We found love in a hopless place II
26 Capítulo 26.
Notas iniciais
Dias especiais nunca começam diferente dos outros. Você nunca sabe o que vai acontecer até que aconteça e as coisas que o destino faz, podem realmente te surpreender. Henry pegou o livro, como em muitos outros dias fizera, e seguiu pelo caminho tão conhecido até a casa da prefeita. Tocou a campainha, foi muito bem recebido por Killian e a pequena Rose e seguiu com a garotinha para o quintal dos fundos, onde se sentou em um dos balanços após tê-la colocado no outro, ao seu lado. Começou a contar-lhe uma história que nunca havia lido antes. Algo sobre magia e amor verdadeiro. A criança ria alegremente, balançando-se enquanto ouvia suas palavras e isso lhe trazia imensa satisfação. Quando está prestes a começar um novo conto, Rose salta do balanço assustando-o. Encara-o com seus grandes olhos azuis brilhando de expectativa.
– Hey, Esquilo! Vamos até o parque! Podemos brincar nas árvores perto do lago e tomar sorvete!
– Vá com calma, Guaxinim! Eu nem terminei de contar a outra história!
– Você pode me contar lá!
– Não sei, Rose. Daqui a pouco eu preciso ir para casa. Tenho que conversar com a minha mãe.
– Por favor! Só um pouquinho! Depois você vai para a sua casa e eu prometo que não vou pedir mais nada por um ano!
– Duvido.
– Tá bom. Não peço mais nada por uma semana.
– Ainda duvido.
– Vamos, Esquilo! Por favor!
A menina ergueu os olhos suplicantemente e ele poderia jurar que estava prestes a chorar. Sabia que muito provavelmente se arrependeria disso mais tarde, mas ignorando tal pressentimento, deu-se por vencido, pegou a mão da pequena e partiu, sem olhar para trás.
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Através do vidro da cozinha, Regina observa os filhos no quintal. Ambos estão sentados lado a lado nos balanços que Henry e Killian construíram no verão passado. O garoto lê uma história no grande livro, gesticulando sem parar e mudando a voz para interpretar um ou outro personagem. A menina ri enquanto se balança, escutando atentamente as palavras do irmão. Por um instante, tudo estava exatamente onde deveria estar.
A rainha suspira e segue para o forno, com um sorriso nos lábios. Os biscoitos já deviam estar prontos. Era só colocar eles em outra travessa e preparar o suco e então poderiam fazer o lanche da tarde.
– Sinto cheiro de biscoitos quentinhos! Adoro biscoitos.
– Pois vai ter que esperar. Ainda vou preparar o suco. Além do mais, eles estão bem quentes, acabei de tirar do forno.
– Não vai me deixar pegar um?
– Não. Vamos comer todos juntos. Por Deus, Killian! Você está pior do que a Rose! Da última vez, ela tentou surrupiar um biscoito e acabou queimando a mão. Pelo menos aprendeu a me obedecer quando digo que deve esperar.
– O que posso dizer, querida? Eu adoro biscoitos.
O homem se aproxima e a envolve em seus braços. Sua mão desce discretamente para a assadeira que repousa atrás dela, sobre a mesa e tenta roubar um biscoito.
– Au! Está realmente quente!
– Eu avisei. Você podia ao menos ter sido inteligente o suficiente para espetá-lo com o gancho.
Killian se afasta, abocanhando o biscoito e jogando diversas vezes a parte restante para cima, objetivando esfria-la.
– Vou pensar nisso na próxima vez – Diz com a boca cheia.
A rainha suspira, calça a luva térmica e despeja os biscoitos em uma vasilha transparente. Em seguida, prepara o suco de laranja, coloca os copos e os guardanapos sobre a mesa e respira aliviada. Estava tudo pronto. Podia chamar os filhos.
Segue para o quintal dos fundos com um sorriso nos lábios. Henry ficaria muito feliz ao saber que ela preparara seu lanche preferido. Seu coração quase salta pela boca ao ver o balanço vazio. Onde haviam se metido?
– Killian?! – A rainha chama pela primeira vez e não obtém resposta. Com um ligeiro desespero crescendo em seu estômago, torna a chamar pelo pirata, desta vez em um tom mais alto. – Killian!
– O que houve, querida? – o homem aparece na porta, ofegante.
– Henry e Rose! Onde eles estão?
– Estavam aqui agora mesmo.
– Isso eu sei! O problema é que não estão mais! – Diz visivelmente alterada.
– Tenha calma, querida. Eles não podem simplesmente ter desaparecido. Devem ter subido para os quartos ou coisa assim. Não teriam saído sem avisar.
– Henry nunca sobe para os quartos. Tem algo errado, Killian, eu sei disso!
– Como pode saber, Regina?
– Eu sou mãe deles! Não sei explicar, mas sinto que algo não está certo. Isso vai muito além de qualquer magia.
– Vamos procurá-los.
O casal sai pela casa, chamando pelos garotos sem nenhuma resposta. A cada segundo, o desespero crescente sufoca-os ainda mais. Por fim encontram-se na sala, ambos com uma expressão preocupada no rosto.
– Não estão aqui.
– Droga! Eu sabia que algo estava errado.
– Onde podem ter ido? Não tem nada para fazer nessa cidade!
– Henry teria me avisado caso resolvesse levar a Rose em algum lugar. Ele sabe que eu ficaria maluca se eles simplesmente desaparecessem do nada.
– Fique calma, meu amor. Vamos procurá-los. Podemos chamar Emma e os Charming para ajudar na busca.
– Você está maluco?! Emma vai surtar se souber que Henry veio até aqui e simplesmente desapareceu.
– Regina, não seja irracional. Ela é mãe dele também. Você gostaria de ser avisada se fosse o contrário. Além do mais, quanto mais gente ajudar a procurar, maior é a chance de os encontrarmos logo. Se alguém ousar tocar na Rose, vai se ver comigo. E não vou ser bonzinho dessa vez.
– Você não vai precisar fazer nada, querido. Se um fio de cabelo de qualquer um deles estiver fora do lugar, o culpado vai enfrentar a fúria da Rainha Má. E não respondo por mim dessa vez. Odeio admitir, mas você está certo. Vamos até a delegacia.
A mulher dispara porta afora com o homem aos seus calcanhares. O desespero tomando conta de cada terminação nervosa de seu corpo. Encontraria seus filhos nem que fosse a última coisa que fizesse.
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Continua...
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