Capítulo Bônus 16 — Por quês...

POV Damon...

Eu sabia que tinha alguma coisa de errado, tinha minhas suspeitas, mas não pensei que aquilo poderia acontecer. Nós estávamos correndo para casa quando ela parou de repente. O sofrimento que vi no rosto dela me atormentaria pelo resto da eternidade.

Mas o que realmente me preocupou foi quando ela caiu de joelhos no chão. Uma onda de força emanou do corpo dela e me lançou longe. Quando voltei ela estava flutuando a uns 15 centímetros do chão. Cercada por círculos giratórios de fogo, água, terra, ar e gelo. Sua aparência mudava freneticamente e quanto mais perto eu chegava mais parecia que a gravidade me puxava para o chão. A nossa volta algumas coisas começaram a flutuar, algumas pedras e pedaços da terra que flutuavam começaram a ser pulverizados e o ar começou a ficar carregado. E então uma tempestade começou a cair.

— Gabrielli! O que está acontecendo? – Perguntei sobressaltado.

— Damon, por favor sai daqui. – Ela falou com a voz rouca.

— Nunca. – Disse tentando me aproximar dela, mas era difícil.

Raios começaram a cair por todos os lados e ela parecia cada vez mais fora de controle. Eu precisava fazer alguma coisa para acalmá-la. Eu precisava estar ao lado dela.

— Não se aproxime, por favor! – Ela voltou a falar suplicante.

— Escuta a minha voz. Gabrielli! – Disse enquanto tentava dar mais um passo.

Talvez ela pudesse se acalmar ao escutar minha voz. Mas parecia que quanto mais eu me aproximava pior ficava. Ela começou a grita e raios estouravam por todos os lados. Atingindo árvores, pedras e o solo a minha volta. Não fui atingido por pouco. Agora pedaços e pedras ainda maiores flutuavam e viravam poeira a minha volta. Comecei a sentir meu corpo o poder dela e meus pés começaram a sair do chão. Me agarrei à árvore mais próxima tentando me manter no chão.

De repente Bonnie e Enzo apareceram. Eles provavelmente tinham visto a tempestade bisara e ele tinha dado uma carona para ela.

— O que aconteceu? – Enzo gritou a pergunta enquanto se aproximava com cuidado.

— Não sei. Ela começou a chorar e perdeu o controle dos poderes. — Falei ainda segurando à árvore.

— Isso não é bom. Bonnie vamos sair daqui. – Ele falou pegando a namorada pelo braço.

— Não, eu acho que consigo parar ela. – Bonnie falou sem desviar os olhos de minha noiva.

— Como? – Enzo perguntou parecendo preocupado com a namorada.

— Não interessa como. Apenas faça! – Gritei para ser ouvido por causa dos trovões.

Então Bonnie ergueu o braço em direção a minha ruiva e começou a recitar algum encantamento.

— Phasmatos suctus incendia. La mère, le père, le frère, la soeur. Phasmatos suctus incendia. La mère, le père, le frère, la soeur. Etenik, etenik.

Aos poucos os elementos que circulavam Gabrielli se extinguiram ou caíram. As pedras, galhos e folhas que flutuavam também caíram no chão e a força que nos puxava do chão também se extinguiu. Acabaram as descargas elétricas e a chuva. Os céus se abriram e o dia voltou ao normal. E minha ruiva caiu no chão desacordada. Corri até ela e a tomei em meus braços.

Eu precisava tocar nela. Estar perto dela. Ela era a minha vida, minha sanidade. Sem ela eu não tinha ideia do que ser ou fazer. Toquei seu rosto esperando ver os olhos dourados com pontinhos verdes, mas eles permaneciam fechados.

— Gabrielli. Meu amor. Gabrielli. – Chamei por seu nome, mas ela não respondia.

— Damon, ela vai ficar desacordada por um tempo. Melhor irmos para sua casa. – Bonnie falou e eu pude sentir a pena em sua voz.

Me levantei com minha ruiva nos braços e corri para a mansão Salvatore. Enzo e Bonnie estavam logo atrás de mim. Stefan estava sozinho na sala quando cheguei, mas não parei para falar com ele, apenas subi as escadas correndo para poder depositar minha futura mulher sobre nossa cama.

Apenas quando a coloquei sobre a cama foi que percebi que ela estava usando as mesmas roupas rasgados durante nossa sessão de sexo no carro quando chegamos. Aquilo parecia ter acontecido a tanto tempo que eu mal podia acreditar que tinha acontecido a um pouco mais de 5 horas.

Percebendo a movimentação no andar de baixo me aprecei em cobri-la. Acariciei os cabelos dela e depositei um beijo em sua testa. Eu queria ficar do lado dela, mas precisava descobrir o que tinha acabado de acontecer. Enquanto descia as escadas pude escutar a conversa de Bonnie, Enzo e Stefan.

— Vimos o céu mudar na floresta onde eles haviam ido e pensamos que alguma coisa poderia estar errada. Quando chegamos lá parecia que o mundo estava acabando. Ela estava completamente fora de controle. – Enzo explicava.

— Damon tinha me falado que ela era muito poderosa, mas não imaginava o quanto. – Bonnie completou.

— Mas porque isso aconteceu? – Stefan perguntou.

— Você tirou as palavras da minha boca irmãozinho. – Falei entrando na sala.

— Você não sabe? – Stefan perguntou surpreso.

— Eu acho que foram muitas emoções num dia só. – Falei andando de um lado para o outro. – Mas não acho que eu saiba de todos os motivos.

Eles me olharam com se esperassem que eu continuasse a falar.

— Caso vocês não saibam o leitor de mentes é o Edward. Eu conheço minha noiva muito bem, mas ler mentes não está incluso no pacote. Bonnie, o que você fez com ela?

— Eu primeiro apaguei o fogo, que era o mais perigoso pra ela e para vocês. Então bloqueei os poderes dela e fiz com que ela dormisse. Ela deve acordar em algumas horas.

— Fazem anos que eu não durmo. – Enzo comentou o que passou pela mente de todos ali.

Meu celular começou a tocar e olhei na tela para ver quem era. Para minha surpresa era Bella. Imaginei que Alice tivesse visto o que acabou de acontecer e se ela estava ligando pra avisar sobre o surto ela estava atrasada. De qualquer forma atendi, a coisa sempre tem espaço pra piorar.

— Oi Bella.

— Damon, está tudo bem? Alice disse que Gabrielli acabou de perder o controle sobre seus poderes. Está tudo bem? Você se feriu? Ela se feriu? – Ela disparou a falar sem me dar tempo para responder as coisas que me perguntava.

— Calma Bella. Estamos todos bem. Ela está bem agora.

— Me deixa falar com ela. Por favor. Ela é minha amiga também.

— Ela não pode atender porque está dormindo.

— Dormindo?! – Perguntou ela surpresa.

— Bonnie precisou intervir. Lançou um feitiço nela para que ela dormisse. Mas segundo ela Gabrielli deve acordar em algumas horas.

— Uau, isso é novidade.

— Vantagens de se ter uma bruxinha do seu lado. – Disse olhando para Bonnie e sorrindo em agradecimento.

— Bella, fala sobre o que eu te falei. – Ouvi Alice dizendo do outro lado da linha.

— Damon, já que você mencionou, a Alice quer falar com a Bonnie.

— Vou colocar no viva-voz, faça o mesmo ai. Porque se vocês vão falar sobre minha futura mulher eu vou saber. – Falei já colocando o aparelho no viva-voz.

— Pronto, você está no viva-voz. – Bella avisou.

— Muito bem. Antes que eu me esqueça. Alice da próxima vez avisa antes que esse tipo de coisa aconteça.

— Não houve tempo. Ela deve ter chegado ao extremo alguns segundos antes de surtar. Além disso eu tento evitar ter visões sobre vocês dois. Mas essa foi muito intensa. Era como se eu estivesse lá de verdade com vocês. Isso só pode significar que o que aconteceu é algo muito importante e eu acredito que possa ser algo que afete a todos nós.

— E por que você quer falar comigo? – Bonnie perguntou.

— Eu não posso ser muito específica. Mas a ideia que você teve. Bom, faça-a.

— O quê? Que ideia? – Perguntei confuso e curioso.

— Bonnie sabe do que eu estou falando. Eu não posso falar porque senão as coisas vão piorar. Essa ideia tem que permanecer apenas entre ela e eu. Você entendeu Bonnie?

— Sim. Mas você acha que pode dar certo?

— Eu não sei. As coisas estão muito nebulosas em relação a isso, mas eu sei que é importante. E se tudo o que você está planejando der certo, bom, eu provavelmente não seria capaz de saber se vai dar certo mesmo.

— Isso é muito confuso. Será que vocês não podem ser menos misteriosas? – Enzo disse tirando as palavras de minha boca.

— Não. – Respondeu Alice.

— Como você sabe o que ela está pensando? – Perguntei confuso.

— Ela pensou em me ligar pra saber se daria certo. – Alice respondeu.

Olhei para minha amiga buscando confirmação e ela acenou com a cabeça um pouco surpresa. Eu entendia, era algo um tanto estranho alguém falar sobre ações que você tomará no futuro. Mas com o tempo você se acostumava. Ou não...

— Mas agora nós precisamos descobrir o que provocou e o porquê aconteceu esse descontrole. – Edward falou lá do outro lado da linha.

— Sinceramente não acho que a gente consiga descobrir isso apenas conversando. E não é como se você pudesse ler a mente dela ai do Canadá O do Topete. – Falei começando a perder a paciência. Eu queria estar com ela e não conversando com esse povo.

— Damon está certo. Não existe nada que nós possamos fazer agora. Talvez você possa descobrir conversando com ela quando acordar. – Disse Bella antes de completar. – E por favor peça pra ela me ligar. Eu e as garotas precisamos falar com ela sobre...hum o casamento.

— Sei... Bom, foi ótimo falar com vocês, mas eu realmente quero ficar ao lado dela agora. E essa conversa não está levando a nada.

Nos despedimos e eu acabei voltando ao nosso quarto. Ela ainda estava dormindo então tirei os sapatos e me deitei ao lado dela na cama. Fiquei observando seu sono por um tempo e enquanto isso pude ouvir o casal lá embaixo de despedindo de meu irmão.

Troquei de posição e passei a fitar o teto do quarto enquanto pensava no que poderia ter causado esse descontrole. Parte de mim sabia que tinha haver com Elena. Mas eu esperava que aquilo não fosse verdade. Elena foi muito importante pra mim. Ela foi a pessoa que mais esteve perto de me fazer esquecer Gabrielli. Não que essa informação fosse útil nesse momento. Mas era a realidade. Ela, Bella e Bonnie foram muito importantes para que eu voltasse a ser uma pessoa menos problemática. Sem elas eu e Gabrielli dificilmente conseguiríamos manter esse relacionamento de forma saudável.

Minhas reflexões foram interrompidas quando Stefan apareceu na porta do quarto e nos olhou de uma forma estranha.

— Eu preciso falar com você. – Ele falou enquanto observava minha noiva dormir. Aquilo me incomodou mais do que o normal.

— Se é pra contar o resto que você não falou, bom já estou sabendo de tudo. – Minha resposta saiu um pouco ácida devido às minhas suspeitas infundadas.

— Eu imaginei. Por isso tenho que falar com você. – Ele disse olhando para mim desta vez.

— Fale. Não pretendo sair daqui enquanto ela não acordar. – Disse me ajeitando na cama.

Ele rolou os olhos e entrou no quarto. Seus olhos passaram pelo corpo de minha noiva novamente e mesmo que ela estivesse coberta e não desse para ele ver nada aquilo me incomodou novamente. Não é que eu não confiasse em meu irmão, mas ele estava diferente e isso eu podia ver claramente agora.

— Bom, imagino que eles tenham comentado que eu e Elena estamos diferentes. – Ele começou a falar assim que se sentou na poltrona.

— Alguém comentou isso mesmo...

— Estar na Phoenix Stone é complicado. Só quem já esteve lá pode entender.

— Então é por isso que você e Elena tem estado tão próximos. Não espera... vocês não estão mais juntos. Por quê? Posso saber? – Não resisti alfinetar.

— Os motivos são vários, mas...bom... a verdade é que nossos sentimentos enfraqueceram depois que matamos o Silas. Isso somado com as coisas que enfrentamos dentro da pedra e o retorno de Valerie para a minha vida fizeram com que não houvesse mais sentido em manter o relacionamento.

— Ótimo, maravilha. Espero que vocês sejam felizes, cada um de um jeito. Agora me deixe em paz. — Falei sem paciência pra dramas adolescentes.

— Eu ainda não acabei. — Stefan disse revirando os olhos.

— Então fala logo pelo amor de Deus.

— Elena percebeu que te ama no tempo em que esteve presa na pedra. — Ele soltou mas não me surpreendeu.

— Bom, então que você seja feliz com Valerie e que Elena arranje outro trouxa. Esse aqui já tem dona.

— Você não está me entendendo Damon. Ficar na pedra mexe com a cabeça da gente. As coisas que acontecem lá…

— Para de enrolação e conta logo o que aconteceu dentro da porra da pedra.

— Não quero falar sobre isso. — Ele respondeu indo para a porta.

— Vai à merda Stefan. Para de fazer cu doce e conta logo a maldita história do que aconteceu na porra da pedra caralho!

— Já que você pediu com tanto carinho eu conto.

Capítulo Bônus 17 — Doidos de Pedra...

— Elena percebeu que te ama no tempo em que esteve presa na pedra. — Ele soltou mas não me surpreendeu.

— Bom, então que você seja feliz com Valerie e que Elena arranje outro trouxa. Esse aqui já tem dona.

— Você não está me entendendo Damon. Ficar na pedra mexe com a cabeça da gente. As coisas que acontecem lá…

— Para de enrolação e conta logo o que aconteceu dentro da porra da pedra.

— Não quero falar sobre isso. — Ele respondeu indo para a porta.

— Vai à merda Stefan. Para de fazer cú doce e conta logo a maldita história do que aconteceu na porra da pedra caralho!

— Já que você pediu com tanto carinho eu conto.

— Finalmente!

— Quando você está lá dentro não tem contato com os outros vampiros que estão presos.

— Nesse caso você não sabe o que aconteceu com Elena.

— Não… mas

— Ela te contou?

— Também não, mas…

— Então se você não sabe o que aconteceu como sabe que foi o que aconteceu lá dentro que fez com que ela soubesse que me amava?

— Ela me contou em partes. Mas de qualquer forma não é sobre o período dela que eu quero falar. É sobre o meu.

— E o que eu tenho haver com isso?

— Se você calar a boca e me escutar vai saber de tudo.

Fiquei quieto só porque queria que ele fosse logo embora. E pra resumir, porque não estou com paciência de narrar a chatice que é o Stefan falando e contando história, nós estávamos num carro, eu, ele e Elena e sofríamos um acidente, todos nós eramos humanos. Eu e Elena ficávamos desacordados e ele só tinha tempo pra salvar um. Mas independente de quem ele escolhesse pra salvar todos morríamos no final. Isso até que ele decide nos deixar pra trás e salvar só a si mesmo. Depois que ele tomou essa decisão a Bonnie conseguiu tirá-lo de dentro da pedra.

— A pedra estava me dizendo que se eu ficar preso a vocês eu vou acabar morrendo. — Concluiu meu irmão.

— Bom, veja pelo lado bom. Agora eu sou problema dos Cullen e da Ambrósio aqui.Já que a gente mal se vê. E Elena não quer mais nada com você. Você está livre pra viver pra sempre. Vá e não me irrites mais.

— E a parte da Elena? Não vai querer saber?

— Mudei de ideia. Não me importo.

— Acho bom mesmo. — Disse Gabrielli ao meu lado para a minha surpresa.

— Love, você acordou finalmente! — Disse aliviado enquanto ela se sentava.

— O que aconteceu? Como eu fui dormir?

— Você perdeu o controle dos seus poderes e a Bonbon te apagou. Está tudo bem? — Perguntei fazendo uma rápida vistoria nela.

Mal me dei conta de que Stefan saía do quarto. Melhor assim, eu queria ficar com minha noiva.

POV Gabrielli…

Eu abri meus olhos, mas não fez diferença. Tudo estava escuro a minha volta. Eu estava com frio e molhada. Tinha alguma coisa errada. Vampiros não sentiam frio e enxergavam muito bem no escuro. Eu estava com medo e todo meu corpo tremia. Em algum lugar ali havia uma goteira que pingava de tempos em tempos. Eu sentia que não estava sozinha, mas não tinha certeza até que alguém gemeu ao meu lado. Mas de repente eu não estava mais ali. Estava no meu iate com Damon e todo o resto de nossa família, o iate estava num porto em algum lugar da Europa e pela cara de todos alguma coisa estava errada. Pisquei os olhos e de repente estava num quarto apenas com meu noivo ele estava mais feliz do que eu jamais o tinha visto. Pisquei novamente e estava num hospital, depois numa floresta, no Grill de Mistic Falls… a cada piscada eu trocava de cena e lugar até que abri os olhos e vi o teto do quarto de Damon e escutei meu noivo conversando com o irmão.

— A pedra estava me dizendo que se eu ficar preso a vocês eu vou acabar morrendo. — Escutei Stefan falar.

— Bom, veja pelo lado bom. Agora eu sou problema dos Cullen e da Ambrósio aqui. Já que a gente mal se vê. E Elena não quer mais nada com você. Você está livre pra viver pra sempre. Vá e não me irrites mais. — Escutar a voz de Damon foi tranquilizadora.

— E a parte da Elena? Não vai querer saber?

Aquilo me chamou a atenção. Damon e Elena na mesma frase só seria bom se tivesse no meio um “não se importa com”.

— Mudei de ideia. Não me importo. — Ele respondeu para minha alegria.

— Acho bom mesmo. — Não resisti comentar.

A forma como Damon me olhou fez meu coração apertar. Ele parecia super preocupado. Mas não sabia o porquê?

— Love, você acordou finalmente!

Foi só quando ele falou isso que me dei conta de que estive dormindo. Isso explicava a coisa das piscadas teletransportadoras. Mas não explicava o como.

— O que aconteceu? Como eu fui dormir?

— Você perdeu o controle dos seus poderes e a Bonbon te apagou. Está tudo bem? — Ele respondeu e perguntou verbalizando a preocupação estampada em seu rosto.

Merda! Eu tinha perdido o controle de novo. Flashs do que aconteceu passaram pela minha mente, assim como os motivos… ciúmes, insegurança, culpa, incapacidade de ser mãe ou de encontrar com meus pais e excesso de poderes.

— Eu tô bem. Não se preocupe.

— Olha Gabi, sei que hoje foi um dia complicado pra você, mas você não precisa se preocupar com nada. Eu sou todo e completamente seu e nada nesse mundo vai mudar isso. E se você quiser nós adotamos uma criança, sei lá. A gente pode transformar ela quando ela tiver idade. Você tem que entender que eu faço tudo e qualquer coisa por você. — Ele falou tudo rapidamente enquanto segurava minha mão.

Me senti mal por ele achar que era insuficiente pra mim. Por se culpar pelo o que aconteceu.

— Damon, está tudo bem. Olha, a culpa não foi sua. Foi minha. Eu não devia ter usado temperamentos que não eram os meus. Eu sei que sempre que faço isso as coisas complicam. Essa não foi a primeira vez que perdi o controle dos meus poderes. Por que você acha que parei de copiá-los? Da última vez que isso aconteceu eu matei dois humanos e um vampiro. Você não pode acreditar no alívio que eu sinto em ver que você ainda está vivo.

— Nem se atreva a continuar. — Ele me interrompeu.

— Mas…

— Nada disso. Eu não vou me afastar de você nunca.

— Eu jamais pediria isso. Não vivo sem você. Mas se isso acontecer novamente não tente se aproximar. Ok? Não é seguro.

— Se isso deixa você feliz então tá. Mas nós sabemos que a Bonbon pode resolver isso. Agora me diz, o que eu não sei. Teve mais alguma coisa que influenciou esse descontrole?

— Meus pais.

— Como?

— Eu estava pensando no dia do nosso casamento. Em como eu queria que toda a nossa família estivesse lá, mas não poderia. Sabe Damon, eu sei que parece manipulação, mas eu acho que você deveria conversar com a sua mãe. Eu faria qualquer coisa para poder encontrar meus pais novamente.

— Por favor, não vamos falar sobre isso. Alias, não vamos falar sobre nada. — Ele disse vindo para me dar um beijo.

Não neguei o beijo, também precisava daquilo. Alias, eu precisava dele todo. Logo os trapos que eu estava usando estavam jogados no chão e ele me penetrava de forma calma e lenta. Distribuindo beijos por meu colo, pescoço e boca ele mantinha as estocadas num padrão lento e carinhoso. Isso era novidade, mas era exatamente o que eu precisava agora. As vezes eu me impressionava com como ele parecia me conhecer. Suas mãos subiam e desciam pelo meu corpo e volta e meia elas davam atenção aos meus seios, até se firmarem nos meus quadris para auxiliar o movimento de nossos corpos. Minhas mãos, que corriam pelas costas e cabelos dele arranhando e puxando a cada onda de prazer, desceram até seu bumbum o qual apertei sem pudor algum. Nossa dança era lenta, carinhosa e muito gostosa. Finalmente eu entendia o que era fazer amor. Tive essa certeza ao olhar nos olhos azuis acinzentados dele enquanto nossos corpos continuavam com movimentos cadêncianos. Ele me amava, profundamente, e esse amor estava sendo transmitido a cada olhar, toque e movimento. Meu corpo pertencia a ele assim como o corpo dele me pertencia. Se ainda tivéssemos alma isso não seria diferente. Olhando ali, nos olhos dele eu tive a certeza de que nada e nem ninguém poderia nos separar. Não havia qualquer necessidade de ter medo. Dessa vez as coisas seriam diferentes. Quando estávamos perto de alcançar o paraíso Damon me beijou e eu explodi em mil ondas de prazer. Ondas essas que percorriam todo o meu corpo me fazendo tremer de prazer.

Mas nós não paramos por ai. Nós nunca parávamos. Logo a dança começou novamente e ela continuou por toda a noite. Um verdadeiro baile onde a música nunca parava de tocar.

Na manhã seguinte liguei para Alice e Bella e as tranquilizei. Falei com Nessie também, ela não sabia de nada e eu estava agradecida por isso. Não queria preocupar minha pequena. Em seguida Caroline me enviou uma mensagem combinando de sairmos todas numa tarde de compras. Era sábado e as meninas iriam com ela. Eu aceitei sem medo. Com Elena ou sem Elena esse passeio seria ótimo. Não ia deixar que a presença dela limitasse meu ir e vir.

Para minha surpresa Damon se ofereceu para ir junto, mas logo tirei essa ideia da cabeça dele. Era uma tarde com as garotas e ele definitivamente não estava convidado. Além disso eu queria ver como Elena reagiria a uma tarde sem ele por perto. Queria analisar minha oponente, não que ela tivesse qualquer chance, mas se existe uma coisa que aprendi com todos os meus séculos de vida foi a manter o olho nos inimigos e saber cada passo que eles dão. Eu já sabia o que faria para conseguir isso. Seria mais do que fácil vigiar cada movimento dela. Ela não sabia com quem estava mexendo. Eu era uma ótima amiga, amante, namorada e noiva. Mas como inimiga eu era extraordinariamente melhor.