We found love in a hopless place II
28 Capítulo 28
Notas iniciais
Olhou ao redor e sentiu um arrepio percorrer a espinha. Aquilo lhe pareceu terrivelmente familiar. Estremeceu quando o vento gelado bagunçou seus cabelos e encostou-se em uma árvore, contemplando a escuridão ao redor, tentando entender o lugar onde estava. Respirou fundo, prevendo o que viria a seguir e não demorou muito até que ouvisse o grito. Regina concentrou-se na voz do filho e correu em sua direção, já sabendo por qual caminho deveria seguir. Pulou uma raiz e sentiu-se vitoriosa por não tropeçar nela e cair. No entanto, a satisfação não durou muito, pois pouco a frente outra planta lhe fez tropeçar, como se estivesse predeterminado que se machucasse naquela corrida.
Seu coração pulsou aliviado quando avistou o garoto parado perto da cerejeira. Esforçou-se para correr mais rápido e ampará-lo logo. O mundo parou por um instante quando seus braços o envolveram protetoramente e ela suspirou preocupada.
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O menino olha em volta de si, assustado. Em sua mão trêmula, um picolé derretia e ele o lançou longe. Aquele lugar não era estranho, no entanto não sentia como se houvesse realmente estado ali. O vento sopra forte e ele estremece de frio e de medo. Seus olhos “varrem” o local e pousam sobre a antiga cerejeira. Rapidamente, dirige o olhar ao chão e atesta que seu cachecol está caído ali. E então ele simplesmente soube o que fazer.
Henry puxa o ar com força e chama pela mãe o mais alto que consegue, concentrando em sua voz toda a sua esperança de que aquilo fizesse algum sentido. Não demora muito até que a rainha surja com seu vestido azul bonito, ralado no joelho, e seu cabelo preso de um modo já desgrenhado. Sente-se confortável e seguro ao caber no abraço dela e sorri quando ela coloca a capa sobre seus ombros e sussurra que tudo ficaria bem.
Mãe e filho correm floresta afora, sem saber exatamente do que. O instinto gritando em seus interiores. Precisavam fugir.
– Mãe! – Diz ofegante. – Onde estamos?! Isso é exatamente...
– Igual aos nossos sonhos, eu sei. Acho que finalmente descobriremos como termina, querido.
– Killian estava certo! Sonhos podem ser premonições! Gostaria de saber o que acontece agora. Nós saberíamos para onde correr.
Regina para de repente e puxa o filho para trás de um arbusto com agilidade, fazendo um sinal para que se calasse.
– Escutei alguma coisa! Fique quieto – Sussurrou.
O garoto acena positivamente com a cabeça e ambos se concentram nas vozes que não parecem assim tão distantes. Poucos segundos depois, Henry salta de trás da planta e puxa a rainha pela mão.
– Vamos! É a voz da minha mãe! – Diz animado.
A prefeita o encara, pensativa.
– Minha outra mãe. – Continua.
Uma voz infantil melodiosa se faz ouvir e a mulher sorri aliviada.
– Rose! Você está certo. Vamos!
Correm abrindo caminho entre as plantas, seguindo em direção as vozes. Seus corações quase saltam pelas bocas ao verem os outros em uma clareira.
– Henry!
Emma corre para o filho e o abraça com força.
– Mamãe!
A pequena Rose agarra os joelhos da mãe, que imediatamente a pega no colo. Killian se aproxima e beija os lábios da rainha com paixão.
– Onde estavam?! O que aconteceu?! – Snow começa.
Regina olha ao redor antes de responder e por um instante, sente-se chocada.
– Isso aqui não é a Floresta Encantada! Isso é...
Antes que pudesse concluir, a rainha é interrompida por uma voz conhecida, que ela desejaria jamais ter escutado novamente.
– Ora, ora, ora! Que bela reunião de família! Pena que não vai durar muito...
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Continua...
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