alegram meu dia.
Beijos;
Wine ;*
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