What If... (And If)
62 Capítulo Bônus 20 e 21
Capítulo Bônus 20 — Pingos nos I’s…
POV Gabrielli 2 …
— Katherine? — Damon perguntou atônito tirando as palavras de minha boca.
Ela sorriu de lado em escárnio e então fugiu correndo.
Eu não podia acreditar que aquilo estava acontecendo. 300 anos haviam passado e aquela mulher ainda não tinha desistido. Mas dessa vez seria diferente. Ela tinha me pegado desprevenida daquela vez, mas agora eu estava preparada.
— Love? — Escutei Damon me chamando.
— Sim? — Respondi olhando pra ele.
— Está tudo bem? Tem um tempo que você está parada olhando para o nada. — Ele disse com preocupação.
Coitado, ele devia estar se perguntando o que eu achava disso tudo. Provavelmente devia achar que eu não ia aguentar e o deixaria. Mas será que seria só isso mesmo? Me perguntei se seria poderia ser por causa do desaparecimento de Elena e não pude evitar o ciúme que aquilo me provocou. Mas a forma como ele me olhava me deu certeza de que não tinha nada a ver com Elena. A preocupação dele era toda direcionada a mim.
— Você não precisa se preocupar. Não vou fugir por causa dela.
— Sei que não vai. E mesmo se fugisse eu te achava e te obrigava a ficar comigo. Eu estou preocupado é com o fato de você estar piscando como uma lâmpada com mal contato.
Olhei para mim mesma e percebi que realmente isso estava acontecendo. Lembrei que ainda estava usando 4 poderes ao mesmo tempo. Eu estava duplicada, tinha criado roupas novas para me camuflar, estava controlando meu poder natural e minha original estava mostrando (com os poderes de Nessie) o que havia acabado de acontecer aqui para Bonnie e Caroline. Imediatamente voltei a ficar com as roupas iguais a original usava e parei de “piscar”.
— Não precisa se preocupar. Eu apenas estava atingindo o limite de tempo em usar 4 poderes ao mesmo tempo. Como a distância entre eu e a original está muito grande é mais complicado usar tantos poderes ao mesmo tempo.
— Ok. Por um momento achei que você estava perdendo o controle novamente. — Disse ele vindo me abraçar e então me deu um beijo. — Espero que você não considere isso uma traição. — Brincou.
— Você sabe que não considero. — Disse abrindo um sorriso.
— Está tudo bem mesmo? — Ele me perguntou mais uma vez e eu sabia que não era sobre uma traição com uma clone minha.
— Eu reajo mal à dúvidas e não à respostas. Saber que estamos lidando com Katherine foi melhor. Assim eu sei que não preciso poupar a vida de ninguém para não perder amigos. — Disse antes de depositar um beijo nos lábios dele.
Damon sorriu da forma que eu mais amava nele, aquele sorriso cafajeste, e me beijou com vontade dessa vez. Adorava que ele fosse tão prático quanto eu. Isso facilitava as coisas.
— Falando em reagir, como foi o encontro com sua mãe? — Perguntei assim que o beijo acabou e isso fez com que ele se afastasse uns milímetros de mim.
— Foi péssimo. — Escutei uma mulher dizer atrás de nós.
Damon rolou os olhos e se afastou de mim, porém sem tirar o braço de minha cintura. Olhei para a mulher de longos cabelos pretos usando uma roupa conservadora e soube que olhava para minha sogra. Ela precisava de roupas novas e eu daria um jeito nisso.
— Você deve ser Gabrielli, minha futura nora. — Disse ela vindo até nós com um sorriso singelo nos lábios.
— Sim. E você deve ser Lily. É um prazer finalmente te conhecer. — Falei dando um passo a frente e estendendo a mão.
Eu não estava preocupada em conhecê-la. Não é como se a opinião dela fosse interferir de qualquer forma no meu relacionamento com Damon.
— O prazer é todo meu. — Ela respondeu aceitando meu cumprimento.
— Ótimo. Agora que vocês já se conhecem vamos embora. Temos planos para tramar e uma vampira para matar. — Disse Damon me guiando para longe da mãe dele.
— Nada disso. Nós vamos entrar e você vai ter uma conversa decente com sua mãe enquanto esperamos os outros chegarem. — Falei me desvencilhando dele e indo até Lily.
— Que outros? — Ele perguntou levemente irritado.
— Meu eu original está vindo pra cá e as meninas estão ligando para todos e marcando de encontrar aqui. — Disse me virando para ele e acrescentei. — Não me olhe desse jeito. Não estou te forçando a ser bom ou ser o que você não é. Então não precisa me dar esse olhar de “vou fazer merda”. Eu estou sendo prática aqui. Você sabe que quer falar com sua mãe e que tem coisas para resolver. Sabe também que precisamos resolver isso o mais rápido possível para que essa falta de comunicação não interfira nos nossos planos de matar Katherine. Além do mais, sua mãe é lider de um clã de bruxos muito forte e é provável que nós precisemos de mais ajuda para deter quem quer que esteja com Katherine, porque ela não está sozinha. E para terminar você sabe que tem que falar com sua mãe porque você pode e eu não posso. — Encerrei meu pequeno monólogo cruzando os braços sobre o peito.
Damon e Lily trocaram olhares e ele falou:
— Odeio quando você usa a lógica pra mostrar que eu estou errado.
— Você só odeio estar errado. — Falei sorrindo e abri os braços para ele. — Agora venha logo e tira esse bico da cara.
Entramos na casa de Lily e antes que ela começasse a falar disse:
— Antes de vocês começarem eu preciso dizer mais algumas palavras. — Disse me virando para Lily. — Eu não concordo e jamais concordarei com o que você fez. Abandonar seus filhos com o monstro que era o pai deles foi de uma covardia e crueldade que jamais deveria ser direcionada a filho nenhum. Uma mãe de verdade não faria isso e o mínimo que você deve ao Damon e ao imbecil do Stefan é um pedido de desculpas. Mas você não se preocupou em procurar seu filho mais velho nem quando ele chegou à cidade.
Vi Lily engolir em seco e Damon me olhar com orgulho e carinho nos olhos. Ele estava feliz por ver que eu o defendia. Mas meu discurso não havia acabado.
— Damon, você sabe que eu te amo do jeito que você é. Mas eu sei o quão infantil e dramático você pode ser. Vocês dois tem que assumir seus erros e deixar o rancor de lado pelo menos por agora. Não estou dizendo para você esquecer o que ela fez e se tornarem uma família de comercial de margarina. Estou dizendo que a vida continua e que se ficarmos presos no passado não vamos aproveitar a vida. Além disso Damon, se eu ainda guardasse rancor de você nós não estaríamos juntos. Não pelo que Katherine fez conosco, mas porque você matou meu melhor amigo. O mínimo que eu peço é que vocês conversem.
Vou poupar vocês do drama que foi a conversa deles. Eu tenho certeza de que iria demorar muito tempo para que aqueles dois ficassem bem, mas pude ver que Lily estava se esforçando, e que apesar de Damon se fazer de difícil ele queria perdoar a mãe, só não sabia como. Eu não esperava mais do que isso. Relacionamentos familiares são muito complicados para serem resolvidos com uma simples conversa. E confiança é algo que precisa ser conquistado com o tempo.
Meu eu original, Bonnie e Caroline foram as últimas a chegar e assim que ela passou pela porta eu desapareci.
POV Damon…
Eu sabia que Gabrielli queria o meu bem e entendia toda a lógica dela em querer que minha mãe e eu nos entendêssemos, mas não podia negar que estava louco para quebrar o pescoço de alguém apenas para extravasar minha raiva. Esperava que pudesse fazer isso com Katherine, como isso não a mataria imaginava que minha querida noiva não se importaria. Não que Gabrielli não quisesse a morte de Katherine, mas ela tinha planos muito cruéis e maquiavélicos para colocar em prática assim que tivéssemos Katherine em nossas mãos. Sorri pensando no sofrimento que causaríamos a ela.
Minha linha de pensamento homicida foi interrompida quando minha noiva original entrou na casa sendo seguida por Bonbon e Caroline. Fui direto até Gabrielli, enquanto a que estava ao meu lado desaparecia, e depositei um beijo em seus lábios. Sem me afastar muito dela me virei e falei:
— Bonbon, aparentemente você trouxe a doppelganger errada de dentro da pedra.
— Eu não sabia que a Katherine estava na Phoenix Stone. Aliás, ninguém aqui sabia. Você estava aqui quando ela morreu. Klaus matou a matou.
— Mas ninguém viu como. — Caroline falou enquanto ia se sentar no sofá branco do outro lado da sala.
— Isso é verdade. Tudo que nós vimos foi o corpo dela estendido no chão e um Klaus sorridente ao lado. — Completou Stefan parecendo impaciente.
Stefan estava estranho, mas se ele sabia como tínhamos encontrado o corpo de Katherine então era ele mesmo ali.
— Klaus Mikaelson? Vocês conhecem ele? — Minha noiva perguntou surpresa.
— Conhecemos bem até demais. Por quê? Vocês se conhecem? — A pergunta simplesmente saiu e meu ciúme estava transparente.
— Sim. Nós nos conhecemos. Eu e Rebekah fomos muito amigas e bom… eu tive um breve caso com Klaus. — Ela respondeu como se aquilo não fosse nada.
Todos olharam para ela surpresos e então para mim esperando minha reação. Não que eu estivesse me importando com o que eles pensavam ou deixavam de pensar. Toda minha atenção estava em minha noiva e sua nova revelação.
— Posso saber quando foi isso?
— Isso foi um pouco depois que você matou Gerard. — Disse ela me encarando e esperando para ver se eu tinha alguma coisa para retrucar.
— E vocês terminaram em bons termos? — Eu não estava pronto para parar e ela tinha que parar de jogar Gerard na minha cara.
— Eu diria que sim, tendo em vista que eu ainda estou viva. Foram apenas algumas noites. Nada demais. Eu estava apenas de passagem na cidade.
— Ok, eu não quero saber de mais nada. Vamos voltar ao que interessa. Klaus deve ter usado a adaga com a Phoenex Stone e por isso Katherine estava lá dentro. Mistério resolvido. Agora nós precisamos descobrir como tirar Elena de lá e como nos livrarmos de Katherine.
— A parte da Katherine é fácil. — Disse minha noiva com um sorriso maléfico.
— Você não vai poder matar Katherine Gabi. — Disse Bonnie.
— O quê? Como assim?
— Katherine está no corpo de Elena e ela vai precisar dele quando a tirarmos de dentro da pedra.
— Merda. Eu posso pelo menos quebrar alguns ossos? — Ela pediu e eu tive que rir.
Todos na sala olharam para ela esperando que ela risse também como se ela estivesse brincando e isso me fez rir ainda mais.
— Sinto muito amor, mas não acho que você vai poder fazer isso.
— Bom, já que eu não posso matá-la o que vocês têm em mente? Além do mais ela não está sozinha.
— Como assim ela não está sozinha? — Perguntei surpreso com a nova informação.
— Quando eu estava seguindo ela até aqui vi que Katherine entrou numa casa, conversou com um homem e então trocou de roupa. Deixe que eu mostro pra vocês.
Não sei como ela fez aquilo, talvez tenha combinado dois poderes, mas ela criou uma espécie de holograma que recriou a cena que viu. E pela reação de todos na sala eles sabiam quem era o homem misterioso.
— Vocês sabem quem ele é? — Perguntou Gabrielli chegando à mesma conclusão que eu.
Pela primeira vez desde que os outros chegaram minha mãe falou e quando ela se levantou eu já imaginava o que vinha pela frente.
— Esse é Julian.
Ótimo! Meu “padrasto” estava de conluio com Katherine.
Capítulo Bônus 21 — O Plano...
POV Damon...
— Merda. Eu posso pelo menos quebrar alguns ossos? — Ela pediu e eu tive que rir.
Todos na sala olharam para ela esperando que ela risse também como se ela estivesse brincando e isso me fez rir ainda mais.
— Sinto muito amor, mas não acho que você vai poder fazer isso.
— Bom, já que eu não posso matá-la o que vocês têm em mente? Além do mais ela não está sozinha.
— Como assim ela não está sozinha? — Perguntei surpreso com a nova informação.
— Quando eu estava seguindo ela até aqui vi que Katherine entrou numa casa, conversou com um homem e então trocou de roupa. Deixe que eu mostro pra vocês.
Não sei como ela fez aquilo, talvez tenha combinado dois poderes, mas ela criou uma espécie de holograma que recriou a cena que viu. E pela reação de todos na sala eles sabiam quem era o homem misterioso.
— Vocês sabem quem ele é? — Perguntou Gabrielli chegando à mesma conclusão que eu.
Pela primeira vez desde que os outros chegaram minha mãe falou e quando ela se levantou eu já imaginava o que vinha pela frente.
— Esse é Julian.
Ótimo! Meu “padrasto” estava de conluio com Katherine.
— Eu já deveria ter imaginado que eles estariam juntos. — Disse Stefan que estava até agora escondidinho no canto, como o emo que era. Imagino se ele e Jasper não seriam melhores amigos e escutariam Simple Plan juntos.
— Ok então eles estão juntos. Como vamos matá-los? — Minha noiva maravilhosa falou.
Eu adorava a praticidade dela. Mas aparentemente eu era o único ali que pensava assim.
— Ok ok, não vamos matar Elena, mas se não pudermos matar o Julian as coisas vão ficar complicadas demais. Quer dizer, a Elena nós vamos tirar da pedra e fazer a troca entre ela e a vaca da Katherine, mas não acredito que o Julian queira voltar pra pedra. Ele vai lutar.
— Gabrielli está certa. Não temos outra alternativa que não seja matar Julian. — Minha mãe concordou para minha surpresa.
— De qualquer forma não será fácil matá-lo. Precisamos de um plano. — Disse Enzo tirando as palavras de minha boca.
No entanto ninguém parecia ter ideia nenhuma. Pelo menos ninguém que eles soubessem. Eu conhecia minha noiva melhor do que qualquer pessoa e pela forma como ela me olhava eu sabia que ela tinha uma ideia. E se ela não estava me falando era porque não queria falar ali na frente de todos.
Enquanto todos pensavam em algum plano ela veio até mim de forma discreta e como quem não quer nada pegou em minha mão. Sabia o que ela queria fazer antes mesmo dela começar a me passar o plano via pensamentos utilizando os poderes de nossa sobrinha preferida.
“A chave para vencermos Katherine sou eu.” Ela me disse por pensamentos. Olhei para ela confuso e pedindo que continuasse. “Despois de hoje ela percebeu o quão poderosa eu sou ou pelo menos teve uma ideia. Isso vai fazer com que ela não nos ataque diretamente. Ela não é burra. Ela precisa achar que eu tenho um ponto fraco”
Eu até estava gostando daquela conversa, mas era uma via de mão única e eu queria falar com ela. Achei melhor mudarmos de estratégia.
— Gente, o papo tá ótimo, mas eu e minha noiva precisamos resolver algumas coisas do casamento. Quando alguém tiver uma ideia nos chamem. Ou melhor, quando nós tivermos uma ideia a gente chama vocês. — Falei fingindo perder a paciência com eles.
— Damon! Não fale assim. Desculpa gente, mas ele está certo. A gente precisa resolver umas coisas do casamento e já estamos um pouco atrasados. — Ela disse fazendo uma média.
Não demoramos a conseguir sair de lá e logo estávamos no meu carro indo para longe dali. Assim que estávamos numa distância segura ela começou a falar.
— Damon, o que eu vou falar vai parecer loucura, mas eu não confio em todos que estavam lá. Tenho uma forte intuição de que por causa de algum deles nossos planos podem ir por água abaixo.
— Eu não vou discutir com você. Agora me diga qual é o plano.
— Precisamos fazer com que ela acredite que eu tenho um ponto fraco.
— E qual ponto seria esse? — Perguntei achando estranho ela estar enrolando.
— Conto se você prometer que não será contra.
— Como assim. Já não gostei disso. O que você ta planejando?
— Bom, podemos falar que quando perco meu controle eu me torno praticamente humana durante e depois do nocaute da Bonnie. Assim ela tentará me atacar.
Parei o carro de forma brusca. E olhei preocupado para ela.
— Isso parece muito próximo da verdade. Você está inventando isso ou realmente fica muito vulnerável quando perde o controle?
— Pra falar a verdade eu não sei. Ninguém nunca conseguiu chegar até mim durante meus episódios e a Bonnie me apagando foi a primeira vez que alguém conseguiu realmente me parar. Todas as outras vezes eu fiquei daquele jeito por dias até que meus poderes simplesmente paravam. Na verdade eu fico sem meus poderes por algumas horas depois que passo por aquilo, mas não deixo de ser vampira.
— Como você vai fazer pra que ela ache que você é humana? Katherine não é burra.
— Podemos tentar usar o mesmo truque que fizeram com Victória. Colocar o som de um coração humano tocando.
— Não sei não… Katherine…
— Não é burra. Francamente, você poderia ter arrumado alguém mais burro.
— Tarde demais. Só me interesso por mulheres mais inteligentes que eu e agora vou me casar com a mais inteligente de todas.
— Sei…
— Mas meu amor, voltando ao plano não quero que você faça.
— O quê?!
— Você pode correr riscos e eu não vou deixar isso acontecer.
— Não dá uma de Edward pelo amor de Deus. Não tenho paciência pra isso.
— Ei, me preocupar com a integridade física da minha noiva não é dar uma de Edward.
— Não, mas ser superprotetor é ridículo. Eu sei me virar sozinha. Fiz isso por séculos. Não vai ser uma ex maluca que irá conseguir me matar. Além disso eu não vou perder o controle de verdade e estarei consciente. Não vou correr risco nenhum.
Respirei fundo já sabendo que eu não venceria essa batalha. Quando ela colocava uma coisa na cabeça não tinha jeito. Tudo o que eu tinha a fazer era deixar ela fazer o que queria.
— Tudo bem então. Mas nós precisamos de mais pessoas pra ajudar nesse plano.
— Ok, em quem você confia que estava lá na casa de sua mãe?
— Bonnie, Enzo, Caroline e Rick. — Falei sendo completamente honesto.
— Não confia no seu irmão?
— Não. Ele não anda parecendo muito com ele mesmo.
— Ok. Então só falaremos para esses quatro. Meu plano é o seguinte…
oOo
O plano de Gabrielli era perfeito. E era perfeito porque ela não tinha pressa. Ambos sabíamos que Katherine não atacaria agora, e que ela teria o dobro de cuidado principalmente depois de ter sido desmascarada. O tempo também foi útil para que Bonnie aprendesse tudo o que precisava para fazer o feitiço que trocaria Katherine por Elena. Mas ela não bolou apenas um plano de longo prazo, bolou também alguns pequenos planos que dariam errado para que Katherine não desconfiasse que tínhamos um plano de verdade. Além do mais isso faria com que quem não soubesse do plano verdadeiro não desconfiasse da falta de ação deles. Minha noiva era muito inteligente mesmo. E sua mente trabalhava de uma forma que me assustava um pouco.
Havia passado 3 meses desde que Katherine foi desmascarada. E agora estávamos com tudo pronto para o nosso casamento. Sim, nosso casamento. Gabrielli tinha certeza de que essa seria a hora em que Katherine atacaria. E ela não estava errada. Tínhamos “deixado escapar” sobre o pequeno ponto fraco dela e durante a última semana Katherine tinha criado pequenas situações para provocar Gabrielli. E agora ela estava dando o golpe final.
Eu estava em minha despedida de solteiro com Rick, Enzo, Roh, Emmet, Jasper e Stefan. Apenas Stefan ali não sabia de nada, mas eu estava começando a achar que ele estava melhorando. Não que isso fosse importante agora. Afinal eu tinha certeza que minha bebida estava batizada e por isso comecei a jogar fora o conteúdo e me fingir de bêbado. Era o truque mais velho da cartilha, mas era o mais eficiente. Então quando fui atacado no banheiro não me alarmei ou me defendi. Quando acordei estava nu em minha cama com Katherine ao meu lado e minha noiva ao pé da cama.
— O quê é isso Damon? Não acredito nisso. Como você me cai no truque mais velho da cartilha? — Gabrielli começou o teatro.
— Love? O quê está acontecendo? Katherine? — Disse seguindo o roteiro.
— Aconteceu o que sempre acontece Damon. Você estragando qualquer relação que tenha. — Disse Katherine se levantando ainda nua e indo até uma poltrona onde um roupão a esperava.
— Cala boca Katherine. Gabrielli, eu posso explicar…
— Cala boca Damon! Com você eu converso depois. Agora eu vou falar com essa mulherzinha de quinta. Se você pensa que eu vou cancelar o casamento por causa disso está muito enganada. — Disse minha noiva já começando a fingir que estava perdendo o controle.
As janelas se abriram e o vento começou a entrar rapidamente no quarto e a rodar em torno dela. Gabrielli fechou os olhos como quem tenta se controlar enquanto isso Katherine abria um sorriso.
— O que foi? Já está perdendo o controle? Eu nem comecei ainda querida. Eu não imaginei que isso seria o suficiente. Por isso fui atrás de alguém muito importante. Alguém que você precisa conhecer antes de se casar com esse imbecil. — Ela disse se levantando.
Aquilo não estava nos planos e pra ser sincero me preocupou um pouco. À minha frente Gabrielli abriu os olhos e a velocidade dos ventos diminuiu.
— Como você sabe apenas nós, vampiras, que não podemos ter filhos. Mas eles podem. — Disse ela apontando pra mim.
Eu já senti que estava na merda. Nem sabia o que ela ia falar, mas ela tinha realmente tocado no assunto mais complicado de todos.
— E o que tem isso? — Gabrielli perguntou e sua voz estava levemente tremida. Merda!
— Seu querido noivo tem um filho.
— O quê?! — Eu e Gabrielli falamos ao mesmo tempo.
— Isso mesmo. Quem mandou ser promíscuo? Pois bem Damon. Você tem um filho. Ou melhor. Tinha um filho.
— Como assim? Do que você está falando? — Perguntei sem entender nada.
— Há cinco anos atrás você teve uma noite com uma ruiva chamada Olivia Roberts. Ela era realmente muito parecida com essa ai e você acabou não matando ela. Bom, ela teve um filho e como você sabe morreu no parto. Não tinha ninguém que pudesse fazer vampirização de emergência. — Ela contava com um sorriso convencido nos lábios.
De repente trovões começaram a soar e o vento entrou com tudo pelas janelas. Merda dupla. Ela ia acabar destruindo a casa se perdesse o controle de verdade.
— Gabrielli meu amor, me escuta. Não dê ouvidos a ela. Essa criança não existe e nunca existiu. — Tentei falar com ela enquanto me aproximava dela.
— É claro que ela não existe. Mas ela definitivamente existiu. — Katherine falou sorrindo ainda mais quando Gabrielli começou a levitar e algumas coisas no quarto também.
— O que aconteceu com o filho do Damon? — Perguntou minha noiva com a voz estranha.
— Eu a matei. — Disse Katherine antes do caos reinar.
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