Notas iniciais
Oi, gente :D Tentei voltar o mais rápido que deu. Muito obrigada a todos os que comentaram no cap anterior. Os comentários de vocês me motivam muito, de verdade. Confesso que pessoalmente não gostei tanto desse cap. Acho que ele não ficou tão bom quanto deveria. Apaguei várias vezes e reescrevi algumas partes e acabou ficando desse jeito. Enfim, espero que possa agradar vocês :) É um cap de transição e eles nunca são muito fáceis de escrever. Agradeço a todos que seguem acompanhando essa história e peço que não deixem de comentar, porque somente assim eu saberei se estou ou não indo pelo caminho certo. Super beijo! :*

Um sorriso brotou no lábio do senhor das trevas ao ouvir os passos ecoando apressadamente pelo corredor, soando cada vez mais próximos. Em questão de segundos, Regina surge a sua frente, acompanhada por uma adorável garotinha com os cabelos escuros como a noite, olhos azuis como o céu e lábios rubros como uma maçã.

– Ora, ora, ora! – Diz, tamborilando os dedos – Vejo que tudo ocorreu conforme o planejado.

A rainha sorri e ergue uma sobrancelha.

– Você estava certo. Ela conseguiu. Peter Pan agora não passa de uma desagradável história para contar.

O homem olha com curiosidade para a pequena garotinha que tenta se esconder, envergonhada, atrás das pernas da mãe.

– Ela se parece muito mais com você do que eu pensava. Em todos os sentidos. – Gold as analisa por um instante. — Se não se importa, eu realmente gostaria de sair dessa cela.

– Ah sim.

Regina torna a lançar-lhe um sorriso, desta vez com um misto de ironia, satisfação e puro prazer. Seus olhos brilham por um momento, enquanto saca a adaga que havia recuperado a pouco. Ela permite que seus dedos passeiem pela lâmina cuidadosamente, apreciando ao máximo aquele instante. E então, sussurra para o objeto: “Senhor das trevas, eu ordeno que saia dessa cela imediatamente”. Em questão de segundos, o homem estava ao seu lado, encarando-a apreensivamente. Rose puxa a saia da mãe para baixo e estende os bracinhos quando a prefeita coloca os olhos sobre ela. A mãe a pega no colo imediatamente.

– Quero o papai! Eu estou com medo! – Choraminga.

– Está tudo bem, meu amor. Nós já vamos embora, ok?

– Ok. – A pequena se aninha e pousa a cabeça no ombro da mulher.

– Vamos sair daqui. Temos que encontrar os outros.

Gold suspira e Regina não tarda a entender a mensagem escondida por trás daquele gesto.

– Ah, você quer isto aqui?! – Diz, sacudindo a adaga e tornando a sorrir ironicamente – Bem, talvez possamos chegar a um acordo.

– Você não vai desejar brincar comigo, queridinha.

– Tem certeza disso? Não acho que você está em posição de fazer exigências. – Ela ergue a sobrancelha e o encara por alguns segundos. Por fim, suspira satisfeita. – Eu não quero isso. Não quero nada disso. Vamos voltar para casa e espero que tudo possa ser diferente agora. Preciso apenas da minha família. É a única coisa que importa.

A rainha estende a adaga para o amigo e ele a apanha imediatamente, analisando-a com minucia.

– Algo realmente mudou em você, majestade. – Diz, visivelmente surpreso. – Jamais pensei que me entregaria isso sem uma luta.

– Espero estar fazendo a coisa certa. Não quero problemas com ninguém futuramente, especialmente você.

– Posso assegurar que enquanto não for necessário, você não tem com o que se preocupar.

– Vamos dar o fora daqui. Ainda precisamos arrumar um jeito de voltar para casa.

– Concordo plenamente. Tenho assuntos para resolver.

E então desaparecem em meio a uma fumaça roxa.

~~oOo~~

O grupo segue pela floresta desconhecida, a procura dos outros. Silenciosamente, Ruby se coloca a frente de todos, pretendendo guia-los sutilmente até a caverna que encontrara na noite anterior. Não demora muito até que estejam a poucos metros do local. Hook percebe a movimentação estranha antes mesmo que estejam a vista e alerta os outros, que se posicionam para um possível ataque.

– Que diabos?! – Emma aperta a espada um pouco mais, firmando-a.

– Essa não! Está todo mundo aqui! – Snow coloca as mãos sobre os lábios, em choque.

– Ah! Ai estão vocês! Gostaríamos muito de entender o motivo pelo qual viemos parar neste lugar e também o porquê de vocês não estarem conosco!

– Calminha ai, Leroy! – David toma a frente. – A maldição foi quebrada e fomos transportados para cá assim como vocês. Não sabíamos que a cidade toda teve esse destino.

– Nunca sabem de nada! Cadê a Regina?! Não estou vendo ela aqui. Aposto que está por trás de tudo isso! Nunca deixou de ser a rainha má!

– Meça suas palavras, amigão! – Hook dá um passo à frente, erguendo o gancho de modo ameaçador.

– Minha mãe não tem nada com isso! Muito pelo contrário! Ela foi levada!

– Então você se lembra?! Foi levada por quem, garoto?! Não acredito em nada disso! Onde estamos, afinal?

– Neverland. – David diz, sem cerimônia.

– Neverland?! Essa não é a casa do...

– Peter Pan. Isso mesmo.

Todos se viram para encarar a rainha que surgira do nada, sem que eles percebessem e várias coisas acontecem ao mesmo tempo. Killian corre até ela e a abraça protetoramente enquanto Henry grita “mãe!” e segue também ao seu encontro. Regina diz: “Já cuidamos disso” e todos os olhos se voltam para a figura de Gold, parado ao fundo, com os braços cruzados.

– RUMPLE! VOCÊ ESTÁ VIVO!

Belle cai sentada no chão, tremendo muito e chorando desesperadamente. O homem vai até ela e a ampara, dizendo-lhe que está tudo bem. Seus lábios encontram os dela, oferecendo conforto e calor. Neal se junta a eles e abraça o pai, com um sorriso no rosto.

– Pan me prendeu. – Diz enquanto acaricia os cabelos da amada. — Ele tinha a adaga e lançou a maldição. E então, por mais irônico que possa parecer, surgiu uma nova salvadora e acabou com a festa dele.

– Sinto interromper esta reunião de família, mas o que eu quero realmente saber é: Quando voltamos para casa? – Leroy torna a se pronunciar e as pessoas olham umas para as outras visivelmente confusas.

– Storybrooke não existe mais. – Mary Margaret diz, com pesar. – Como faremos para voltar para a Floresta Encantada?

– Ora, ora, ora, queridinha... – Gold se levanta e tamborila os dedos, encarando o grupo com uma sobrancelha erguida e um sorriso irônico. – Temos duas salvadoras, o senhor das trevas e uma rainha poderosa. Isso não será um grande problema.

~~oOo~~

Continua...

Notas finais
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