What If... (And If)

61 Fase III - Capítulo 10 - Domingo...Parte II


Fase III — Capítulo 10 — Domingo… Parte II

N/A: Oi gente, então, a partir de agora é aquela leitura diferente. Quando estiver em itálico é narrado pela Nessie e quando estiver em Negrito é narrado pelo Jacob. LEIAM AS NOTAS FINAIS!

Ela pareceu não se importar com a pergunta sem sentido e foi me ajudar pegando a vasilha. Mas ao ela se esticar o short ficou mais curto revelando a polpa do bumbum dela. Virei de costas e contei até 10. A cada número pensava em coisas ruins. Eu não ia durar muito desse jeito. Respirei fundo e senti o cheiro da pipoca queimando. Me virei rapidamente e dediquei minha atenção apenas em fazer a pipoca.

Quando me virei para ver a cara dele vi que ele não estava olhando. Poxa, será que ele não viu? Acho que preciso me esforçar mais. Quando a gente estivesse assistindo o filme ele não me escapava.

Assim que a pipoca ficou pronta nós fomos pra sala de TV e eu queria dar um beijo na pessoa que decorou a casa da tia Gabi porque aquele sofá era perfeito pra deitar com o namorado e assistir filmes agarradinhos.

Quando olhei os sofás eu quase gemi audivelmente. Não tinha desculpa pra usar outro sofá se não o que ela estava porque ele tinha espaço pra duas pessoas tranquilamente. Mas a forma como ela se deitou sobre ele e me olhou com cara de garota sapeca foi o que me matou de verdade. Dei uma desculpa qualquer e saí da sala. Porra...Vamo lá. Desastres naturais, fome mundial, guerra, infanticídio. Ok. Tô melhor.

— Esqueci o refrigerante. — Ele disse e saiu da sala rapidamente.

Fala sério! O que uma garota precisa fazer pra conquistar um cara? Resolvi deixar isso pra lá e ir escolher o primeiro filme que veríamos. E quando Jake voltou eu já tinha escolhido Kung-fu futebol (Shaolin Soccer). Esse filme era muito zuera.

— E ai? Já escolheu o filme? — Ele perguntou colocando nossos copos sobre uma mesinha do lado do sofá.

— Escolhi sim. Kung-fu futebol. — Respondi entregando o DVD pra ele.

Ele riu e pegou o DVD da minha mão. E para o meu deleite ele foi até o aparelho de DVD e se abaixou para colocar o filme. Eita bundinha gostosa. Empinada daquele jeito ela estava pedindo pra levar um tapa. A mão chegou a coçar, mas eu me segurei e fiquei apenas admirando. Uma pena que durou pouco, pois logo ele vinha se sentar ao meu lado. O que pensando bem era bom também. O calor do corpo dele que era tão normal pra mim antes, algo reconfortante, agora me deixava acesa, quente e sedenta por mais. Mas tudo o que eu tive foi isso mesmo porque ele se sentou o mais distante de mim possível.

Sentar longe dela no sofá foi a melhor solução que eu pude arrumar no pouco tempo que tive. E isso não estava ajudando de forma nenhuma. Havia uma eletricidade correndo entre nós dois e eu sentia o calor emanando dela assim como o perfume que ela exalava. Tudo isso estava mexendo comigo mais do que eu jamais poderia admitir. E eu fiquei extremamente grato por Edward não estar aqui. Ele me capava. Certeza.

Para tentar quebrar essa aura eu dei play no filme e nós começamos a assistir. Deu certo em parte. Em vez de pensar 100% do tempo em como eu queria agarrá-la, abraçá-la, beijá-la… Do que eu estava falando mesmo? A sim. Meus desejos e vontades dela haviam diminuído para 80%. Assistir filme de comédia estava ajudando bastante. Eu acho...

Assistir filme de comédia não estava me ajudando em nada. Tinha que ser filme de terror. Assim eu podia me agarrar a ele quando tivesse medo, ou quando eu fingisse que estava com medo, o que era mais provável. Mas eu não tinha pensado nisso direito. Droga! Eu queria uma desculpa pra agarrar ele, mas não tinha. O que eu ia fazer “ai Jacob me segura que eu vou cair no chão de tanto rir?” Merda. Por que eu não pensei nisso antes? Agora era tarde demais.

Acabei começando a prestar atenção no filme, já que eu não podia estar do jeito que eu queria. Não que eu quisesse que nossa relação fosse apenas física. Até porque isso seria um problema enorme mais pra frente. Mas poxa… Bom, cada problema a seu tempo. Agora talvez fosse melhor eu tentar fazer ele me amar. Cara isso é tão errado.

Eu queria tanto que ela já sentisse alguma coisa por mim… Talvez eu deva engolir o orgulho e pedir ajuda. Não sei se a Gabi iria me ajudar. Ela parecia bem irritada comigo no telefone. E Alice estava na minha lista negra depois que eu descobri que foi ela quem incentivou Nessie a ir na tal festa. Eu tinha certeza de que tinha acontecido alguma coisa lá que eu não sabia. Não poderia pedir ajuda de mais ninguém. Bella e Edward estavam fora de cogitação… Talvez Amanda me ajudasse. Ela e o Roh sempre gostaram de mim. Talvez fosse o caso de pedir ajuda pra eles. Humm…

Mas será que eu estava certo nisso? Que dizer, ela ainda era praticamente uma criança. E as vezes eu me sentia o maior pedófilo da face da terra por já amá-la e desejá-la. Pensar nisso tudo me deixou com fome e foi só então que percebi que nenhum de nós havia comido a pipoca que eu tinha feito. Peguei a vasilha e comecei a comer.

Eu estava envolvida com meus pensamentos e com o filme quando ele pegou a pipoca pra comer. Acompanhei ele levar a pipoca até a boca, sua língua encostou nela antes da pipoca desaparecer na boca dele. Em seguida ele sugou os dedos lentamente. Não sei se eu estava inundada por hormônios ou se ele estava fazendo de propósito, mas aquele movimento foi extremamente sexy. Ele repetiu o movimento e eu não pude deixar de gemer.

— Tá tudo bem? — Ele perguntou levemente preocupado.

Droga de vida! Por que eu tinha que gemer?! Merda!

— Você tá comendo a pipoca toda. Divide ai. — Dei a desculpa enquanto tomava a vasilha de pipoca dele.

Eu não ia fazer nada, mas quando vi que ele ainda me olhava não resisti e fiz a mesma coisa que ele tinha feito.

Eu não entendi direito o porque dela ter gemido, mas quando ela levou a primeira pipoca até a boca eu esqueci o que estava pensando. Enquanto ela chupada os dedos Nessie me olhou por sobre os cílios e foi a minha vez de gemer.

— O que foi Jake? — Ela perguntou com um sorriso estranho nascendo nos lábios.

— Acho que comi alguma coisa que me fez mal. Perai que eu já volto. — Falei antes de correr para o primeiro banheiro que achei.

Puta merda! Puta que pariu! Cacete. Porra, porra, porra véi… Calma Jacob. Calma. Calma é o cacete! Eu preciso me aliviar. Não vai dar pra ficar com ela assim. Eu não queria acreditar que iria fazer isso com ela ali perto, mas não tinha outro jeito.

Caramba… Eu era realmente muito azarada. Aparentemente o Jake comeu alguma coisa ruim e ia pro banheiro quase de hora em hora. Eu obviamente não estava conseguindo seduzi-lo então fui parando de tentar. Ele devia estar mal mesmo, porque estava mais quente do que nunca e estava suando frio. Ele também se mantinha o tempo todo coberto e às vezes até saia correndo com o cobertor no colo.

Eu estava preocupada com ele e resolvi ir até a porta do banheiro pra ver se ele precisava de alguma coisa. Chegando perto do banheiro escutei ele gemendo. Coitado ele devia devia estar botando a alma pra fora. Bati na porta uma vez antes de chamar por ele.

— Tá tudo bem Jake?

Ouvir a voz dela foi o que bastou para me levar ao limite e não pude conter o gemido. Puta merda.

— Jake?

— Eu estou bem Nessie. — Ele respondeu com a voz extremamente rouca. Eita porra! Que voz sexy… Desse jeito eu não me aguento.

— Tem certeza Jake? Olha, se você quiser eu posso ir embora. — Ofereci relutante.

Isso era a última coisa que eu queria, mas as coisas não estavam indo nada bem. A porta do banheiro abriu e o cheiro que eu senti não era o que eu tinha esperado. Era um cheiro bom. Caramba. Quão apaixonada uma pessoa pode estar que acha até o cheiro da bosta do outro boa? E eu fiquei com calor, muito calor. Segundo tia Gabi e tio Damon o nome disso era tesão. Será que eu tinha umas taras estranhas?

Abri a porta do banheiro assim que ela falou em ir embora. Isso não ia acontecer. Ela ia ficar o dia todo comigo. Além disso eu tinha que aprender a lidar com essa situação de uma forma mais madura. Não seria sempre que eu poderia ficar dando essa desculpa.

— Eu estou bem Nessie.

— Certeza?

— Sim. Essa foi a última vez que eu vim. Acho que já coloquei mais pra fora do que é humanamente possível.

— Você precisa de alguma coisa? Eu posso preparar uma sopinha pra você.

— Parece bom. — Falei animado vendo que ela iria ficar.

Ela sorriu e se virou para ir pra cozinha, mas não sem antes me mandar tomar um banho porque eu estava todo suado. Foi o que eu fiz. Tomei banho, frio obviamente. Quando cheguei na cozinha já era meio dia e a sopa estava pronta. Almoçamos aquilo enquanto ela me contava sobre os primeiros dias de aula. Contou sobre seus amigos e sobre como eu me daria bem com eles. Não sabia bem o porque, mas eu achava que ela me escondia alguma coisa sobre eles. Talvez fosse apenas uma cisma.

Depois de comermos voltamos para a sala de cinema e assistimos outro filme. Nessie parecia quieta demais, mas quando senti seu corpo escorregando para o meu lado foi que percebi que ela havia dormido enquanto assistia o filme. Ela se aconchegou em meu ombro e eu me aproveitei disso. Passei meus braços envolta dela e a mantive ali em meus braços.

Eu já não sabia o que se passava na TV. Tudo o que eu sabia era que ela estava dormindo em meus braços. Calma, serena e tranquila. Fiquei observando ela ali e não poderia haver outro lugar melhor no mundo. Quando dei por mim estava beijando seus cabelos.

Quando fiz isso ela se apertou mais contra mim e gemeu meu nome. Sorri abertamente imaginando que ela sonhava comigo. Ficamos assim por tanto tempo que meu braço adormeceu. Ela estava em cima dele e estava prendendo a circulação do sangue. Então eu tentei mudar de posição. Quando fiz isso ouvi ela falar outro nome. Um nome que não era meu, mas que eu reconhecia muito bem.

— Bart…

Ela estava falando o nome daquele muleque que levou o celular dela na outra noite. Tirei meus braços dela e voltei a encarar a TV. Ela se virou para o outro lado sem acordar ou se dar conta do que havia acontecido. Sem saber da raiva e do ciúme que me corroíam.

Acordei com o barulho da campainha tocando. Eu estava sozinha na sala de cinema. Me senti tão estranha. Como se estivesse perdido alguma coisa. Mas esse pensamento não chegou a crescer em meu cérebro. Escutei uma voz feminina vindo da porta da frente. Uma voz feminina que eu não conhecia e que estava dando o maior mole para o Jake. Num pulo eu já estava entrando na sala.

— Essa pizza toda é só pra você? Como é que você consegue ficar assim tão gostoso com tanta pizza? — Ouvi a entregadora falar.

Ela era bonita. Loira, peituda e alta. E eu a queria morta.

— Não se preocupe porque a pizza é pra nós dois. — Falei com o sorriso mais falso do mundo no rosto.

O sorriso dela murchou assim que me viu. Bom mesmo. Jacob podia não ser meu ainda, mas eu não ia deixar ele dando mole pra mulher nenhuma.

Peguei a pizza da mão dela e fiquei esperando Jacob pagar. Ele pegou a carteira, tirou o dinheiro e deu para ela sem falar nada. O que eu achei muito inteligente da parte dele. Fechei a porta na cara da oferecida, me virei e fui pra cozinha. Ele me seguiu calado.

Nenhum de nós falou nada e aquilo estava me deixando nervosa. Comíamos a pizza em completo silencio, mas sem tirar os olhos um do outro. Era como se os dois estivessem com raiva um do outro. Eu sabia o motivo loiro da minha raiva, mas não sabia o motivo da raiva dele.

— Ok, isso tá ficando ridículo. Por que você está com raiva? — Ele perguntou colocando o copo vazio de refrigerante sobre o balcão da cozinha.

Quando ele fez a pergunta eu fiquei sem saber o que dizer. Eu não podia assumir que estava com ciúmes dele. Então inventei uma desculpa. Eu estava ficando especialmente boa nisso.

— Eu estou com cede.

— Bebe o refri.

— Não essa cede Jake…

Ele pareceu entender o que eu tinha falado e ficou sem graça.

— Você está a muito tempo sem beber sangue?

— Acho que tem umas duas semanas. — Falei dando de ombros.

— Quer ir caçar?

Aceitei o convite. Tinha sido ótimo correr com ele na noite passada, caçar seria uma boa e eu estava mesmo precisando de sangue. No final das contas tudo foi bem normal e sem muito drama. Quando eram dez horas da noite eu estava na porta de casa. Estava prestes a entrar quando Jacob me chamou.

— Vamos juntos amanhã pro colégio?

Ele perguntou parecendo preocupado. Sorri para o tranquilizar antes de responder:

— Claro.