Notas iniciais
Oi, meus amores! Um fato engraçado (ou não, porque na hora me deixou bem puta) - Quando o Nyah saiu do ar eu estava postando ¬¬ A página já estava pronta, era só eu dar o ok T.T Bom, como alternativa eu postei esse cap lá no La Mafia então alguns de vocês já leram. Mas como ele é continuação da história e alguns também não conseguiram ler lá no LM, vou postar ele agora antes do novo :) então, quem já leu é só passar para o próximo (ou reler, porque esse tá realmente bom) e quem não leu, sinta-se a vontade para ler o/ Nesse tem barraco. AHSAUSHAUSHAUHAUSHA Obrigada por virem, meus amores. Voltem sempre e não deixem de comentar!

A mulher entra na sala de reuniões com um sorriso no rosto. Sente uma pitada de culpa ao ver Belle embalando sua menininha. Rose ficava aos seus cuidados frequentemente nos últimos tempos e era notável o apego que a criança tinha pela moça. Não pode evitar sentir uma pitada de inveja ao ver a filha tão à vontade. No entanto, saber que dentro das atuais circunstâncias havia alguém que se importava o suficiente e que sentia um grande carinho por sua pequena e estava disposta a cuidar dela, era reconfortante.

– Bom dia, Belle.

– Regina! Bom dia! – Ela sorri.

– Rose! Oh, meu amor! Está dando trabalho à tia Belle? – Toma a pequena nos braços e beija sua bochecha. O bebê balbucia adoravelmente em resposta.

– Que nada. Ela é um amorzinho.

– Obrigada por fazer isso por nós, Belle. Você não tem obrigação nenhuma e dado o nosso histórico... Bem, é admirável que ainda assim queira nos ajudar. Agradeço de verdade. Seu apoio é muito importante.

– Eu já disse isso ao Hook e vou dizer a você também, Regina: Cuidar da Rose é algo que eu adoro fazer. Ela é tão pura e inocente... Não há maldade nenhuma dentro dela. Quando faço isso, não preciso pensar em todo o horror que estamos vivendo. Tudo é muito mais simples: Se resume basicamente à trocar as fraldas, alimentá-la, dar banho, brincar com ela e fazê-la dormir. Por alguns instantes é como se tudo estivesse em seu lugar. Durante esses instantes, eu esqueço que Rumple não está aqui comigo, e quando me lembro, penso que estou ajudando como posso para que você consiga encontra-lo, afinal se alguém tem uma chance real de fazer isso, esse alguém é você.

– Infelizmente estamos ficando sem opções. Já visitamos quase todos os lugres da lista, sem sucesso. Gostaria de resolver isso rápido, no entanto, tudo parece andar para trás! Mas eu te prometo, Belle, eu vou encontra-lo. Vou trazê-lo de volta para você.

– Obrigada. Pode contar comigo sempre que precisar. Já disse e torno a repetir: É um prazer cuidar desta pequenina adorável e se isso ajudar a trazer meu Rumple de volta, colocarei um berço na minha casa sem pensar duas vezes. A propósito... Sei que não é da minha conta, mas... Você e Hook se acertaram?

– Eu... Nós... Bem, você está certa, não é da sua conta. Mas também não é como se fosse um segredo de Estado, todos vão saber de qualquer jeito. Sim, está tudo certo entre nós.

– Que bom. Todos merecem ser felizes, até mesmo você, Regina. E Rose merece que os pais dela se entendam.

– Bom dia, querida.

As duas mulheres voltam o olhar para a porta imediatamente. O pirata havia se aproximado em seus passos silenciosos sem que notassem. Regina sente uma pitada de apreensão, imaginando em qual ponto da conversa ele havia chegado.

– Hook.

– Obrigada por ontem, Belle. Foi de grande ajuda, se é que você me entende. E como está a minha princesa?

O homem se aproxima da rainha e toma a pequena nos braços, fazendo-a rir com algumas caretas estranhas. Antes que pudessem retomar a conversa, são surpreendidos por David, Mary Margaret e Emma que chegam ao local com uma expressão séria.

– Bom dia.

– Bom dia, Mary Margaret.

– Hey. – Hook acena com a cabeça.

– Aconteceu alguma coisa? – A rainha pergunta, desconfiada.

– Não, nada demais. Só estou um pouco preocupada.

– Algo está errado.

– Não é isso, Regina. – Emma continua. – É que eu não sinto como se estivéssemos tendo grandes resultados aqui. Quero dizer... Bem, estamos nessa há algum tempo, vasculhando os lugares importantes para o Gold, mas não temos sucesso. As opções estão acabando.

– Vamos achar algo.

– Claro, você vai ter alguma ideia mágica e conseguir livrar todo mundo dessa.

– Acredite Emma, não há ninguém tão interessado quanto eu em acabar com essa maldição.

– Como pode dizer isso?! Todas as pessoas nessa cidade, com exceção de você e Hook estão se sentindo miseráveis! Eles mal podem se tocar! A única coisa que te preocupa é o fato do Henry não se lembrar de você. Já parou para pensar que talvez ele esteja melhor sem lembrar? A vida dele em New York era muito feliz. No fim é sempre sobre você, não é mesmo? Só quer ajudar a si própria. Tem mais do que todo mundo, mas isso não basta. Você quer tudo!

– Chega! Você não sabe da missa um terço! – A rainha fecha as mãos em punho, furiosa.

– Regina. – O Capitão adverte, pousando a mão sobre seu ombro.

– Basta, Killian! Se ela quer ser uma vaca, não vai ser comigo. Vou contar toda a verdade.

– Do que ela está falando?! – Emma retruca, indignada.

– Regina, me escute! Não precisa ser assim! Nós vamos achar um jeito.

– Não, Killian. Já passou da hora de eles saberem.

A mulher se aproxima, encarando a oponente com os olhos frios e calculistas.

– Você não é a salvadora, Emma. Não dessa vez. Pode parar de tentar carregar o peso disso tudo nas costas, porque não vai adiantar.

– O que está dizendo?! Você enlouqueceu?!

– Não. Você não é capaz de acreditar que eu possa ter me redimido e isso é uma coisa com a qual terei que conviver pelo resto dos meus dias, não só da sua parte, mas por muita gente. Eu estou nessa luta pelos meus dois filhos. Henry pode não se lembrar de mim agora, mas eu sei que vai um dia e quando esse dia chegar, ele vai se lembrar não só que tem outra mãe, mas que tem um pai e avós e vai descobrir que tem uma irmã. Meu filho merece ter uma família completa e receber amor dela, o que essa maldição não permite. E Rose precisa ser protegida do destino dela. Não quero que ela se machuque tentando salvar a todos.

– Regina, o que você quer dizer com “Não quero que Rose se machuque tentando salvar a todos”? – Mary Margaret indaga, visivelmente confusa e alarmada. A Rainha troca um olhar de cumplicidade com Hook e ele lhe acena positivamente com a cabeça, de modo discreto.

– Logo que Emma e Henry foram embora, começamos a procurar uma maneira de acabar com essa maldição. Eu queria ter meu filho de volta, assim como Mary Margaret e David queriam a deles. E Hook também. Nos unimos com Belle e começamos a procurar. No meio do caminho, Killian e eu nos apaixonamos e eu fiquei grávida. Um dia, pouco antes de a Rose nascer, eu passei a noite inquieta com a intuição de que algo grande ia acontecer. Cheguei cedo na loja e me designei a fazer o que vinha fazendo todos os dias: Lançar feitiços de revelação e procurar pelo amuleto. Foi quando tropecei em uma tábua solta que não havia notado antes. Debaixo dela havia uma caixa pequena e dentro da caixa um pergaminho com as seguintes palavras:

“Um novo caminho,

Uma nova terra

Uma nova maldição

Uma nova salvadora

Rose.”

A princípio guardei essa informação para mim porque queria descobrir quem diabos era Rose. Não me lembrava de ninguém com esse nome nem antes e nem depois da maldição. Comecei a investigar cada mulher nessa cidade, e como prefeita isso era fácil. Mas não tive muito tempo porque logo ela nasceu. Naquele dia, Killian estava ao meu lado e quando nós a vimos pela primeira vez, ele fez uma piada, dizendo que eu devia parar com a minha coisa com maçãs porque as bochechas dela pareciam um par de maçãzinhas. E então ele disse que sabia seu nome e não podia ser outro: Rose. Foi quando eu compreendi, e foi terrível. Tenho lutado desde então para encontrar o artefato antes que ela precise fazer isso. Vi o que toda a carga de ser a salvadora fez com você, Emma. Obviamente te trouxe coisas boas. Seu destino fez com que conhecesse sua verdadeira historia e descobrisse uma família que sempre te amou. Mas Rose, ela é apenas um bebê. Mesmo que não consigamos dar um jeito nisso antes que a profecia se cumpra, quantos anos ela vai ter quando acontecer? Por quanto tempo teremos que esperar?

– Céus, Regina! Você não tinha o direito de esconder isso de todos nós! – Mary Margaret protesta.

– Claro que eu tinha! Ela é a minha filha e eu queria protege-la! Nem Killian sabia disso. Não até decidirmos trazer Emma e Henry de volta.

– E o que espera que façamos agora? – Diz rispidamente.

– Continuamos a procurar.

– Eu sempre soube que você era egoísta, Regina, mas em alguns momentos realmente acreditei que havia mudado. Esconder isso de nós foi demais.

– E o que esperava que eu fizesse? Ia adiantar eu chegar aqui e contar para todo mundo que você não é mais a salvadora e que eles deviam depositar todas as suas fichas em um bebê recém-nascido? Não parei de lutar nem por um instante e já disse para vocês todos ouvirem que é de meu interesse que essa droga de maldição se quebre não somente por Rose, mas por Henry. Sou mãe dele e tudo o que eu mais quero é que viva feliz. Hoje eu tenho Killian e minha filha e sim, estou melhor do que qualquer um nessa cidade, mas não se engane queridinha. Se tem alguém aqui que sabe como é levar uma vida miserável e solitária, esse alguém sou eu. Ou você já se esqueceu que esse foi exatamente o motivo pelo qual lancei a primeira maldição?

– Não nos resta nada a fazer senão continuar procurando, Emma. Acabar com essa maldição é de interesse de todos nós e não podemos simplesmente ficar parados. Regina está certa, não adiantaria de nada sabermos disso mais cedo, não mudaria a situação. Ela simplesmente tentou proteger a filha, você sabe disso, também é mãe. – Mary Margaret intervém.

– Cansei disso aqui. Vou levar Rose para casa e buscar Henry. Prometi a ele que hoje eu lhe levaria até a minha biblioteca pessoal e mostraria alguns livros raros.

– Você não vai levar meu filho para a sua casa, Regina!

Meu filho. Vou sim e você não vai me impedir. Nós combinamos e não vou decepcioná-lo.

– Não vou permitir isso.

– Você não tem que permitir nada, Emma. Henry é meu filho e legalmente falando você não tem nenhum direito sobre ele. Ou já se esqueceu que abriu mão de cria-lo logo que ele nasceu, mandando-o para adoção sem nem querer saber para onde ele foi? Só permiti que o levasse para New York para mantê-lo a salvo, mas não é como se tivesse direitos sobre ele. Não quero chegar ao ponto de discutir com você dessa maneira, porque tenha certeza, queridinha, eu venceria. Mas Henry sofreria e eu não quero isso. Então jamais se esqueça que se alguém tem que permitir alguma coisa aqui, esse alguém sou eu e não você. Agora se me dão licença, tenho que cuidar dos meus dois filhos.

Regina se aproxima de Hook e estende os braços para pegar a filha.

– Obrigada mais uma vez, Belle. – Continua, e segue para a porta. Emma tenta reagir, mas é impedida por um olhar de advertência de Mary Margaret que resolve atender. Assim que a rainha sai pela porta, a mulher começa a disparar:

– Isso tudo foi realmente desnecessário, Emma. Você não precisava ter falado com ela desta maneira.

– Você realmente acha que ela está certa?

– Em partes sim. E foi você quem começou a discussão. Regina apenas perguntou se tudo estava bem porque a sua cara de preocupação chamou a atenção. Estamos todos no mesmo barco. Como você acha que é para mim ver o David todos os dias, morar com ele e não poder sequer tocá-lo sem provocar um desastre? Não há um segundo em que eu não dê o melhor de mim para descobrir algo realmente relevante que possa nos ajudar. Belle também está sem Gold e Regina, apesar de ter Rose e Hook ao seu lado não tem Henry. Ele sequer se lembra dela. Isso deve ser devastador. Imagine se ele não se lembrasse de você, como se sentiria? De todos, Emma, você é quem tem mais e não ela. A maldição não te atingiu então você e Neal não sofrem as consequências. Seu filho sabe quem você é e tem memórias de uma vida inteira feliz ao seu lado. Falo isso como sua mãe: Você deve reavaliar seus conceitos.

– Estamos andando em círculos aqui! Não achamos nada realmente importante até agora!

– Mas precisamos ter fé! Ainda não visitamos todos os lugares e se não encontrarmos o medalhão em nenhum deles, arrumaremos outro plano. Belle passa dias e noites procurando nos livros de Gold algo que possa ajudar. Regina também busca novas maneiras de acabar com essa maldição que talvez não envolvam o artefato. Hook tem visitado vários lugares a bordo do Jolly Roger, investigando. Não estamos parados. Vamos encontrar um jeito. E se o jeito for esperar essa criança crescer e seguir seu destino, é o que faremos. Esperamos 28 anos por você.

– Eu só quero o melhor para o meu filho.

– Todos nós aqui, com exceção de Belle que não é mãe, queremos o melhor para nossos filhos. Inclusive a Regina. Vamos focar no nosso trabalho e dar um jeito de mudar essa triste realidade na qual nos encontramos.

– Swan, você vai com David até a casa da floresta. Mary Margaret, Belle e eu vamos para a antiga fábrica. Precisamos nos apressar, há muito que fazer.

Emma suspira, indignada, mas concorda com a designação do pirata. Havia muito que fazer e também que pensar. Quem sabe teriam sorte e encontrariam pistas relevantes. Em seu íntimo sabia que estavam todos certos. Regina só queria proteger os filhos, afinal. Mesmo que estivesse fazendo isto da maneira errada. Ela acena com a cabeça e segue para a porta, contrariada, com os outros aos seus calcanhares.

~~oOo~~

Continua...

Notas finais
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