When The Lightning Stopped Time

3 When the Lightning didn’t fight Time


Alguns gostam de acordar com a claridade única que o nascer do sol proporciona. Não é tão clara como o sol das dez da manhã, mas é muito mais lustrosa que o doce crepúsculo da tarde.

Ultear Milkovich não era uma dessas pessoas.

A maga do tempo grunhiu incomodada e rolou para o lado, enrolando-se um pouco mais no lençol.

Involuntariamente, ela abriu os olhos, e sentou-se rapidamente. Ultear não estava surpresa em estar em um quarto desconhecido, afinal, ela estava constantemente viajando com sua guilda, portanto dormir em hotéis se tornara uma rotina.

O que a surpreendeu foi o fato de sentir seu corpo nu sob o lençol.

Um murmúrio deixou seus lábios enquanto ela se lembrava dos acontecimentos do dia anterior.

A Crime Sorciere fora capturar uma guilda das trevas no deserto e, inesperadamente, o time de Laxus aparecera.

Porém, o que realmente importava para Ultear era o que eles fizeram a noite. E depois fizeram novamente de madrugada.

Um sorriso se formou no rosto dela, que logo se desmanchou quando ela notou algo primordial, que deveria ter percebido logo a princípio: Laxus não estava no quarto.

Ultear cerrou seus punhos, enquanto a raiva tomava conta de seus sentidos. Ele a deixara sozinha. Laxus a deixara sozinha em um quarto de hotel.

Que tipo de homem fazia isso? Os mais grossos e indelicados, com certeza. Para piorar a situação, ele nem se importara de fechar as cortinas da janela antes de sair.

Espera; Ultear podia jurar que as longas e vermelhas cortinas do quarto estavam fechadas na noite anterior. É claro, isso seria impossível, a não ser que –

A não ser que Laxus as abrira antes de sair.

Ultear levantou-se, sem se dar ao trabalho de cobrir seu corpo, e caminhou até a janela, perguntando-se por que infernos Laxus a teria aberto.

Ela olhou para a vista que a larga janela do quarto disponibilizava, notando um pequeno jardim nos fundos do hotel.

Era um jardim artificial, lógico, já que era muito difícil encontrar um jardim real no meio do deserto. Havia grandes árvores e arbustos, todos artificiais, mas charmosos de qualquer maneira.

Todavia, não foi nenhuma árvore ou arbusto que atraiu a atenção de Ultear Milkovich. O que atraia o olhar da maga era o homem loiro sentado em uma grande pedra ao canto do jardim.

Ultear mordeu seu lábio inferior quando seus olhares se encontraram. Era impressionante como no segundo em que Ultear o avistara, Laxus instantaneamente virou sua cabeça na direção dela.

Ele a estivera esperando, Ultear se deu conta.

Ela não tinha certeza sobre quanto tempo Laxus a esperara aparecer na janela. Minutos? Horas? Bem, de qualquer forma, isso não era importante.

O que realmente importava era o gesto que o Dragon Slayer do trovão fazia a Ultear. Era discreta, quase imperceptível, a maneira que ele moveu sua cabeça. Contudo, sua mensagem era clara.

Ele a estava chamando.


**


Após cuidadosamente se preparar, Ultear Milkovich se dirigiu ao local que Laxus a chamara.

Mesmo não admitindo para si mesma, ela estava ansiosa. Ultear vestiu o melhor vestido que tinha guardado em sua mala, curto e azul marinho. Era um vestido antigo; ela costumava usa-lo quando ainda fazia parte da Grimoire Heart.

Por um tempo, esse vestido fora o preferido de Ultear. Ela acreditava que parecia cruel e sexy com ele, o visual perfeito para a líder dos Sete Filhos do Purgatório. Porém, quando a maga descobriu que o sonho de encontrar Zeref não se passava de um pesadelo, e resolveu se redimir, ela julgou que não seria uma boa ideia passar a imagem de cruel e sexy.

Pelo menos até agora.

Quando ela estava com Laxus, Ultear se permitia sentir coisas que já não sentia há muito tempo. Ela definitivamente se sentia sexy e, o seu lado “cruel” vinha como um bônus.


**


Você quer que eu fique parada enquanto assisto você lutar? – A maga do tempo disse boquiaberta.

Ultear não sabia o que a esperava. Coisas como fazer sexo embaixo de uma árvore ou talvez dar uns amassos atrás de umas pedras passaram pela sua cabeça.

No entanto, ficar sentada enquanto Laxus lutava com seus amigos idiotas não era uma dessas coisas.

–É – o loiro disse indiferente.

Ultear queria soca-lo. Ela passara meia hora de sua vida se arrumando para... isso?

–Ul! – ela ouviu Meredy dizer. – Senta aqui com a gente!

A maga do tempo olhou para o lado e viu Jellal e Meredy sentados obedientemente em uma pedra.

Ela bufou e caminhou em direção aos seus amigos. É óbvio que quando passou por Laxus, ela propositalmente esbarrou nele, deixando claro o quanto estava se divertindo com tudo aquilo.

Seu dia se passou rápido. Ultear assistira Laxus derrotar cada membro de seu time enquanto as expressões de Jellal e Meredy eram dominadas por fascínio.

Laxus sabia que Ultear não estava fascinada e muito menos encantada com as habilidades dele. Ele sabia que a maga percebera que ele não estava lutando para valer, estava apenas usando uma fração minúscula de seu imenso poder Dragon Slayer.

–Lute comigo – Ultear ouviu Jellal dizer, pulando da pedra.

Laxus sorriu.

Esse seria um desafio interessante para ele, afinal, Jellal Fernandes fora um dos Dez Magos Santos.

Ou talvez não. Ultear assistiu Jellal ser derrotado em menos de cinco míseros segundos. Jellal era forte, muito forte por sinal. Porém, Laxus era rápido como um raio.

Para dizer a verdade, Laxus Dreyar era como um raio. Rápido, impecável, brilhante e perigoso. Isso sim deixava Ultear Milkovich excitada.

Jellal estava caído no chão, seus cabelos horrivelmente para cima, graças ao relâmpago que o atingira. Não era nada pessoal, Laxus fizera o mesmo com Freed e Bixlow.

–Agora é a minha vez – Ultear disse, a determinação banhando suas palavras. – Mas, lute para valer comigo.

Ela sabia que podia aguenta-lo.

Laxus viu um brilho audacioso atingir o olhar de Ultear. Ela realmente queria lutar com ele. Ela realmente acreditava que podia lutar com ele. Ela não podia ser mais ingênua.

–O que está esperando? – A morena indagou, analisando-o com cautela.

Seu corpo estava tenso. A qualquer instante Laxus poderia ataca-la, e ela estava preparada para isso.

–Não vou te machucar – ele disse, seu tom de voz rouco e hesitante.

As palavras de Laxus a tocaram como um verdadeiro soco na boca do estômago. Ele realmente pensava que ela era fraca?

–Lute comigo! – Ultear ordenou.

Os braços de Laxus caíram ao redor dele.

–Não. – Ele disse, pronto para voltar para o hotel. – Não vou lutar com você.

Lute comigo! – Ela gritou como se sua honra dependesse disso.

Laxus a olhou pelo canto do olho.

–Não – a voz dele era calma.

O Dragon Slayer cruzou os braços e começou a se afastar.

Ninguém era capaz de negar que Laxus Dreyar e Ultear Milkovich eram parecidos. Os dois tinham um forte senso de liderança, andavam com o nariz empinado e achavam-se melhores em tudo que faziam. Entretanto, a característica comum aos magos que mais se destacava nessa ocasião era a teimosia.

Laxus e Ultear eram simplesmente as pessoas mais teimosas do planeta. Nesse exato segundo, eles estavam travando uma guerra interna mortal. Cada um lutando por seus interesses conflitantes.

Lute comigo! – Ultear arfou mais uma vez; um pingo de desespero tocando sua voz.

Era como se Laxus não a ouvisse. A maneira como ele a ignorava fazia Ultear querer arrancar seus cabelos e gritar em agonia. Ela odiava ser ignorada.

–Laxus Dreyar! – Ultear gritou, sua voz irritantemente aguda.

Ele não a olhava. Estava ocupado demais em tentar controlar sua própria irritação que Ultear despertara.

–Laxus! – Ela gritou mais uma vez.

A maga se agachou e pegou uma pequena, porém pesada, pedra que estava no chão. Ela a jogou com toda força que seu ódio lhe dava em direção a Laxus.

Ultear Milkovich tinha uma ótima mira.

A pedra se chocou ferozmente contra a cabeça dele, não chegando a sangrar, mas definitivamente causando uma intensa dor de cabeça.

Laxus Dreyar odiava ser desrespeitado. Ele detestava quando as pessoas o provocavam a ponto de ele perder o controle, e detestava ainda mais realmente perder o controle.

Ultear acabara de desencadear toda essa cadeia.

Como uma tempestade, Laxus acabou com os metros de distância que os separavam. Com uma só mão, ele agarrou os delicados pulsos de Ultear. Seus olhos estavam sombrios e seu rosto extremamente inexpressivo.

Ela tentou soltar seus braços do aperto de Laxus, mas era como se a mão dele fosse feita de puro ferro. Ultear mal podia se mover.

A maga do tempo podia sentir seu coração batendo com força contra seu peito e sua respiração mais instável que nunca.

Eu não vou lutar com você – ele disse as palavras lentamente, deixando claro que não iria mesmo.

Seu tom de voz era baixo, mas foi suficiente para fazer um nó se formar na garganta de Ultear.

Laxus a soltou sem nenhum aviso ou piedade, e não ficou para assistir enquanto a maga tentava recuperar seu equilíbrio dando alguns passos para trás.

Ultear esfregou seus pulsos doloridos, tendo certeza de que eventualmente apareceriam hematomas mais tarde.

Ela não fez nada para impedir Laxus de deixar o jardim, uma vez que temia que pudesse fazer algo estúpido como, digamos, chorar.


Notas finais
Esse capítulo está mais curto, mas espero que tenham gostado *-*
Sei que sou suspeita para falar, mas o Laxus e a Ultear não se complementam perfeitamente?! *my fangirl feelings*
Queria agradecer muito mesmo aqueles que favoritaram a história e principalmente SamaraRays, NyanCat Your Little Cat e Nanda Aye que comentaram no capítulo anterior e me estimularam a continuar essa história! Vocês não tem a menor noção de como reviews são importantes para mim!
Agora queria dizer a SamaraRays que ela simplesmente me deu o melhor presente de aniversário que eu poderia ganhar aqui no nyah! (Sei que não mencionei antes, mas hoje é meu aniversário XD). Muito obrigada, ADOREI a recomendação!
Bem, acho que é isso, rs;
Beijos;
Wine ;*