We found love in a hopless place II
3 Capítulo 3
Notas iniciais

– Talvez haja um outro jeito, Regina. Tem certeza de que não conhece nenhuma outra maneira de acabar com isso tudo?
– Você realmente acha que se eu soubesse de alguma coisa já não teria feito?! Honestamente Mary, não tem ninguém mais interessado em nos livrar disso do que eu!
– Está certa disso? Me desculpe ser tão franca, mas de todas as pessoas dessa cidade você é a que está mais feliz. Tem sua filha e o homem que ama perto de você. Mesmo que se sinta miserável por causa de Henry, tente pensar em tudo de bom que você tem e as outras pessoas não podem ter. Como acha que eu me sinto por Emma? E por Henry também, afinal ele é meu neto.
– Ok, estou sendo egoísta. Todos nós estamos grandemente interessados no fim dessa maldição. Tenho certeza de que se qualquer um de nós tivesse algum plano já teria executado.
– Bem, talvez eu tenha um plano.
– E que plano seria esse?
– Você acha que... Se trouxermos Emma de volta, você pode fazê-la lembrar? Consegue resgatar as memórias dela?
– Sim eu... Tenho uma poção para isso. Mas não seria suficiente para ela e Henry. E eu não sei produzir mais. Recebi isso de Gold como pagamento por uma antiga dívida. Mas de que adiantaria trazê-la de volta? Eles estão seguros agora.
– Emma tem um dom. Ela é boa em encontrar coisas. Talvez tenha mais sucesso que nós na busca pelo artefato.
– Talvez. Pouco provável, mas pode funcionar. Porém não sei se é seguro trazê-los para cá agora. Não do jeito que está.
– Eles estão fora da maldição. Não estavam mais aqui quando aconteceu. Ainda poderão viver juntos em segurança.
– Não quero que meu filho sofra, mas se isso funcionar será bom para ele também.
– Vamos conversar com os outros. Se todos concordarem, executamos o plano.
– Certo, podemos resolver isso juntos, afinal, é uma escolha que interfere na vida de todo mundo.
– Exatamente.
– Se não se importa, vou para casa. Preciso alimentar minha filha.
– Ok. Nos vemos mais tarde na loja então?
– Sim. Estarei lá. Adeus.
– Adeus.
~~oOo~~
– Killian?! Precisamos conversar. – A mulher grita na porta da frente. Abandona o casaco vermelho no cabide e segue para procura-lo.
O homem sai do banheiro segundos depois, enrolado em uma toalha. Os cabelos pretos pingando no tapete.
– Pelo amor de Deus, seca esse cabelo!
– Desculpe, querida. Seu tom parecia urgente.
– E é. Onde está Rose?
– Dormindo. Por isso eu fui tomar banho.
O pirata desenrola a toalha do corpo, revelando sua nudez, e começa a enxugar os cabelos. Regina revira os olhos, indignada.
– O que houve, majestade? Não resiste a um pirata?
– Isto é sério, Killian. – Diz, tentando permanecer tranquila. – Eu estava falando com Mary Margaret.
– Sinto muito.
– Não por isso. A coisa é séria. Ela veio com uma sugestão que talvez não seja tão estúpida quanto de costume.
– Ok, isso é novo. Qual é a ideia brilhante?
– Trazer Emma de volta.
O pirata engoliu seco.
– Por que?
– Ela é boa em encontrar coisas. Talvez consiga achar o medalhão.
– Ainda assim, não saberíamos usá-lo.
– Mas pelo menos o teríamos em mãos. Seria mais fácil descobrir.
– Querida, você não está achando isso uma boa ideia só pelo fato de que o Henry vem junto?
– E você parece bem interessado em evitar a vinda dela.
– Assim você me ofende, majestade. Antes eu certamente faria tudo para tê-la aqui por todos os motivos que você já conhece. Mas hoje é diferente. Eu amo outra mulher e tenho uma filha que é tudo o que existe de mais importante na minha vida. Só estou preocupado com o fato de você estar se empolgando com isso pelo motivo errado.
– Ela me perguntou se eu seria capaz de resgatar a memória da Emma. Posso fazer isso. Tenho uma poção específica. Mas existe um problema: Só tem o suficiente para uma pessoa e eu não sei como produzir mais porque recebi ela de Gold como pagamento pela prestação de um serviço. Emma saberia de tudo, mas Henry viria às cegas.
– Tem certeza que quer fazer isso, Regina? Tem ideia do que ver seu garoto e ele não lembrar de você vai te causar?
– Pelo menos vou vê-lo, Killian. Agora eu não tenho nem isso. – Diz visivelmente entristecida. – Pode ser difícil de entender, mas faço isso pelos meus dois filhos. Temos procurado o artefato por quase dois anos e o máximo de avanço que tivemos foi descobrir que se trata de um medalhão. Se Emma conseguir localizá-lo, talvez possamos descobrir como usá-lo e Rose estará livre desse destino desconhecido. Emma já foi a salvadora uma vez, talvez possa ser novamente. E então eu poderia ter meu filho perto de mim outra vez, em segurança.
– Você está certa. Talvez seja uma boa ideia.
– Mary Margaret vai contar a todos hoje na loja. Se concordarem, arranjaremos uma estratégia.
– Ok, vou me vestir.
– E eu vou ver a Rose. Está na hora dela comer.
Os dois sobem juntos e no corredor cada um segue para um quarto absolvido em seus próprios pensamentos. Quão doloroso seria trazer Emma e Henry de volta? Será que o que tinham não era o suficiente? Só o tempo saberia responder.
~~oOo~~
Continua...
Fale com o autor