Notas iniciais
Me desculpem por não ter postado antes. Eu estava sem ideias. Mas estou de volta e vou tentar não demorar tanto nos capítulos. Obrigada por te esperado para ler esse capitulo. Sem mais demoras, boa leitura.

CAPÍTULO 8

Evie não sabia o que dizer. Doug estava lhe pedindo uma chance. Talvez devesse aceitar, afinal ela também tinha o direito de ser feliz. Mas ela decidiu que precisava de um tempo para ter a certeza de sua decisão, então, apenas disse:

— Eu preciso de um tempo para pensar. Lamento. — Disse ela, olhando para o chão.

— Não se preocupe. Eu espero o tempo que for necessário para saber a sua decisão. — Falou, levantando o rosto de Evie, delicadamente.

Evie sorriu pela compreensão do garoto. O abraçou e Doug fez o mesmo. Ele estava triste pela resposta de Evie, mas entendia que ela precisasse de tempo para ter certeza de sua resposta, afinal, querendo ou não, ela ainda era apaixonada por Jay.

***

No dia seguinte, Evie, Mal, Jay e Carlos estavam um gabinete da Fada Madrinha, no entanto ela não estava presente e sim Ben. Ben dizia que precisava da ajuda deles para acolher dois novos filhos dos vilões.

— Quem são eles? — Perguntou Mal.

— Eu não sei os nomes deles, mas os são pais: a Úrsula e o Gastão.

— Não! — Gritou Evie, assustando todos os persentes no gabinete.

— Evie, algum problema? — Perguntou Ben, confuso. Assim como Carlos e Mal, que também não entendiam nada. Jay sabia o por quê de Eve reagir assim, afinal, ela ficaria cara a cara com a antiga namorada de Jay, Gaby.

— Não, nenhum. — Disfarçou ela. — Quando eles chegam? — Quando Evie terminou de falar, se ouviu um som de um carro chegando ao colégio.

— Agora mesmo. — Respondeu Ben.

Os cinco saíram do colégio e foram até o carro. A porta do carro abriu, revelando duas pessoas: um rapaz alto, ele tinha cabelos platinados, olhos escuros como a noite, e uma pele pálida como a morte – o que era um elogio na Ilha dos Perdidos – seu nome era Victor; ao lado dele estava uma garota, também alta, tinha cabelos de um tom ruivo alaranjado, olhos azuis, lábios num tom de cereja e uma pele um pouco pálida. Era Gaby.

O seu olhar parou nos ex-vilões, Ben e Fada Madrinha, que tinha chegado fazia pouco tempo. Andou para a frente, mais precisamente até Mal.

— A quanto tempo, Mal. — Disse Victor tentado beijar Mal, mas foi parado por Ben.

— Oi. Sou o Ben. – Estendeu a mão a Victor, que o ignorou e foi falar com os ex-vilões.

— Então, vocês os quatro, as piores pessoas das Ilha, agora são bonzinhos. – Disse, com um sorriso debochado. – O que aconteceu com vocês?

— Eles descobriram quem realmente querem ser. Esperemos que vocês também percebam. – Admitiu Fada Madrinha, fazendo Gaby revirar os olhos.

— Jay! – Gritou a ruiva quando viu Jay. – Que saudades. – Disse, indo até Jay, o beijando de seguida.

Evie desviou o olhar, queria bater na garota, mas não podia. Afinal, ela e Jay não eram nada. Nem amigos… Um barulho se ouviu, mais precisamente um grito. De Gaby. Evie olhou em direção dela e viu Jade puxando os cabelos de Gaby. Ela e Mal se entreolharam e riam da cena, assim como Victor, enquanto Jay e Doug – que apareceu do nada – tentavam separar as duas.

— O que a menina pensa que tá fazendo? – Perguntou a Fada Madrinha, muito irritada.

— Essa dai estava beijando meu namorado. – Respondeu Jade.

— Que namorado? Jay é meu namorado. Faz três anos. – Respondeu Gaby. – Você me traiu, meu amor? – Perguntou ela, confusa. – Não se preocupe, eu perdoo. Afinal, seria idiota recriminar as pessoas de fazerem o que você faz, não é verdade? – Completou, tentando achar algum vestígio de raiva no rosto de Jay, que apenas encolheu os ombros.

— Como queira. E Jade… Eu não sou seu namorado.

— Mas… – Tentava dizer, sendo interrompida pelas lágrimas que escorriam pelo rosto.

Ela saiu correndo. Evie olhou para ela, mesmo que Jade tenha ficado com a pessoa que ela amava, Evie sabia que ela não merecia isso. Iniciou uma caminhada para encontrar Jade, mas antes passou por detrás de Jay e sussurrou para apenas o mesmo ouvir:

— Mais um coração quebrado para a sua lista. De quem é o próximo?

Jay se sentiu mal ao ouvir aquilo da sua princesa. “Mais um coração quebrado”… era impossível esquecer que o coração dela também estava nessa lista.

Evie caminhava pelo colégio. Ela procurava Jade. Passados vinte minutos ainda não a tinha encontrado, até que ouviu um choro. Olhou em volta e percebeu que o choro vinha da sala de química. Entrou e viu a mesma sentada num canto.

— Você tá bem?

— O que interessa? – Respondeu Jade, sem olhar para Evie. – Era obvio que ele nunca se interessaria por mim. Quer dizer… Eu sou bonita, mas capaz de estar a altura de ser a namorada de Jay.

— Pare! – Ordenou Evie e se aproximou de Jade. – Jade, você é linda. Não se menospreze por causa de um garoto, que inclusive não te merece. Eu não te conheço bem, mas sei que ele não merece nenhuma de suas lágrimas.

— Mas eu me sinto especial com ele. Sinto que ele é o tal.

— Eu sei. Eu sei como é se sentir assim. Mas também sei o que é ter um coração quebrado. Primeiro você gela e depois a dor começa a se sentir pouco a pouco, apesar de dolorosa. Eu sei disso.

— Oh por favor. Você é linda. Consegue quem quiser.

— Isso pode até ser verdade. Mas ninguém escolhe por quem se apaixona. Por cara incrível ou por um imbecil. Isso não é algo que se escolha, é algo que acontece. E, infelizmente, aconteceu comigo. Me apaixonei e continuo apaixonada pela pessoa errada.

Depois de algum tempo, Jade se recompôs, mas pediu a Evie para a deixar sozinha, para se acalmar. Evie saiu e foi até as arquibancadas. Das arquibancadas conseguia-se ver o treino dos jogadores do colégio. Evie não conseguia parar de procurar Jay com o olhar. Desistiu ao perceber que ele não estava ali.

No meio do treino, percebeu alguém se sentar ao lado dela.

— O que você quer? – Perguntou ela, já sabendo quem estava ao lado dela.

— Apenas quero falar com você. Faz muito empo que não fazemos isso.

— Chad, eu não tou com paciência, hoje.

— Queria apenas te convidar para sair comigo. Quero te mostrar que eu não sou tão babaca com você pensa.

— Claro que não. Apenas disse que eu e meus amigos somos horríveis diante de todos. Pôs todo o colégio contra a gente. Isso, com certeza não é ser babaca. – Disse Evie, com um tom irônico.

— Eu só quero explicar o por quê de eu te ter tratado daquela forma. Vamos, Evie. Eu juro que não vou fazer nada. É como eu disse: só quero conversar.

Evie pareceu pensar um pouco mais acabou por aceitar. Afinal, Chad parecia sincero. Depois disso, Chad voltou a treinar e, de longe, Evie conseguiu ver Jay a observando, fazendo Evie sair dali e ir para o seu dormitório.