When The Lightning Stopped Time

5 When the Lightning kissed Time


Notas iniciais
Bom, esse capítulo foi, talvez, o mais sem noção que eu fiz e os personagens podem estar ligeiramente OOC, mas foi meu preferido até agora. Espero que gostem ;*
PS Isa, Caah e Maria-chan, esse capítulo é proibido para vocês!

-Você vai ser mestre da Fairy Tail um dia – Ultear disse, apoiando-se em seu cotovelo. – Ninguém seria melhor mestre.

Os olhos de Laxus não a deixaram nem mesmo por um instante. A maga estava deitada na beira da cama, seu corpo apenas coberto por um fino lençol.

Eventualmente, Laxus a procurou. Ele não descobriu que ela fora a sua casa e muito menos que os saltos que encontrou na sala eram dela.

Ultear também não iria contar. Naquela noite, ela jurou para si mesma que nunca mais iria olhar na cara de Laxus Dreyar. A imagem dele com mulheres aleatórias a assombrava. Porém, não demorou nem mesmo dez minutos quando ele a encontrou para eles acabarem arrumando um quarto e fazendo as pazes.

Lógico, Laxus acreditava que ela só estava brava por causa da briga que eles tiveram. Ele nem mesmo sonhava que havia muito mais por trás disso.

Essa era a terceira vez que eles se encontravam desde a discussão. Quarta, se contarmos o dia em que Ultear estava escondida no quarto dele.

Em algum momento da relação deles, os dois começaram a trocar confidencias. Falavam sobre tudo e nada. Por mais hilário que pareça, Laxus descobriu que Ultear tinha medo de borboletas. Bem, medo não foi a palavra que ela usou para descrever, mas sim repulsa. Nem é preciso dizer o quanto Laxus a provocou com essa deliciosa informação.

Porém, ela não era a única que soltava comentários triviais sobre sua vida. Inacreditavelmente, Laxus admitiu seu enjoo por transportes para a maga. Ela ainda não usara isso contra ele, pois estava esperando o momento certo, mas quando esse momento chegasse, seria bom Laxus Dreyar se preparar.

Frequentemente, Laxus era surpreendido com uma pergunta mais profunda da maga. Ultear tinha um notável interesse pelo passado do Dragon Slayer. Todavia, o que era simplesmente inesperado, era o fato de Laxus responder a pergunta dela com toda a sinceridade possível. Era evidente que ela não o julgava, e ele adorava isso.

Agora mesmo, por algum motivo desconhecido, Laxus estava despejando todas as suas dúvidas e inseguranças em relação ao futuro para cima dela. Ultear escutava e opinava, seus olhos sempre atentos e captando cada movimento dele.

-Isso não me faz uma pessoa ruim? – Ele perguntou em um dos raros momentos que demonstrava vulnerabilidade. – Todas as coisas que eu fiz por pura ganancia e –

-Laxus – Ultear se viu forçada a interromper. – Preste atenção. Você não é uma má pessoa.

Ele olhou para baixo, claramente não acreditando nas palavras dela.

-Eu estou falando sério – ela continuou. – Na minha vida, eu conheci um número inacreditável de más pessoas. Você não é uma delas. Acredite.

Laxus voltou a encará-la, sua expressão mais dura que antes. Ele não gostava da maneira como ela se fazia parecer mais experiente do que ele; como se Ultear conhecesse um mundo que o Dragon Slayer não conhecia.

Era verdade que os dois cresceram em ambientes completamente diferentes. Ela crescera cercada da mais pura maldade, e ele da bondade. Laxus não tinha nada a reclamar da sua infância, Makarov sempre cuidara da melhor maneira possível dele.

Entretanto, no final do dia, Laxus sabia que Ultear Milkovich era exatamente como ele. E, mesmo não admitindo para si mesma, ela também sabia.

-Você não tem ideia das coisas que eu fiz – ele continuou, sua voz rouca e sem emoção. – Das coisas que quis fazer.

Ultear afastou uma mecha de cabelo do seu rosto.

-Talvez não – ela concordou. – Mas, todos erraram, Laxus. Pessoas como eu e você caminham na fina linha que divide a ambição e a ganancia. Às vezes, nos perdemos.

Sem perceber, o Dragon Slayer do trovão ergueu levemente as sobrancelhas, interessado nas palavras dela.

-Eu e você? – Laxus perguntou, não entendo por que ela se incluiria no contexto.

Ela deu de ombros.

Algumas vezes, Laxus tentava fazer o mesmo que Ultear, tentando extrair algum dado precioso de seu passado. Contudo, ela sempre o dava uma resposta claramente evasiva e nunca elaborava.

Laxus sabia que ela tinha problemas com seu passado. Porém, ele queria saber. Laxus Dreyar não era exatamente o que podemos chamar de curioso, mas essa garota definitivamente o intrigava.

-Por que você diria isso? – Ele perguntou, encostando-se na cabeceira da cama.

Ultear desviou seus olhos dele, de repente achando sua unha muito interessante a ponto de ignorá-lo.

-Ultear – ele disse tentando não deixar a frustração tomar conta de seu tom de voz, mas falhando.

Ela voltou a olhar para ele, seu olhar incrivelmente feroz.

-Nós podemos fingir o quanto quisermos que eu não fiz parte de uma guilda das trevas, mas a verdade é que eu fiz – Ultear disse, mantendo sua voz fria. – Jellal pode dizer a todo mundo que ele estava sendo manipulado e as pessoas eventualmente irão perdoa-lo. Já eu? Bem, eu sabia exatamente o que estava fazendo. Não só eu fazia parte da Grimoire Heart, mas eu também era a líder dos Sete Filhos do Purgatório.

Ela pausou, pensando na melhor maneira de continuar. Laxus queria dizer algo, qualquer coisa, mas as palavras não vinham.

-Eu queria fazer as coisas que fiz – ela continuou. – Eu queria o poder. Queria ser a mais forte. – Ela deu uma risada seca. – Eu também não respeitava ninguém. Meu plano era capturar Zeref e matar meu próprio mestre. Então, se por algum motivo você se pegar duvidando da sua bondade, pense duas vezes que irá perceber que a única pessoa realmente cruel que conhece sou eu.

Normalmente, Ultear não falava tanto. Ela mal podia acreditar que estava se abrindo daquela forma para alguém. Mas, de novo, Laxus também não estava agindo normalmente.

A respiração da maga estava irregular e seu coração acelerou quando Laxus saiu de sua posição para tocar seus lábios aos dela.

Pois é. Laxus estava adquirindo um hábito que tanto repudiara sua vida toda. Há apenas um mês, ele condenava os casais que se beijavam apenas por se beijar. Ele costumava acreditar que homens só beijavam mulheres quando tinham segundas intenções.

Porém, ele mal sabia dizer como ou quando isso começou, em algum momento Laxus instintivamente passou a levar seus lábios aos dela simplesmente para tocá-la, sentir seu único sabor.

Ultear retribuiu o beijo, que não durou mais que alguns poucos segundos e não pôde evitar se encostar contra o corpo dele.

-Você não é uma má pessoa – Laxus disse firmemente.

Ultear não respondeu, porque ela sabia que ele estava errado.

-Me conte algo sobre você – Laxus disse de repente, fazendo-a arquear a sobrancelha.

-O quê? – ela perguntou confusa.

Ele deu de ombros.

-É. Conte-me algo – ele disse, tentando manter sua voz indiferente. – Algo que ninguém mais sabe.

-E depois nós iremos pentear nossos cabelos como boas garotinhas de oito anos? – Ela riu.

Laxus fez uma careta, deixando claro que ele não gostara da brincadeira.

Ultear suspirou.

-Eu não sei – ela disse, afastando o cabelo do rosto mais uma vez. – O que quer saber além do fato de eu ser gananciosa, egoísta e cruel?

Ele bufou. Não adiantava discutir com Ultear Milkovich; ela era quase tão teimosa quanto o próprio Laxus Dreyar.

O Dragon Slayer sabia que ela não era uma má pessoa. Ou, mesmo que fosse, ele também sabia que se estivesse no lugar dela, teria feito as mesmas coisas.

-Qualquer coisa – ele pressionou.

Ultear revirou os olhos, vasculhando algo que valesse a pena contar em suas memórias.

-Eu sei tocar piano – ela disse, olhando-o.

Laxus riu. Não era a intenção dele, mas ele simplesmente não esperava algo tão... girly?

-É sério – ela disse, batendo suavemente no ombro dele.

A maga inclinou sua cabeça levemente para o lado, conforme as lembranças invadiam sua mente.

-Há uns dez anos, eu costumava tocar todos os dias – ela disse e sem perceber sorriu. – Eu era obcecada. Passava meu dia inteiro na frente do piano. Às vezes até pulava refeições, só para poder tocar mais. Mas –

Laxus esperou que ela continuasse, mas as palavras pareciam entaladas em sua garganta.

-Mas? – Ele tentou fazê-la continuar.

Ultear mordeu seu lábio inferior. Qualquer traço de um sorriso abandonara seu rosto e seus olhos pareciam vidrados em algo distante.

-Um dia o mestre Hades se irritou. Ele disse que membros da Grimoire Heart não perdem seu tempo com coisas idiotas. – Ela pausou brevemente. – Então, ele queimou meu piano.

-Ele queimou seu piano? – Laxus perguntou incrédulo.

-É – ela respondeu.

Bom, aí estava novamente. A maldade que a cercava. Laxus percebeu que não importava a pergunta que fazia, sempre teria um lado infeliz e até mesmo trágico na resposta da garota.

-Há algum tempo atrás eu também era viciado em música – ele disse, tentando desviar o assunto. – Sempre andava com os meus fones.

Ultear riu.

-Há algum tempo atrás? – Ela perguntou, o sarcasmo pingando de sua voz. – Então, você está dizendo que se eu abrir sua mala não vou encontrar nenhum fone lá dentro?

Espera. Como ela sabia que –

-Você andou vasculhando as minhas coisas? – Ele disse, encarando-a mais intensamente do que era necessário.

Os olhos de Ultear se arregalaram.

-Eu... não – ela tentou dizer, buscando as melhores palavras. – É lógico que... não!

Ultear Milkovich sempre fora uma ótima mentirosa, mas Laxus havia a pego tão desprevenida, com a guarda tão baixa, que ela mal sabia o que fazer.

-Por que você faria –? – ele tentou dizer semicerrando os olhos.

Laxus não fora capaz de terminar sua frase porque Ultear colou seus lábios nos dele, e não demorou muito para ele a beijar de volta.

A verdade era que Ultear realmente vasculhara as coisas dele; por dois motivos. O primeiro, e talvez o mais importante, era a vontade incontrolável que ela tinha de conhecê-lo melhor. A maga apreciava cada detalhe novo que recebia, por menor que fosse, como os fones.

O outro era porque ela queria testar Laxus. Enquanto ele dormia, a maga discretamente foi até a mala dele, seus sentidos tomados pela adrenalina. Ultear queria saber se ele seria capaz de flagrá-la, se Laxus era tão poderoso e impecável até mesmo quando estava dormindo.

Seu plano só serviu para revelar que Laxus Dreyar dormia feito uma pedra. Ele mal se movera. Ultear não sabia se ficava decepcionada ou aliviada.

Ela passou um braço pelo pescoço do mago quando ele se posicionou em cima dela. Seus corpos estavam deitados desajeitadamente sobre uma bagunça caótica de lençóis.

Conforme as mãos de Laxus escorregavam para as coxas de Ultear, ela pôde sentir o grande membro dele pulsando intensamente com prazer.

Apesar de assustadora e confusa, a verdade era que, por algum motivo desconhecido, Laxus Dreyar e Ultear Milkovich mexiam um com o outro de uma forma que ninguém mais mexia.

Era quase impossível duas pessoas serem tão parecidas e tão diferentes como eles eram. Os dois eram competitivos, levemente gananciosos e superficialmente egoístas, porém também eram leais, passionais e geniosos. Além do mais, mesmo não admitindo, eles sabiam que era impossível negar que haviam sido feitos um para o outro.

Notas finais
Bem, como vocês perceberam, o Laxus ainda não descobriu sobre o que aconteceu.
Estou feliz em dizer que no último capítulo o número de leitores quase dobrou, mas, infelizmente, e isso não faz sentido nenhum para mim, o número de reviews caiu. O que está acontecendo? Vocês não estão gostando da história? Por favor, me digam o que está acontecendo, estou quase enlouquecendo X.X
Beijos;
Wine ;*