We found love in a hopless place II
16 Capítulo 16
Notas iniciais
A luz do luar entra timidamente pela janela da cabine do Capitão. Hook acomoda a rainha delicadamente sobre a cama de solteiro e se posiciona sobre ela, com cuidado. Seus lábios pressionam os dela com paixão. Aquele não era o local ideal, mas talvez o espaço reduzido deixasse as coisas mais interessantes. Seu gancho corre pelo corpo da mulher e desliza seu vestido para cima, fazendo-a estremecer mediante ao contato do metal frio com sua pele. Desce beijando o pescoço feminino e seguindo para o vale entre os perfeitos seios da mulher. Regina ergue os braços e tira com cuidado o colar que enfeita seu pescoço. Agilmente, tira o casaco do pirata e sua camisa branca. Suas mãos passeiam pelas costas largas enquanto a dele trabalha no zíper de seu vestido. Os beijos que ele deposita em seu corpo a alucinam tanto que não consegue pensar e tampouco controlar-se. Os gemidos simplesmente insistem em sair incoerentemente de seus lábios, concordando com o toque da língua dele. A rainha sente sua roupa deslizando por seus ombros e por suas coxas, na direção oposta. A boca do pirata envolve um de seus seios ao mesmo tempo em que seus dedos ágeis tocam sua feminilidade e ela não pode deixar de gritar, sentindo seu corpo reagir a cada carícia, preparando-se para ele.
Hook continua com seu trabalho, traçando caminhos com a língua pelo corpo da mulher, descendo por seu peito, seu ventre, puxando o vestido para baixo, deslizando-o pelas longas pernas e lançando-o em um canto qualquer, até chegar no ponto que sua boca tanto desejava e concentrar-se em acariciar o sexo feminino com ela. Regina sente sua cabeça rodar. De repente, suas mãos não sabem como agir, suas palavras perdem todo o sentido e tudo ao redor simplesmente desaparece. Tudo se resume àquele toque delicioso e todas as sensações que ele proporciona. Está perto. Perigosamente perto. Deliciosamente perto. E então ele para, e ela sofre com o abandono. Seu peito sobe e desce, ofegante e isso o faz rir. A rainha o envolve com suas pernas e em um gesto ágil e ousado, inverte as posições. Suas mãos correm rapidamente para o cinto dele e tentam desatá-lo, sem sucesso. Enfurecida, ela movimenta os dedos e o objeto surge em sua mão. Sem cerimônia ela o lança ao monte de roupas que já estavam no chão. Não demorou até que pirata estivesse também completamente despido.
– Gostei da sua tática, amor. Muito mais rápido despir alguém dessa maneira.
– Não me provoque, pirata. Posso arrancar seu coração.
– Verdade. Mas não vai querer fazer isso.
– Por que não?
– Por que não precisa tomar algo que já é seu. E você não quer me destruir.
– Acho bom você me provar que realmente vale a pena.
– É pra já.
O pirata enlaça a cintura da rainha e com um leve esforço, torna a inverter as posições. No entanto, são surpreendidos por uma forte onda que chacoalha o navio, fazendo com que caiam no chão. Uma grande tempestade se formava do lado de fora e a chuva não demoraria a vir. Regina rola por cima dele e ele torna a rolar por cima dela, propositalmente. Suas testas se encontram em um gesto carinhoso enquanto ambos caem na gargalhada.
– Se não se importa, acho uma boa ideia nos livrarmos disso aqui por enquanto. – Ela tira o gancho do homem com cuidado. – Não quero sofrer nenhum acidente.
– Não gosto de ficar sem meu gancho, mas se te deixa mais segura, posso fazer esse esforço. Eu sei compensar a minha deficiência.
– Vai ter que provar que sabe mesmo.
Ela ergue a sobrancelha sugestivamente e ele faz o mesmo, em resposta. Inesperadamente, Hook abocanha um dos seios da rainha e ela grita, surpresa. A mão masculina acaricia seu corpo, descendo por sua cintura, seu quadril, suas coxas. Regina afasta os joelhos, oferecendo-lhe melhor acesso e permite que suas unhas arranhem as costas largas do pirata sem nenhum cuidado. Seus lábios se encontram outra vez, devorando-se impiedosamente. A rainha desliza os dedos pelo peitoral do homem, seguindo por seu abdome e encontrando o que tanto procuravam. Ele já estava rijo, pronto. Sorri maliciosamente e toma-o em suas mãos, brincando, pressionando e acariciando. Mordisca a orelha do capitão e geme em seu ouvido, provocando-o. Killian já não pode – e nem quer – resistir. Afasta os dedos da rainha, e estando novamente em liberdade, desliza para dentro dela impiedosamente, fazendo a gritar outra vez.
Regina suspira e movimenta seu corpo junto ao dele, apreciando cada segundo da dança deliciosa e ousada. Suas pelves bailam animadas à meia luz, lançando-se uma a outra de um modo ritmado. Logo, as vistas começam a escurecer e não há mais nada além do toque um do outro. As respirações ofegantes somadas aos galopes de dois corações e aos gemidos incoerentes que escapam de uma ou outra boca. Continuam assim durante longos minutos até que por fim, estremecem. Ela primeiro e ele logo em seguida, para terminarem esparramados, um nos braços do outro, no chão da cabine do Capitão.
A chuva começa a cair do lado de fora, forte, impiedosa. Killian acaricia os cabelos da rainha com cuidado e admira suas bochechas rosadas por alguns instantes. Contempla seus olhos ainda escurecidos de desejo e se convence mais uma vez de que fez a escolha certa. Era aquele o lugar onde gostaria de estar e era ela a mulher que gostaria de ter.
– Não tenho como voltar para casa agora.
– Tem sim. Já vi você fazer isso várias vezes. Movimenta essa sua mãozinha linda e desaparece em meio a uma fumaceira roxa. Mas você não quer ir e eu realmente acho que deve ficar.
– Você está certo. Belle vai ter que cuidar de Rose esta noite.
– Não é como se eu já não tivesse pedido isso a ela.
– Pois então você presumiu que faríamos sexo e eu dormiria com você?
– E não é o que estamos fazendo, querida? – Ele ergue a sobrancelha em um tom divertido.
– Fico feliz que tenha pensado nisso. Acho que podemos nos divertir bastante esta noite. Só que antes – Ela se levanta e o puxa pelo pulso – deveríamos voltar para a cama. Apesar de apertada, é mais confortável.
– Nisso tenho que concordar com você.
Os dois acomodam-se sobre o colchão estreito, um de frente para o outro. Suas testas se encostam em um gesto íntimo e seus olhos dizem milhares de palavras mudas. Sorrisos brotam em uma e outra boca e carícias partem de uma ou outra mão, delicadas, um suave carinho. Por fim, adormecem felizes. Os corações encontrando conforto um nos braços do outro, como tanto desejaram.
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Continua...
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