Notas iniciais
Hola muchachos! Demorei (como sempre) mas cheguei. É que a vida anda bastante corrida agora :/ Espero que gostem do cap. Dica da tia: Abra a janela e pegue um copo de gelo. Sem mais. Não deixem de comentar! Beijo!

– Você está bem, querida? Parece preocupada. O que o garoto queria?

– Está tudo certo... Eu... Henry queria conversar sobre o sonho.

– Aquele que vocês tem em comum?

– Isso.

– O que ele disse?

A mulher se acomoda na cama, ao lado do pirata, e suspira antes de começar.

– Ele ainda o tem, assim como eu. Contei para ele que o compartilhamos. Confesso que pensei que ele ficaria assustado, mas não, isso o intrigou ainda mais e devo dizer que a mim também. Por mais que eu tente encontrar uma explicação lógica para isso tudo, não consigo chegar a conclusão alguma.

– Talvez não seja nada. Vocês obviamente tem uma conexão, são mãe e filho. Isso pode estar relacionado a algo que viveram juntos ou até mesmo a alguma história que você contou para ele quando pequeno.

– Tem mais.

– Mais?

– Sim. Ele sonhou com Neverland e com o episódio da torta de maçã que preparei para Emma e ele comeu por engano, além de outras coisas. Acredita que é por causa das histórias do livro que ele sempre lê para a Rose.

– No que você acredita?

– Que de algum modo suas lembranças estão ali, batendo na porta, prontas para voltar, apenas esperando que ele acredite nelas. Mas agora isso não é tão simples.

– Por que não?

– Porque ele cresceu. Rose acreditaria, Henry não. Não mais. Não sem provas.

– Emma acreditou.

– Mas ela teve provas mais que suficientes para isso. Não posso oferecer algo assim ao meu filho sem expô-lo. Tentar forçá-lo a se lembrar irá feri-lo sentimentalmente e pode nem funcionar. Continuarei procurando outro jeito.

– Ainda vamos acabar enlouquecendo por causa dessa coisa toda. A cada dia que passa, sinto que estamos mais próximos de chegar ao fim disso tudo e confesso que eu tenho medo dessa situação, porque não acredito que conseguiremos livrar Rose de ser a salvadora. Ela terá de cumprir com seu destino, sem que possamos evitar e temo que isso a machuque.

– Droga! Por que tem que ser tudo tão difícil?! Desde o princípio, tudo o que eu desejava era ser feliz. Mas sempre tem algo que me impede de alcançar o pote de ouro. Você e Rose são partes importantíssimas dessa felicidade que eu tanto almejo, no entanto, todos sabem que ela só poderá ser completa quando meu filho se juntar a nós. Henry precisa se lembrar.

– Eu sei, querida. Venha cá. — O pirata a envolve em um abraço.- Vamos dar um jeito nisso. Todos nós, juntos. E se for preciso que a nossa filha salve a todos nós, estaremos com ela até o fim. O garoto vai lembrar e voltaremos para o nosso lar. Tudo ficará bem, eu juro.

– Espero que você esteja certo. — Suspira.

O Capitão pousa os lábios no pescoço da rainha e ela estremece diante do toque inesperado. Sente um calor lhe percorrer a espinha e um súbito arrepio na pele. Decide ceder às sensações. Eram uma coisa segura. Mesmo que tudo no mundo mudasse, dois corpos se amando era algo que não tomaria outra forma. Lentamente, a mulher se vira para o pirata e captura sua boca em um beijo paciente e profundo. Hook toca as bochechas da parceira com as costas da mão. Seus dedos se perdem nos cabelos curtos e bagunçados. Os olhos dela estão marejados, mas ele consegue enxergar através deles, como sempre fizera. Conforme acaricia o rosto de porcelana, ele observa as pupilas dela dilatarem ligeiramente e os olhos tomarem uma tonalidade que ele até então jamais havia enxergado neles. Quando cai em si, se percebe a menos de dois dedos de distância de seu rosto outra vez. E então que permite que seus lábios se toquem novamente. Aprecia o calor da boca feminina, que o convida a ficar. Investe, tocando a maciez com sua língua e ela responde, dando-lhe passagem para que explore melhor.

Sua mão segura o quadril feminino com firmeza enquanto seu gancho desliza as alças da camisola transparente pelos ombros da mulher. Permite que sua boca se perca na pele alva do pescoço dela. Os dedos delicados da rainha passeando por seu tórax, sentindo suas costelas, apertando seus ombros. O pirata termina de puxar o delicado tecido rendado para baixo, e finalmente encontra os seios macios. Sua língua toca um dos mamilos, fazendo-a gemer. Ele então continua.

Enquanto sua boca suga e mordisca, sua mão invade a calcinha azul, encontrando seu centro e sua feminilidade pulsante, e seus dedos começam a brincar ali, provocando-lhe ainda mais gemidos. Antes que pudesse pensar em mais alguma coisa, sentiu-a invadir também suas calças. Os dedos ágeis acariciando sua anatomia, pressionando delicadamente, promovendo um delicioso movimento de vai-vem e ele sente o sangue correr em uma velocidade absurda por suas veias. Quando sentiu que estava quase no ápice, ela o liberta, deixando-o vermelho e ofegante. Killian sorri maliciosamente e aperta os olhos. Desliza de uma vez só a camisola e a calcinha pelas pernas da prefeita e afasta suas coxas. Rapidamente, ele a puxa mais para a beirada da cama e ajoelha-se no chão para ter melhor acesso.

Sua mão segura os quadris dela com firmeza e sua boca se perde em sua feminilidade, acariciando de um modo alucinante. Seus lábios a sugam e arrancaram-lhe um grito do fundo de sua garganta. Ele pode sentir a rainha se contorcer frente à sua boca. Regina luta desesperadamente para encontrar os cabelos dele, mas seus dedos se perdem no meio do caminho. Como se pudesse pressentir seus movimentos, Hook a surpreende com leves mordiscadas toda vez que ela tenta se aproximar, fazendo-a perder novamente todos os sentidos.

Por fim, ela estremece e ele sorri. O homem levanta-se vagarosamente e começa a distribuir beijos pelo corpo da parceira. Ele a ajeita na cama e coloca-se por cima dela. Por um instante, observa o movimento ofegante de seu peito, subindo e descendo descompassadamente. A pele brilhando de suor e as bochechas ruborizadas. Sente que poderia ficar ali, simplesmente olhando para ela por toda a sua vida. Nunca a vira tão linda.

Livrou-se de suas próprias calças e contemplou os olhos da rainha escurecendo ainda outra vez, enquanto a penetrou suavemente. Seus lábios tornaram a se perder no pescoço dela enquanto seus quadris iniciaram uma dança, que começou lenta e delicada, como uma valsa e terminou em um ritmo acelerado e constante, como o de uma batida eletrônica, fazendo-os estremecer convulsivamente.

Regina arqueia o corpo, enterra as unhas em seus ombros e geme o nome dele. E o Capitão sente-se completamente satisfeito, como nunca havia estado antes. Como se fosse esta a melhor sensação que já experimentara na vida.

Quando os espasmos terminam, ele se retira dela lentamente e tomba para o lado, exausto. Seus braços a enlaçam pela cintura, e ela apoia cabeça em seu peito. Killian espeta a barriga da prefeita com o gancho, provocando-a e ri quando ela protesta.

– Sente-se melhor agora, amor?

– Sem dúvidas.

Regina sente seu corpo estremecer enquanto ele sorri contra sua nuca. Aninha-se ainda mais nos braços do pirata e suspira.

– Sei que temos repetido isso como um disco riscado, mas eu realmente tenho a sensação de que estamos perto de algo grande, querida. Essa coisa entre você e o garoto está ficando mais forte e esses outros sonhos que ele disse ter... Bem, ainda é muito confuso, mas compartilho de seu pensamento. Talvez sejam suas lembranças tentando vir à tona. Só precisamos encontrar o botão certo e ativá-lo. Henry acreditou uma vez e não creio que sua essência tenha mudado tanto assim, se é que você me entende. Ele vai acreditar novamente. Sei disso.

– Obrigada por enfrentar isso tudo ao meu lado. Não sei o que faria sem você e Rose aqui para me manterem firme. Vocês são tudo o que eu tenho.

– Nós vamos conseguir, Regina. A sua felicidade. Vamos encontrar o seu pote de ouro e provar para todo mundo que vilões podem sim ter um final feliz.

– Amo você.

– E eu amo você.

O homem acaricia os cabelos da rainha cuidadosamente. Ela tenta resistir por algum tempo, mas por fim se dá por vencida e entrega-se a um sono sem sonhos. Bem, talvez um. Aquele que ela já vinha sonhando a muito tempo.

~~oOo~~

Continua...

Notas finais
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