What Comes After [HIATUS]
4 Capítulo 3
Notas iniciais
– Mas vamos combinar, ele não bate muito bem – Greasy Sae diz, depois do ataque de Haymitch.
– Não bate muito bem? Puff, eu não bato muito bem. No caso do Haymitch, a situação muda totalmente. Ele tem uns quinhentos parafusos soltos – eu manifesto, dando uma garfada no meu ganso, toda contente.
– À essa altura do campeonato achei que você não gostasse de mentiras, docinho – meu ex mentor rebate, voltando do banheiro. Acontece que ele quase me agrediu — coisa que não é lá muita novidade já que Haymitch não é certo das ideias — e acabou tendo um surto de verdade. Precisou de um ou dois calmantes, e de muita paciência da parte de Peeta.
– E qual foi a mentira que eu falei?
– A parte que você não bate muito bem. Lembra-se o motivo pelo qual ninguém lhe deixa fazer os planos? – Vem à mente o dia em que escutei esta frase e de repente sei o que ele está dizendo. Está me chamando de louca, descontrolada e falando que eu sou incapaz de agir racionalmente.
Cogito replicar, contudo não sou insensata o suficiente para discordar disso.
– Lembra-se que ela acaba de assar dois dos seus animaizinhos? Você não está em condições de começar um bate-boca – Peeta chega em minha defesa, aparecendo na porta da cozinha com uma toalha em mãos. Melhoro minha feição no mesmo segundo e dou o meu melhor sorriso triunfante para Haymitch, que parece estar prestes a tacar outros milhares de objetos em mim. Estou ligeiramente inclinada a mostrar meu dedo do meio para ele, quando Peeta me reprime com os olhos, atuando como um pai.
Ultimamente ele vem agindo dessa maneira. Querendo cuidar e proteger. Suponho que seja instinto porque esse tipo de coisa é bem a cara dele mesmo.
Peeta entrega a toalha para Haymitch que seca a testa e a mantém consigo.
– Tá tudo muito bom, tudo resolvido, mas e o rango? – Greasy Sae inquiri, fazendo com que os dois sentem-se à mesa.
Alguns minutos depois, conseguimos, finalmente, comer. Eu já estou comendo, em partes porque estou adorando jogar os gansos na cara de Haymitch desde o momento em que ele chegou. Por outro lado, estou faminta. Passei muito tempo escolhendo, limpando e cozinhando aqueles bichos sem nem ao menos beliscar.
**
O jantar até consegue ser bem agradável. E, modéstia parte, muito gostoso. Eu não sou uma cozinheira ruim e os gansos eram muito bem cuidados, então somando um mais um...
Greasy Sae não fica muito tempo após o término da janta, alegando que amanhã teria que ir fazer compras. Tanto para mim quanto para ela. Peeta se disponibiliza a ajudá-la, porém ela recusa prontamente dizendo que "está caduca, mas não aleijada" e que ela precisa descansar. Ele até tenta contestar, mas seu poder se persuasão não funciona. Antes de ir, Greasy Sae ainda reclama quando vou lavar a louça, praticamente me expulsando da minha cozinha. Eu, com medo de ser atingida por qualquer outra coisa voadora de novo, nem ouso abrir a boca para desavir.
Ao contrário de Greasy Sae, Haymitch está disposto a me infernizar até o sol dar os seus primeiros sinais de vida e eu sei que Peeta não irá embora até que eu assegure que estarei bem e pronta para dormir. Acaba que estamos eu, Peeta e Haymitch no sofá da sala comendo os biscoitos decorados que restaram do café da manhã, falando sobre a reconstrução do Distrito 12 que vai de vento em popa. Pelo menos é isso que fazemos até outro assunto emergir.
– Cadê o desgraçado do seu gato, queridinha? – Haymitch demanda, olhando de um lado para o outro, realmente parecendo procurar Buttercup. Eu dou de ombros, apoiada no encosto do sofá, fazendo o maior pouco caso ao responder:
– Talvez ele esteja mijando nos seus móveis. Eu andei treinando ele para isso – provoco, sorrindo com o canto dos lábios. Peeta ri baixinho, piscando cúmplice.
Ele está próximo a mim, dividindo o sofá comigo enquanto Haymitch ocupa uma das poltronas. A lareira está acesa e os sons da madeira crepitando são quase aconchegantes. A casa toda parece estar numa redoma de proteção, fazendo com que eu me sinta segura e renovada. Como se houvesse voltado dos mortos naquele dia. E é justamente por isso que postergo tanto a minha ida ao quarto: por puro e exclusivo medo de fechar os olhos e acordar no pesadelo que vem sendo a minha vida há dois ano; por puro medo de voltar para a cova quando o sono tomar conta de mim.
– Se eu esbarrar com ele, não irei me responsabilizar pelos meus atos.
– E quando é que você se responsabiliza, Haymitch? – Peeta indaga, vestindo um olhar carregado de ceticismo. Ele bufa, negando com a cabeça praticamente dizendo "não é possível".
– A queridinha assa dois dos meus gansos e quem é tratado mal sou eu... bela maneira de me agradecerem pelos anos aturando vocês – ele diz, destilando raiva. Eu sorrio.
– Aturou porque quis. Podia muito bem agir com essa sua indiferença aí – aponto, desdenhosa. Nós três sabemos que essa relação com Haymitch — por mais furada que possa seja — é o mais próximo de família que teremos e, no fundo, devo agradecer por ao menos ter isso.
– Você é uma pessoa particularmente desagradável.
Dou de ombros novamente. Essa não é nenhuma novidade.
– Ugh, você é estressante demais! – Haymitch me olha com desprezo, se levantando e pegando um dos biscoitos que está no prato sobre a mesinha.
– Ei, Haymitch, deixa de dramalhão! – eu digo, já cansando disso.
– Vou pedir o mesmo à você quando eu assar aquele preguiçoso comilão que você chama de gato – reclama, emburrado, indo para porta.
Ainda que não pareça, há um toque de brincadeira em nossas vozes, por isso eu sei que Haymitch está indo porque quer, não pelas minhas palavras grosseiras. Então, nem ao menos tento impedir que ele vá, até porque eu vejo o cansaço em seu rosto e começo a notar os mesmos sinais vindos do meu próprio corpo.
– Preguiçoso comilão? Bem, eu acho que essa descrição cabe à mais alguém aqui.
Eu rio alto ao escutar o comentário provindo de Peeta e concordo vagamente com a cabeça. Percebo a feição dura de Haymitch, mas é evidente o divertimento em seus olhos com o gracejo do garoto ao meu lado.
Ele não está bravo nem nada do tipo, muito pelo contrário. Parece tão renovado quanto eu.
Posso ter aprontado com Haymitch, todavia ele sabe — talvez até melhor que eu — tudo que há por trás daquele jantar, apesar de agir com mesma hostilidade de sempre. Ele entende perfeitamente todas as entrelinhas. E, no fundo, eu tenho certeza que ele ainda se sente culpado pelo que aconteceu com Peeta e não está nem nunca foi nem um pouco habilitado a sentir raiva dele.
– Assim não dá pra conviver! – critica.
– Qual é, Haymitch?! Você sabe que só atura a gente porque gosta de nós dois.
– Olha, garoto, essa sua convivência com a Katniss não está me fazendo bem não – reprova. Eu rolo os olhos.
– Por quê? Pela prepotência, o orgulho, as piadinhas...? – ele pergunta e eu olho pra Peeta severamente, vendo ele praticamente enumerar minha lista de defeitos.
Bem legal isso, Peeta. Muito legal mesmo.
– Tudo isso e mais um pouco, garoto. Eu tô ficando velho, não posso lidar com essas coisas.
– Ninguém se importa, Haymitch – aviso, me apoiando no sofá, com o maior jeitão de 'eu não me importo'. Mas eu me sinto uma criança pirracenta porque eu me importo com a veracidade daquelas palavras; tanto a lista dos meus defeitos quanto a parte da convivência comigo não estar fazendo bem.
Peeta se apoia nos joelhos ao rir.
– Vocês dois são realmente muito parecidos... – explana e logo eu faço uma careta, assistindo Haymitch, na porta, copiar meu gesto.
– Agora é oficial: não dá! – Acho que ele espera que a gente perca a cabeça com tanta rapidez quanto ele, coisa que não acontece. Eu estou cansada demais para explodir e Peeta é um pacificador nato. – Eu não aguento vocês, boa noite – e assim, de uma hora pra outra, vai para casa.
Eu não reajo, ainda estou encabulada com as palavras de Peeta.
Eu sei que é tudo verdade, mas não é necessário que isso seja dito. Eu, pra ser sincera, não gosto que deixem as minhas falhas tão límpidos e gosto muito menos de ser parecida com Haymitch. Ele tem lá suas qualidades, mas todos nós sabemos que os defeitos se sobrepõe. Exatamente como é comigo.
E eu odeio saber que isso está tão exposto e que não poderá haver qualquer metamorfose que seja. Ter tantos defeitos e ser tão imperfeita na maior parte do tempo... é uma coisa que eu definitivamente odeio. Odeio, principalmente, me sentir tão inválida em relação a isso. De mãos atadas para um problema que é meu.
Eu fujo do que não consigo combater, porém como eu posso fugir de algo que é parte de mim? Arrancar não é uma opção. Combater talvez seja, mas, ora essa, eu sou burra demais para conseguir essa proeza. Burra demais para conseguir manter as pessoas pelas quais eu tenho algum tipo de carinho perto de mim.
Sou tirada dos meus pensamentos ao ver Peeta também levantar-se do sofá.
De súbito, me assusto. Ele não pode fazer isso. Não! Porque é quase um ato de violência que atinge diretamente à mim. Olho para ele, não podendo conter as palavras que saem automaticamente da minha boca.
– Você não precisa ir. – Você não pode ir, penso.
Peeta arqueia uma das sobrancelhas, parece duvidar do que acabei de falar. Eu posso arriscar dizer que ele duvida de sua própria audição.
Imagino que seja por causa da minha dificuldade com relacionamentos; ainda mais após a morte de Prim, ainda mais com ele. Tenho medo de que ele não queira permanecer aqui e esteja ansiando pela sua casa, por isso eu me apresso em continuar.
– Se quiser ficar, é claro.
Ele sorri de lado.
– É o que você quer? – questiona.
Não respondo, sentindo meu rosto enrubescer um pouco. Não sei porque isso acontece, mas presumo que seja porque venho me privando de um contato direto com ele há algum tempo. Olho para o lado, mais precisamente para a lareira à minha esquerda.
– Eu posso ficar – ele responde, sorrindo com o canto da boca, vindo até mim. – Mas você parece cansada, não quer ir dormir?
Será que ele não vê? Não se dá conta que a simples ideia de dormir me deixa inquieta? Me incomoda como pouquíssimas coisas conseguem fazer? Porque simplesmente não dá para dormir. Não tem como fechar os olhos sem fazer com que imagens perturbadoras e estúpidas brotem na minha cabeça e façam dela o seu berço. É mais forte do que eu.
Peeta não entende o real motivo de eu ter pedido para ele ficar.
– Eu não consigo dormir, Peeta.
Ele dá mais alguns passos, parando na minha frente, estendendo a sua mão para mim.
– Eu posso ficar – repete. Eu não hesito eu abrir um sorriso.
Será mais fácil acordar no dia seguinte sabendo que ele estará bem ali, ao meu lado, me lembrando que eu posso dar continuidade ao que fazemos. Me lembrando da Prímula. Me lembrando do livro que preencheríamos com tudo o que pudéssemos. Será mais fácil não ceder a dor enquanto ele me faz esquecer dela.
– Então eu vou tomar banho. Acho que você deve passar na sua casa para colocar uma roupa mais confortável, mas, antes disso, me promete que vai voltar – ele apenas sorri, assentindo quando eu seguro na sua mão para me levantar.
– Eu já venho.
Vejo ele ir para porta e sair, rumo à sua casa. Eu subo as escadas despreocupada, tendo ciência de que ele irá velar meu sono. Tendo ciência de que ele voltará para dormir comigo. E isso não me assusta. Pra falar a verdade, parece até um grande luxo. Tê-lo ao meu lado à noite permitirá um repouso tranquilo, coisa que eu venho julgando impossível de se ter.
Eu não sou capaz de demonstrar como estou grata por isso. Peeta não sabe como me fará bem com esse tão pequeno e tão grande ato.
Tomo banho rapidamente, escovando os dentes e colocando a minha camisola depois. Me sento na cama, esperando o momento que ele passará pela porta e me abraçará até que eu durma em paz. Não posso negar que anseio perdidamente por isso. Quando ele finalmente abre a porta pedindo licença, eu sorrio para ele, batendo na cama, chamando-o. Noto que Buttercup entra com ele, esfregando o corpo gordo e o rabo nas pernas de Peeta.
– É bom que ele durma aqui, assim não iremos comê-lo amanhã – ele diz, sorrindo, pegando Buttercup no colo e andando até a cama onde eu já estou. Se senta de costas pra mim, largando o gato somente para poder tirar seus sapatos.
– Até que não seria tão ruim assim – falo, vendo a feição de assustada e risonha de Peeta. – Ou talvez seja sim. Acabaríamos com um problema estomacal. A gente não sabe o que essa criatura anda comendo por aí, mas é o Buttercup então coisa boa não pode ser.
Peeta vira, agora sentando direito ao meu lado, entretanto permanece bem na pontinha da cama. É nesse ato que eu me dou conta do seu receio em estar comigo. Eu não quero que ele se sinta mal. Não quero preocupá-lo nem tirar seu sono. Só quero que o que bem que ele me faz seja recíproco, por isso acabo me perguntando se ele deseja estar ali.
– Ele não pode ser tão ruim, Katniss – Peeta diz, pegando um travesseiro, apoiando-o na extremidade da cama, sentando-se de maneira mais confortável. Respiro fundo, sentindo certo alívio ao vê-lo relaxado. Eu arrumo o meu próprio travesseiro e me sento também, virando para ele e vendo Buttercup se embrenhar entre nós dois pedindo por atenção.
– Acredite, ele é – sorrio, fazendo um carinho quase gentil no pelo feio do gato que está ali. Peeta imita, porém com maior delicadeza, acariciando a cabeça do animal, que se derrete todo nas mãos dele.
– Buttercup parece ser calmo, não tem cara de quem dá trabalho – diz calmamente.
O clima está bem agradável. As janelas estão entreabertas e o vento que entra por elas serpenteia o quarto, deixando-o fresco e arejado. As cortinas estão presas por uma fita e quando eu olho nessa direção, uma claridade bonita é notada.
É bonita; numa mistura de verde bem carinho, quase branco. É a luz da lua que invade o quarto e emana seu brilho por todo ele. Reflete em cada um dos cantos, deixando-me encantada. Ela deve estar incrivelmente bela nessa noite para sobressair desse jeito. Me sinto satisfeita. É um bom sinal ela estar dessa maneira.
– Eu nunca te contei a história dele? – questiono, voltando toda a minha atenção para Peeta.
– Não – nega, ainda fazendo carinho no gato. Olho para suas mãos, para Buttercup e, por fim, acabo sorrindo antes de começar. Lembro da nossa primeira vez na arena, quando contei para Peeta a história de Lady, querendo fazer com que Haymitch enviasse um paraquedas para nós. Nesse momento as circunstâncias são tão diferentes... tudo é bem diferente. Estou fazendo porque eu quero; porque sinto uma necessidade estranha de compartilhar a história daquela bola de pelos que tanto me incomoda. Sinto a necessidade de compartilhar algo que fez parte da minha vida e que ainda faz.
Acho que quero que ele saiba mais sobre mim, porque talvez assim ele não tenha tanto receio para comigo.
– Prim achou ele vagando pela Costura num dia, todo arrebentado. Ele iria morrer em menos de uma semana, com certeza. Sempre foi estranho, com esses olhos horrendo e essa cor terrível, mas antes da minha irmã pegá-lo ele estava ainda pior. Então Prim insistiu para que ficássemos com ele, apesar das minha várias reclamações. Eu mal conseguia nos sustentar, porém dei um jeito já que ela o queria tanto. Tentei afogá-lo e matá-lo diversas vezes, mas, olha só, ele ainda está aqui. Escapando da morte a cada minuto da sua vida.
– Esse aí é osso duro de roer mesmo, até a um bombardeio sobreviveu – Peeta diz, e eu concordo, rindo baixinho. – Mas isso é fichinha se comparado a uma tentativa de afogamento vinda de Katniss Everdeen – rio de novo, agora mais intensamente. Ele me acompanha.
– Ele deve ter um contrato de natalidade, mas me pergunto com quem.
– Não só um, mas vários. Um deles era com Snow – assinto veemente. A maior parte da população do 12 morreu no bombardeio e somente pouco mais de 800 cidadãos escaparam com vida, o que me leva a acreditar no contrato de Snow com Buttercup.
Sempre achei esse gato malandro demais.
– Pode crer – digo, bocejando involuntariamente. Peeta me olha, sem tirar aquele sorriso dos lábios. Esse mesmo sorriso que parece reverberar em seus olhos azuis.
– Vem, vamos dormir – ele estende seus braço, pedindo silenciosamente que eu me emaranhe neles. O que eu faço sem pestanejar. Venho precisando daquilo há muitos e muitos dias para fazer algo diferente de correr para seu abraço.
Buttercup com a minha agitação e com o fato de eu quase tê-lo esmagado, já foi para o seu lugarzinho na beirada da cama, velar meu sono como sempre faz.
Coloco a cabeça no peito de Peeta, sentindo ele passar o braço pelo meu ombro. Se antes eu já me sentia segura, nesse instante é como se eu estivesse numa prisão de segurança máxima. Mas sem a parte da prisão, pois eu não poderia me sentir mais livre.
Eu, aconchegada, sentindo o cheiro de pão e sabonete vindo de Peeta, sinto uma coisa gostosa no peito. Uma sensação rápida e vaga de felicidade que eu não quero deixar ir para longe.
Passo o braço esquerdo pelo corpo dele, nos deixando mais unidos do nunca. Ele vai acariciando os meus cabelos e eu sei que ele fará isso até que eu durma, numa noite sem quaisquer pesadelos; sem nenhum circo de horrores.
E ali, envolvida pelos seus braços, eu não quero levantar. Não quero nem ao menos dormir apenas para guardar aquela sensação em minhas entranhas. Com um terror absurdo de abrir os olhos no dia seguinte e me esquecer do quanto gosto disso. De deixar a bipolaridade me dominar e permitir que eu o afaste novamente. Me pergunto rapidamente se seria tão estúpida a esse ponto. A resposta é simples: não.
Fecho os olhos, inebriada, sentindo o seu último cafuné antes de afundar na inconsciência com uma única comparação em mente: o abraço dele é como um lugar seguro para cair. Como me jogar de um abismo, sabendo que quando chegar ao fim deste encontrarei colchões estofados e cobertores aveludados. Uma queda livre a qual eu adorava fazer parte.
Fale com o autor