When The Lightning Stopped Time
9 When the Lightning apologized
Notas iniciais
.
Cááh, esse ainda não é seu pedido, mas eu prometo que vou postar em breve, ok? Está sendo mais difícil do que eu pensei que seria escrever a Erza...
-Eu te odeio!
Aparentemente, esta se tornara a frase que Ultear Milkovich mais dizia nas últimas semanas.
Ela nem mesmo se lembrava do motivo dessa nova briga e, para dizer a verdade, nem mesmo Laxus. Tudo que sabiam era que seus batimentos cardíacos estavam acelerados e precisavam focar toda sua energia para não voarem no pescoço do outro. Lógico, não no sentido em que voavam quando estavam sob lençóis.
A maga do tempo não demonstrou piedade quando bateu fortemente a porta do quarto praticamente na cara de Laxus. Ele também não se arrependeu por socar a porta assim que ela se fechou.
Laxus odiava Ultear por ela tê-lo feito odiá-la. Era frustrante a maneira como ela era capaz de suscitar sentimentos tão fortes nele. Também era assustador o modo como esses sentimentos liberavam o lado mais primitivo e selvagem dele.
-Merda – Laxus resmungou, dando mais um soco na porta de madeira, assim que se lembrou de onde estava.
Na última missão do time Raijinshuu, além da gorda recompensa em dinheiro, o contratante cedeu ao time duas reservas em um hotel na ilha paradisíaca próxima a Fiore. Inicialmente, Laxus acreditou que seria uma ótima oportunidade para transar com Ultear quantas vezes quisesse e como bem entendesse, já que eles não seriam interrompidos pelos irritantes membros da guilda dela, que, na franca opinião de Laxus, eram verdadeiros empecilhos.
Entretanto, aquilo que parecia um verdadeiro sonho, revelou-se um terrível e cruel pesadelo. Por alguma razão, os dois começaram a brigar e a trocar os mais ofensivos insultos.
Honestamente, neste instante, tudo que o Dragon Slayer queria era voltar para sua casa e falar mal de Ultear até cansar os ouvidos de Bixlow. Porém, ele não podia, já que estava a centenas de quilómetros.
A propósito, isso fora um problema. Digo, as centenas de quilómetros. A enorme distância obrigou o casal a realizar uma incrivelmente longa viagem de trem. Por um instante, Laxus podia jurar que iria morrer enjoado naquele vagão suarento e repleto de mofo. No entanto, para a surpresa dele, Ultear o tomou nos braços e deitou a cabeça dele em seu colo.
Normalmente, Laxus teria tirado proveito por estar tão próximo à vagina dela, mas não desta vez. Pelo contrário, a maneira como Ultear cuidou dele no trem, como ela suavemente passou os dedos pelos fios loiros, fez com que Laxus simplesmente se esquecesse de tudo; Inclusive de que estava em um meio de transporte, se é que era possível.
Naquele momento, Ultear tivera tanta graça e elegância que era quase impossível de se acreditar que ela era a mesma garota mesquinha e egocêntrica de sempre.
Contudo, não demorou muito para Laxus se recompor após o trem chegar ao seu destino. Tão rápido como uma estrela cadente, Ultear voltou a ser seu “eu” cotidiano.
Tudo voltara ao normal.
Até, é claro, a briga. Ultear perdeu qualquer traço de graciosidade que tivera; Assim como Laxus, que deixara sua vulnerabilidade de lado para voltar a ser a tempestade de sempre.
Desde então, eles não se falavam.
Vagando sem rumo pelos corredores do hotel, Laxus não pensava mais no ódio que sentira pela teimosia da maga do tempo. Agora, seus pensamentos se voltavam aos acontecimentos de mais cedo, às noites que passara em claro amando a maga, às vezes em que a deixou ganhar duelos só para ver o tão famoso sorriso de escárnio de Ultear Milkovich e a tantas outras lembranças que o fizeram escolher Ultear para estar ao seu lado nesta ilha afrodisíaca, que já não parecia mais tão bela sem a maga.
Inconscientemente, os passos de Laxus o levaram de volta para o quarto em que ele sabia que Ultear estava.
O corpo todo do Dragon Slayer foi tomado por um sentimento que ele mal reconhecia. Medo. Medo de ser rejeitado. Medo de começar outra discussão. Medo de não poder tocá-la essa noite.
Laxus estava prestes a bater na porta quando suas mãos escorregaram para a fria maçaneta. Surpreendentemente, ele encontrou-a aberta.
O mago hesitou o suficiente para respirar fundo antes de entrar no quarto.
Ultear se sentou em um pulo quando o ouviu entrar. Pela maneira como seu olhar estava extremamente atento ao homem à sua frente, era óbvio que ela ainda não tinha pregado os olhos; Possivelmente o esperando.
-A porta estava aberta – Laxus disse, quase como se sentisse a necessidade de justificar sua entrada.
-Eu sei – Ultear respondeu.
Eles se encararam por um longo tempo. Ultear o olhava com certo receio nos olhos, como se a qualquer instante Laxus fosse ataca-la ferozmente. Já ele, não.
Laxus estava cansado de atacar e defender.
Vagarosamente, ele se aproximou dela. O mago tinha que admitir que ela ficava linda vestindo uma simples camiseta e um pequeno shorts azul, que, por sinal, proporcionava-o uma exposição privilegiada das longas pernas dela.
O Dragon Slayer se sentou na cama, fazendo-a encolher as pernas, de modo que agora ele a encarava diretamente.
Milhares de coisas passaram por sua cabeça, mas ele decidiu dizer aquilo que ela queria ouvir.
-Me desculpe – ele disse sinceramente.
Laxus não tinha a menor ideia sobre o que ele estava se desculpando, e ele também tinha certeza absoluta de que seja lá qual fosse o motivo da briga deles, ele estava com a razão. Porém, nada disso importava.
A única coisa que realmente importava no momento era a mulher a alguns centímetros dele, e se as palavras “me desculpe” fossem o preço que ele tinha de pagar para ter Ultear essa noite, ele pagaria com prazer.
Ultear sorriu, um dos sorrisos naturais que ela raramente sorria, e passou suas pernas ao redor dele, trazendo-o para perto.
-Eu te perdoo – ela murmurou contra os lábios dele antes de beijá-lo ternamente.
Laxus sorriu e explorou as costas dela, até atingir seu quadril. Sentindo-a contra si, ele teve certeza de que tomara a decisão correta.
Notas finais
Desculpem a demora para postar, eu estava trabalhando em uma fic de fichas que eu tenho que toma uma porção gigante do meu tempo livre X.X mas eu amo tanto minhas leitoras de lá que não tenho coragem de parar de escrever *-*
.
Beijos;
Wine ;*
Fale com o autor