What If... (And If)
60 Capítulo Bônus 18 e 19

Capítulo Bônus 18 — Girls time…
POV Gabi...
Me arrumei como se estivesse vestindo um figurino. Queria mostrar através da minha roupa que era uma mulher segura, elegante, sexy e muito, mas muito, bem comida. Essa última parte estava estampada na minha cara e não havia roupa que escondesse isso.
Coloquei uma saia branca drapeada em ondas, uma regata vermelha com correntes finas e prateadas costuradas no acabamento das alças, um cinto fino preto com a fivela prateada e uma jaqueta de couro preta bem justa e curta. Nos pés usei um scarpin nude que alongava as minhas pernas expostas pela saia curta. Coloquei apenas uma pulseira prateada e um par de brincos longos e espiralados, também prateados. Fiz uma maquiagem básica que apenas realçava minha beleza natural e que deixava bem claro que eu não precisava de nada para ficar mais bonita do que era. Coloquei um óculos escuro apenas para completar o look e peguei minha bolsa carteira que continha meu celular, meus cartões de crédito e as chaves do carro de Damon. Ele havia me emprestado o carro muito a contra gosto.
Quando sai do quarto e o encontrei bebendo na sala logo fui recebido por um assovio.
— Isso tudo só pra sair com as garotas?
— Claro que não. Depois das compras nós vamos para o clube das mulheres onde eu vou me esfregar em vários homens fortes, lindos e gostosos até que eles todos me levem pra cama e eu seja possuída por todos eles ao mesmo tempo. — Respondi a ele com um sorriso nos lábios.
— Ótimo! Então você não se importa se eu fizer uma reuniãozinha aqui com algumas garotas. Certo? — Ele me devolveu com o mesmo sorriso nos lábios.
— Claro. Fique a vontade. Só não se esqueça de limpar a bagunça depois. — Disse enquanto ia até ele.
— Certo. Bom passeio de compras. — Disse ele antes de depositar um beijo rápido em meus lábios.
— Boa conversa com a sua mãe. — Falei indo em direção à porta. — E obrigada pelo empréstimo do carro. — Gritei sobre o ombro fechando a porta da casa.
— Como se eu tivesse tido escolha. — Ouvi ele resmungar lá de dentro e tive que rir.
Dirigi até a casa de Caroline, ela Elena e Bonnie me esperavam do lado de fora da casa e logo entraram no carro. Dirigimos até a cidade vizinha onde ficavam as melhores lojas de roupas segundo Caroline.
Tão logo as 3 entraram no carro a conversa se dirigiu ao ocorrido no dia anterior.
— Como você está se sentindo? — Bonnie perguntou olhando para mim, ela estava sentada no banco do carona.
— Eu estou bem. Obrigada por ter me apagado antes que eu acabasse matando meu noivo. — Respondi honestamente e sem deixar de demarcar meu território.
— Você tem o habito de perder o controle? — Elena perguntou cheia de segundas intenções.
Vi pelo retrovisor do carro que ela queria me provocar e vi também Caroline olhar pra ela um tanto assustada com a pergunta. Antes que eu pudesse responder a loira reformulou a pergunta da amiga.
— O que a Elena quis perguntar é: Você sabe porque perdeu o controle? — Caroline perguntou ansiosa no banco de trás. — Sabe como é, você estava na minha casa, com minhas filhas minutos antes e…
— Não se preocupe Caroline. Isso não vai acontecer novamente. Muito menos perto das suas filhas ou de qualquer criança. — Respondi da forma mais gentil que consegui. Meu problema era inteiramente com Elena.
— Mas como você pode ter certeza? — Bonnie perguntou insistindo no assunto.
— Eu cometi um erro ontem. Alias, mais de um erro. E a junção desses erros culminou no meu descontrole. Não pretendo cometer os mesmos erros outra vez. Antes que vocês me perguntem que erros foram esses eu vou responder. — Completei quando vi as garotas puxando o ar para perguntar.
— Eu não sei se vocês sabem, mas meu poder extra é copiar os poderes dos outros. No entanto eu copio mais do que poderes, eu copio personalidades também.
— É por isso que você e o Damon são tão iguais? — Bonnie perguntou com um sorriso no rosto.
Eu tive que rir antes de responder.
— Por incrível que pareça, não. Eu sempre fui assim. Na verdade quando eu uso da personalidade de outras pessoas as coisas meio que complicam. Antes eu só perdia um pouco do controle e me excedia na hora de me alimentar. Mas a medida que fui ficando mais poderosa ao colecionar poderes o descontrole piorou. Quando aprendi a controlar meus poderes aprendi também a controlar as personalidades que copiei sem querer. E isso fez com que os incidentes se tornassem extremamente raros.
— E porque você se descontrolou ontem? — Caroline insistiu.
— Eu e Damon tivemos uma discussão rápida e boba. No entanto aquele homem desperta o melhor e o pior de mim. Acabei ativando a indiferença para me proteger. Fiz sem pensar. Então eu fugi dele e acabei matando duas pessoas na floresta. Eu não me deixei importar no momento, mas depois aquilo me atingiu em cheio.
— Foi por isso que você perdeu o controle? Culpa por ter matado duas pessoas inocentes? — Eu não tinha certeza, mas a forma como Elena me perguntou aquilo pareceu como se ela tivesse achado o motivo ridículo.
Eu podia não conhecê-la direito, mas pelo que Bella havia me falado Elena não era assim. Talvez aquela tal da Phoenix Stone fosse mesmo uma mudança de vida. Eu não queria expor minhas fraquezas, nem admitir que eu e Damon tínhamos problemas, não para Elena, mas eu queria formar uma amizade com Bonnie e Caroline. Bonnie porque eu sabia que ela era a melhor amiga de Damon, depois de Bella. Caroline porque eu realmente tinha ido com a cara dela logo de cara. Por isso eu vinha contando tudo para as garotas, mas sempre lembrando do quão poderosa eu era. Aquilo era um lembrete para Elena. Um lembrete de que eu era uma vampira mais velha que ela, mais poderosa que ela e muito mais experiente que ela.
— Não foi só isso. Eu não sei se vocês sabem, provavelmente não, mas eu queria muito ser mãe antes de ser transformada.
Caroline me olhou com pena, Bonnie me olhou pensativa e Elena olhou desinteressada pela janela do carro.
— Não entenda mal Caroline, mas eu fiquei meio deprimida com toda essa história de você ter tido duas meninas gêmeas. Esse sempre foi o meu sonho, sabe? Eu fico muito feliz por você, mas a impossibilidade disso acontecer comigo jogou lenha na fogueira do meu descontrole. E o fato do Damon não querer ir falar com a mãe dele quando tudo o que eu mais queria era poder ter minha família comigo no dia do nosso casamento...
— Ele tem os motivos dele. — Bonnie defendeu o amigo.
— Eu sei que tem. Mas ele deveria pelo menos dar a chance para ela se explicar.
— Ela está certa. — Disse Caroline. — Eu daria tudo pra ter minha mãe ao meu lado novamente.
— Ele me prometeu que iria falar com ela hoje. — Contei para elas e percebi que Elena tinha voltado a prestar atenção em nossa conversa. — Espero que tudo dê certo.
Parei o carro no estacionamento do shopping e nós quatro descemos. Eu não sabia exatamente o que estava fazendo mais. Era uma situação complicada tentar fazer amizade verdadeira com as melhores amigas de sua rival. Mas aparentemente eu não era a única a fazer o esforço.
— Eu sei que você conheceu ele antes da gente, mas convivemos com ele por mais de 7 anos inteiros. — Começou Bonnie. — Eu e ele ficamos presos durante um bom tempo tendo apenas a companhia um do outro.
— Eu sei Bonnie. Sei que convivi com ele por pouco tempo, mas…
— Não me entenda mal. Não estou querendo criticar. Pelo contrário. Você o conhece melhor do que todas nós juntas. Talvez até mais do que o irmão dele ou o próprio Damon. Mas além disso, você conseguiu o tornar um homem bom.
Eu ri. E elas me olharam achando aquilo estranho.
— Eu conheço ele tão bem porque nós dois somos muito parecidos. Eu sempre me conheci muito bem e isso facilita. Quanto a ele ter se tornado um homem bom eu não sei se realmente fiz alguma coisa. Talvez tenha sido a Bella, ou a Nessie.
— Não. — Disse Caroline. — Ele se controlava por elas, assim como se controlou pela Bonnie e pela Elena. Mas ontem, quando vocês estiveram lá em casa deu pra ver que ele não estava se controlando.
— E quando eu e Enzo encontramos vocês na floresta ontem o olhar de desespero dele foi algo de cortar o coração.
— Odeio saber que causei sofrimento a ele. Nós dois sofremos muito durante todos esses anos que ficamos separados. Quando eu o conheci ele era o homem que vocês estão conhecendo hoje.
— Então ele voltou a ser quem era graças a você. Não o deixe novamente e estamos bem. — Disse Bonnie sorrindo para mim antes de entrarmos na primeira loja do dia.
Eu estava adorando passar esse tempo com as meninas. Elena era um caso a parte. Ela não perdia a oportunidade de me alfinetar e, como nunca fui de aguentar calada, eu alfinetava de volta. Haviam três coisas que ficaram realmente claras com aquele passeio. Primeira, eu e Elena jamais seríamos amigas. Segundo, Bonnie e Caroline eram ótimas e nossa amizade realmente estava florescendo. E a terceira, e mais estranha, era que seja lá o que aconteceu com Elena naquela pedra ela não era mais a pessoa que suas amigas conheciam e amavam. A cada troca de farpas entre nós elas pareciam achar mais estranho. Até que, depois de 3 horas comprando, Elena resolveu que já tinha ficado tempo suficiente.
— Eu preciso resolver umas coisas, mas vocês podem continuar fazendo as compras de vocês.
— Mas… — Caroline começou a protestar, mas foi interrompida pela amiga.
— Vocês não precisam se preocupar, eu volto correndo. É mais rápido do que de carro. — Ela disse sorrindo logo antes de acenar um tchau e nos deixar para trás.
Imediatamente criei uma ilusão a minha volta impedindo que todos vissem que eu estava me duplicando. Assim que a segunda eu ficou invisível desfiz a ilusão. Enquanto ela seguia Elena eu fiquei na loja com as meninas.
— Dá pra acreditar nisso? — Caroline perguntou indignada.
— Eu não sei o que ela tem, mas está começando a passar dos limites. — Disse Bonnie ainda olhando para onde Elena tinha saído.
— Pra falar a verdade eu estou é feliz que ela tenha ido. — Confessei.
As duas me olharam espantadas e eu continuei.
— O quê? É verdade. Ela está obviamente interessada no meu noivo, não gosta de mim e nem do fato de ter que ver a gente se dando bem. Melhor ela ir embora logo e deixar a gente se divertir em vez de ficar com a cara amarrada como ela estava.
As duas se olharam e riram um pouco. Mas estavam obviamente em conflito com o que sentiam.
— Olha, sei que vocês são amigas dela desde que nasceram. E eu não conheço ela direito, mas pelo o que eu soube ela era uma pessoa legal, não essa coisa que saiu daqui. Passei o dia todo vendo vocês se assustarem com as atitudes dela.
— Verdade seja dita, Elena mudou muito depois de ter saído daquela pedra. — Bonnie concordou comigo.
— Ela e o Stefan. — Completou Caroline.
— Talvez eles precisem de tempo para se ajustarem a realidade. — Propôs Bonnie pensativa.
— Bom, se eles precisam de tempo que o tirem bem longe de mim. Agora vamos voltar na última loja porque eu esqueci de pegar um cinto maravilhoso que vai combinar perfeitamente com os sapatos que vou comprar agora.
— Olha Gabi, eu sei que a Elena está estranha, mas ela é realmente uma boa pessoa. Não deixe que a primeira impressão seja a que fique. — Caroline pediu enquanto colocava a mão em meu braço.
Pelo olhar de Bonnie ela concordava e assinava embaixo do pedido da amiga. Respirei fundo e peguei a sacola com o sapato novo.
— Não me levem a mal, mas ela quer o Damon e não existe a mínima possibilidade de que alguém tire ele de mim.
— Gabi… — Bonnie começou a falar, mas eu a cortei.
— Não, deixa eu terminar. Você não sabem o que eu passei durante esses mais de 300 anos sofrendo porque amava o idiota que matou meu melhor amigo. Não foi fácil mesmo. Nos primeiros anos eu me sentia um poço de gosma, inútil, inamável e nojenta. Eu então abracei a raiva e me recusei a ficar triste, ou pelo menos deixar transparecer. Se não fosse Gerard, meu melhor amigo e ex amante que foi morto pelo Damon, eu provavelmente não teria saído da foça. A verdade é que eu faço Damon correr um pouco atrás, mas eu não viveria sem ele. Jamais teria forças para me afastar dele uma terceira vez. E se um dia algo de ruim acontecer e ele morrer ou me deixar… Bom… digamos que eu não pretendo existir muito tempo depois de ser privada da companhia de Damon.
Nós três ficamos paradas nos encarando por um momento. A verdade era que elas não esperavam uma resposta tão passional quanto a que eu dei e nem eu esperava ser tão honesta com elas.
Então as duas sorriram para mim de forma tranquilizadora e amigável. Um sorriso que dizia que elas me entendiam e estavam do meu lado.
— Não precisa se preocupar. Ele jamais vai te deixar e tenho certeza de que ele vai durar muito. Vaso ruim não quebra. — Disse Caroline me dando uma leve bundada.
Aquilo me fez sorrir. Naquele momento eu tive certeza de que elas já me consideravam uma amiga.
— Assim eu espero Carol. Agora vamos comprar o cinto porque eu preciso parar de pensar num mundo sem Damon.
Nós fomos para a outra loja e compramos o que queríamos. Enquanto eu comprava e conversava com as meninas parte do meu cérebro acompanhava o que a outra Gabrielli estava vendo.
POV Gabi 2…
Ainda estava invisível e só continuava seguindo Elena por terra porque não tinha como voar por muito tempo. Já estava usando 3 poderes ao mesmo tempo e isso só durava algumas horas. Para minha sorte não demorou muito para que ela parasse sua corrida e entrar numa casa. Eu não sabia de quem era aquela casa então permaneci invisível e me aproximei para escutar melhor a conversa que acontecia lá dentro.
— Já voltou do passeio de compras? — Ouvi uma voz masculina falar fazendo pouco caso lá de dentro.
— Eu não aguentava mais aquilo. Inventei uma desculpa e vim embora. — Ela respondeu claramente irritada com o passeio.
— Mas você não ia tentar conseguir informações úteis para conquistar Damon? — O homem perguntou achando graça da irritação da outra.
Aquela vaca! Sabia que tinha coisa. Argh! Mas se ela pensa que vai roubar ele de mim está muito enganada. Me forcei a parar de xingar ela para poder me concentrar na conversa que acontecia dentro da casa e na conversa que acontecia no shopping. Era realmente complicado essa coisa de controlar dois pontos de vista ao mesmo tempo.
— Eu até tentei, mas tava completamente insuportável ficar lá. Quase tão torturante quanto estar dentro da Phoenix Stone novamente. Mas pelo menos descobri onde ele está agora.
— Então o que você está fazendo aqui?
— Vim só trocar de roupa. — Disse ela subindo as escadas rapidamente.
Em questão de segundos ela estava no primeiro andar novamente usando uma roupa extremamente curta e reveladora. Meu sangue talhou e quase entrei começando um barraco. Contudo eu queria saber o que ela iria fazer e qual seria a reação do meu noivo. No fundo eu sabia que não havia perigo, mas o ciúme é um péssimo conselheiro e adora colocar dúvidas na cabeça da gente. Por isso tudo o que fiz foi continuar a acompanhar ela até a próxima parada.
POV Damon…
Bonnie havia me dado o endereço de minha mãe e era ali onde eu estava agora. Encarando a vampira velha que abandonou a mim e ao meu irmão mais novo com nosso pai abusivo. Por que eu estava aqui mesmo? Ah é mesmo! Minha adorável noiva praticamente me chantageou para que eu viesse. Ok. Ok. Ela não me chantageou. Ela foi honesta comigo e agora eu tenho que cumprir com a minha palavra. Era tão mais fácil quando eu não tinha que fazer nada pelos outros.
Eu estava reclamando mentalmente quando me lembrei do olhar triste no rosto dela. A quem eu queria enganar? Eu faria qualquer coisa pra vê-la feliz. Eu tinha falado muito sério quanto ao adotarmos crianças. Se eu estava disposto a ser pai eu deveria ser capaz de conversar com minha mãe. Certo?
— Damon? — Ela chamou a minha atenção. — Estou esperando.
— Bom mãe, eu não sei o que a senhora está esperando, mas acredito que possa esperar um pouco mais. Afinal eu e Stefan esperamos durante séculos. Espera. Erro meu. Nós não te esperamos porque você fingiu sua morte para fugir com outro homem e esqueceu dos seus filhos! — Não pude controlar meu humor ácido.
— Você sempre foi o mais dramático.
— Oh! Desculpa. Não queria fazer drama. Afinal não foi nada demais realmente. Eu não tive que proteger meu irmão de 10 anos de um pai que adorava espancar aqueles que ele considerava abaixo dele. Foi realmente muito fácil. Não há necessidade de fazer drama. Claro que não.
— Foi isso que você veio fazer aqui? Esfregar na minha cara os meus erros.
— Não. Eu vim aqui porque mesmo depois de séculos do seu abandono você não se deu ao trabalho de vir até mim para se desculpar, ou dar explicações esfarrapadas, ou mesmo me parabenizar pelo meu noivado! Mas olha só! Eu aqui errado e fazendo drama de novo.
Ela parecia envergonhada, mas aquilo só piorou a situação pra mim.
— Você sequer tem interesse em conhecer minha noiva? Noiva essa que é a única responsável por eu estar aqui conversando com você agora.
— Claro que eu quero conhecer sua noiva Damon. Pelo que Stefan me falou ela é perfeita pra você. Por que ela não veio com você?
— Stefan te falou isso. Ótimo, então você fala com ele. Sabe, se ele era seu favorito por que não levou ele junto com você? Oh é mesmo. Porque você é uma vadia egoísta.
— Damon!
— Poupe-me. E se você quer conhecer tanto minha noiva tente mostrar um pouco mais de interesse na vida do seu filho mais velho. Ah quer saber? Foda-se.
Eu explodi de vez e saí da casa. Ela não me seguiu e eu fiquei feliz por isso. Mas a felicidade passou assim que vi Elena parada na calçada. Ótimo. Era tudo o que eu precisava.
— O que você quer?
— Nossa. Não estamos de bom humor hoje hein?
— Não.
— Não o que Damon?
— Não estou afim.
— Não está afim do quê? — Ela insistiu.
— Hum...vejamos… não estou afim de papo. Não estou afim de ter mais problemas. Não estou afim de você. Não estou afim! — Disse dando as costas para ela e indo em direção ao bar mais próximo.
Qual era o problema das mulheres dessa cidade?
— Espera Damon. — Disse Elena segurando o meu braço. — Não seja tão grosso. Nós fomos amigos antes. Não podemos voltar a ser amigos pelo menos?
Me virei pra ela e a encarei incrédulo.
— Você não me quer como amigo Elena.
— Você está certo. — Disse ela antes de avançar para um beijo.
Capítulo Bônus 19 — Barraco…
POV Gabi…
— Filha da puta! — Falei completamente revoltada.
— O que foi Gabi? — Bonnie perguntou assustada.
— O que foi?! A rapariga, filha de quenga da amiga de vocês acabou de beijar o MEU NOIVO.
— Como você sabe disso? — Foi a vez de Caroline perguntar.
— Eu fiz uma cópia minha seguir a vacaranha porque não confiava nela e como sempre meu instinto estava com a razão. A mas agora ela vai ver… — Falei sem me mover. Estava concentrada demais no que estava acontecendo com minha outra eu.
POV Gabi 2...
Eu estava prestes a ir até os dois e acabar com a raça dela quando vi Damon a empurrar com muita força. Tanta que ela se chocou contra uma árvore à 2 metros de distância de onde ele estava.
— Qual é o seu problema Elena? Eu não quero nada com você. Eu amo a Gabrielli. Ela é o amor da minha vida e não existe nada que você possa fazer pra mudar isso. — Ele disse de forma firme.
As duas formas minhas sorriram com aquela resposta e minha matriz explicou o que estava acontecendo para as nossas novas amigas. Enquanto isso caminhei lentamente até os dois me deixando ficar visível enquanto batia palmas lentamente.
— Ótimo showzinho.
— Gabrielli! Love eu posso… — Damon parecia completamente em pânico e aquilo me cortou o coração.
Fui rapidamente até ele e, depois de limpar a boca dele, o beijei com carinho.
— Não precisa se preocupar. Eu sei que você não tem nada a ver com isso. Ela quem armou isso tudo.
Então olhei pra Elena e falei:
— A quanto tempo você sabia que eu estava te seguindo?
Ela sorriu e deu alguns passos em nossa direção.
— Eu não sabia, mas tinha quase certeza de que você faria isso. — Ela disse de forma debochada. — Damon, sua noivinha é meio paranôica. É melhor tomar cuidado.
Eu sorri para ela antes de começar a falar.
— Você não me conhece e não sabe da missa a metade. Mas só pra você entender um pouco da minha personalidade eu vou te contar. Não sou tão boazinha quanto aparento, e estou longe de ser uma mocinha mosca morta como as que aparecem nas histórias hoje em dia. Uma vez eu consegui colocar 7 corpos drenados de sangue dentro de um porta mala de um Maserati. Sabe, minha mãe me ensinou que uma mulher sempre consegue arranjar um lugar pra guardar as coisas. Levei muito a sério esse ensinamento no dia. Já matei muita gente por muito menos do que isso que você fez hoje. Posso desaparecer com você num piscar de olhos, fazer que todos que já te conheceram esqueçam que você existiu e fazer você sofrer muito antes de começar a pedir para que eu te mate. Coisa que não pretendo fazer tão cedo.
— Está vendo Damon? Ela é louca. — Elena falou de forma calma, mas eu podia ver o medo nos olhos dela.
Apenas para demonstrar meu poder a levantei com o poder de minha mente. Ela começou a se debater no ar, mas não havia forma de escapar.
— Eu não sou louca Elena. Eu sou poderosa, racional, criativa e vingativa. Eu sei de formas e tenho tantos poderes para me livrar de você que nem sei por qual deles começar. Ainda não fiz nada puramente em respeito à Caroline e Bonnie. Elas ainda são sua amiga e estão pedindo clemencia por você. Mas se você se atrever a tocar nele mais uma vez, você vai se arrepender. Isso é um aviso e uma promessa.
Quando terminei de falar a soltei e ela caiu no chão.
— Dessa vez você ganhou, admito que usar o mesmo truque uma segunda vez foi subestimar vocês, mas dá próxima eu consigo e não haverá poderes que possam me impedir.
— Katherine? — Damon perguntou atonito tirando as palavras de minha boca.
Ela sorriu de lado em escárnio e então fugiu correndo.
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