Notas iniciais
Olá pessoas! Eu escrevi essa fic de presente para a minha gê querida e algumas pessoas leram e pediram continuação. Aqui a fic: http://fanfiction.com.br/historia/468309/We_found_love_in_a_hopless_place/ Peço que leiam ela antes, para entender a história. É uma oneshot então nem vai demorar muito :D Enfim, como eu estou absurdamente surtada na série neste momento, resolvi aproveitar a inspiração e continuar :D Essa historia simplesmente merece ser contada. Espero de todo o coração que gostem :) Peço encarecidamente que deixem seu comentário no final do capítulo, afinal eles que me norteiam a respeito da qualidade da história né... Ah sim, antes que eu me esqueça: A música do começo é essa aqui: https://www.youtube.com/watch?v=IaXvs0uFZvo E com vocês: We found love in a hopless place II.

"Eu soube que era ele. E era mesmo... foi lindo, foi como voltar para casa depois da guerra, como uma janela aberta na minha alma claustrofóbica, nós dois girando no meio dos discos, nós dois grudados, nós dois um.”

– Clarah Averbuck.

Ever since I was a baby girl I had a dream

Desde que eu era uma garotinha, eu tinha um sonho.

Cinderella theme, crazy as it seems

Tema de Cinderela, louco como parece.

Always knew that deep inside that there would come that day

Sempre soube lá no fundo que aquilo poderia acontecer um dia

But I would have to wait, make so many mistakes

Mas eu deveria esperar, cometer muitos erros

I couldn't comprehend as I watched it unfold

Eu não podia compreender como eu veria isso se desdobrar

This classic story told, I left it in the cold

Essa clássica história contada, eu ignorei.

Walking through unopened doors that led me back to you

Caminhando por portas fechadas que me levaram de volta a você

Each one unlocking more of the truth
Cada uma destravava um pouco mais de verdade


I finally stopped tripping on my youth

Eu finalmente parei de viajar na minha juventude

I finally got lost inside of you

Eu finalmente me perdi dentro de você

I finally know I needed to grow

Eu finalmente soube que eu precisava crescer

And finally my mate has met my soul

E finalmente meu companheiro conheceu minha alma

Finally

Finalmente

Now my destiny can begin

Agora meu destino pode começar

Though we'll have our differences

Embora tenhamos nossas diferenças

Something strange and new is happening

Alguma coisa estranha e nova está acontecendo

Finally

Finalmente

Now my life doesn't seem so bad

Agora minha vida não parece tão ruim

Is the best that I've ever had

É o melhor que eu já tive

Give my love to him finally

Dar meu amor a ele finalmente

I remember the beginning you already knew

Eu me lembro, no início você já sabia

I acted like a fool, just trying to be cool

Eu agi como uma tola, apenas tentando ser legal

Fronting like it didn't matter

Agindo como se isso não importasse

I just ran away, on another face

Eu só corri pra longe, para outro rosto

Was lost in my own space

Me perdi no meu próprio espaço

Found what it's like to hurt selfishly

Descobri como é machucar a si mesmo

Scared to give of me, afraid to just believe

Com medo de dar de mim, assustada para apenas acreditar

I was in a jealous, insecure, pathetic place

Eu estava em um ciumento, inseguro, e patético lugar

Stumbled through the mess that I have made

Tropecei na bagunça que eu mesma causei



Finally got out of my own way

Finalmente saí do meu próprio caminho

I've finally started living for today

Eu finalmente comecei a viver o presente

I finally know I needed to grow

Eu finalmente soube que eu precisava crescer

And finally my mate has met my soul

E finalmente meu companheiro conheceu minha alma

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Quando você vive em uma floresta encantada, cercada por contos de fadas, tudo o que consegue pensar é em crescer logo, encontrar um príncipe encantado e ser estupidamente feliz, afinal, todos são “Felizes para sempre”. Mentira. Alguém tem que ser o vilão. A criatura nefasta que vai acabar com tudo. Destruir os finais de todo mundo. Ninguém quer ser essa criatura. Ela também não queria. Mas nem sempre se tem o que se quer.

A sombra do que fora um dia a assombrava diariamente. Não importava o quanto se esforçasse, sempre havia – e haveria por todo o sempre – alguém que lhe lançava aquele olhar. Não era como se tivessem pena, medo ou coisa assim. Era rancor. No fundo, não podiam acreditar que ela era realmente uma nova pessoa. E tampouco podiam aceitar que estivesse feliz. Especialmente em tempos como aqueles.

Talvez todas as coisas estivessem escritas. Era engraçado como aconteciam sem parecer ter conexão alguma e então, ao refletir sobre tudo depois, elas começavam a saltar na sua cara. Como dizia Rumpelstiltskin, “Toda a mágica vem com um preço”.

Quando você é uma rainha, ou as pessoas te amam, ou elas te temem. Regina nunca desfrutou da primeira opção. Mas agora tudo estava diferente. Havia mais alguém no mundo que sentia algo por ela, além de Henry. E era por isso que seguia vivendo e lutando a cada dia para encontrar uma maneira de se livrar da maldição que caíra sobre a cidade. Porque agora havia conseguido uma parcela de seu “Final feliz” e faria tudo para completa-lo.

O pequeno embrulhinho vermelho movimentou-se em seu colo, despertando-a de seu devaneio.

– Você acordou, meu amor?

Regina sorri para a pequenina em seus braços e beija sua cabecinha delicada. Ela começa a balançar a cadeira e cantarolar uma canção. “Oh, minha querida Rose! Não há nada nesse mundo que eu não faria por você. Sinto muito que esteja envolvida nisso tudo, mas eu sei que você vai conseguir. E eu vou te ajudar sempre. Minha pequena salvadora.” – Pensou. Uma ponta de preocupação a atravessou abruptamente. Quanto tempo levaria até que a menina estivesse preparada para assumir seu destino? Quanto tempo mais ficaria afastada de seu filho Henry? Tinha uma nova chance com Rose, mas um filho não substituía o outro. Jamais poderia.

Hook ainda não havia chegado em casa. Encontrar o artefato que enfraqueceria a maldição se tornou para ele, uma missão pessoal. Ele depositava todas as fichas nela. Cria fielmente que ela conseguiria quebrar o feitiço após usarem o artefato. Regina sabia que já devia ter lhe contado sobre o pergaminho, mas não conseguiu. Passara tanto tempo sozinha, sem poder confiar em ninguém que agora estava ainda aprendendo a fazê-lo. No entanto, já não podia mais esconder e por fim decidiu que lhe contaria assim que ele chegasse. Muito provavelmente essa busca estava sendo vã. Se Rose era a nova salvadora, as chances de que apenas ela conseguisse manipular o objeto corretamente eram altas. Hook não ficaria feliz ao saber que ela ocultara essa informação por pouco mais de um mês. Como desejara que sua pequena não tivesse envolvida nisso tudo... O futuro de todo mundo ali, naquelas delicadas mãozinhas. Por outro lado, sentia-se extremamente orgulhosa. Todos teriam que agradecer. A criança que nascera de duas almas perdidas, dois vilões, lhes devolveria a felicidade roubada. Irônico. E a primeira felicidade que ela devolveu, foi a de sua própria mãe, trazendo esperança e o amor que ela jamais tivera.

Lembrou-se mais uma vez daquele dia. Acordou com a intuição aflorada. A criança em seu ventre movia-se impacientemente. Era cedo, ainda não havia amanhecido. Levantou-se e seguiu para o banheiro. Estava no final da gestação, então precisava ir frequentemente. Pensou em se vestir e ir imediatamente à loja de Gold. Mas de que adiantaria? Mesmo que usasse de seu “jeitinho especial” para entrar, logo o alarme de intrusos dispararia. E feitiços protetores também. Além do mais, era difícil encontrar algo no escuro. Decidiu poupar-se de aborrecimentos e falar com Belle pela manhã. Talvez conseguissem algo mais produtivo se trabalhassem juntas. Voltou para a cama e acomodou-se com o máximo de delicadeza que conseguiu, tentando não acordá-lo, o que era bem difícil, pois suas costas doíam, os pés estavam inchados e os movimentos de abaixar e levantar estavam se tornando cada vez mais difíceis, o que a deixava tão graciosa quanto um hipopótamo. E ele tinha o sono leve.

– Passeando por ai a essa hora da madrugada, majestade?

– Sim. Sai em um belo passeio até o banheiro. Passei um momento muito agradável lá. Igual os outros 5 momentos que tive até agora.

– Sinto muito. Logo isso vai acabar. Não vai demorar muito até que tenhamos nossa pequena princesinha bem aqui conosco. – Ele se vira de frente para ela e suas testas se encostam. Sua mão aperta o ombro dela, oferecendo conforto.

– Pode ser um menino.

– Pode ser. E se for, eu o ensinarei a velejar.

– Meninas podem velejar.

– E podem ser capitãs do Jolly Roger um dia.

Os dois riem.

– Você está inquieta, Regina. – Falou com seriedade.

– O bebê está mexendo bastante.

– É mesmo?

Ela acena positivamente, e coloca a mão do pirata sobre seu ventre. Hook sorri, ao sentir o movimento da criança.

– Alguém está bem entusiasmado hoje.

– E por isso eu não consigo dormir.

– Posso te ajudar com isso. Sou bom em ficar acordado.

O homem lhe lança um sorriso maldoso. Seus olhos azuis, cintilando. Regina sente seu corpo estremecer ligeiramente. Ele puxa delicadamente a alça da camisola branca para baixo, com o gancho. Ela não se opõe. Precisava daquilo. Hook a livra da peça de seda lentamente. Sabia que ela estava nua por baixo do tecido. Ultimamente, todas as roupas a apertavam e a deixavam desconfortável. Até as de baixo. Sua mão desliza pela coxa feminina, e sobe, sentindo as curvas do corpo da mulher enquanto subia o tecido branco até a cabeça dela, para libertá-la. Regina ergue os braços para ajuda-lo com essa tarefa e sorri timidamente quando ele termina. Adorava estar grávida. Saber que em seu interior havia uma vida criada por ela e pelo homem que amava era a melhor sensação que já experimentara. Esperar por alguém que seria completamente seu e que ela não teria que dividir com nenhuma outra mãe. Era maravilhoso sentir o sutil movimento como um leve bater de asas dentro de seu ventre e apesar de os chutes a deixarem nauseada ou sem ar algumas vezes, era maravilhoso senti-los também.

Por vezes, sentia-se estranha e insegura em relação ao próprio corpo. Antes, sabia muito bem usá-lo. Agora já não estava tão certa de tudo o que podia ou não fazer. Além de sua noção de espaço em relação a si própria, que demorou uma eternidade para se adaptar e ainda lhe pregava peças. Mas Hook parecia não se importar com isso. Ele a olhava com adoração e tocava-lhe com um cuidado e uma suavidade absurdos, como se ela fosse feita de cristal e pudesse se quebrar a qualquer instante. Em alguns momentos, chegava a ser irritante.

– No que você está pensando, meu amor? – Beijou-lhe o pescoço.

– Nada que tenha muita importância.

– Você está linda. Nunca esteve tão linda para mim quanto está agora.

Regina suspira e sente suas bochechas arderem. A mão do pirata acaricia um de seus seios por um instante e então, segue por seu corpo, apalpando, seguindo os contornos, até concentrar-se no espaço entre suas pernas. Seus dedos acariciam com cuidado e ela suspira diante do toque delicado em seu centro. Ela afasta os joelhos, para oferecer-lhe melhor acesso, o que lhe instiga a substituir os dedos por sua língua. Agora ela não podia mais se controlar. E nem queria. O pirata era habilidoso e definitivamente sabia brincar. Ele sabia que ela estava mais sensível e aproveitava-se disso dignamente. A rainha permite-se entregar ao momento. Gemidos incoerentes escapam de seus lábios vermelhos. Suas mãos agarram-se com força ao lençol branco e aos cabelos dele. Sentiu-se ofegante. A visão escurecendo aos poucos. Estava perto. E então suas mãos fixaram-se rapidamente na cabeceira da cama e ela gritou, enquanto o resto de seu corpo estremecia e arqueava em direção a ele.

Hook sentiu-se lisonjeado. O modo como ela se entregava a ele, o fazia sentir poderoso. Por tanto tempo estiveram sozinhos, sendo mal vistos por todos, condenados à solidão por serem vilões. Agora tudo havia mudado. Não eram mais vilões. Eram apenas duas almas quebradas que se encontraram e estavam reconstruindo-se. Eles se amavam. Sabia que tudo o que ela mais desejara em toda a sua vida era ser amada. Ele queria dar isso a ela. E tudo o mais que pudesse dar. Regina merecia ter toda a felicidade que lhe fora negada.

Subiu depositando beijos pelo corpo feminino. Por alguns instantes, permaneceu ali, simplesmente deitado, com a cabeça repousando levemente sobre o ventre dela, sentindo os movimentos vivos em seu interior enquanto ela se recuperava. A mágica mais especial de todas, dançando alegremente dentro da mulher que ele amava. Nada poderia ser melhor do que isso. Os dedos dela acariciavam seus cabelos e desciam carinhosamente por suas costas. A respiração ofegante foi aos poucos se normalizando, e ele sorriu, sabendo que era o momento certo de continuar. Ergueu a cabeça e a encarou sedutoramente com seus bonitos olhos azuis. Regina arqueou a sobrancelha e sorriu com o canto da boca, instigando-o a prosseguir. O homem ajeitou-se e capturou os lábios dela com habilidade, roubando um beijo apaixonado e desesperado, cheio de fome e desejo. Sua mão passeava pelo corpo dela e seu gancho roçava perigosamente uma de suas coxas. As mãos dela, por sua vez, encontraram seu membro e divertiam-se manipulando-o com habilidade. Ela sussurrou seu nome, e ele soube. Era a hora. Tornou a ajeitar-se cuidadosamente para não machuca-la, e deslizou para dentro dela lentamente, torturando-a. Regina fechou os olhos e se permitiu apreciar cada segundo daquilo. A mão do pirata acariciando-a, despertando seu corpo. Seu quadril lançando-se contra o dela de uma maneira forte e ritmada, enlouquecendo-a mais e mais a cada segundo. Os gemidos dele em seus ouvidos, incentivando-a a acompanha-lo naquela dança maluca e perfeita. E no fim da valsa, tudo parecia rodar. O corpo dela estremecendo e o dele, estremecendo também, em resposta. Os suspiros de um e de outro, o suor misturando-se à sensação de prazer físico e emocional. Tudo era simplesmente perfeito. Sentia-se poderosa, amada, desejada. Poderia ficar ali para sempre. Hook retirou-se dela e acomodou-se às suas costas, envolvendo-a por trás com seu braço e permitindo que sua mão repousasse tranquilamente sobre seu ventre. Ela suspirou e ajeitou-se também, relaxada o suficiente para dormir e estar pronta para o dia seguinte. Fechou o bonito par de olhos e adormeceu feliz nos braços do homem que amava.

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Continua...

Notas finais
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