Notas iniciais
Oi, gente! Voltei rápido dessa vez, né? UHAUSHAUHSAUH Sobre esse cap: Tomem uma aguinha antes porque não tem Giovanna que segure esse forninho :D Não deixem de comentar! Beijo!

A angústia lhe preenchia de um modo quase inacreditável. Durante muito tempo, pensou ser incapaz de sentir-se assim novamente. No entanto, aquela situação lhe provava que estava grandemente equivocada. O grupo já havia procurado em todos os lugares possíveis, sem sucesso, e a cada segundo a sensação de sufoco e impotência aumentava, deixando-a ainda mais nervosa.

– Eles não podem ter saído de Storybrooke. Isso é tecnicamente impossível. – Mary Margaret começa, em um tom preocupado.

– A não ser que alguém os tenha tirado daqui. – David completa.

– Olhamos em todos os lugares possíveis. A cada minuto que se passa, essa busca fica mais difícil. – A mulher continua.

Regina coloca as mãos sobre as têmporas, tentando afastar a dor que se instaurava ali. Tenta desesperadamente pensar em todos os lugares que os filhos gostavam de ir, a procura de um que ainda não tivessem vasculhado. E então algo lhe ocorre. Uma luz no fim do túnel. Uma pequena linha de esperança.

– O parque! Não fomos ao parque!

– Rose adora o parque! Meu amor, acho que você está certa! Como não pensamos nisso antes? Eles só podem estar lá!

Hook segura a rainha pelo pulso e corre com ela em direção ao parque com os outros aos seus calcanhares.

A busca não durou muito. Ainda de longe, Regina enxergou a filha parada embaixo de uma árvore, com os olhos fechados, movimentando as mãos pelo ar, como se lançasse feitiços.

– Rose!

A criança desperta de seu devaneio e sorri alegremente para o grupo que se aproxima a passos rápidos.

– Mamãe!

O pirata e a rainha correm até a garota e a abraçam com força.

– Onde está Henry, querida?

– Foi comprar sorvete.

– Por que saíram sem avisar?

– Eu quis vir aqui e pedi para ele. Henry não queria me trazer, mas eu insisti bastante e então viemos. Desculpa, mamãe. Esqueci de avisar.

A rainha começou a planejar o discurso: “Vocês nos deixaram preocupados! Se fizerem isso novamente...” E então tudo aconteceu muito rápido. Todos os olhos se voltaram para o menino que vinha com um olhar preocupado e um par de sorvetes na mão, pensando estar realmente encrencado. Impulsivamente, Regina corre até o filho e o abraça com toda a força que consegue, fazendo-o derrubar um dos picolés no chão. Uma lágrima de alívio cai de seus olhos e pela primeira vez em muitos anos, seus lábios tocam a testa do rapaz. Por um segundo, nada parece ter acontecido, até que uma leve brisa se faz sentir, arrepiando todos os presentes ali. Antes que Emma pudesse correr até eles, o garoto grita em alto e bom som: “Mãe!” Demorou um ou dois segundos até que percebessem que não era para ela que o garoto gritava.

– Henry?!

– Mãe!

– Você... Você se lembra? – A rainha pergunta, com lágrimas nos olhos.

– Eu me lembro exatamente de tudo que há para se lembrar.

Regina torna a abraçar o filho. Um abraço apertado e emocionado que esperou muito tempo para acontecer. E naquele instante ela se sentiu completa, como se nada no mundo valesse aquele segundo. No entanto, a sensação de plenitude não durou muito. Ainda abraçada com o garoto ela pousa os olhos sobre sua menininha e o choque é tão grande que quase a derruba. Pendendo delicadamente no pescoço da criança, um medalhão com uma bonita pedra azul brilhante se evidenciava.

– Rose! – A mãe segue até a pequena e se ajoelha em frente a ela. – Onde foi que você conseguiu isso?

Todos voltam o olhar para a garota, compreendendo de imediato o que acontecia.

– Céus! É o medalhão!

– Eu o encontrei, mamãe.

– Onde?

– Aqui mesmo, perto dessa árvore. Henry foi buscar sorvete para nós e eu fiquei aqui brincando. Fingi que era uma bruxa igual a da história que a senhora me contou outro dia e lancei um feitiço. Quando olhei, ele estava aqui no chão, brilhando. E eu pensei que alguém o perdeu, mas é tão bonito que quis ficar com ele.

– Você lembra o que disse, querida?

– Sim. “Que o oculto seja visto e a maldição seja quebrada. Que o coração puro desfaça os encantos sombrios e traga a salvação a todos”. Parece um feitiço de bruxa. Eu inventei. Desculpe, mamãe. – Diz com os olhos lacrimejantes.

– Oh não, minha querida. Está tudo bem.

Regina lutava consigo mesma para assimilar todas as informações. Henry havia se lembrado e Rose encontrara o medalhão. Era bom demais para ser verdade. Tentou se concentrar e pensar no melhor jeito de conversar com a filha. O momento era delicado e estava certa de que apesar de toda a expectativa, ninguém sabia o que fazer.

– Posso ficar com ele, mamãe? Eu o encontrei. Quando abri os olhos estava aqui. É tão bonito! Veja, tem essas palavras gravadas nele.

– Claro que pode ficar com ele, querida. – Diz com cuidado e levanta os olhos, de encontro aos do pirata, que lhe acena positivamente com a cabeça.

– Deixa eu ver essas palavrinhas, Rose.

– Ok.

A menina tira o medalhão do pescoço e o entrega a mãe que o analisa imediatamente.

– Droga! Não entendo nada. – Diz, furiosa.

– Deixe-me ver. – Belle pede, educadamente. A rainha concorda e o oferece a amiga. O grupo observa com expectativa. – Infelizmente eu também não consigo decifrar isso. É algo muito antigo. Nunca vi antes. – Conclui.

– Eu sei.

Todos voltam o olhar para a criança, desconfiados.

– É verdade, mamãe, eu sei o que está escrito ai.

– Rose, meu amor, você não sabe ler. Como pode saber o que está escrito?

– São desenhos, mamãe. Eu sei ler desenhos. – Diz com simplicidade.

A menina estende a pequena mãozinha e Belle lhe entrega a joia.

– O que diz, querida? – O pirata se ajoelha em frente a filha.

– Isso é ridículo, Killian! Ela não pode simplesmente decifrar!

– Claro que pode. Ela é a salvadora. Vamos, meu amor, diga para o papai o que está escrito ai.

A criança se prepara, analisa o objeto e então começa:

– “Tudo o que é feito, pode ser desfeito.

Nada é tão perfeito.

Sempre existe um caminho.

Toda mágica vem com um preço.

O que era forte, fraco fica.

O que era impossível, torna-se possível.

A brecha se abre.

O encontro entre dois mundos.

E tudo será resolvido.”

A bonita pedra azul no centro do medalhão começa a brilhar discretamente e logo esse brilho se torna tão intenso que todos viram seus rostos, sem conseguir olha-lo. Rose solta o objeto, que cai no chão sem produzir ruído algum. A luz azul logo envolve todo o grupo, e em instantes, cobre toda a cidade. Até que por fim, a joia desaparece em meio a uma fumaça azulada. Todos se encaram, esperançosos.

– Será que funcionou?! Isso quebrou a maldição?! – Mary Margaret interrompe o silêncio.

– Só tem um jeito de saber.

David avança para a mulher e lhe beija os lábios demoradamente. Todo o amor guardado por tanto tempo, transbordando naquele toque. E ao terminarem, nada aconteceu. Estavam livres. A maldição se fora. Todos se abraçam alegremente e agradecem à Rose, sua nova salvadora. Regina segue até o filho e arruma seus cabelos. O garoto lhe sorri e torna a envolve-la em seus braços.

– Meu querido, eu senti tanto a sua falta!

– Eu sei, mãe. Estou muito feliz por ter lembrado. Sinto sua falta também.

Infelizmente, o momento perfeito não durou muito. Em questão de segundos, o céu ficou escuro e o vento era tão forte, que não conseguiam enxergar. Quando finalmente abriram os olhos, estavam em uma floresta. Mas não era a Encantada.

~~oOo~~

Continua...

Notas finais
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