Notas iniciais
Olá pessoinhas lindas do meu coração. Como estão? Bom aqui está mais um capítulo novo. Demorou um pouquinho mas aqui está. Também está curtinho mas foi escrito de coração. Tenho uma coisa para dizer para vocês então leiam as notas finais. Quero agradecer a Daughter of Poseidon pela linda recomendação. Me deixou sorrindo, capítulo dedicado para você gata, espero que goste. Boa leitura.

Enjolras foi submetido a cirurgia mas os resultados não era dos melhores. Por mais que os médicos explicassem tudo parecia se tornar um grande e irreversível nó na cabeça de Éponine.

“Não quero termos médicos. Quero meu garoto de volta”, pensava sempre que um dos médicos que estavam acompanhando o Enjolras ia informá-la sobre seu estado.

Fantine e Valjean chegaram o mais rápido que puderam assim que receberam o telefonema desesperado de Éponine e ficaram ali até terem certeza que a filha conseguiria aguentar.

Todos os dias um dos amigos aprecia para uma visita e não sabiam o que fazer ou dizer para consolar Éponine e ela parecia não fazer questão de palavras de consolo. Apenas se sentava no canto do quarto onde Enjolras estava todo cheio de fios ou aproveitava para ir até o apartamento do namorado para tomar um banho. Já fazia duas semanas que tinha virado sua casa.

Éponine praticamente abandonara tudo. Já não estava mais frequentando a faculdade, nem os ensaios da peça, muito menos aparecia no trabalho. Dedicava seus dias à ficar sentada na poltrona dura do quarto onde Enjolras estava, atenta, esperando qualquer mínimo detalhe que demonstrasse que seu garoto ainda estava ali, que aquela casca não estava fazia.

Ansiava pelo momento que visse os olhos azuis novamente e abominava a ideia de nunca mais vê-los.

Lia o dia inteiro, as vezes em voz alta para Enjolras, sabia que ele gostaria de ouvir alguma história, por mais que sempre os médicos e os enfermeiros afirmavam que ele não ouvia. Ele estava inconsciente. Mas isso não importava. Fazia Éponine se sentir bem e útil, como se ler para ele fosse o ajudar a se recuperar.

Exatamente como se ele fosse uma criança com gripe.

Como ela queria que fosse apenas uma gripe.

–Comecei a ler alguns livros diferentes do que eu estou acostumada... Uns livros modernos.- Éponine começou a falar de repente,como se alguém tivesse entrado no quarto.- Agora seria o momento que você reviraria os olhos. Mas é serio, até que são bons. Vou ler alguns trechos para você se não se importa.- ficou em silêncio encarando Enjolras,ainda esperando algum movimento, mas a única coisa que preenchia o quarto era o bipe do aparelho que ainda mostrava que o coração de Enjolras estava vivo.- Tudo bem, eu anotei os trechos que eu mais gostei,porque sei que você não vai gostar.- depois que o quietude se tornou insuportável para Éponine,ela decidiu falar.

–Com licença.- Éponine virou a cabeça em direção ao som da voz e deu de cara com a mãe de Enjolras.- Antes de você ler para ele posso... posso ficar um tempo com ele?- perguntou entrando no quarto. Nas duas últimas semanas Éponine e Natalie haviam se aproximado por mais que não trocassem mais que algumas palavras. Mas ambas amavam Enjolras e se conectaram pela dor que estavam sentindo.

–Claro, Natalie. Vou aproveitar para dar um pulo em casa para tomar banho.- respondeu se levantando em um pulo e depositando o caderno que estava nas mãos na mesinha,junto aos livros que lia durante o dia.

–E se alimentar. Não se esqueça de comer algumas coisa.- lembrou Natalie de forma maternal indo se sentar onde segundos antes estava Éponine.- Você precisa comer.

–Sim, claro. Vou comer alguma coisa antes de voltar para cá.- garantiu Éponine vestindo o casaco. O inverno estava devastador, tinha que ter muita coragem para sair de casa. Em poucas semanas logo seria o natal e o ano novo. As pessoas estavam ansiosa para essas datas. Mas para ela,naquele momento, não passava de uma data vazia.

–E descansar também. Você precisar descansar, menina.- Natalie falou quando Éponine já estava saindo. Ela se voltou com um sorriso triste no rosto.

–Você está conseguindo descansar?- perguntou e Natalie negou com a cabeça. Não passava o tempo todo no hospital mas não conseguia ficar calma ou descansada quando estava em casa. Dependia de quando o marido saia para dar uma escapada para o hospital e tinha que garantir que voltaria antes que Patrick chegasse em casa. Era um tempo corrido para poder ficar com seu filho.- Eu simplesmente não consigo dormir por muito tempo. É impossível.- murmurou e se virou.

Cumprimentou alguns dos funcionários com a cabeça e estava assinando o livro de visitas na recepção, distraída, quando um barulho,lembrando uma manada lhe preencheu os ouvidos.

–ÉPONINE VAI NASCER!- gritou Grantaire correndo na frente de todos. Éponine olhou confusa para os amigos, até que encontrou o rosto iluminado de Combeferre.

–Chegou a hora, Éponine. Chegou a hora! Vou conhecer meu filho.- Combeferre segurou em seus braços, os olhos davam a impressão que estavam dançando. Éponine sentiu seus lábios se curvarem para cima lentamente em um sorriso,genuinamente verdadeiro, feliz por Augustinne e Combeferre.

–Isso é ótimo!- exclamou com o máximo de animação que conseguiu extrair de si.- Venho vê-las mais tarde.- prometeu.

Combeferre balançou a cabeça tão rápido que Éponine achou que ele ficaria tonto.

–Augustinne quer que você esteja lá. Ela pediu para eu vir chamá-la.

–Eu?- perguntou olhando para os rostos ansiosos de cada um dos amigos que estava ali.- Mas... eu estou suja e...

–Ah cala a boca!- interrompeu Courfeyrac.- eu queria estar lá, mas Augustinne não quer minha companhia.- explicou.- Então vá logo que já ta para parir.

Uma garota baixinha de cabelos pretos bateu no braço de Courfeyrac com reprovação.

–Olha o jeito que fala, ela não é um animal para parir.- exclamou irritada.

–Você esta certa. Desculpe, Lu. E Combeferre também.- pediu, abraçando com um braço o garota. Éponine franziu a testa. Desconhecia aquela menina.

–Então vamos?- Combeferre praticamente gritou, tirando Éponine de sua mente e a fazendo desviar os olhos do casal a frente.

–Sim. Vamos.- concordou seguindo Combeferre à passos largos pelo corredor.- Quem é aquela?- perguntou quando chegaram na sala do parto e os enfermeiros entregaram a roupa para eles vestirem antes de entrarem.

–Quem?- quis saber distraído.

–A garota com Courfeyrac.

–Ah. Um rolo novo dele.- explicou pegando a câmera.- Ta na hora.

Éponine entrou junto com Courfeyrac e os enfermeiros. Augustinne já estava deitada na maca, um pano tampava sua visão da barriga que estava de fora.

–Você está tão linda.- Éponine comentou chegando perto da amiga e passando a mão pela testa dela.

–Merci. Não vejo a hora de não parecer uma baleia.

–Você está nervosa?- indagou olhando para Combeferre que estava filmando os enfermeiros que estavam no quarto, enquanto fazia perguntas.

–Não, imagina. Estou espirando tranquilidade.- respondeu irônica.

–Achei que você ia ter parto normal.- Éponine estava puxando conversa, na tentativa de acalmar a amiga. Augustinne deu uma risada.

–E deixar minha vagina toda... Não irei usar a palavra, mas você sabe qual é. Eu li que eles tem que dar uma cortadinha nela para ficar mais fácil o bebê sair. Agora adicione isso a talvez a criança ter o tamanho da cabeça do Combeferre. Ia ficar entalada!

Éponine riu do exagero da amiga.

–Combeferre não é tão cabeçudo assim...

–Eu sei. É só uma desculpa, eu não aguentaria a dor de qualquer jeito. E para que sofrer se existe agora essa maravilha chamada cesaria?

–Você está certa.- concordou.

–Eu sempre estou certa.- as duas trocaram um sorriso enquanto Éponine segurava a mão de Augustinne.

–Está sentindo alguma coisa?- o medico perguntou apertando a barriga de Augustinne. Ela negou com a cabeça,mordendo o lábio.- Ótimo, então podemos começar. Estão prontos?

–Sim.- responderam os três em uníssono.

Combeferre ficou com a câmera do lado dos enfermeiros animado, mal conseguindo ficar parado.

–Ele está cortando! Ele está cortando!- se animou apontando para a barriga,enquanto olhava para os enfermeiros.- MON DIEU ELE ESTA CORTANDO!!!- surtou, ficando pálido e caindo no chão logo em seguida. Augustinne revirou os olhos.

–Esse meu marido é muito macho.- comentou soltando uma risada nervosa.

Então em poucos minutos a sala foi preenchida por um chorinho estridente. Os olhos de Éponine de encheram de água ao verem aquela pessoinha, coberta com sangue, mostrando como seus pulmões eram potentes.

–É ela? Ela que está chorando?- Augustinne questionou,chorando apenas ao ouvir o choro. Éponine apenas assentiu ainda observando a pequena garotinha nos braços dos enfermeiros.- Eu quero vê-la.- pediu esticando o pescoço.

–Parabéns mamãe, é uma linda menina.- o medico falou entregando a menina, enrolada em uma manta.

–Olá minha lindinha. Bem vinda ao mundo Annabelle.- sussurrou Augustinne e Éponine olhou para a amiga.- Sei que é um nome importante para você. Era uma mulher forte, e assim espero que minha menina seja.- explicou.

–Ah, Tinne.- Éponine não conseguiu mais se segurar e começou a chora,se inclinando para dar um abraço desajeitado nas duas.

–Você vai ser muito amada Annabelle. Isso eu te garanto.- falou passando o dedo no rostinho pequeno.

–Devolvo ela para você depois, mamãe. Agora preciso levá-la.- a enfermeira tirou a menina dos braços relutante de Augustinne.- E agora você vai descansar também.

–Obrigada por seu meu marido.- Augustinne agradeceu,ainda com um sorriso bobo no rosto.- Já que Combeferre não foi capaz de fazer esse papel hoje.

–Sempre que precisar... Agora eu vou ir contar para o Enjolras.- Éponine contou ainda sorrindo e o sorriso de Augustinne desapareceu.- Ele vai ficar feliz. Te garanto.- e saiu praticamente saltitando da sala.

Notas finais
Bom gente é isso. Espero que tenham gostado, me digam o que acharam. Agora assunto um pouquinho chato: Estou aqui declarando que irei deixar a fic na geladeira por um tempinho indeterminado. O motivo, é que eu comecei a reescrever uma outra história minha que havia abandonado e estou realmente gostando do que está saindo e estou sem cabeça para WSYK quando tudo o que me rodeia é a história atual em que estou trabalhando. Então acho injusto ficar escrevendo capítulos para essa história quando 99% (Daisy)de mim está presa na minha outra história. Espero que entendam e não esqueçam que amo vocês e que sim irei terminar a fic. Acho que isso é tudo. Até mais.