What If... (And If)
50 Capítulos Bônus
Notas iniciais
Fase II : Capítulo 15
Bônus 8 – Meu Idiota
POV Gabrielli
Com tanta coisa acontecendo, a conversa sobre os detalhes de nosso relacionamento tinha sido adiada mais de uma vez. Mas agora ele não me escapava. Puxei Damon pela blusa e o empurrei para minha cama. Estávamos em meu iate como sempre.
–Damon, nós precisamos conversar. — Comecei assim que vi seu sorriso cafajeste pra cima de mim.
–Conversar? Sério? — Ele reclamou se apoiando nos cotovelos.
–Não podemos cometer o mesmo erro que da última vez. Só fizemos sexo o tempo inteiro e olha o que isso custou pra nós.
–Tudo bem, você está certa. Sobre o que quer falar? — Disse ele se ajeitando na cama e ficando na imagem do conforto.
–Você vem morar no iate ou eu vou pra sua casa?
–Acho que podemos ficar nos dois, não? Não acho que precisamos escolher. Leve algumas coisas pra minha casa e eu trago algumas coisas pra cá. Mas se você quiser mesmo escolher, podemos ficar na minha casa até enjoarmos do lugar e então mudamos pro barco e viajamos pra onde quisermos.- Ele disse dando de ombros.
–Você não quer ficar com os Cullen por muito tempo? É isso?
–Não é que eu não queira, mas essa dieta deles é irritante. Pra que isso quando existem bancos de sangue e gente ruim nesse mundo? Não sei se aguento isso por muito tempo não. Mas sempre podemos voltar, mesmo que partamos por um tempo.
Aquilo me fez pensar. Eu queria mudar de vez meus hábitos alimentares, mas Damon estava certo. Pra quem viveu tanto tempo bebendo sangue quanto eu e ele, beber sangue de animal era horrível. Mas não precisava matar ninguém pra beber sangue humano.
–Olha eu sei que você é fã dessa dieta de frutinha, mas você tem que admitir que te deixa mais fraca e não é tão boa quanto sangue humano. — Ele disse se levantando e vindo até mim.
–Eu sei. Estava pensando nisso. Tem um tempo que eu bebo sangue de animal, mas eu ainda tenho meus deslizes.
–Se vivermos com os Cullen’s, teremos que pelo menos maneirar nas bolsas de sangue e intercalar com sangue animal, mas sinceramente, eu não estou afim de ficar nisso por muito tempo. Mas isso não é tão importante quanto a sua segurança. Com os Cullen você está mais protegida. E se pra isso eu tiver que mudar meus hábitos eu mudarei.
–Não seja ridículo. Eu sei que você não vai mudar nada. Sim, eu estou mais protegidas com eles, mas se eles não aceitarem você do jeito que é, eu não posso ficar.
–Chegamos a um empasse então. Ficamos ou vamos?
–Ficamos até que nos mandem embora. — Falei olhando nos olhos dele. Foi por olhar em seus olhos que tive a ideia. -E se você hipnotizasse as pessoas da região a doar mais sangue? Isso aumentaria a quantidade nos bancos e poderíamos consumir mais sem problemas.
–Eu sou um vampiro de muita sorte mesmo. Tenho uma mulher que consegue dar jeito pra que eu continue sendo como sempre fui. — Disse ele com um sorriso torto antes de me beijar. Não deixei ele aprofundar o beijo e logo me afastei. Ele me olhou estranhando minha atitude.
–Isso me leva a outro ponto da nossa conversa. O que somos exatamente? Você vem se referindo a mim como sua mulher. Casamos e você apagou minha memória por acaso? — Perguntei erguendo uma sobrancelha.
–Você está brincando certo?
–Não, estou falando super sério, Damon. Na minha época a mulher nem beijar beijava antes de casar.
–Na sua época mulher que fazia o que nós fazemos na cama não se casava e nem era vista com bons olhos. — Ele falou me encarando. Abri a boca descrente no que tinha ouvido.
–Você está me chamando de rameira?! Foi isso que eu ouvi? Por que você não reclamou hora nenhuma até hoje. — Falei avançando de forma ameaçadora para ele.
–Não estou reclamando. Apenas usando do mesmo artifício para provar um ponto. Se você quer que nos casemos só porque você foi criada assim pode tirar o cavalinho da chuva. Você é minha mulher sim e não preciso de papel pra provar isso. E se estamos falando de tempos antigos aqui, quem deveria fazer o pedido de casamento sou eu. Não ser pressionado para uma coisa tão humana quanto isso.
Apertei meus olhos querendo matá-lo apenas com a força do pensamento. O que de certa forma eu podia, mas não o fiz. Se ele ia fazer desse jeito dois podiam jogar.
–Tudo bem. Vamos colocar assim, eu quero casar porque é a única coisa normal que podemos fazer como casal. Não poderei ter filhos nunca. E não sei se você sabe, mas eu realmente queria ser mãe antes de ser transformada e isso me foi tirado. Eu queria me casar como manda o figurino, mas bem...virgem eu não sou nem no signo mais, meus pais e família morreram a séculos e não tenho uma família para sequer convidar para um casamento. O que eu quero aqui é que você se torne minha família de verdade. Não apenas companheira. Eu quero ser sua esposa.
–Você está tentando me convencer pela culpa? — Ele falou erguendo as sobrancelhas.
–Que tal assim, nos casamos e eu prometo que uso meus poderes pra realizar quaisquer fantasias que você tenha. Pode ser?
Um sorriso cafajeste apareceu novamente em seu rosto.
–Tudo bem. E promessa é dívida. — Ele disse me puxando para um beijo. Mas dessa vez foi ele quem parou o beijo e veio com seus lábios até meu ouvido.
–Só pra você saber eu estava planejando te pedir em casamento a um tempo. Eu só queria ver se conseguia você me prometer as fantasias. — Ele disse rindo roucamente. Eu tinha ficado com raiva, mas não pude deixar de rir. Eu sabia que ele falava a verdade. Então me limitei a dar um tapa no braço dele.
–Idiota. — Disse rindo.
–Eu queria fazer isso direito, mas infelizmente minha mulher é muito ansiosa e estragou a surpresa. — Ele disse se afastando de mim e colocando a mão no bolso interno da jaqueta de couro. Antes que ele se ajoelha-se no chão e puxasse a caixinha de veludo preto eu sabia o que ele ia fazer.
–Gabrielli Ambrósio, sposarmi? — Perguntou ele na sua língua pátria.
–Oui. Oh oui vous idiot! — Respondi na minha língua pátria. Ele sorriu, tirou o anel lindo de ouro branco com uma safira enorme cercada de diamantes pequenos, e colocou no meu dedo.
–Eu estou muito feliz que você tenha aceitado. Acredite foi uma surpresa. — Ele disse rindo e ganhando outro tapa por isso. — Mas dá para parar de me chamar de idiota?
Foi a minha vez de rir.
–Não, não dá pra parar. Mas logo logo eu serei a senhora idiota. — Falei com um sorriso bobo no rosto e puxando ele pela jaqueta.
–Agora vamos parar com essa conversa porque eu quero comemorar.
–Oh sim, vamos comemorar. — Ele disse antes de me beijar apaixonadamente.
Bônus 9 – Briga de Casal
Referente à Fase III – Capítulo 2
Dois anos antes...
POV Damon
A vida era perfeita. Eu finalmente estava ao lado da mulher que tanto amava. Mas quando se trata de mulher nem tudo são flores.
Eu estava tranquilo depois de mais uma rodada de sexo incrível com a mulher mais linda e cheias de troque do mundo. Olhava para o teto do quarto e pensava em me levantar para pegar um copo de Bourbon quando um copo cheio aparece em frente aos meus olhos.
Olho para o lado e vejo o sorriso dela nos lábios. Sorrio de volta. Ela sabia o que eu queria antes mesmo de que eu terminasse de pensar. Peguei o copo e me sentei na cama para beber direito. Mas logo depois que eu bebi o primeiro gole ela jogou a bomba.
–Por que você não me leva pra Mistic Falls? Eu gostaria de conhecer seu irmão e seus amigos na cidade.
–Você sabe que eu só tenho dois amigos lá. Enzo e Rick. E você já conheceu os dois há 4 meses. E quanto ao meu irmão a gente tem tempo pra isso. Vampiros, eternidade...nós temos tempo.
– Damon. – Ela falou desconfiada.
–Gabrielli. – Falei seu nome apenas para irritá-la. Quem sabe ela muda-se de assunto.
–Qual é o problema? Você não quer que eu conheça seu irmão? Tem vergonha de mim alguma coisa do tipo?
Perfeito. Era tudo o que eu precisava. Por que as mulheres tem que ser tão complicadas? Não é que eu não queria que ela conhecesse meu irmão. O problema eram todas as mulheres com quem eu tive alguma coisa que moravam naquela cidade. Principalmente Elena. Ela era a doppelganger de Katherine, a mulher que nos separou. E eu tinha namorado ela por um tempo. Além de ter sido brevemente apaixonado pela garota do meu irmão. Não é o tipo de coisa que você quer que sua mulher saiba a seu respeito. Ainda mais sabendo o que ela fez da última vez que desconfiou de meus sentimentos.
–Não tem nada haver. É claro que eu não sinto vergonha de você. Meu Deus quanto drama!
–Então porque você não quer me levar?
–Por que você quer ir agora? – Devolvi a pergunta.
–Não me responda com outra pergunta! Responde primeiro. Qual é o problema afinal?
–Argh! – Gruni enquanto me levantava e deixava o quarto rapidamente.
Mas não fui rápido o suficiente. Eu mal botei o pé pra fora do quarto e já estava flutuando de volta pra ele. Maldita mulher poderosa.
–Nem pense em fugir de mim. Você só está piorando sua situação. Pode me falando qual é o problema. – Ela falou sem me colocar no chão.
–Me coloca no chão que eu te respondo. – Tentei barganhar.
–Me responde que eu te coloco no chão. – Maldita mulher impulsiva.
–Tudo bem. Você quer saber então eu vou te contar.
–Ótimo.
–Eu não queria que você conhecesse as mulheres com quem já tive alguma coisa naquela cidade.
–E foram tantas assim? – Perguntou desconfiada.
–Bom, foi um número considerável. Mas você só conheceria duas delas. – Falei incomodado e já esperando mais briga.
–Damon, você dormiu com a Bella e a gente vive tranquilamente juntos na mesma casa. Não entendo o problema.
–E só por isso você acha que vai se dá bem com qualquer outra mulher que eu tenha ido pra cama? Você e Caroline não teriam problema algum. Alias, ela não é minha fã há muito tempo.
–Então seria a outra o problema. Quem é ela? Se você me falar antes tenha certeza de que terá menos problemas. Mas se eu descobrir quando estivermos lá. Porque nós vamos de qualquer jeito. Aí a coisa pode se tornar mais complicada de verdade.
–Gabrielli, eu não te entendo. Eu não quero conhecer nenhum homem que passou por sua vida. Antes ou depois de mim. Por que você quer tanto arrumar problema. Deixa as coisas do jeito que estão e pronto.
–Eu não quero conhecer mulher nenhuma. Eu não tenho culpa que você é o maior galinha e pegou metade da cidade onde seu irmão mora. Mas se pra isso eu tenho que conhecer essas duas que seja. Nós vamos nos casar e eu não conheço seu irmão. Você não vê nenhum problema nisso? Agora para de me enrolar que você está tornando isso pior do que realmente é.
–Você quer mesmo saber? Então tá. Eu tive uma coisa com Elena. A mulher do meu irmão. Que por um acaso é a doppelganger de Katherine. Satisfeita?
Ela finalmente me soltou e eu caio no chão. Mas minha preocupação está inteiramente na reação dela. Minha ruiva mantém o olhar vidrado e parece não enxergar nada a sua frente.
–Baby. Gabrielli. – Chamo sem obter qualquer resposta.
Ok se antes eu estava preocupado agora eu estava em estado de pânico. Rapidamente fui até ela e a chamei novamente.
–Meu amor diz alguma coisa. Olha, eu não sinto nada por Elena. Nada mesmo ela é apenas a mulher do Stefan agora. Nada de mais. Você está me ouvindo?
Ela finalmente me olha e diz:
–Você teve alguma coisa com a mulher do seu irmão?
Cara por que eu sempre me fodo?
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