Notas iniciais
Olá, meus queridos! Como estão? Bem, antes de começarmos, tenho algumas considerações importantes para apontar. Algumas pessoas comentaram sentir falta de uma certa "envolvência" entre o pirata gostosão e a rainha sedutora. Confesso que eu mesma estou com saudades de escrever algo assim, e já estou providenciando isso. Infelizmente, não veremos algo mais "caliente" neste capítulo (e muito provavelmente, nem no próximo), mas não desanimem. Sério. Espero que compreendam que apesar de eu realmente desejar escrever alguns momentos mais intensos, não posso simplesmente colocar eles ai aleatoriamente. Vejam, a Regina estava lá de boa, preparando um lanchinho para os filhos que estavam brincando no quintal. De repente, eles desaparecem, metade da cidade vai procurar, quando os encontram a maldição é quebrada, Henry lembra de tudo, todos vão para Neverland, Regina é levada por Pan babaca egocêntrico do mal, tem que escolher um dos filhos para sacrificar, Rose salva o dia, todo mundo volta para a Floresta Encantada e isso tudo aconteceu em 24 horas mais ou menos. Não dá pra simplesmente jogar todo mundo no castelo e fazer eles se jogarem no vuco-vuco hahahahha são necessárias algumas "pontes". É extremamente necessário, para manter a qualidade da história. Mas prometo a vocês que vou dar um jeito nisso em breve. E vai valer a pena esperar, se é que me entendem ;) Enfim, desculpem-me por essa nota do tamanho do universo, mas eu realmente senti que precisava esclarecer algumas coisas. Espero que gostem desse cap. Não ficou exatamente como eu queria, mas depois de reescrever umas 3x, cheguei a conclusão de que não conseguiria fazer muito melhor hahahahha Por favor, não deixem de comentar :) a opinião de vocês é essencial para o andamento da história. Valeu, gente! :*

A noite começava a se instaurar do lado de fora quando o Pirata finalmente retornou. Seus passos silenciosos o levaram até os aposentos reais e ele sorriu ao ver que a Rainha e sua filha desfrutavam de um sono tranquilo, como se nada mais importasse. Dirigiu-se lentamente à elas e permitiu que seus dedos afastassem uma mecha de cabelo do rosto da mulher e acariciasse suas bochechas com ternura. Regina despertou no mesmo instante, resmungando um pouco e respirando profundamente antes de abrir os olhos.

– Hey. – Diz ainda sonolenta. — Você voltou logo.

– Sim. Encontrei o que queria e decidi que era melhor passar esta noite com a minha família.

– Excelente ideia, Pirata.

A mulher se senta sobre a cama e encolhe as pernas, oferecendo espaço ao Capitão, que se acomoda ao seu lado e beija-lhe os lábios gentilmente. O momento de paz não durou muito. Em questão de instantes, a pequena garotinha despertou também. Seus grandes olhos analisaram tudo ao redor com visível confusão. Hook e Regina trocam um olhar de cumplicidade. Ainda que quisessem adiar, sabiam que uma conversa de esclarecimentos seria inevitável.

– Mamãe, onde estamos?

– Estamos em casa, querida.

– Aqui não parece a nossa casa. O papai disse que ela não existe mais. Isso é verdade?

A Rainha torna a olhar para o Capitão em busca de apoio. O homem simplesmente acena positivamente com a cabeça, confirmando as palavras da filha e incentivando a mulher a continuar.

– Rose, eu não sei o que o papai te disse, mas tem muita coisa que você precisa saber. É bastante confuso, eu sei. Mas você precisa confiar em mim, ok?

A criança balança a cabeça em afirmação e esfrega os olhinhos sonolentos com as mãos fechadas em punhos.

– Lembra quando eu contei a você uma história sobre uma rainha que era muito, muito triste e queria desesperadamente encontrar um final feliz?

– Sim, mamãe.

– Bem, essa história aconteceu de verdade. Antigamente, todos moravam aqui. E então, a rainha ouviu o conselho de um amigo e acreditou que lançar uma maldição seria a resposta para aquilo que ela procurava. Quando ela fez isso, todas as pessoas foram transportadas para Storybrooke e se esqueceram de quem eram. Mas um dia, como estava escrito na profecia, surgiu uma salvadora e livrou todos da maldição. Só que outra maldição foi lançada. E desta vez, não foi a rainha quem fez isso. Por isso não voltamos imediatamente para cá. A nova maldição precisava ser quebrada.

– Mamãe, lá no parque, antes daquele garoto malvado aparecer, eu li aqueles desenhos e ai o Henry apareceu e chamou você de mãe. E depois ele fez isso mais vezes. Por que ele fez isso? A mamãe dele é a tia Emma!

Regina respira fundo e hesita por alguns instantes, até sentir a mão do Pirata apertando sua coxa levemente, incentivando-a a prosseguir.

– Lembra quando eu te contei que a rainha continuava triste depois de lançar a maldição e então ela resolveu adotar um bebê?

– Lembro.

– Rose, sei que isso é difícil de entender, mas a rainha da história sou eu. Fui eu quem lançou a maldição da primeira vez. E a tia Emma, bem, ela é a salvadora. Eu estava me sentindo muito triste e vazia e depois de alguns conselhos, descobri que precisava de um filho. Então, eu adotei o Henry. Um dia, ele descobriu que era adotado e foi atrás de sua mãe biológica que, coincidentemente, era a Emma. Por isso, ele tem duas mães. Quando a primeira maldição foi quebrada, pensamos que tudo ficaria bem e então, alguém lançou outra. Para protegê-lo, eu apaguei suas memórias e o mandei com sua outra mãe para New York, onde ficariam a salvo. Mas descobrimos que precisaríamos da ajuda deles para quebrar a nova maldição e os trouxemos de volta. Infelizmente, eu não podia fazer ele lembrar. Então ele acreditava que estava em Storybrooke porque Emma tinha arrumado um novo emprego.

– Ele não lembrava nem um pouquinho de você, mamãe?

– Não, minha querida.

– Mas por que ele lembrou só hoje?

– Bem, só tinha uma pessoa que podia quebrar a nova maldição e salvar a cidade. Filha, essa pessoa era você. Quando você leu aqueles desenhos no medalhão, nós fomos libertos e por isso Henry se lembrou.

– Eu salvei todo mundo?! – A criança arregala os olhos e demonstra visível espanto.

– Sim, meu amor.

– E fiz o Henry lembrar?!

– Sim, fez. Querida, você compreende que o Henry é meu filho também e que isso o torna seu irmão?

– Meu irmão mais velho! Fantástico! Mamãe... Você é a rainha mesmo? – A garota olha desconfiada.

– Sou.

– Então eu sou uma princesa?

– É. – Regina ri baixinho.

– Posso usar uma coroa?

– Provavelmente.

– Mas na história, a rainha tinha poderes!

A mulher reflete por um instante e então estende a palma da mão direita, de onde pequenas faíscas roxas saltam e começam a brincar diante dos olhos de todos.

– ISSO É A COISA MAIS LEGAL QUE EU JÁ VI! A MINHA MAMÃE É UMA RAINHA MÁGICA! – A menina pula na cama, transbordando felicidade. — Eu posso fazer isso também?

– Não sei, querida. — Regina hesita, visivelmente preocupada.

A menina movimenta as pequenas mãozinhas como a mãe acabara de fazer, mas nada acontece. Ela suspira, frustrada. Em seu íntimo, a rainha agradece por isso. Sabia que a filha muito provavelmente era portadora de um grande poder, mas certamente não teria controle algum sobre isso. Precisaria ser ensinada, assim como ela foi. No entanto, esse pensamento não durou muito. Rose tentou uma vez mais. O cenho franzido em plena concentração. E uma breve explosão de faíscas saltou de suas delicadas mãos, o que foi o suficiente para assustar a todos e quase colocar fogo no quarto, não fosse a bolha de contenção que a Rainha conseguiu criar a tempo de evitar o desastre. Um grito escapa da boca da criança, visivelmente chocada com o que acabara de fazer. Assustada, a pequenina começa a chorar e a mãe a abraça gentilmente.

– Está tudo bem, meu amor.

– Desculpa, mamãe! Eu não queria fazer isso! Eu só queria criar fagulhinhas bonitas igual você fez, mas as minhas fizeram uma grande bagunça!

– Querida, a mamãe levou muitos anos para aprender a controlar esse tipo de coisa. Você irá aprender também. Mas quero que me prometa que até lá não vai tentar fazer nada sozinha e sem estar comigo por perto, está bem? – A garota hesita por um instante. – Filha, por favor, olhe para mim. Eu preciso que prometa. Pode fazer isso?

– Ok, mamãe, eu prometo.

– Certo.

Regina beija a testa da filha com carinho e lhe lança um sorriso confortador.

– Papai, você também consegue fazer isso?

– Não. Mas sei fazer outras coisas legais, como navegar e me orientar através das estrelas.

– Igual a um pirata?

– Exatamente igual, meu amor. Eu sou Capitão de um navio pirata.

– De verdade?!

– Sim. Um bem grande. Ele se chama “Jolly Roger”

– Igual ao da história! – A criança para por um instante, pensativa e então sussurra: “Não é uma história. É tudo de verdade!” A empolgação torna a possuí-la e ela salta na cama novamente. — Eu posso ir nele?!

– Claro que sim. Vamos ter muito tempo para isso. Agora vamos jantar. Vim aqui justamente para chama-las. – O homem sorri e se levanta, estendendo a mão para a rainha que se levanta em seguida. Rose pula no colo do pai e este faz cócegas em sua barriga, arrancando-lhe risos por um breve instante. Em seguida, o pirata encara a mulher e diz em um tom de voz baixo: Sei que você tem muito o que falar com Henry. Pode deixar que eu cuido dela.

– Obrigada. – Regina esboça um pequeno sorriso em resposta. E então, a pequena família segue pelo corredor, rumo à sala de jantar.

~~oOo~~

Continua...

Notas finais
E ai, o que acharam? Venho tendo alguns probleminhas com os últimos caps, por nunca achar que estão bons o suficiente. O problema é que desde o principio tenho a coisa toda planejada na minha cabeça, mas conforme vou escrevendo, sinto a necessidade de acrescentar coisas que não estavam planejadas. Logo, não passei uma eternidade refletindo sobre a melhor maneira de criar essas pontes e onde encaixá-las. Quem me conhece bem sabe que eu sou a Effie Trinket sem a maquiagem de drag e as roupas e sotaque exagerados. Atrapalhem o meu planejamento e eu não sou ninguém D: (e surto do mesmo jeito.) Enfim, a minha revisora diz que está ficando bom e eu realmente confio nela, ao contrário nem estaria postando hahahhaha espero estar mesmo agradando. Por isso é importante que vcs comentem. :D E eu já falei demais. Beijos, fiquem com Deus!