Notas iniciais
Oi, gente! E ai, como estão? Estão gostando da fic? Espero que sim. Vim aqui deixar mais um cap. Tem algumas revelações ai :B Espero que gostem :D Deixem seu comentário no final, por gentileza :D Eles me motivam a continuar essa historia mais rápido :B Beijinhos :*

O dia seguinte foi como uma bomba. Esperança e devastação. Regina se levantou cedo, vestiu-se rapidamente e saiu. Ligou para Bella no caminho, pedindo permissão para entrar na loja de Gold. Para sua surpresa, a jovem já estava lá. Não conseguira dormir muito bem naquela noite. Sonhara com o amado e isso a deixou grandemente perturbada. Saiu de casa ainda de madrugada e partiu para a loja intentando organizar as coisas dele para que assim pudesse o sentir mais perto. No entanto, precisava de um banho e um café. Aguardou até que a rainha chegasse ao estabelecimento e partiu, deixando-a lá a fazer o que faziam todos os dias: Buscar pistas sobre o artefato que poderia representar a libertação.

Seguiu para os fundos da construção e pela milésima vez, lançou um feitiço revelador. Novamente não obteve resposta alguma. Até que um simples desequilíbrio que quase a derrubou no chão fez com que descobrisse sem querer uma tábua solta. O piso era velho, talvez aquilo não significasse nada. Mas não custava olhar. Com bastante dificuldade, abaixou-se lentamente e removeu a tábua. Uma pequena caixa de madeira com uma pedra vermelha em cima repousava ali. Apanhou-a rapidamente e tendo arrumado a tábua, levantou-se. Céus, seria possível que o artefato que tanto ansiava encontrar estivesse ali? Seus dedos passearam pela estrutura do objeto e encontraram o fecho simples. Abriu. Para sua surpresa e desapontamento, não havia ali artefato algum. No entanto, seu achado a perturbou grandemente. Um pergaminho. E nele, as seguintes palavras:

“Um novo caminho,

Uma nova terra

Uma nova maldição

Uma nova salvadora

Rose.”

“Céus! Mas quem diabos é Rose?!” Conhecia cada pessoa naquela cidade e estava certa de que nenhuma delas se chamava Rose nem antes e nem agora. Ótimo. Alguém vai simplesmente chegar outra vez e acabar com tudo. A história torna a repetir-se. De algum jeito essa tal Rose virá de fora. Mas desta vez será diferente. É a vida do meu filho que está em jogo, além de toda essa droga de cidade. Vou acompanhar isso tudo tão de perto, que essa mulher vai sentir minha respiração em sua nuca.

Guardou o pergaminho consigo e tornou a procurar, sem sucesso. Bella não demorou a retornar. No entanto, Regina decidiu não contar nada sobre o que havia encontrado. Ninguém devia saber sobre isso ainda. Nem mesmo Killian. Assim ela poderia arquitetar um plano com tranquilidade. Voltou para a casa ao anoitecer e escondeu a caixa em um lugar seguro. Precisava pensar com calma sobre tudo aquilo. Não era simples assim. Muita coisa estava em jogo e era melhor que descobrisse quem era a tal Rose o mais rápido possível.

Por algumas semanas, refletiu silenciosamente sobre o assunto. Até que a resposta do enigma foi simplesmente jogada em sua cara. Estava sentada no quarto de Henry olhando os desenhos do filho quando sentiu a primeira contração. A onda de dor surgiu de uma maneira tão forte e inesperada que ela perdeu o ar. Não saberia explicar o que sentiu naquele momento. Felicidade, medo, ansiedade, satisfação. Havia chegado a hora.

A mulher levantou-se, vestiu-se rapidamente, ligou para seu pirata, apanhou a bolsa e saiu para o hospital. Durante aqueles momentos de dor alucinante, medo e apreensão enquanto o parceiro não chegava, sua mente viajou, levando-a por um tour de reflexão sobre toda a sua vida. Em partes, isso era bom. Concentrando-se em outra coisa, conseguia fugir um pouco do sofrimento físico. No entanto, o sofrimento psicológico apenas aumentava. Por fim, Hook chegou e trouxe com ele a esperança de conforto. O homem segurou sua mão e permaneceu ao seu lado, incentivando-a a cada tomada de fôlego para um novo empurrão. E após muito esforço, finalmente ouviu um chorinho agudo que foi a música mais linda que já ouvira em toda a sua vida. Seu coração se moveu de um modo diferente dentro do peito ao ver sua filha pela primeira vez. Uma sensação tão absurda de felicidade que a fez pensar que não resistiria. Nunca experimentara tal sentimento. Bem, talvez uma única vez, quando recebeu nos braços seu outro filho – Henry. Não estava suada, ofegante, cansada, dolorida e chorosa, mas ainda assim estava ganhando um bebê.

Lembrou-se da brincadeira de Killian naquele momento. Algo sobre ela ser tão obsessiva com maçãs que as bochechas do bebê pareciam um pequenino par delas. Encantou-se de uma maneira inexplicável ao contemplar os olhos da filha. Olhos como os do pai: Tão azuis quanto o mar que ele tanto amava. Foi quando o pirata disse que tinha o nome perfeito para a menina. Não haviam pensado muito nisso. E então ele disse: Rose. Sentada na cadeira de balanço e embalando sua garotinha, Regina estremeceu pela segunda vez. Foi como se estivesse experimentando novamente aquela sensação de choque quando finalmente conseguiu compreender. Apertou mais a criança contra seu peito, como se intentasse protege-la, mas sabia que seria em vão. Um dia ela teria que seguir seu destino.

A mão que pousou delicadamente sobre seu ombro a assustou. Não havia o ouvido chegar. Killian tinha passos silenciosos que muitas vezes a surpreendiam.

– Boa noite, majestade. – Diz, beijando-lhe a bochecha.

– Boa noite, princesinha! – Continuou, curvando-se para beijar também a filha.

– Você demorou.

– Encontramos algo promissor. Descobrimos a aparência do artefato, minha querida! Bella achou uma espécie de livro de inventário. Ele listava todos os objetos mágicos importantes que pertenciam a Gold e sua utilidade. Infelizmente não citava a localização deles e nem o feitiço usado para escondê-los. Era como um diário. Estava escondido na casa dele.

– Isso é ótimo! E com o que se parece?

– Aqui está. Fiz um desenho dele.

O homem tira um papel do bolso e mostra o desenho à rainha. Um medalhão redondo, com uma bonita pedra azul. Na parte de trás, algumas palavras em um idioma desconhecido estavam gravadas.

– Tinha essas coisas escritas atrás. Você reconhece essas inscrições?

– Não. – Suspirou. – Jamais vi isso em toda a minha vida. Nem o medalhão e nem as inscrições. Nesse livro que vocês encontraram, havia instruções a respeito do modo de uso?

– Não. Acho que teremos que descobrir isso sozinhos.

– Querido, tenho algo para te mostrar. Ocultei isso por um tempo para pensar a respeito, mas já não posso esconder de você.

– Me admira que em todo esse tempo você ainda não confie em mim o suficiente para compartilhar suas descobertas.

– Não é isso. Quando você ver, vai entender. Segure-a aqui por um instante, por favor. Cuidado com o gancho.

– Minha querida, não precisa me dizer como segurar a minha filha. Acho que consigo fazer isso sem machuca-la.

– Desculpe, não foi isso que eu quis dizer. Só estou um pouco nervosa.

Regina entrega a criança ao pai e sai por alguns instantes. Dirige-se ao seu esconderijo, lança um feitiço de revelação e permite que suas mãos atravessem a bonita pintura do quadro, alcançando a pequena caixa de madeira ocultada ali atrás. Em seguida, retorna ao quarto da filha, tomando coragem para revelar o grande segredo.

– Killian, o que eu vou te mostrar agora é muito sério. Espero que compreenda. Um pouco antes de a nossa filha nascer eu fui à loja de Gold , como estávamos fazendo todos os dias. Acho que você vai se lembrar da data. Passei aquela noite inquieta e acabei te acordando. Discutimos um pouco sobre meninos e meninas e depois fizemos amor. Lembra disso?

– Sim. Foi uma noite e tanto. — Ele ergue a sobrancelha sugestivamente.

– Bem, naquela manhã eu saí bem cedo e fui até lá. Minha intuição me dizia que eu acharia algo grande e eu tinha esperanças de que fosse o artefato. Liguei para a Bella e ela já estava lá. Também não teve uma boa noite. Quando eu cheguei, ela me deixou sozinha por um tempo. Foi para casa tomar um banho e comer algo. Segui para os fundos da loja e mais uma vez lancei um feitiço de revelação. Aquilo já tinha virado um habito. Varri o ambiente com os olhos procurando algo diferente que ainda não houvesse notado e então me desequilibrei e quase cai. Foi quando percebi que o motivo de minha quase queda era uma tábua solta. Não tinha certeza de que estava ali antes, então mesmo com toda aquela dor nas costas, os pés inchados e a barriga imensa, me abaixei com cuidado e a removi. Não podia esperar até que alguém chegasse. E lá embaixo da tábua estava esta caixa escondida.

Regina se aproxima do pirata e estende o braço para pegar a filha, enquanto a outra mão lhe oferecia a caixa. Killian abre o fecho, desconfiado. Dentro do recipiente, sobre uma espécie de acolchoado vermelho, repousava um pergaminho. Seus olhos encontraram os da mulher a sua frente, esperando respostas, mas encontraram apreensão. Desenrolou o papel e leu as palavras caprichosamente estampadas de dourado sobre o fundo branco. Ficou perplexo por alguns instantes até conseguir assimilar tal informação. Antes que pudesse perguntar, a rainha continuou:

– Eu não mostrei para vocês todos imediatamente porque precisava pensar. Tente entender. Da primeira vez, eu lancei uma maldição e a Emma surgiu para trazer a salvação. Isso foi devastador. Não pelo fato de ela ter destruído o mundo novo que criei, mas por ter afastado meu filho de mim. Entretanto, eu sabia que isso aconteceria um dia. A filha de Charming e Snow simplesmente encontraria o caminho e seguiria seu destino. Porém eu desconhecia o fato de que haveria Henry. Quando li esse nome no pergaminho, ele não significava nada para mim. Não consegui me lembrar de ninguém que se chamasse assim nem antes e nem depois da maldição. Por isso institui como missão pessoal descobrir quem era essa mulher antes de alarmar todos vocês. Eu queria seguir seus passos de perto para garantir que tudo daria certo. Por algumas semanas eu pesquisei a fundo cada mulher dessa cidade, tentando encontra-la. Foi quando nossa filha nasceu. E você disse que sabia seu nome. Não poderia ser outro. Rose.

– Céus, Regina! Como você me escondeu isso?! Ela é minha filha também!

– Eu sei! Me desculpe! Tente entender! Por toda a minha vida, nunca houve alguém em quem eu pudesse confiar de verdade, então tive que aprender a resolver as coisas por mim mesma. É quem eu sempre fui e não sei ser de outro jeito. Precisava ter o controle dessa situação.

– Pode nem ser ela. Esse nome simplesmente veio na minha cabeça e eu gostei. Não quer dizer que ela seja a salvadora.

– É ela, Killian. Não pode ser uma simples coincidência. Eu sei que é ela. Sinto aqui dentro. Não há nada que possamos fazer a respeito.

– Droga! – O pirata joga a caixa na parede com violência. O bebê começa a chorar assustado.

– Muito bem, Hook! — Regina aperta a criança gentilmente contra seu peito e começa a balançá-la.

– Me desculpe, querida! – Diz afagando o cabelo delicado da filha – Eu não queria assustá-la. Eu só quero... Protegê-la. – Sussurrou. – O que fazemos agora?

– Eu não sei. Não temos o artefato e não sabemos como encontra-lo. Rose ainda é um bebê recém nascido, isso pode demorar um bom tempo ainda.

– Precisamos de um plano, Regina.

– Vamos manter isso em segredo por enquanto. Vou guardar esse pergaminho em um lugar seguro e enquanto isso, continuamos buscando o medalhão. Talvez se conseguirmos encontra-lo e descobrir como usá-lo nós a livramos desse destino.

– Você está certa. Agora, mais do que nunca vou procurar incansavelmente. Não há maldição nesse mundo que me impeça de cumprir meu papel de pai e proteger minha filha.

~~oOo~~

Continua...

Notas finais
E ai, o que acharam? Tá ficando bom? Não deixem de comentar! Cada comentário eleva meu nível de motivação e quando estou motivada, escrevo com o uma máquina. ;)