When Darkness Forgiven Me - FABERRY
2 Unconditional Love
Notas iniciais
Ah, e desculpem pelo tamanho!!!!!
Prometo que o próximo vai ser mais longo e mais cheio de Rachel. Ok????
– Rachel?
Rachel? Quem é Rachel?
– Rachel Berry, senhora.
Berry? De quem estão falando? Será que minha mãe conhece essa garota? E quem é esse que está falando com ela? E onde eu estou? Estou morta? Se sim, por que posso ouvi-los?
– Não conheço não. Será que ela conhece a Quinn?
Não, mãe. Ela não me conhece. Nunca ouvi falar desse nome na vida! E onde você está mesmo? Eu te ouço, mas não consigo te ver.
– Não sei. Ela não sabia nem por quem procurar. Pediu apenas para ver a menina de cabelos cor-de-rosa que estava na praia entrou no hospital hoje de manhã.
Hospital? Praia? Ah! Então eu realmente morri? Então minha tentativa de suicídio deu certo? Merda. Por que tudo dá errado comigo? Quando eu quero morrer uma garota desconhecida me salva e não deixa que a morte me leve, mas quando decido que quero ficar viva tiram-me de seus braços e me entregam para a morte.
– Oh. Diga para ela, então, que Quinney está em estado estável e que quando ela acordar diremos a ela que ela passou por aqui.
Acordar? Então estou viva? Há quanto tempo estou dormindo? Desde hoje de manhã, isso é certo, mas que horas são agora? Quando que vou acordar? Vamos, Quinn, força! Você consegue! Abra os olhos! Você tem que!
.:|:.
De repente sinto-me mais acordada, mais viva. Ainda não consigo abrir os olhos, mas sinto que recuperei os sentidos. Minha mãe deve estar em algum canto dessa sala morrendo de preocupação. Tenho que dar um sinal. Mostra que vou ficar bem. Minha mãe é a única coisa que me restou nessa vida. É minha família. A única pessoa que me ama e a única que eu amo também. Tenho que mostrar pra ela que logo vou acordar, que vamos voltar pra casa, quero dizer, ir para nossa nova casa. Junto então, todas as minhas forças.
– Não tenho ideia de quem essa Rachel é... – Eu digo o mais alto qu posso, mas ainda assim é bem fraco e baixinho, quase como um sussurro.
– Quinney? – Ela pergunta.
Quero muito responder, mas já gastei todas as minhas forças. Não. Eu tenho que responder, não necessariamente com palavras, mas há de haver uma maneira. Nesse momento sinto minha mãe chegando mais perto e alcançando para segurar minha mão. Como resposta, seguro a dela.
- Quinney! Você ta acordando! Ah meu deus! Doutor! Enfermeira! Qualquer um! Ela ta acordando!
- Calma mãe, eu to acordando, não morrendo! – Eu falo ainda com fraqueza.
- Eu sei, querida! Eu sei! – Ela exclama entre soluços de alegria.
Sei que os soluços são de alegria. Mas não completamente. Sei que ela ainda está preocupada, com medo. Posso sentir. E sei por que. Ainda não abri os olhos. Porque estou acordada, mas não por completo. Vamos, Quinn, força, abra os olhos! Minhas pálpebras, então, começam a se mover e começo a reconhecer o rosto de minha mãe, coberto por lágrimas e estampado com um sorriso enorme.
- Ah! É tão bom ver esses lindos lhos verdes novamente! – Dou um sorriso ao comentário dela. Ela sabe que nunca gostei da cor dos meus olhos. Sempre quis que eles fossem azuis. Azul como o céu. Azul como os dela.
O médico chega e me examina. Minha mãe segue seus movimentos com um olhar esperançoso, com um olhar de quem acredita que tudo vai dar certo. Ela sempre tem esse olhar. Mesmo nos dias mais difíceis de sua vida ela mantinha esse olhar. Mesmo nos dias que eu tornava a vida dela num verdadeiro campo de tortura. Tortura porque ninguém merece ver a filha daquele jeito. Muito menos ela. Ela que sempre me deu tudo o que eu quis, me educou com toda a sabedoria e me amou com todo o coração. Ao contrário do meu pai. Que me abandonou logo no meu primeiro erro.
Às vezes eu desejo que tivesse sido minha mãe a que me abandonou. Assim ela não teria que ter passado por todos os outros erros que seguiram o primeiro. Erros cada vez piores. Erros que fez o mundo se voltar contra mim. Não, fez eu me voltar contra mim mesma. Mesmo depois de tudo o que fiz minha mãe ainda me amou. Ainda me ama.
Eu sonho em um dia encontrar alguém para amar incondicionalmente dessa maneira. Eu já tive uma chance, mas matei-a. Acredito, porém, que todos merecem uma segunda chance. Mas não sei se eu mereço. E se meu erro foi grande demais para um dia merecer uma segunda chance? Talvez eu encontre essa pessoa. Essa pessoa que amarei sobre todas as condições. Mas uma coisa que eu sei é que de nada vale o amor se você não for amada em retorno. E não acredito que alguém um dia irá me amar mesmo conhecendo todas as sombras do meu passado.
O doutor acaba de me examinar. Conversa com a minha mãe sobre alguns remédios e me dá alta. Minha mãe vai até mim, me ajuda a levantar da cama e me vestir. Ela me dá um abraço forte. Abraço ela em retorno com toda a força que tenho. Seguro sua mão e vamos juntas até o carro. No carro ela me dá um último aperto na mão e então seguimos para casa. Para nossa nova casa.
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