When The Lightning Stopped Time
2 When the Lightning saved Time
Líder. Era assim que Ultear Milkovich se descrevia.
Mandona. Era assim que os membros de sua guilda a descreviam.
-Entendeu, Jellal? – Ultear disse rápido e baixo. – Temos que fazer do meu jeito. Daqui a exatos quinze segundos os membros da Pandotra vão chegar e nós temos que fazer tudo exatamente conforme os meus planos.
-Mas – Jellal continuou protestando -, não vai dar certo. Eu estou dizendo que –
-Dez segundos – Ultear disse, ignorando-o completamente.
-Ul! – Meredy se intrometeu. – O plano é muito perigoso, você vai se machucar.
-Cinco segundos.
Meredy olhou para Jellal. Em instantes, uma espécie de conversa sem palavras se passou entre eles. Se eles obedeceriam Ultear? Não mesmo.
A Crime Sorciere estava em um deserto, escondendo-se atrás de uma duna, prestes a capturar uma guilda das trevas chamada Pandotra. Como sempre, Ultear planejara cada passo que eles dariam. O único papel que Jellal e Meredy desempenhariam seria o de seguir suas ordens.
Normalmente, esse sistema funcionava bem. Meredy não se importava em seguir ordens e, francamente, Jellal não saberia o que fazer sem um comando. Desde a Torre do Paraíso ele seguia os comandos de Ultear.
Contudo, dessa vez era diferente.
Ultear formara um plano que faria com que todos os membros da Pandotra se voltassem contra ela. Jellal e Meredy apenas apareceriam depois que ela já tivesse capturado a maioria. Em outras palavras, era o plano mais perigoso que ela já fizera.
Os dois sabiam que Ultear era forte. Infernos, ela provava isso todos os dias. Mas, eles também sabiam que Ultear não era imortal.
-Agora – Ultear murmurou.
Certamente os nove membros da guilda Pandotra passaram com seus camelos no momento em que ela disse que passariam.
-Só apareçam quando eu mandar – Ultear disse, antes de saltar na frente dos camelos.
Quando viram a garota, os bichos fizeram um barulho estranho e pararam desajeitadamente.
-Quem é você? – um dos homens da guilda gritou para ela.
-Olá, rapazes – Ultear os cumprimentou.
-Mate a garota – um deles gritou. Hum, Ultear julgou que esse deveria ser o mestre.
-Parallel Worlds! – Ultear gritou, usando sua magia.
A principal magia de Ultear era a Arca do Tempo. Um de seus ataques era o Parallel Worlds que formava inúmeras cópias da maga, confundindo seus oponentes.
-O quê?! – Um deles gritou. – Existem quatro dela?
-Oito agora?
Ultear riu. Ela adorava ver a reação das pessoas.
Agora só restava concluir seu plano. Ultear iria começar atacando o membro mais próximo do mestre da guilda, e, depois, o próprio mestre. Quando o trabalho sujo já tivesse sido feito, ela chamaria Jellal e Meredy para a ajudarem a cuidar do resto.
Ela se aproximou de sua presa, pronta para atacar quando –
Quando o homem caiu.
Por que ele caiu? Ultear ainda nem havia o atacado.
A visão do garoto de cabelo azul atrás do homem caído respondia sua pergunta.
-Jellal! – Ultear gritou, perdendo sua concentração e, consequentemente, suas cópias desapareceram. – Você não deveria estar aqui! Você deveria estar seguindo o plano.
Passado o susto que os membros da Pandotra levaram, eles agora estavam prontos para ataca-los.
-Ul! – Meredy disse, vindo por trás de Ultear. – Cuidado!
Graças ao aviso, Ultear fora capaz de se desviar de um golpe que vinha em sua direção. Infernos, ela estava tão nervosa que mal podia enxergar pelo seu ódio.
-Meredy! – Ultear gritou para a maga. – Você também? Vocês não podem estragar o meu plano!
Ultear não sabia em quem queria bater mais, nos membros da Pandotra ou em seus próprios companheiros.
-Ultear! – Jellal gritou, mas Ultear não estava ouvindo.
Ela não o ouvia porque estava ocupada demais caindo.
Um dos membros da guilda das trevas, aquele que ela julgara como mestre, fez com que ela caísse. Ele agora estava olhando fixamente para ela, pronto para dar o golpe final.
Tudo acontecera muito rápido. Ultear não tinha tempo de reagir. Ela podia sentir o golpe do homem antes mesmo de ele acontecer. Ela podia sentir sua vida sendo tirada dela, lenta e dolorosamente.
Só que – isso não aconteceu.
Um raio desceu em direção ao seu agressor, queimando-o inteiro e fazendo-o desmaiar. Ultear prendeu a respiração enquanto assistia o mesmo acontecer com os outros membros de Pandotra.
-Pode-se dizer que te salvei – uma voz rouca disse.
Ultear deu um pulo e olhou para o lado, ainda sentada no chão, enquanto um loiro estendia a mão para ela.
Merda.
**
-Pela última vez, Laxus – Ultear disse, sua voz repleta de ódio. – Você não me salvou.
Depois da milagrosa aparição do time Raijinshuu da Fairy Tail, Laxus e seus amigos entregaram a guilda das trevas a polícia local. Lógico, não antes de ele fazer questão de jogar na cara de Ultear que salvara a donzela em perigo.
Ultear, mal humorada, arrastou Jellal e Meredy a um hotel próximo de onde eles estavam. Ou talvez fosse um motel, ela não tinha muita certeza. O lugar era pequeno, mas bem arrumado, e afastado o suficiente de qualquer lugar com cidadãos civilizados que pudessem reconhecer a verdadeira identidade dos membros da Crime Sorciere.
Mas, é claro, ela não esperava que Laxus fosse a seguir.
-De qualquer maneira, — Ultear continuou, não escondendo a irritação em sua voz – você não tem outro lugar para ir? Tem que ficar no meu hotel?
Eles estavam no restaurante do hotel. Bem, também poderia ser uma lanchonete, já que eles não serviam nada além de lanches prontos e sucos de caixinha. Não havia nem mesmo um whisky de qualidade para matar a cede de Laxus.
-Eu não me lembro de ter visto o seu nome na fachada dessa espelunca – Laxus respondeu.
-Ei, Laxus – Bixlow disse se intrometendo na conversa -, quem é essa daí?
Nem um dos dois se movera. Laxus estava ocupado demais devolvendo a encarada que a garota a sua frente lançava a ele.
-Oi – Meredy disse, dando um passo a frente. – Eu sou a Meredy. Esse é o Jellal – ela disse e apontou-o. – E essa é a –
-Ultear Milkovich? – Freed perguntou incrédulo. – Essa é a tal de Ultear Milkovich?
Ultear desviou seu olhar de Laxus para poder encarar o homem de cabelos verdes.
-Algum problema? – ela perguntou.
-Oh, meu Deus! – Evergreen disse e se aproximou de Ultear. Por um segundo, a maga do tempo pensou que Evergreen iria bater nela ou algo do gênero, mas, para a surpresa de Ultear, ela beijou suas duas bochechas e se afastou. – Eu queria tanto te conhecer! Você é a famosa Ultear! Sinto que vamos ser ótimas amigas!
Qual era o problema deles?
-Famosa? – Ultear perguntou surpresa e assustada.
Freed fez um barulho que se parecia com um humpft e olhou-a com desprezo.
-Eu não acredito que ela foi a melhor transa do Laxus – ele disse rispidamente. Ele parecia com... ciúmes? – Ela parece ser tão sem sal.
Espera, o quê?
Ultear se virou instantaneamente para Laxus.
-Você andou falando sobre mim? – Ultear disse, arqueando a sobrancelha. – Melhor transa?
Laxus não respondeu, mas a maneira que ele encarava seus amigos dizia tudo.
-Então, Ul – Evergreen disse, pegando no braço de Ultear. – Posso te chamar de Ul, né?
-Ahn – Ultear não teve tempo de responder.
-Qual o seu segredo? – Evergreen continuou. – Nós precisamos conversar. Trocar experiências, sabe? Falar sobre coisas de mulher.
-Evergreen – Laxus disse curto e grosso, fazendo-a soltar Ultear imediatamente.
-Espera – Jellal disse perdido em pensamentos. – Vocês se conhecem?
Parecia que Ultear tinha visto um fantasma.
-Então, – Meredy disse, apontando para Laxus e começando a juntar os pontos – foi com você que a Ultear passou a noite da festa?
O corpo de Ultear gelou.
-Não! – ela exclamou ao mesmo tempo em que Laxus dizia um “foi”.
Eles se entreolharam.
-Não foi, Meredy – Ultear continuou. – Eu passei a noite em um centro de compras, como eu lhe falei.
Meredy lançou a Ultear um olhar que dizia claramente que ela não era uma imbecil.
-Vocês estão namorando? – ela perguntou.
Ultear queria vomitar.
-Laxus – ela disse, segurando a mão dele e o arrastando para longe -, vem comigo.
Eles não foram muito longe. Afinal, era impossível ir longe. Aquele hotel era tão minúsculo que era até surpreendente o fato de existir uma lanchonete no meio da recepção.
-O que está acontecendo? – Ultear quis gritar para Laxus, mas ficou com medo que seus amigos ouvissem.
Ela o havia empurrado atrás de uma pilastra, uma vez que percebera que era a melhor maneira de ter um pingo de privacidade naquele lugar.
-Em minha defesa, – o Dragon Slayer disse desconfortavelmente – eu não tinha a menor ideia de que Ever iria agir assim.
-Então, você realmente andou falando sobre mim! – Ultear exclamou, sua voz mais aguda do que necessário.
-O que você queria que eu dissesse? – Laxus disse, encostando-se contra a pilastra. – Que eu fui a um centro de compras?
Ultear queria o dar um tapa por estragar seu álibi da festa.
-Meredy tinha acreditado, está bem? – ela disse mais na defensiva do que deveria.
-Sei – Laxus disse em um tom que deixava claro o quanto ele não acreditava nela.
Ultear suspirou e desviou o olhar de Laxus para poder olhar seus amigos. Meredy disse algo que fez os outros rirem absurdamente. Ai meu Deus. Ela não poderia estar falando sobre Ultear, poderia?
-Você tem que ir embora – Ela disse, votando-se para Laxus.
Ele levantou as sobrancelhas.
-Você não acha que está sendo rude com alguém que acabou de salvar sua vida?
Ultear quis gritar de frustração. Como ele podia deixa-la tão irritada?
-Você não me salvou! – Ela disse. Ultear não sabia quantas vezes teria que repetir essa mesma frase naquela noite.
-Salvei sim – Laxus respondeu.
Ultear podia ver nos olhos dele o quanto ele estava se divertindo com tudo aquilo. Ele se divertia em vê-la nervosa. Era infantil e bobo, mas ele se divertia.
Laxus Dreyar era o sujeito mais irritante que ela conhecia.
-Não salvou coisa nenhuma – Ultear disse pela milésima vez, recusando-se a dar a ele o gostinho da vitória. – Você me colocou em perigo, sabia? Se aquele raio tivesse me acertado eu poderia ter, não sei – ela disse procurando a palavra certa, – fritado!
Ela realmente dissera fritado?
Laxus riu. Estava longe de ser uma gargalhada, mas ele riu. Ele parou logo em seguida, arrependendo-se de ter perdido a compostura.
-Nós podemos tentar isso mais tarde no meu quarto, se você quiser – ele disse, um sorriso malicioso em seu rosto.
Dessa vez foi Ultear quem riu.
Espera, ela estava rindo?
Foco, Ultear. Ela precisava ter foco.
-Não – Ultear disse séria. – Desculpe, eu acho que passei a impressão errada a você. Eu não sou — ela disse e deu um pequeno passo em direção a ele – esse tipo de garota. Eu não faço esse tipo de coisa.
-Você quer dizer sexo? – ele perguntou, também sério.
-É.
-Não foi o que pareceu na outra noite – Laxus disse, aproximando-se dela.
Seus corpos estavam a centímetros de distância. Ultear podia sentir o tecido do casaco dele roçando suavemente em sua pele. Ela também podia lembrar-se de como seu corpo respondia bem ao dele.
Foco, Ultear.
-Laxus, — ela disse, decidindo que a honestidade seria a melhor escolha nesse momento. – Você está vendo aquela garotinha de cabelo rosa? Eu sou o mundo para ela. Ela se espelha em mim. O que ela iria pensar se eu –
-Aquela garotinha não é uma garotinha, Ultear – Laxus a interrompeu. – Olhe bem para ela. E você tem o direito de relaxar de vez em quando. Pelo o que eu me lembro, você gostou de relaxar na outra noite.
Laxus estava certo. Ultear sabia que ele estava.
-Laxus, eu –
Ele passou a mão pela cintura da maga e puxou-a para perto antes mesmo que ela pudesse reagir. Ela pôde sentir a pilastra fria em suas costas quando os lábios quentes e impiedosos de Laxus tocavam os seus.
Laxus era quente. Por que ele sempre tinha que ser tão quente? Ultear se sentia de volta a noite em que eles se conheceram.
Ela permitiu que seu corpo relaxasse nos braços dele, respondendo-o intensamente. Ultear estava prestes a levar seu braço ao pescoço dele, mas então –
Então ele se afastou. Tão rápido quanto a beijara.
Ultear se sentiu um pouco tonta graças à repentina falta de contato. Ela precisava dos braços dele em volta dela. Ela precisava sentir seu gosto. Ela precisava de seu calor.
-Quarto duzentos e um – Laxus disse, sua respiração um pouco instável. – Aparece lá mais tarde.
Ultear grunhiu enquanto o assistia ir embora.
Como ela pôde se distrair tão facilmente?
**
-Você não vai dormir com o seu namorado? – Meredy perguntou assistindo Ultear vasculhar o pequeno frigobar que havia no quarto delas.
Ultear suspirou.
-Ele não é meu namorado – ela repetiu cansada.
Aparentemente, ninguém havia visto o beijo que Laxus dera a ela e que, por sinal, ela animadamente retornara. Isso fazia com que sua fala de “ele não é meu namorado” fosse mais convincente.
Porque, sinceramente, Ultear não queria um namorado. Ela não precisava de um homem em sua vida.
-Então, o lance de vocês é mais casual?
Ultear fechou a porta do frigobar derrotada. Ela olhou para Meredy que estava a encarando com seus grandes olhos curiosos.
-Não – Ultear suspirou. – Esse não é nosso “lance” porque nós não temos um “lance”, entendeu?
-Você não tem que mentir para mim, Ul – Meredy disse calmamente.
-Eu não estou.
Por que Meredy não podia acreditar nela?
-Além do mais, – Ultear continuou – eu estou muito brava. Com você e com Jellal. Vocês não podem simplesmente mudar meus planos. O meu plano era perfeito e –
-Seu plano era perigoso – Meredy argumentou.
-Talvez – Ultear admitiu. – Mas funcionaria perfeitamente. Sabe o que poderia ter acontecido graças à intervenção de vocês?
-Não aconteceu nada – Meredy rapidamente falou –, porque seu namorado te salvou.
Ultear suspirou. Ela conhecia a garota de cabelo rosa que estava em sua frente muito bem e, pelo jeito, Meredy não a deixaria em paz se ela não contasse o que estava acontecendo.
-Ele não é meu namorado – Ultear repetiu novamente -, mas –
-Mas? – Meredy pressionou.
A maga do tempo rapidamente afastou uma mecha de seu longo cabelo do rosto.
-Acho que você pode dizer que nosso “lance” é mais casual – ela admitiu, ainda infeliz com o uso da palavra “lance”.
-A-ha! – Meredy gritou e apontou seu dedo para Ultear como um verdadeiro detetive. – Eu sabia que tinha um lance. Sempre tem um lance.
Meredy parecia satisfeita consigo mesma, como se ela tivesse feito a maior descoberta da história.
-Eu fico feliz que você tenha admitido – ela continuou. – Eu estava seriamente pensando em fazer um link de emoções em vocês, para saber o que realmente estava rolando.
Ultear riu.
-Desde quando as palavras “lance” e “rolando” estão no seu vocabulário? – Ultear não pôde deixar de perguntar.
-Ul, eu estou tão feliz por você! – Meredy disse tão animada que Ultear pensou que ela poderia começar a bater palmas a qualquer instante.
-Não é para tanto – Ultear se apressou a dizer. – Não significa nada.
Mas parecia que Meredy não a estava escutando.
-Sinceramente, eu estou aliviada – Meredy disse as palavras tão rápido que era quase impossível para Ultear acompanhar o que a maga estava dizendo. – Quero dizer, primeiro eu achei que você ia terminar casando com o Jellal, mas felizmente ele encontrou a Erza. Eu digo felizmente, porque eu tenho pena de qualquer um que tenha que passar o resto da vida com o Jellal, sabe como é, né? Mas, então eu fiquei com medo de você virar uma solteirona e ser um encosto para mim.
-Meredy!
-Graças a Deus esse tal de Laxus apareceu na sua vida – Meredy terminou, seu cabelo rosa balançando de um lado para o outro.
-Desde quando você faz especulações sobre a minha vida? – Ultear perguntou, a irritação banhando suas palavras.
Meredy deu de ombros.
-Você não vai dormir com o seu namorado? – Meredy repetiu a pergunta que iniciara essa conversa.
-Isso não seria estranho para você? – Ultear perguntou.
Meredy riu.
-É claro que não – ela disse. – Você não percebeu que eu estou tentando te expulsar do quarto, Ul? Sabe há quanto tempo eu não durmo em um quarto sozinha?
Ultear suspirou.
-Tudo bem – ela cedeu, sentindo seu corpo inteiro se agitar com o pensamento de que ela iria se dar bem aquela noite. — Eu só preciso vestir uma roupa decente.
**
Quando Ultear disse que iria vestir uma roupa decente, ela provavelmente quis dizer uma roupa indecente.
Ela estava lá, parada na frente da porta do quarto duzentos e um, com sua camisola azul marinho mais curta do que as regras da elegância permitiam e meias cinco oitavos pretas, para complementar. Se ela deveria estar vestida assim no meio de um corredor de hotel? Provavelmente não, mas Ultear duvidava que houvesse outros hóspedes além deles.
E também havia o fato de ela não se importar em ser vista. Ultear sabia que ficava bem em roupas íntimas.
Laxus sorriu quando ouviu três batidas em sua porta.
Ele sabia que ela viria, era só uma questão de tempo.
Propositalmente, ele se levantou lentamente, movendo-se com a maior calma possível. Laxus queria que ela pensasse que ele estivera ocupado, quando na verdade ele passara cada segundo em sua cama, esperando-a impacientemente.
-Posso ajuda-la? – ele disse, inocentemente enquanto abria a porta.
O que ele viu fez seus jeans parecerem no mínimo dois números menores.
Ele definitivamente não esperava a encontrar parecendo uma modelo da Victoria Secret, usando a lingerie mais sexy do planeta com uma expressão inocente.
Ou talvez não tão inocente.
-Você não vai me convidar para entrar? – Ela perguntou enrolando uma mecha de cabelo com o dedo.
Merda, ela sabia brincar.
-Pensei que você não era esse tipo de garota – Laxus disse ecoando as palavras que ela dissera mais cedo.
Ultear suspirou.
-Você quer saber, Laxus? – ela disse, impacientemente colocando a mão sobre o peito dele e o empurrando para frente. – Todas as vezes que você abre essa sua estúpida boca eu tenho vontade de soca-lo, sabia? Então, nós podemos, por favor, ir direto ao assunto?
Pelo menos ela disse “por favor”, não é?
Laxus não disse nada, mas também não protestou quando ela passou os braços por seu pescoço e colou os lábios nos dele.
Ele não hesitou em envolver sua cintura e nem mesmo em explorar sua boca. Ultear fechou a porta atrás dela com seu pé, batendo-a com força. Contudo, isso não foi motivo suficiente para tirar a concentração do que eles estavam fazendo.
Não havia outro modo de descrevê-la, se não dizendo que ela estava de tirar o fôlego. A pequena camisola que ela estava usando destacava todas as suas curvas e, para piorar o estado já dolorido de Laxus, era provocantemente transparente.
Ele a deitou na cama, pensando na melhor maneira de tirar suas roupas.
Enquanto Laxus estava em pé, analisando-a, Ultear se sentou, deixando seu rosto a centímetros do abdome nu dele.
-Me deixe fazer isso dessa vez – ela disse, mais como um aviso do que qualquer outra coisa.
Ela levou as mãos ao botão da calça dele, e desabotoou-a lentamente. Laxus nunca permitia que as mulheres o despissem, ele gostava de estar no controle. Ultear desceu o zíper e mordeu seu lábio inferior. Ela sabia que a atenção dele estava inteiramente focada nela e ela adorava isso.
Ultear abaixou a calça tranquilamente pelas pernas dele, revelando o volume por baixo de sua boxer preta.
Laxus, inquieto, tirou o resto sozinho, enquanto ela o assistia com a sobrancelha arqueada.
Se alguém perguntasse a Ultear Milkovich o que ela mais gostava de olhar em Laxus, ela responderia sem dúvida alguma que era seu abdome bem definido, junto com seus fortes ombros e braços. Sua forma bruscamente triangular simplesmente a encantava.
Ele se ajoelhou, apreciando a visão que teve nesse novo ângulo. Ultear sentiu seus batimentos cardíacos acelerarem enquanto ela tentava adivinhar qual seria o próximo movimento dele.
As mãos de Laxus envolveram a coxa direita da maga com mais força do que era necessário. Ela prendeu sua respiração e sentiu os dedos dele escorregaram para o fim de sua meia, puxando-a para baixo, até que sua perna estava livre do tecido.
Laxus fez o mesmo com a outra meia e Ultear não pôde deixar de passar suas pernas pelas costas dele, sentindo seus músculos duros e formando uma espécie de prisão que não o deixava se afastar.
Cuidadosamente ela desceu da cama, encontrando o mago no piso de madeira. Suas pernas ainda estavam em torno dele e Ultear se viu presa entre ele e a cama.
Ele a envolveu pelo quadril e a arrastou para seu colo, antes de furta-la mais um beijo. Ultear levou sua mão à nuca de Laxus, trazendo-o para perto.
Ela podia sentir os movimentos urgentes por baixo da única peça de roupa que Laxus estava usando. Ele levou seus lábios ao pescoço dela e não ficou surpreso em perceber que o mesmo perfume cítrico que ela usara da última vez ainda a enfeitava bem abaixo da orelha.
Ultear soltou um pequeno gemido quando a língua dele passou por um canto sensível de se pescoço. Ele não hesitou em passa-la novamente. Laxus gostava dos sons que ela fazia, sempre eram capazes de surpreendê-lo.
Já Ultear se amaldiçoava cruelmente quando um ruído acidentalmente escapava por sua garganta. Ela os levava a sério, como se isso fosse um jogo e a cada gemido que ela soltava fosse um ponto a favor de Laxus. E, Ultear Milkovich não suportava a ideia de perder. Não, ela precisava ganhar sempre.
Por isso, ela decidiu que o iria provocar dessa vez.
Ela se aproximou ainda mais de Laxus, fazendo questão de se esfregar intensamente contra o órgão mais excitado do corpo dele. Ele grunhiu, incentivando-a a passar seus seios firmes contra o tórax tonificado dele.
Ultear passou sua língua pelo caminho que seus seios fizeram segundos antes. Laxus estava vibrando e um rosnado rompia por seu peito.
Ele a agarrou agilmente, tirando-a de cima dele e jogando-a no chão. Ultear sentiu seu ombro direito bater violentamente contra o pé da cama e, ela tinha que admitir, doeu. Mas, ela não se importava naquele momento. Suas costas estavam pressionadas contra o chão e Laxus posicionou suas pernas aos lados dela.
O mago se sentou em cima de Ultear, não a deixando sentir todo o peso de seu corpo, mas ainda assim ele era pesado. Contudo, Ultear podia aguentá-lo muito bem.
Ela o assistia com atenção, sua respiração irregular. Laxus estava com uma expressão grosseira, quase feroz. Ele levou a mão ao lado do quadril dela, bem acima de sua coxa, e fechou-a firmemente, agarrando o tecido leve de sua camisola e o rasgando sem piedade.
O coração de Ultear parecia que explodiria em seu peito a qualquer instante.
-Só porque você não gostou da camisola – Ultear disse sem fôlego enquanto sentia a roupa ser rasgada até abaixo de sua axila – não significa que precisa rasga-la.
Laxus deu um sorriso torto e olhou para ela.
-Acredite, – ele disse lentamente – eu gostei dela.
Ele rasgou o que sobrou da roupa e arrancou-a do corpo dela. Ultear não estava brava. Para dizer a verdade, ela comprara essa camisola dois meses atrás, em uma feira no norte do país, por puro impulso. Desde então, Ultear a carregara em sua mala, esperando o momento certo para estreá-la.
Delicadamente, Ultear arqueou suas costas para permitir que Laxus tirasse seu sutiã. Sem pausar nem mesmo por um segundo, o loiro se afastou o suficiente para poder tirar sua tão úmida calcinha.
Ela fechou os olhos enquanto Laxus cuidava de sua própria roupa íntima. Ultear não entendia porque, mas ela estava sentindo um calor insuportável percorrer seu corpo e borboletas em seu estômago. Talvez, era até melhor ela não saber, pois se ela ficasse analisando a situação, as coisas poderiam se complicar. Complicações eram a última coisa que ela queria nesse momento.
Bem, o que ela realmente queria nesse momento era que Laxus Dreyar entrasse nela.
Laxus voltou ao seu lugar, que, por acaso, era em cima de Ultear, e a beijou intensamente. Ela suspirou para evitar um gemido e o beijou de volta impetuosamente. Suas mãos o envolveram e descansaram suavemente em cima de seu forte ombro.
Ultear arfou quando sentiu a mão de Laxus apertar firme e dolorosamente seu seio. Ela se aproximou ainda mais dele, apoiando-se em seu ombro.
Ele gemeu um gemido que abafou o dela. O dele era grave e profundo, e fazia o gemido de Ultear parecer mimado e necessitado.
Sem aviso algum, Laxus enfiou seu dedo do meio dentro dela, ainda segurando o seio da maga com sua outra mão. Ultear soltou um gritinho, surpresa, e mordeu seu lábio inferior. Ele enfiou outro dedo, e depois outro, fazendo movimentos circulares que a fazia se contorcer e murmurar coisas sem sentido.
Ultear podia sentir a respiração de Laxus contra seu rosto. Parecia tão calma quando comparada a dela. Ela cravou suas unhas nas costas dele, sem dúvida deixando uma marca que demoraria a sair.
-Laxus – ela gemeu.
Laxus aumentou a velocidade que seus dedos se mexiam, fazendo-os entrar e sair dessa vez. Ele gostava de ver a confusão de emoções que se passava pelo rosto dela. Seu próximo movimento era sempre baseado na expressão que o movimento anterior ganhara.
-Laxus, eu – ela tentou dizer, mas um dos maiores gemidos que ela já soltara na vida a interrompeu.
Mesmo que a maneira como ela o olhava mandava arrepios por sua espinha, ele não parara nem mesmo por um instante.
-Laxus, eu vou – ela tentou novamente, sua voz mais alta e aguda que antes. – Eu vou –
A maga do tempo mal conseguia falar, ela estava quase –
Laxus tirou seus dedos rapidamente, fazendo-a soluçar. A garganta dela estava seca. Ela queria, ela precisava –
Ultear gritou tão alto que não seria surpresa se as pessoas em outro continente a ouvissem. Laxus entrara nela com tanta força, que seu corpo inteiro gritava em dor.
Ele fez um som que não se classificaria como um gemido, mas não há outro modo de descrevê-lo. Seus movimentos eram cada vez mais rápidos e intensos, e os gemidos que saíam de Ultear eram cada vez mais prolongados.
Laxus a beijou tão intensamente que Ultear pensou que derreteria em seus braços. No momento em que ela partiu seus lábios, Laxus não hesitou em dominá-la.
-Uhm, – ela fez um ruído estrangulado. – Laxus.
Ele gostava da maneira como ela dizia seu nome. Era quase como se ela estivesse dizendo algo sujo, um palavrão dos mais ofensivos.
-Laxus!
Passando a mão pelo cabelo de Ultear, Laxus aproximou seu rosto do dela, pronto para beijá-la novamente. Ela já estava com os lábios separados quando o sentiu a centímetros de distância.
Laxus era rápido. Era impossível, e Ultear sabia disso, mas era como se cada vez que ele entrasse ele fosse mais profundo, tocando-a em lugares que ela nem sabia que existia.
Os lábios dela ardiam no beijo mais sensual que dera na vida. Ultear sentia-se como se ele fosse a devorar.
Demorou alguns segundos para Laxus entender o que a maga do tempo estava fazendo. Ela estava tentando virá-los. Ela queria estar no topo.
Laxus hesitou. Era ele que sempre estava no comando. Por que dessa vez seria diferente?
De qualquer forma, ele a ajudou, agarrando-se a sua bunda e rolando-os.
Agora, Ultear estava sentada em cima dele, e Laxus deitado no piso como o verdadeiro deus grego que era.
Ela começou a rebolar, subindo e descendo no pau dele. Laxus resmungou algo e rangeu os dentes. Ele nunca imaginara que ela, ou qualquer mulher, poderia ser tão boa no controle quanto ele.
Os movimentos que ela fazia eram rápidos e sensuais, quase como uma dança. Seu cabelo, agora embaraçado e volumoso, emoldurava seu rosto delicado, balançando em cada descida rápida.
Ultear praticamente pulou quando sentiu Laxus agarrar seu peito, e a vibração levou Laxus ao limite.
-Laxus! – ela gritou, assim que a maior onda de prazer imaginável atingiu seu corpo.
**
-É assim que se agradece alguém que salvou a sua vida – Laxus disse com sua respiração pesada, quebrando o silêncio do quarto.
Ele estava esparramado no chão, com suas pernas e braços meio abertos, enquanto se recuperava de suas atividades anteriores.
Ultear torceu o nariz e fez um biquinho que Laxus não pôde ver, já que a cabeça dela estava apoiada em seu peito, enquanto ele passava os dedos pelo longo cabelo da maga.
Laxus gostava da textura que o cabelo de Ultear tinha. Por mais incrível que pareça, o que ele mais gostava era de encontrar um nó no cabelo dela. Era quase como um símbolo de vitória para Laxus, pois ele sabia que ele era o responsável pelo caos no cabelo dela.
-Você não me salvou – Ultear murmurou teimosamente contra a pele dele.
Notas finais
Bom, como vocês viram, eu decidi continuar a fic ^^
Espero que tenham gostado desse capítulo e o próximo já está sendo escrito.
Acho que eu me expressei mal nas notas do capítulo anterior quando disse que teriam outros casais além de LaxusXUltear. O que eu quis dizer é que seriam apenas em comentários como o que o Freed fez nesse capítulo, pois a história será sempre focada no Laxus e na Ultear.
Quando eu imagino a relação dos dois, acredito que eles tenham um lado divertido e intenso ao mesmo tempo. Eu espero poder passar um pouco disso a vocês ^^
Obrigada por lerem! *-*
Beijos;
Wine ;*
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