What Are You To Me?
7 Capítulo 7
Notas iniciais
CAPÍTULO 7
De tarde, Mal vestia seu lindo e longo vestido para a coroação, feito por Evie. Logo depois, ela se sentou perto de Evie, que finalizava sua maquilhagem.
– Você acha que isso vai dar certo? — Perguntou Evie.
– Tem de dar. — Afirmou Mal. — Não quero nem imaginar o que nos vai acontecer se isso correr mal… — Falou.
A porta do quarto foi abrindo e Jay, Carlos e Ben entraram no quarto. Ben disse que estava na hora de Mal ir, pois ela iria com ele para a coroação. Ela o seguiu, deixando Jay, Carlos e Evie sozinhos.
– Eu não queria admitir, mas… acho que vou sentir falta desse lugar. — Disse Carlos.
– Eu também. — Concordou Evie, fechando seu blush e se virando para os amigos. — Finalmente, consegui ser mais o que eu rosto bonito. — Disse, pensando no quanto ela ficou orgulhosa dela mesma, quando recebeu a prova de química. — Tá na hora. Vamos? — Perguntou Evie.
Os três saíram do quarto e foram até o palácio. Chegando lá, os três foram entrando. Assim que Doug viu Evie, foi até ela. Os dois começaram a conversar, fazendo Jay ficar com imensos ciúmes. Carlos viu Ben e Mal chegando, chamou os amigos e os três foram para seus lugares, esperarem pela hora de agir. A cerimonia foi decorrendo, Mal ainda tinha dúvidas sobre se queria fazer o que tinha planejado. Afinal, ela sabia que tinha se apaixonado, não só por Ben, mas também por Auradon. Mas nenhum deles tinha escolha.
Então, quando Mal decidiu avançar com o plano, um imprevisto aconteceu: deu a loca na Jane. Jane simplesmente pegou na varinha porque queria ser mais bonita, mas a única coisa que conseguiu foi quebrar a barreira de magia que prendia a Ilha dos Perdidos. Quando Mal conseguiu pegar a varinha, Evie, Jay e Carlos correram até a amiga, que gritava com Ben.
– Não temos escolha, Ben! Os nossos pais… — Ben a interrompeu.
– Os vossos pais fizeram uma escolha, tá na hora de vocês fazerem a vossa. — Disse ele.
– Eu acho que quero ser boa. — Respondeu Mal, se virando para os amigos. – Durante muito tempo, queríamos ser nossos pais, mas… Quero ser eu mesma… Fazer minhas escolhas… Devíamos fazer o que nos faz felizes. — Falou. — Jay, roubar não ter faz feliz, mas jogar no time do colégio faz você feliz. Carlos, estar com o Dude faz você feliz. E Evie… você não precisa se fazer de burra para conseguir um namorado… — Disse fazendo ela e Evie rirem. — … você é tão inteligente e isso faz você feliz. Sermos amigos me faz feliz. Estar com Ben me faz feliz. — Mal estava emocionada, nunca tinha dito algo tão profundo e verdadeiro. — Eu escolho o bem. — Disse, avançando sua mão.
Evie, Carlos e Jay se entreolharam com dúvidas. Eles não tinham dúvidas nenhumas que queriam se juntar a Mal, mas estavam com medo do que os seus pais fariam quando descobrissem. No entanto, acabaram por se juntar a amiga. Eles estavam felizes, e todos dentro daquele enorme salão estavam emocionados. Porém tudo isso acabou quando Malévola apareceu, sem ser convidada, assustando todos.
– Eu voltei! — Disse, feliz, ao pensar que teria o poder. — Mal, a varinha. — Ordenou.
Mal olhou para a varinha, para a sua mãe e decidiu devolver a varinha a quem lhe pertencia: à Fada Madrinha. Mal a lançou a Fada Madrinha, que tentou fazer um feitiço contra Malévola, porém, assim como todos os outros, foi parado, parecendo uma estátua.
– Por onde começo? Pois, claro. — Disse, caminhando até a varinha e a pegando. – O amor é fraco, querida. – Disse a Mal, olhando para Ben.
– Não, não é. O amor não é fraco, pode doer, mas… na verdade, é o sentimento mais maravilhoso que você pode sentir. — Respondeu Mal. – Eu não sou você.
– Por favor, isso é obvio. Eu passei anos praticando para ser quem sou, mas você vai chegar lá… — Dizia Malévola até ser interrompida por sua filha.
– Mas eu não quero ser como você. E gostaria que você nunca tivesse chegado lá. — Revelou Mal, pegando a varinha de volta.
Malévola irritada, iniciou um ataque a Evie, Carlos e Jay, que Mal parou. Mal e sua mãe s encararam, fazendo Malévola ficar num tamanho minúsculo, quebrando o feitiço da Fada Madrinha. Ela correu até os ex-vilões e explicou o que tinha acontecido com Malévola, pegou sua varinha de volta e quebrou o feitiço de todos os presentes na cerimonia. Depois de alguns minutos a cerimonia recomeçou, porém, dessa vez, sem qualquer interrupção. No fim, todos voltaram para o colégio, apenas para trocarem de roupa para a festa.
Já na festa, Evie e Doug dançavam juntos, sob o olhar enciumado e triste de Jay. Carlos, que dançava com Lonnie – filha de Mulan –, percebeu o olhar do amigo e foi até ele, pedindo desculpa a Lonnie.
– Ei, Jay. — Chamou a atenção do amigo. — Por quê você não fala com ela?
– Oi? — Se fez de desentendido.
– A Evie. Não é a primeira vez que eu percebo seu ciúme. Por que não fala para ela que você gosta dela?
– Porque ela sabe… — Disse, por fim. — Ou melhor, sabia… Até eu fazer besteira. — Olhou para Carlos, que tinha uma expressão confusa. — Eu disse para ela o que sentia, ficamos, mas dois dias depois ela me viu com outra garota.
– Defina “outra garota”. — Pediu ele.
– Namorada. — Disse Jay. — Eu disse a Evie o que sentia por ela, acabamos ficando, mas ela não sabia que eu estava namorando.
– O que você vai a fazer perdoar você? — Questionou Carlos, olhando para amiga, que continuava dançando com Doug.
– Não sei. Mas tenho de pensar em algo… — Falou, enquanto olhava para os dois, vendo Doug falar algo no ouvido de Evie, a fazendo rir. — … antes que esse dai a tire de mim. — Completou, por fim.
– Você já fez isso. — Disse Carlos, recebendo um olhar mortal do amigo.
Evie e Doug dançavam até que ela decidiu andar pelos jardins do palácio, Doug se ofereceu para ir com ela, que aceitou. Os dois foram andando pelos jardins do palácio até que ele a para e agarra sua mão.
– Evie… Eu quero te dizer algo.
– Pode falar. — Disse ela, olhando.
– Sabe, eu já namorei algumas garotas, senti coisas fortes, mas não tantas como eu sinto por você. Eu sei que você gosta, ou ama o Jay, mas eu vejo o quanto você sofre por isso. Me deixa tentar fazer você esquecer dele? — Pediu.
Evie estava chocada, ela não sabia o que dizer. Ela sabia que tinha se aproximado bastante de Doug desde que chegou a Auradon, mas nunca imaginaria que ele sentiria algo desse nível. Ela sentia apenas amizade por ele, porém ela queria esquecer Jay. Não. Isso estava fora de questão. Ela não queria usar Doug.
– Eu não posso fazer isso com você. É como você disse, eu sinto algo muito forte por Jay, não posso usar você para conseguir o esquecer.
– Fazemos assim: você me dá uma chance, depois vemos se isso vai para a frente. O que acha? Você me dá essa chance de tentar te fazer feliz?
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