When The Lightning Stopped Time

1 When the Lightning stopped Time


Ultear Milkovich não era a maníaca por controle que a maioria das pessoas acreditava que ela fosse. Ou, pelo menos, não o tempo todo. Vamos escolher esse instante como exemplo. A maga do tempo estava permitindo que os membros de sua guilda, que, por acaso, também eram seus únicos amigos, tirassem uma noite de folga.

-Obrigada, Ultear – Meredy sorriu grata.

-Não tem problema – Ultear respondeu, maravilhada por ver Meredy tão feliz. – Mas é apenas uma noite, ok? Eu quero vocês dois no meu quarto de hotel amanhã ao meio dia. Nosso trem parte às três.

Duas semanas atrás, a Fairy Tail convidou a Crime Sorciere para uma festa na guilda mais querida de Fiore. Meredy não pensou nem mesmo duas vezes quando aceitou o convite. Ultear nunca a vira tão animada. Pela primeira vez em sua vida, Meredy tinha outros amigos além de Jellal e Ultear. Em especial, ela se relacionava muito bem com Juvia. A maga da água parecia se importar bastante com Meredy e também a convidou para uma festa do pijama em seu quarto depois da festa.

Mesmo que Jellal não admitisse, Ultear sabia que ele também estava empolgado. Especialmente uma vez que ele iria ver sua... amiga, Erza.

-Tudo bem – Meredy sorriu antes de correr em direção à porta da guilda. A barra de seu vestido rosa balançando atrás dela.

-Nós estaremos de volta ao meio dia – Jellal disse antes de seguir sua amiga. – Tente se divertir também, Ultear.

Ultear respirou fundo.

Ela os adorava demais para concordar com essa ideia estúpida e imprudente. Ultear provavelmente passaria sua noite inteira sozinha enquanto assistia a todos os outros se divertir.

**

Laxus não sabia o que estava fazendo naquela festa infantil idiota. Mesmo não admitindo, ele gostava de ser um mago da Fairy Tail, mas, às vezes, os membros de sua guilda pareciam crianças de doze anos.

Naquela hora da noite, todos pareciam estar na pista de dança. Aqueles que não tinham um parceiro estavam dançando sozinhos, bêbados demais para perceberem o quão patético eles pareciam.

Não importava o quanto Laxus bebesse, ele nunca iria se envergonhar daquela maneira.

Essa festa definitivamente era uma droga. Se apenas houvesse uma garota que não se parecesse como um bebê, ele poderia –

Olhando para o lado oposto do salão, Laxus a viu. Uma mulher estava sentada a uma mesa, aparentando estar tão entediada quanto uma onça selvagem enjaulada – não, tão entediada quanto ele próprio. Suas pernas sexys estavam cruzadas, quase como se estivessem o convidando a chegar mais perto e analisá-las melhor.

Bem, esse era um convite que Laxus não poderia recusar.

Quando ele estava a alguns metros de distância dela, Laxus pôde admirar suas pernas e curvas, assim como seu longo e escuro cabelo. Observando essa deliciosa paisagem, ele teve certeza de que iria a violar.

Ultear sentiu a cadeira ao seu lado se mover enquanto alguém se sentava, mas ela nem mesmo se importou em ver quem era. Ela só queria ir para seu quarto de hotel e ter uma boa noite de sono, mas, ao mesmo tempo, ela queria ficar de olho em Meredy. Só para ter certeza de que ela estava bem.

-Você faz parte do quarteto fantástico, não faz? – Laxus perguntou.

Ultear arregalou levemente seus olhos, um pouco surpresa com a grave voz. Contudo, nenhum outro órgão de seu corpo a traiu.

-Ultear – ela respondeu. – E nós somos apenas três.

Laxus se sentiu satisfeito com a resposta da garota.

-Laxus – ele se apresentou.

-Eu sei quem você é – Ultear disse, olhando-o pelo canto do olho.

Ele levantou uma sobrancelha, contente com o comentário.

-É mesmo? – ele perguntou baixo. – O que exatamente você sabe sobre mim?

Ultear sentiu arrepios percorrerem seu corpo. Urgh, ela não podia se permitir ser distraída por ele.

Laxus, por outro lado, pensava que ela era a distração perfeita. Talvez fosse o álcool que ele bebera mais cedo falando, mas ele não podia deixar de imaginar como ela ficaria enrolada em seus lençóis.

-Por que você não está na pista de dança? – Ultear perguntou, tentando desviar o assunto. – Parece que seus amigos estão se divertindo.

Laxus olhou para Freed e Bixlow dançando como se não houvesse amanhã. A cena não seria tão decadente se os bebês de Bixlow não estivessem tão bêbados quanto seu dono.

Do outro lado da guilda, Evergreen e Elfman também estavam dançando e, a cada quinze segundos, Ever gritava com o pobre coitado de seu parceiro por ele estar pisando em seu pé.

-Não é o tipo de coisa que eu faço – ele deu de ombros. – Além disso, eu não poderia deixar uma linda mulher sozinha enquanto ela bebe sua... Água?

Laxus não conseguiu esconder sua surpresa quando viu a garrafa de água nas mãos dela.

-Bom, — Ultear disse lentamente – alguém precisa ser responsável.

Responsável? Parecia que Laxus iria enfrentar um desafio consideravelmente complicado para se dar bem essa noite. Mas, não importava. Isso só fazia com que a caçada fosse mais excitante.

-Às vezes é bom ser irresponsável – ele disse, olhando-a nos olhos.

-Eu não tenho tempo para isso – ela respondeu desconfortavelmente.

Laxus não pôde deixar de notar o quão atraente os seios dela ficavam naquele vestido preto e justo. Ele também não pôde deixar de imaginar como eles ficariam sem aquele vestido. De fato, ele imaginou como aquela garota ficaria sem nenhuma roupa. Isso seria algo que ele realmente iria adorar ver.

Droga, ele sentiu suas calças ficarem apertadas.

Ultear estava consciente dos olhares que Laxus lançava em sua direção. Mesmo que ela não se permitisse estar envolvida com ninguém, ainda assim era bom saber que alguém a achava atraente.

-Você não parece ocupada agora – ele disse, oferecendo a ela sua bebida. – Você deveria relaxar.

-Não, obrigada.

Será que esse cara não a deixaria em paz?

Laxus deu de ombros e bebeu o resto de seu Whiskey de uma só vez.

-Você é sempre tão mal humorada assim? – ele perguntou.

-O que?! Eu não sou – ela começou a dizer, mas percebeu que não tinha porque mentir. – Sim.

Laxus assentiu, mas não disse nada mais.

Ultear suspirou frustrada. Ela não sabia por que, mas esse cara que ela mal conhecia parecia estar a afetando mais do que deveria.

-As pessoas dizem que a vida é muito curta. – Ele disse, cruzando os braços. – Nós deveríamos aproveitá-la antes que ela acabe, não é?

-Pode até ser – ela concordou. – Mas, isso não quer dizer que eu deva sair com caras aleatórios.

Então ela sabia o que ele estava tentando fazer, huh?

Mesmo que Ultear parecesse determinada a seguir suas palavras, ela não estava. Nem um pouco.

Laxus se aproximou dela. Ele gostava de um desafio e cada palavra que ela dizia tentando afastá-lo só o fez a querer ainda mais. Ela podia ouvir seus batimentos cardíacos sob sua respiração. Ultear só poderia desejar que sua expressão não mostrasse o quanto aquele movimento a afetou.

-Eu não sou um “cara aleatório” – ele disse. Um sorriso malicioso estampando seu rosto. – Eu sou Laxus Dreyar da Fairy Tail. A maioria das mulheres mataria para ter uma noite comigo.

Ultear arqueou uma sobrancelha.

-Você não acha que tem muita autoconfiança? – ela perguntou, aproximando seu rosto delicadamente na direção dele.

Contudo, ela sabia que o que ele havia dito possuía alguma verdade. Laxus certamente tinha sua reputação, assim como um corpo de tirar o fôlego.

Em outras palavras, Ultear sabia que ele era sexy. Laxus estava fazendo com que ela se arrepiasse inteira apenas conversando com ela. Imagine o que ela sentiria se ele a tocasse. Se ele a beijasse. Se ele entrasse –

Ultear se castigou por pensar algo do tipo. Ela não tinha tempo para homens. Nem mesmo se eles fossem tão sexy quanto deuses gregos.

-Eu devo tê-la essa noite – ele disse baixo, fazendo-a tremer de novo.

-O que – ? – Ultear disse, arregalando seus olhos, mas foi interrompida quando a boca dele encontrou a dela.

Sem pensar, seus lábios se partiram e logo a língua dele a dominou, fazendo cada parte do corpo dela queimar em prazer.

Fazia tanto tempo desde que ela fora tocada dessa forma por alguém; ela nem mesmo sabia como reagir. A língua dele era quente e seu toque fazia o corpo inteiro de Ultear se esquentar.

Ela fechou seus olhos e o beijou de volta avidamente. Uma de suas mãos foi para o pescoço dele, enquanto a outra se agarrou fortemente à mesa, como se dessa maneira ela pudesse se manter na realidade.

Laxus a agarrou pela cintura, a trazendo para perto. Ele a beijou mais intensamente que antes e ficou satisfeito em vê-la retribuindo seu beijo com a mesma paixão.

Ela sentiu algo queimar entre suas pernas e soltou um gemido agudo quando as mãos de Laxus traçaram um caminho em direção à parte de baixo de suas costas.

Assim que eles se separaram, Ultear se sentiu um pouco tonta e teve que piscar algumas vezes para garantir que não estava sonhando. Seus olhos estavam lacrimejando e seu rosto tão quente quanto um verão indiano.

Laxus lambeu os lábios dela e se afastou, ainda com um sorriso torto no rosto.

Ela não sabia o que dizer ou fazer. Ela não deveria beijar estranhos, deveria?

-Venha – ele disse, pegando em sua mão.

O que ela estava fazendo? Ela não deveria – não, ela não podia fazer isso. Era errado e ela não podia ter nenhum tipo de diversão. Certo?

Então, por que infernos ela o estava seguindo rapidamente e obedientemente?

Quando eles saíram da Fairy Tail, Ultear ainda podia sentir seus lábios vibrando com a sensação dos lábios dele nela.

Laxus apreciou o ar frio noturno. Ele contrastava com o calor de sua garganta, que estava em fogo. Ultear era uma garota de muita sorte, pois, se não fosse pela pequena distração que o clima proporcionara a Laxus, ele provavelmente já teria rasgado seu vestido de pura seda no meio da rua mesmo.

-Onde estamos indo? – ela perguntou tentando não soar excitada, mas falhando completamente.

-Estamos quase lá – ele disse, não se importando em não ter respondido a pergunta dela. Mesmo que sua voz soasse séria, seus largos passos o traiam.

Laxus passou a noite inteira a desejando. Ele queria enfiar seu pau nela com tanta força que ela imploraria por mais – e ele generosamente faria seu desejo se tornar realidade.

Ultear não tinha a menor ideia do que a estava esperando.

**

Assim que Laxus fechou a porta, ele se virou na direção dela. Agora ela era toda sua.

Ele pôde ver o conflito interno que se passava na mente dela. Seu primeiro instinto era ataca-la, mas uma parte bem pequena dele o fez esperar.

-Se você quer sair, agora é a hora – ele se forçou a dizer.

Ultear sentiu seus olhos queimarem. O que ela estava fazendo?

-Eu não sei – ela disse, surpreendendo-se com o quanto sua voz soava frágil. Beijá-lo fora tão bom que ela decidiu vir até sua casa, mas agora que ela podia pensar direito e controlar suas emoções ela sabia o que tinha que fazer. – Talvez eu deva ir embora.

-Talvez você deva – Laxus concordou, tentando esconder o quanto estava impaciente.

Ela definitivamente deveria ir embora. Mas, ela não queria.

-Só para ser clara – ela disse vagarosamente. – Isso não vai significar nada, é apenas –

-Não é como se eu estivesse pedindo para você se casar comigo – ele soltou, não se importando se estava sendo grosso ou não. – É apenas sexo.

-Bom – ela concordou e, simples assim, acabou com a distância entre eles.

Eles se beijaram com a mesma paixão que antes. Dessa vez, Ultear sabia exatamente o que fazer.

Ela passou sua mão sobre o peito dele e, mesmo que ele estivesse vestindo uma leve camiseta por baixo de seu longo casaco de pele, Ultear tinha certeza que Laxus podia sentir perfeitamente suas unhas.

Laxus pressionou as costas dela contra uma parede, conforme ele ficava dolorosamente duro. Ele estava cansado de enrolar, mas parecia que aquela garota daria trabalho a ele.

Talvez Ultear devesse se sentir mal sobre a situação em que se encontrava, considerando que ela nem mesmo o conhecia, mas era tão difícil pensar enquanto os lábios de Laxus passeavam por seu corpo.

Ele passou seus fortes braços ao redor da cintura de Ultear, puxando-a desesperadamente para perto.

-Laxus – um gemido escapou dos lábios dela.

Laxus tomou o ruído como um som de vitória e passou sua língua pelo pescoço da maga. Ele hesitou quando chegou a centímetros de sua orelha e sentiu uma fragrância emergir dela. Um pouco cítrica, talvez? Ele virou levemente a cabeça dela para o lado e se aproximou para poder senti-la melhor. Então, Ultear Milkovich era do tipo de mulher que borrifava o perfume atrás da orelha como as mais conservadoras aristocratas.

Ultear não pôde deixar de gemer quando Laxus capturou o lobo de sua orelha com os lábios. O que havia de errado com ela? Ultear não costumava ser tão manhosa. Pelo contrário, normalmente era ela que causava os gemidos.

Ela arfou quando sentiu a mão de Laxus alcançar o final de seu vestido. Os dedos dele perigosamente puxaram o tecido para cima e ela logo se viu livre da peça de roupa.

Ele pressionou seu corpo intensamente contra o dela, fazendo-a sentir seu estado. O calor entre as pernas dela só aumentou, tornando-se quase insuportável.

Laxus a beijou, mais rápido e profundo que antes.

Fazia tanto tempo desde que ela se sentira tão... viva. Ao mesmo tempo em que isso a trazia uma onda de prazer esmagadora, também a assustava. A última vez que Ultear se permitira sentir algo assim – fazer algo assim – fora sete anos atrás, quando ela ainda fazia parte da Grimoire Heart. Laxus Dreyar estava despertando seu lado mais selvagem aos poucos.

Laxus rapidamente tirou seu casaco e sua camisa, jogando-os em algum lugar atrás do sofá. Ultear sentiu um novo nível de excitação quando viu seu peito musculoso agora exposto. Ela queria tocá-lo. Ela queria saboreá-lo.

Ele fez um barulho que se parecia com um rosnado quando as mãos delicadas de Ultear tocaram o zíper de sua calça. Laxus não aguentava mais, ele estava cansado de preliminares. Ele precisava tê-la nesse instante.

Levantando-a contra ele, Laxus passou as pernas dela ao seu redor, fazendo-a arfar quando ele começou a andar em direção ao seu quarto.

Em qualquer outra circunstância, Ultear gritaria para a pessoa a carregando ter cuidado, mas isso definitivamente pareceria ridículo para o Laxus. A maneira como ele a carregava parecia tão natural como se eles tivessem feito isso suas vidas inteiras.

Laxus a jogou em sua cama tamanho king size e, após tirar sua calça e roupa íntima de uma só vez, ele foi atrás dela.

Ultear sobressaltou-se. Não era de se estranhar que Laxus fosse tão metido. Ele tinha o maior pênis que ela já vira.

Ela sentiu as mãos dele desabotoando seu sutiã. Ele era experiente, não havia como negar. Laxus se livrara da peça de roupa mais rápido do que Ultear conseguiria sozinha.

-Ainda não – ela murmurou quando os dedos dele passaram ousadamente sobre sua calcinha. – Eu primeiro.

-O que? – ele perguntou confuso.

Com toda força que tinha, Ultear os virou. Agora, ela estava no topo e um Laxus muito surpreso estava entre suas pernas.

-Mas que infern – ele tentou dizer, mas grunhiu quando sentiu as mãos da garota ao redor dele.

Ela começou a apertar o tão excitado órgão em suas mãos, fazendo Laxus rugir e praticamente se contorcer em baixo dela.

Ultear riu da expressão dele quando ela o apertou com mais força. Ela sabia que estava o torturando, mas ele havia sido um imbecil cheio de si a noite inteira. Por isso, ela decidiu que o daria uma lição.

Sem nenhum aviso, ela levou sua boca até o grande e ereto órgão. Ultear levemente lambeu a ponta e o engoliu calmamente.

Laxus resmungava algo não compreensível enquanto Ultear o sugava de cima a baixo. A maneira como ele estava vibrando deixava claro o quanto ele estava gostando de tudo aquilo.

Qualquer traço de humor que Ultear tivera a abandonara. Agora, a maga do tempo estava concentrada em sua rotina de lamber e sugar, deliciada com os rugidos e gemidos que saíam da boca Laxus.

Para a surpresa de Ultear, Laxus levou sua mão à cabeça dela, forçando-a ir mais profundamente. Por um momento, ela teve certeza de que iria engasgar, mas logo recuperou sua compostura. Ela definitivamente não era uma amadora que perdia tão facilmente.

Os movimentos dela eram agressivos, mas Laxus não desejava nada diferente. Ele moveu seu quadril, explorando cada centímetro da boca de Ultear.

-Porra – ele murmurou sob sua respiração.

Os braços dela se enrolaram em torno das pernas dele, buscando por apoio. Laxus definitivamente era do tipo que estava acostumado a estar no comando. Ultear se sentia como uma caçadora dominando uma fera. Fazendo com que –

Finalmente, Laxus atingiu seu clímax. Ultear sorriu satisfeita e engoliu tudo que conseguiu do líquido quente. Ela sentiu um pouco escorrer por seu corpo, lambuzando sua garganta e descendo até seus seios.

Ultear sorriu um sorriso presunçoso que já não sorria há muito tempo. Um sorriso que combinava mais do que deveria com o sorriso de Laxus.

Levantando-se vagarosamente, Ultear conseguiu se sentar de frente para ele. Ela ficou surpresa em ver o loiro com os dois braços cruzados, atrás da cabeça. Seu sorriso convencido ainda estava estampando seu rosto, mas seu olhar estava perdido. Quase como se ele tivesse acabado de tomar uma droga das fortes, que o afogava em devaneios.

-Já acabou? – Ultear perguntou com uma voz que ela quase não reconhecera. Uma voz má, quase fria. Provocadora. – Tenho que admitir que esperava um pouco mais de você, Dreyar.

Os olhos dele foram em direção à garota, deixando-a em foco. Laxus não pôde deixar de notar o caminho que seu fluído deixara no corpo dela. Ele lambeu os lábios, deliciando-se com a visão. Era quase como se ele tivesse marcado seu território.

-Não estou nem perto de acabar – ele garantiu.

Ultear arqueou uma sobrancelha com o comentário, mas não fez mais nada. Olhando o deus grego que tinha em sua frente, ela mordeu seu lábio.

Uma fina camada de suor cobria o peito dele e seu claro cabelo estava mais bagunçado que antes.

Laxus não desviou seu olhar de Ultear nem mesmo uma única vez. Os lábios dela estavam mais rosados e sua pele mais corada. Ela realmente não precisava realizar grandes esforços para excitá-lo.

Lógico que ele nunca diria isso a ela.

-Então, já é a minha vez? – ele perguntou no que parecia ser um tom tedioso.

Ultear queria rir, mas forçou todos os nervos de seu corpo a ficarem rígidos.

-Se você quiser – ela disse, dobrando seus joelhos e separando suas pernas.

-Oh, eu quero - Laxus sorriu e se aproximou dela. O que ele havia dito mais cedo era verdade. Ele não estava nem perto de acabar.

Não era sempre que uma mulher o deixava dessa maneira. Normalmente, era apenas sexo e ponto. Sem comentários sugestivos. Sem preliminares. Apenas sexo. Sexo oral? Laxus não podia sequer lembrar-se da última vez que fizera um decente. Talvez nunca antes de Ultear.

Ele sentou-se e não se importou se seus olhos estavam encarando os seios dela mais intensamente do que deveriam.

Ultear sentiu algo queimar dentro de si enquanto estava sob o olhar faminto de Laxus.

-Me chupa – ela disse em um tom que parecia tanto com um gemido quanto com uma ordem.

Ela separou ainda mais suas pernas, deixando o caminho livre para ele. Laxus odiava receber ordens, mas algo dentro dele ardeu ao ouvir as palavras dela, fazendo um brilho perigoso atingir seu olhar.

Ele ajoelhou-se na frente dela e analisou o estado deplorável que a sua calcinha se encontrava. Já estava tão molhada e ele ainda nem havia a tocado apropriadamente.

Laxus iria fazê-la se arrepender por seu pedido. Ultear despertara seu lado animal, quase bárbaro.

Sem hesitar, ele tirou a calcinha dela, mas não como normalmente tirava as calcinhas das mulheres. Não, com Ultear era diferente.

Ele fizera questão de toca-la o máximo que conseguiu com palma da sua mão aberta e só então retirou a peça de roupa. Tocando sempre nas partes mais úmidas do pequeno tecido.

Sem a roupa íntima, Laxus se encontrou livre para explorar a recém-revelada abertura de Ultear.

Ele sorriu um de seus tão famosos sorrisos convencidos. Não importava o quanto Ultear tentava bancar a difícil, a maneira como ela gozava deixava claro o efeito que ele tinha sobre ela.

O dragon slayer do trovão se viu preso em um dilema; ele deveria pegar leve no começo ou ir direto ao ponto?

Laxus desviou seus olhos rapidamente para olhá-la no rosto e ficou surpreso quando seus olhares se encontraram. Por mais que Ultear não dissera nada, sua mensagem era clara: “o que você está esperando?”.

Ele nem mesmo sabia por que tivera a dúvida de antes.

Assim que a atenção de Laxus voltou ao que Ultear tanto queria, ele enfiou quatro dedos de sua mão dentro dela, fazendo-a soltar um gritinho agudo. Apenas seu polegar ficara de fora, massageando a área externa da garota.

Ultear queria gritar, berrar até. O que havia de errado com ela? Por que ela estava tão sensível? Sete anos na seca a deixaram assim?

Um gemido alto rasgou por sua garganta. Ultear forçou suas mãos a agarrarem o lençol, como se assim ela pudesse pensar racionalmente.

Laxus estava se divertindo com a visão da maga gemendo de agonia em baixo dele. Ele retirou seus dedos de dentro dela, só para poder coloca-los novamente. Ela era tão apertada, mas era assim que ele gostava.

-Laxus – Ultear disse, tentando soar firme, mas fracassando completamente. – Pare

Ele sorriu maliciosamente.

-Você quer que eu pare? – ele perguntou, com o tom de voz mais sarcástico do que de costume. – Não é o que parece.

Para comprovar o que ele dissera, Laxus enfiou seus dedos mais profundamente dentro dela, ganhando uma nova série de gemidos em troca.

-Você vai – Ultear disse de forma ameaçadora, mas se viu impedida de terminar sua frase assim que uma onda de prazer invadiu seus sentidos.

Laxus se abaixou e lambeu cada gota divina que saía dela. Ela tinha um sabor exótico, que combinava perfeitamente com a textura de seu fluído. Um sabor que ele adoraria provar novamente.

Assim que Laxus terminou, ele emergiu entre as pernas dela. Ultear não havia feito nem mesmo um ruído, então ele se viu forçado a verificar se ela estava bem.

A maga já não tinha o olhar decidido que tivera a noite toda. Sua expressão se suavizara e a maneira como ela o olhou – bem, nem mesmo ele saberia descrever como se sentiu sob o olhar dela. Ela estava bonita. Não, mais do que isso, linda. Tão linda que ele poderia encará-la por um bom tempo e não se cansar.

Era como se Ultear estivesse frágil, entregando-se a ele.

Laxus poderia fazer o que quisesse com ela e isso o assustava. Era obvio que ele fazia o que ele bem entendesse com todas as outras mulheres, mas dessa vez era diferente. Ela era diferente. Era como se um único movimento errado da parte dele fosse estragar tudo.

Vagarosamente, ele deitou seu corpo sobre o dela, tomando todo o cuidado para não machuca-la.

Ultear piscou algumas vezes antes de sentir os quentes lábios de Laxus tocar os seus. Ele a beijou intensamente e desesperadamente.

Esse provavelmente era o beijo mais íntimo e intenso que ele já dera a alguém. Ultear o respondeu instantaneamente, os dois aparentemente sempre em plena sincronia.

Como esse estúpido dragon slayer podia fazer ela se sentir dessa maneira? Perto dele ela se sentia uma virgem, incapaz de encontrar a razão em si mesma. Duas coisas que Ultear Milkovich definitivamente não era: virgem e irracional.

Os lábios de Laxus desceram pelo pescoço dela, parando ocasionalmente em alguns locais mais sensíveis.

Ultear queria poder virá-los novamente, assumir o controle. Mas, era quase lamentável o modo como ela não conseguia fazer nada além de se derreter sob o toque dele.

Laxus continuou sua trilha de beijos, chegando aos seios dela.

Por um instante, ele parou, incerto sobre como proceder com essas divindades da natureza. Laxus levou sua mão ao seio esquerdo dela e o apertou firmemente, fazendo-a arfar e arquear levemente as costas.

-Você gosta disso? – ele sussurrou contra a orelha dela, antes de lambê-la.

Ultear realmente tentou responder. Ela queria dar a ele uma resposta esperta, no estilo que só ela sabia dar. Porém, ela não conseguiu. Era demais para ela. Tudo que escapou seus lábios foram gemidos – altos e constantes.

Laxus sorriu antes de apertá-la novamente. Ele levou seus lábios aos dela, ainda segurando seu seio. Seu polegar pressionou o mamilo de Ultear e começou a massageá-lo e apertá-lo ao mesmo tempo.

Ultear partiu seus lábios assim que a boca de Laxus encostou-se à dela. Suas línguas se encontraram em uma dança rígida, mas passional, fazendo-a se arrepiar inteira.

O toque fez com que Ultear pudesse pensar com mais clareza. Ela levou sua mão à nuca de Laxus, puxando-o para mais perto. O fogo que ela sentira mais cedo voltara quase tão intenso quanto o de Laxus.

Ela levemente mordeu a língua dele, deixando claro que estava cansada de seguir seus comandos.

O loiro afastou-se, somente o suficiente para poder olhá-la melhor. Eles se encararam tão intensamente que era até surpreendente não ter saído faíscas no processo.

-Me foda agora – ela disse séria, quebrando o silêncio.

Laxus levantou as sobrancelhas, não escondendo o quanto as palavras dela fizeram bem ao seu ego.

-Eu ainda não acabei – ele disse, antes de capturar o seio dela com seus lábios.

Um suspiro escapou de Ultear, coberto de prazer e frustração. Laxus estava preso em um ciclo de beijar e morder o peito dela, enquanto apertava o outro sem piedade.

-Laxus – Ultear gemeu. Suas mãos em torno do pescoço dele, tentando realizar a missão impossível de trazê-lo mais perto. – Agora.

Laxus sorriu. Sua boca continuou explorando o corpo de Ultear, o abdômen dela, sua tão fina cintura, sempre sentindo cada centímetro de sua pele macia.

Ultear sabia que ele queria aquilo tanto quanto ela. Ela podia senti-lo. Mas, ela também sabia que ele só estava enrolando para irritá-la, deixa-la mais frustrada do que nunca.

-Laxus – ela tentou novamente, sua voz muito mais impaciente que antes.

Ouvindo a voz estrangulada, Laxus se posicionou em cima dela. Ultear podia sentir quando ele estava prestes a tocá-la. Ela fechou seus olhos, prometendo a si mesma não gritar. Ultear Milkovich não gritava na cama.

Mas, é claro que ela gritou. Um grito alto e agudo. Laxus era tão rápido que fez seu mundo inteiro girar. Ele não era gentil como Jellal. Laxus era bruto e intenso. Ele a completava perfeitamente.

Os movimentos de Ultear estavam em harmonia com os dele. Laxus sussurrou alguns palavrões no ouvido dela, fazendo-a morder o ombro do mago com força para abafar o grito que se seguiu. Ela era tão apertada, mas ele podia realizar seus movimentos com perfeição. Laxus entrava e saía tão rápido que Ultear mal tinha tempo de respirar. Às vezes ele a tocava com mais força, entrando com tudo que tinha e demorando alguns segundos a mais para sair, mas logo ele recuperava seu ritmo.

Ultear agora gritava sem vergonha, naquele ponto ela já sabia que era impossível se segurar. Laxus levantou um pouco a perna esquerda da maga, tendo assim mais espaço para atuar. Esse simples movimento proporcionou a Ultear o maior prazer que ela já sentira em sua vida.

A pele dela estava suada, assim como a dele. O longo e sedoso cabelo de Ultear estava mais bagunçado que nunca.

Laxus a puxou para mais um beijo quando sentiu que sua sanidade estava o abandonando.

Ultear não aguentava mais, o que ela estava sentindo não podia ser natural. Era extremamente delicioso e viciante. Ela queria mais. Muito mais.

**

Meredy só conhecia uma coisa mais assustadora do que Ultear Milkovich: Ultear Milkovich irritada.

Na noite anterior, Meredy e Juvia ficaram horas e mais horas conversando sobre garotos. Bom, mais especificamente sobre Gray Fullbuster. Juvia era simplesmente obcecada por ele.

A consequência disso? Meredy passou sua noite inteira acordada e acabou perdendo a hora. Já eram duas horas da tarde. O trem que a Crime Sorciere pegaria iria partir em apenas uma hora. Ultear definitivamente mataria Meredy.

Assim que a maga virou a esquina do hotel em que Ultear estava hospedada ela parou abruptamente.

-Jellal! – ela gritou ao homem de cabelo azul que estava a sua frente. – O que você está fazendo aqui?

Jellal se virou assustado, só para ver o cabelo rosa de Meredy balançando levemente com a brisa.

-Eu... – ele disse, procurando as melhores palavras para descrever a situação. – Eu me atrasei.

Meredy arregalou os olhos.

-Como você pôde? – ela o olhou de cima a baixo.

-Bem, eu estava com a Erza ontem a noite e... – Jellal disse, tropeçando em suas palavras. – Espera, o que você está fazendo aqui?

A garota fez uma careta e colocou uma mecha de seu longo cabelo rosa atrás da orelha.

-Eu me atrasei também – ela resmungou.

Assim que Jellal entendeu o significado das palavras de Meredy sua expressão ficou sombria.

Isso significava que nenhum dos dois aparecera na hora marcada. Ultear deveria estar cuspindo fogo de tão irritada.

-Nós vamos morrer – Jellal murmurou.

**

-Por que ela não está atendendo? – Meredy perguntou após dar a quinta batida na porta do quarto de Ultear.

-Você acha que ela se irritou tanto e nos abandonou aqui? – Jellal perguntou, batendo novamente na porta.

-Eu não sei – Meredy disse e se virou para a porta. – UL, VOCÊ ESTÁ AÍ?

Jellal e Meredy esperaram a porta se abrir, mas, novamente, ninguém atendeu.

-O que nós vamos fazer agora? – Meredy perguntou.

-Eu – Jellal tentou dizer, mas se interrompeu quando ouviu passos se aproximando.

Para a alegria de Meredy e Jellal, Ultear estava se aproximando. Já para a infelicidade de Ultear, seus amigos a estavam vendo com o mesmo vestido que ela usara na festa, que provavelmente estava todo amassado graças às atividades que a maga realizara na noite anterior.

Seu cabelo também estava em um estado lastimável. Depois da segunda vez que ela e Laxus transaram, Ultear começou a questionar se algum dia ela iria poder penteá-lo novamente.

-Calem suas estúpidas bocas – ela ameaçou, mal-humorada, seus amigos que tinham sorrisos idiotas nos rostos.

Notas finais
O que acharam da fic? Gostaram? Odiaram?
Bem, isso era para ser um one shot, mas estou pensando em continuar, o que acham? Se eu continuar, provavelmente, podem aparecer casais como Jellal X Erza, Jellal X Ultear, Laxus X Cana, Laxus X Freed, Gray X Ultear e Gray X Juvia, mas sempre se voltando para Laxus X Ultear (ou Laxar foi o nome que eu os batizei, já que ninguém mais shippou isso até hoje);
Agora vocês devem estar pensando: por que infernos essa garota louca escreveu uma fic Ultear X Laxus? Bom, é fácil. Os dois são meus personagens preferidos de FT, e um dia eu me peguei pensando: e se eles ficassem juntos? Desde então, a ideia nunca saiu da minha cabeça.
Por favor, deixem um comentário, porque estou morrendo de curiosidade para saber o que vocês pensaram.
Beijos ;*
PS. Essa fic também está postada no fanfiction.net, só que em inglês. Só para deixar claro: as duas versões são MINHAS. Então, por favor, não me processem por plágio, ok?