What If... (And If)
49 Fase III - Capítulo 4: Love is in the air...
Notas iniciais
Fase III – Capítulo 4: Love is in the air...
POV Jacob
Na quinta de tarde eu estava fazendo uma rápida ronda pelo perímetro da cabana quando encontrei Seth.
— Hey Jake! – Gritou ele quando me viu.
Voltei para a forma humana, coloquei a bermuda que sempre trazia amarrada à minha perna e fui até ele.
— Quanto tempo! Você chegou mais cedo. Não ia chegar amanhã? — Disse o abraçando.
— Tempo de mais. Aquela faculdade queria me deixar louco não aguentei ficar lá por mais nem um dia. Ai voltei antes. — Disse ele rindo.
— Posso imaginar. — Ri da situação
— Não, você não faz ideia. — Foi a vez dele de rir.
— Mas que bom que você tá aqui cara.
Trocamos alguns socos de brincadeira e rimos mais um pouco. Mas nada poderia ter me pegado mais de surpresa do que a pergunta que ele fez a seguir:
— E ai cara. Por que você ainda está aqui? Sei que a Ness tá em Washington DC.
Respirei fundo antes de responder.
— Vamos lá. Tenho certeza que a Leah te deu a fofoca completa. — Tentei fazer brincadeira, mas eu estava realmente frustrado por termos falhado na noite passada.
— Ela disse que você está tendo problemas por causa de uma cachorra. O que realmente não fez sentido nenhum. — Ele disse confuso.
— Ela não disse isso. Cara, sua irmã é um pé no saco.
— Disso eu sei. O que eu não sei é essa história de cachorra.
— Não tem cachorra nenhuma. Eu encontrei um novo membro pra alcateia. Ela é uma garota também.
— Sério. Eu achava que isso era super raro.
— April é mais rara do que você pode imaginar. Ela é uma lobisomem também. Lobisomem do tipo lua cheia e tudo.
— Sem chance!
— Pois é… Ela pode se transformar em lobo quando quiser, o nosso tipo de lobo. O problema maior é que quando tem lua cheia ela se transforma em lobisomem e não tem qualquer controle sobre suas ações.
— Isso é um problema sério. — Ele disse pensativo.
— Nem me fala. Eu e ela estamos treinando para ver se ela consegue controlar o humor e então consiga se controlar na lua cheia, mas não funcionou ainda. É por isso que eu ainda estou aqui.
— Mas ninguém pode fazer isso por você? Quer dizer, não é assim tão complicado, certo?
— Errado. Eu e ela nos tornamos muito amigos e eu sou o único que consegue irritar ela quando está em seu estado normal e que consegue a acalmar na lua cheia. E eu posso te dizer que não foi por falta de tentativa. Ninguém consegue resultados melhores que eu. E enquanto ela não puder se controlar inteiramente eu não posso sair daqui. É perigoso demais para qualquer pessoa.
— Bom, o que você acha se eu tentar?
— Você? — Perguntei atônito.
— Não custa tentar. Certo?
— Certo.
— Ótimo. Então que tal me apresentar essa tal de April. Seria legal conhecer ela antes que ela tente me matar. — Ele brincou enquanto me abraçava de lado e nos colocava em movimento.
Fomos andando e conversando até a cabana que tinha se tornado minha casa nos últimos meses.
Seth estava contando um caso da faculdade enquanto ria quando eu avistei April na porta da cabana. Acenei para ela que me olhou estranho. E então Seth parou do meu lado. Olhei para ele que olhava em direção à cabana. Mais precisamente para April. Olhei para ela que também olhava diretamente para ele. Soube imediatamente o que estava acontecendo e não pude acreditar. Seth e April haviam acabado de sofrer um Imprinting um com o outro.
POV Nessie…
Sexta-feira...
Tio Jazz estacionou o carro um tanto longe da festa, mas era possível ouvir a música dali. Bateu um frio no estômago quando saí do carro. Como se eu estivesse cometendo um erro. Alguma coisa dentro de mim queria apenas voltar pra casa e, quem sabe, ligar para o Jake. Mas tia Allie disse que eu devia ir a festa, então eu tinha que ir.
Andamos até a casa em silêncio. Sabia que tio Jazz estava me enviando tranquilização e animação, então o enviei um agradecimento por meus pensamentos. Meus poderes funcionavam muito melhor quando eu gostava da pessoa.
Luke recebeu a gente e nos mostrou onde estavam as comidas e as bebidas. Nem pensei em beber nada alcoólico, Eu estava com meus tios ali e toda a minha família, literalmente, sentiria cheiro de álcool em mim assim que eu virasse a esquina. E tanto meu pai, quanto minha mãe diziam que eu só poderia beber quando fizesse 21 anos. De idade normal e não mental. O que seria dali a 14 anos! Iei!!!…
Infelizmente foi perto da bebida que encontrei Bart. Preferi não ir até lá e fiquei conversando com meus tios. Nada demais sabe. E então Bart veio até mim, já passando o braço pela minha cintura.
—Ei Nessie. Que bom que você veio. Não quer beber nada?
—Na verdade eu não quero não. Obrigada.
—Certeza gata? Pode ficar tranquila que não dá ruim não.
—Não. Eu realmente não quero.
Ele então resolveu perguntar para meus tios que também não aceitaram. E para a minha surpresa ouvi tia Alice dizer o código que tínhamos combinado.
—Nessie, depois a gente se fala. Beleza? Vou dar uma volta por ai com o Jazz.
—Tá bom Allie. Até mais. — Disse meio em desespero vendo meus tios se afastarem para ir discretamente para casa.
Agora eu estava sozinha com os humanos. Eu deveria estar feliz, já que era uma coisa que eu quis desde o começo da minha adolescência. Mas tudo o que eu sentia era relutância. Eu não sabia se teria controle o suficiente. E se eu batesse, sem querer, em alguém e o matasse? E se alguém se cortasse e eu não conseguisse contar minha cede? Tudo bem que eu tinha bebido muito sangue antes de vir, mas não sabia se eu era capaz.
—Que tal a gente dançar um pouco? — Bart falou assim que ficamos sozinhos.
Eu não sabia se deveria aceitar, então acabei falando.
—Claro, mas antes eu preciso ir ao banheiro. Onde tem um?
—Você pode ir no que tem no final do corredor, ou no que tem lá em cima. — Ele disse me apontando a escada.
—Ok. Obrigada. Eu já volto. — Disse sorrindo pra ele enquanto me afastava.
Preferir ir no do segundo andar. Queria privacidade e distância de humanos. Quando cheguei no segundo andar me dei conta de que Bart não tinha me dito exatamente onde era o banheiro do segundo andar. Resolvi abrir porta por porta. A primeira devia ser o quarto de Luke, pois tinha características masculinas, estava uma bagunça só e tinha um fedor que eu não sabia identificar a origem. Abri então a porta do outro lado do corredor era um quarto de paredes roxas que contrastavam com o tapete vermelho e com a colcha da cama. E para a minha surpresa aquele quarto não estava vazio. Deitada na cama lendo um livro estava a garota que se sentou ao meu lado na aula de história. A mesma que eu nunca tinha visto antes e que não tinha falado comigo.
O que ela estava fazendo aqui em cima sozinha lendo um livro quando tinha uma festa rolando no andar de baixo? Isso era estranho. Mas me fez gostar dela no mesmo instante.
—Me desculpe, eu estou procurando o banheiro. — Falei sem jeito assim que ela me olhou surpresa.
—Segunda porta a esquerda. — Ela falou voltando a olhar para o livro aberto em suas mãos.
Por uma fração de segundo pensei em dar meia volta e sair dali. Mas minha curiosidade era maior. E eu queria conhecer mais a garota.
—Obrigada, mas era só uma desculpa para sair um pouco daquela festa lá embaixo. Pelo visto você está fazendo a mesma coisa.
—Na verdade eu não fui convidada.
—Oh!
—Logo se vê que você é nova no colégio. Meu irmão, Luke, não gosta de me ver misturado com os amigos dele. Ele diz que eu sou boa demais para andar com garotos idiotas.
—Você é a irmã do Luke?
—Sou sim. Irmã mais nova.
—Bom, prazer em te conhecer. Meu nome é Renesmee, mas pode me chamar de Nessie.
—Eu sou Zenday. E não preciso de caridade das novas conquistas do Bart.
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