Warrior Soul

37 Um novo aliado e um velho amigo


Notas iniciais
Capitulo 37!!
Vimos até aqui que Vegeta foi se vingar de Freeza e Bulma tentar encontrar um lugar calmo pra ficar enquanto isso.
Esse capitulo é mais pra vocês conhecerem outros dois personagens que vão aparecer, e aqui vai servir de gancho pra algumas coisas futuras.
Boa leitura!

Mais algumas semanas haviam se passado, o suficiente para Bulma, Dendê e Nappa quase chegarem ao planeta Konats.

Nappa ficou muito surpreso ao descobrir que Bulma esperava um filho de Vegeta, além de feliz por eles, mas aconselhou Bulma a não forçar contato com Vegeta ainda e dizer isso a ele. Pelo menos não por enquanto, Vegeta precisava estar mais calmo e pensando na possibilidade de voltar a procurar Bulma.

Ele explicou que combinou com Raditz em manter contato, assim, eles saberiam ao certo quando poderiam contatar Vegeta.

Bulma aceitou. Seria melhor assim mesmo. E esperaria esse dia chegar, no planeta Konats, onde o pai de Bulma queria que ela recomeçasse uma nova vida.

E enquanto isso Vegeta ainda alimentava seu desejo em acabar com Freeza, querendo matar dentro dele o seu desejo de ter novamente Bulma em seus braços. Ele treinava arduamente todos os dias na nave com a gravidade ao máximo procurando se distrair e pensar apenas na sua vingança.

Enquanto Raditz, que não suportava tanta gravidade em suas costas, treinava no seu quarto mesmo, fazendo alguns exercícios pra não perder a forma.

Raditz e Nappa ainda não tinham entrado em contato um com o outro. Mas ainda não era preciso, as coisas estavam muito recentes ainda, apesar de já ter passado algumas semanas.

Raditz estava sentado em frente ao painel de controle quando viu que o combustível da nave estava quase acabando.

Vegeta se aproximou depois de ter tomado banho, e sentou ao lado dele.

_ Vegeta, vamos ter que parar. – informou.

_ O quê? Por qual motivo iriamos parar? Você sabe que eu não quero perder tempo!

_ Precisamos abastecer a nave, o combustível está no fim!

_ Droga! Mais tempo perdido! – Vegeta fala com raiva. – Vamos encontrar algum planeta comercial aqui por perto pra parar, assim já pegamos algumas coisas e mais comida.

_ Certo. O planeta comercial mais próximo é... Eros...

_ Ok. Vamos parar nesse.

Raditz concordou com a cabeça e mudou as coordenadas de destino para o planeta Eros, um planeta comercial que ficava na divisa da galáxia Norte com a galáxia Oeste.

Não demorou mais que um dia para chegarem até aquele planeta.

O planeta lembrava muito o planeta Spode por ser também um planeta comercial. Mas o clima ali no planeta Eros era mais gelado e mais nublado do que o planeta Spode.

Vegeta e Raditz caminharam pelas ruas da cidade procurando comida pra levarem de mantimento. Até que decidiram parar pra tomar alguma coisa em um tipo de bar, onde se podia encontrar tudo quanto é tipo de raças diferentes.

Raditz e Vegeta sentaram-se em uma mesa no canto e pediram algo para tomar.

_ Eu posso sentir, Raditz, minha vingança está cada vez mais próxima! – Vegeta falou assim que as bebidas chegaram, e deu um gole antes de falar novamente. – Vou esmagar Freeza até ele implorar por piedade!

_ Vegeta, eu já falei, vamos com calma! Não sabemos o que podemos encontrar quando chegar lá!

_ Tsc. Você acha que eu estou ligando pra essas coisas? Meu objetivo é matar Freeza, e qualquer verme que aparecer na minha frente eu vou matar sem piedade! Freeza arrancou de mim todo nosso povo e nosso planeta! Eu quero vingança!

Vegeta falava com os olhos transbordando maldade. Ele tinha fome de vingança, misturado com a raiva por tudo o que passara nesses últimos dias. Bulma ainda não saía da sua cabeça e isso deixava ele muito mais mau humorado e irritado.

_ Pelo visto encontrei mais um idiota que quer se vingar de Freeza! – comentou uma voz grave às costas de Vegeta que vinha da mesa ao lado.

Vegeta se virou com os olhos semicerrados pra ver quem que ousara falar aquilo pra ele, mas ele não conseguiu ver direito o rosto do alienígena que falara, pois o mesmo estava de costas, apenas viu sua roupa que era uma capa branca com ombreiras e um tipo de turbante na cabeça.

_ Quem você pensa que é pra me chamar de idiota, seu verme?! – ele esbravejou.

_ Ninguém que você seja digno de conhecer. – respondeu o alienígena calmamente.

_ Ora essa seu...! – Vegeta falou se levantando, pronto pra atacar o alienígena quando foi impedido por Raditz que o segurou.

_ Vai com calma Vegeta! – ele disse. E todo aquele tumulto fez o alienígena da mesa ao lado olhar seriamente para cada um deles.

_ Você é bem esquentadinho! – comentou.

Vegeta olhou bem para aquele rosto e arregalou os olhos, assim como Raditz quando olhou bem para o alienígena.

_ M-mas o quê? Você é um Namekuseijin! – Vegeta falou surpreso.

_ O mais forte deles, se você quer saber! – respondeu sem importância.

_ Como é possível? Todos morreram em Namek! – disse Vegeta.

_ Então você já sabe o que aconteceu com meu planeta! Hunf.

_ Quem é você afinal? Como sobreviveu e porque está aqui e não no seu planeta? – perguntou Vegeta querendo entender o que estava acontecendo.

_ Eu me chamo Piccolo. Antigamente conhecido na Terra como Piccolo Daimao! Mas isso foi antes de eu me fundir com Kami Sama, obviamente!

_ Terra? Você esteve na Terra?!

_ Eu nasci lá! Mas meu pai era de Namek... É uma longa história, e completamente desnecessária se você quer saber.

_ E como veio parar aqui? – Vegeta perguntou já se sentando na mesma mesa que Piccolo, assim como Raditz.

_ Freeza. Ele é o motivo pra toda essa desgraça! Eu fugi da Terra, fundido com Kami-Sama, pra conseguir ajuda no meu planeta Natal chamado Namek. Minha intenção era matar Freeza, assim como você quer, e lá, treinei muito com Neil, um dos Namekuseijins mais fortes daquele planeta. Mas isso ainda não era o suficiente. Eu saí de Namek a procura pra ficar mais forte, mas acabei descobrindo que meu planeta foi atacado por Freeza atrás das esferas do Dragão, e como ele não conseguiu realizar seu desejo por todos terem se recusado a dizer a palavra magica pra ele, ele matou tudo e a todos.

_ Essas esferas... Se Freeza estava atrás delas, então elas realmente devem ser boas! – comentou Vegeta.

_ Não existem mais esferas do Dragão! – falou Piccolo.

_ Ah, talvez não em Namek, mas eu sei que existem as esferas da Terra!

_ Não mais! Eu me fundi com Kami-Sama, o criador das esferas, e isso significa que as esferas deixaram de existir! – Piccolo disse e viu Vegeta o encarar com raiva. – Então, desista de querer ir atrás delas!

_ Hunf! Como se eu estivesse realmente preocupado com algo como isso! Idiota! Eu quero apenas matar Freeza! Ele é meu objetivo!

_ Você é um completo babaca mesmo! Freeza é o ser mais temível e mais forte desse universo, nem mesmo eu sou capaz de derrota-lo!

Vegeta olhou para Piccolo entediado e em seguida não pode controlar o riso. Riu da cara de Piccolo.

_ Você quem é um babaca, seu verme verde! Você está falando com um Super Saiyajin! O Guerreiro mais forte que já pode existir!

_ Além de idiota você é maluco! – comentou Piccolo.

_ Ei, vocês dois! – Raditz finalmente falou depois de assistir os dois conversar enquanto se alfinetavam quando tinham oportunidade. – Será que vocês não percebem?! Os dois desejam a morte de Freeza! Vegeta é muito forte, mas ter alguém te ajudando que seja também forte é melhor ainda! E eu digo isso porque eu sei que eu não poderei ser útil nessa batalha. Se Piccolo for realmente forte como diz, vocês podem unir as forças e acabar com Freeza mais facilmente!

_ Há! Você acha mesmo que eu vou pedir ajuda pra ele? – perguntou Vegeta apontando para Piccolo. – Você deve ter pirado mesmo, Raditz! Eu não preciso de ajuda alguma pra matar Freeza!

_ Eu também me recuso a ajudar esse idiota em luta alguma!

_ Qual é, pessoal?! Não será tão ruim assim! – disse Raditz, mas ambos cruzaram os braços virando o rosto. “Legal, dois cabeças-duras!” pensou Raditz soltando o ar pela boca de uma vez só. – Então... Os dois poderiam viajar juntos treinando na viagem para o planeta onde Freeza está, chegando lá cada um segue seu rumo e mate Freeza quem quiser, o que acham? Treinar juntos na sala de gravidade pode ser a melhor forma de se fortalecerem!

_ Eu não me sentiria bem treinando com esse aí! Mas treinar em uma sala de gravidade soa tentador de mais! – comentou Piccolo. – Porém no meu canto, sozinho!

Vegeta esboçou um sorriso de canto para Piccolo.

_ Não creio que você aguente permanecer por muito tempo na sala com uma gravidade aumentada em 350 vezes! Estou pagando pra ver!

_ Bem, já que é assim, então porque não vamos logo e paramos de perder tempo?! – sugeriu Raditz, e ambos, Vegeta e Piccolo concordaram, seguindo para a nave, agora abastecida, depois de pegar alguns mantimentos.

Bulma dormia descansadamente em seu quarto enquanto esperava se aproximar do novo planeta de destino, o planeta Konats.

Ela havia se sentido um pouco enjoada e por isso decidiu ir descansar até chegar ao planeta. Agora muito mais tranquila sabendo qual era o motivo dos seus mal-estares.

Passara os últimos dias apenas pensando em seu filho, ela estava feliz, muito feliz, apesar de tudo. Não que fosse o melhor momento pra isso, mas ela faria de tudo pra que seu filho não sofresse com todas aquelas ameaças.

_ Bulma! – uma vozinha a chamou entrando no quarto a fazendo despertar.

_ Hm? Dendê? – perguntou ainda sonolenta.

_ Ah, é que, vamos pousar em alguns minutos! – ele comunicou.

_ O quê?! Já? – ela quase pulou da cama de ansiedade.

_ Sim! – Dendê sorriu. – Então, já podemos ir nos preparando! Logo mais vamos conhecer esse novo planeta! Nappa estava olhando algumas informações sobre o planeta Konats, e ele parece ser realmente bom! Acho que seu pai acertou na escolha em querer te mandar pra cá!!

Bulma sorriu realmente feliz com aquela noticia.

_ Tenho certeza que sim! Ele costumava ser muito cuidadoso com essas coisas! Mas então... Quantos minutos até pousar? – Bulma perguntou.

_ Acho que ainda em torno de uma hora!

_ Uma hora? Isso ainda é muito tempo! – ela falou cruzando os braços e coçando o queixo com uma das mãos. – Hm... Acho que ainda me sobra bastante tempo pra comer! Acordei com muita fome!! – comentou fazendo cara de drama.

Nappa estava sentado ajustando os últimos detalhes para o pouso. Enquanto isso pensava no nome do planeta... Konats... Ele tinha certeza que já ouvira falar sobre esse planeta antes, mas não se lembrava de exatamente aonde e nem de quando.

A única coisa que o deixava tranquilo era que a descrição do planeta era boa e o planeta não se encontrava na galáxia do norte, e por consequência disso, Freeza não chegou nem perto desse planeta.

Eles estariam seguros ali, pelo menos por algum tempo.

Nappa estava curioso para conhecer aquele povo que habitava o planeta, ele sempre ficava assim quando tinha que descobrir um planeta que ele não conhecia.

Saiu de seus pensamentos, apenas quando Bulma e Dendê se aproximaram pra se preparar para o pouso da nave.

Bulma trouxera consigo toda comida que conseguiu e devorou em poucos minutos.

Ultimamente era sempre assim, ou ela comia muito ou nada. Nem Nappa e nem Dendê conseguiam entender direito. Sem contar a mudança de humor a todo instante. Nappa ultimamente preferia ficar quieto a ter que comentar sobre alguma coisa com Bulma, nunca se sabia se ela iria gostar do comentário ou se iria brigar sobre isso.

Sua ultima experiência quanto a isso não foi das melhores, quando comentou algo tranquilamente com Bulma, teve que ouvir um sermão sobre coisas que ele nem tinha pensado a respeito. Consequentemente, Dendê também não fazia mais comentários sobre o comportamento de Bulma, mas sempre tentava ser o mais delicado possível ao falar com ela, pra que Bulma não começasse a gritar.

Nappa apenas pedia a Kami que não tivesse que aturar isso por mais sete meses até o filho de Bulma nascer. Mas ele tinha que olhar pelo lado bom, se Vegeta estivesse ali, com certeza ele e Bulma não iriam parar de brigar com toda essa mudança de comportamento dela, e aí sim seria muito pior.

E aquela situação até se tornava engraçada às vezes para o saiyajin.

Ele apenas saiu de seus pensamentos quando faltava apenas 10 minutos para a aterrissagem.

E então, logo eles já haviam pousado e a porta da nave se abrira.

O Planeta Konats tinha o céu amarelado, algumas montanhas ao fundo, pouca vegetação, e muitas construções.

Eles desceram da nave enquanto olhavam a paisagem, e quase sem perceber um alienígena pousou bem em frente a eles e caminhou na direção em que estavam.

Os três olharam para o alienígena que sorria para eles, e chegando perto ele curvou-se como um modo de boas vindas e em seguida olhou diretamente para Bulma.

_ Fico feliz em ver que você chegou a salva, Srta. Bulma Briefs! – o alienígena falou deixando Bulma de olhos arregalados e completamente surpresa. – Fiquei preocupado com a demora, pensei que pudesse ter acontecido alguma coisa com você. Mas fico mais tranquilo em vê-la sã e salva! Eu não me perdoaria se algo acontecesse a você!

_ E-espere aí... – Bulma falou dando um passo a frente. – Como você me conhece, e quem é você?!

_ Ah, perdoe-me minha falta de educação! Eu me chamo Tapion e fui muito amigo de seu pai no planeta Terra! – ele se apresentou. – Fiquei sabendo das coisas terríveis que aconteceram por lá há alguns meses. Seu pai havia me contatado alguns dias antes de atacarem a Terra e me contou tudo o que estava acontecendo, e eu me disponibilizei para recebê-la em meu planeta e protege-la de Freeza! Foi uma forma que eu achei para retribuir todo o favor que ele me fez quando eu estive no seu planeta Natal!

Bulma ficou sem falas por um tempo apenas olhando para Tapion.

_ M-mas como? Meu pai nunca falou de você para mim!

_ Falar de mim para você só a deixaria ainda mais nervosa e ansiosa. Eu sugeri ao seu pai que não falasse sobre mim a você.

_ Espera... Eu não sei se estou entendendo direito aonde você quer chegar! – ela disse mexendo suas mãos. – Será que você poderia me explicar melhor o que está acontecendo aqui?

_ Tudo bem, eu não lhe culpo por isso! Por que não vamos até minha casa? Eu contarei tudo o que você precisa saber lá!

Nappa, Bulma e Dendê se entreolharam um pouco desconfiados, aquilo parecia tudo estranho de mais. Será que esse Tapion era mesmo confiável como ele se dizia?

Nappa instintivamente deu um passo a Frente se colocando na frente de Tapion.

_ Primeiramente: Como podemos acreditar e confiar em você? – disse o saiyajin encarando o alienígena.

_ Por favor, não farei nenhum mal a vocês, principalmente a Bulma! Meu dever é protegê-la!

_ MEU dever é protegê-la! – exclamou Nappa. – Vegeta jamais me perdoaria se eu permitisse que alguém machucasse Bulma!

Tapion encarou Nappa seriamente.

_ “Vegeta”? Quem você é afinal? – ele perguntou não gostando do comportamento do Saiyajin.

_ Ei, ei, ei! – falou Bulma se colocando entre eles pra que não brigassem. – Por favor, será que dá pra parar? Não precisamos brigar, ok? Eu quero ouvir o que Tapion tem a dizer! – Bulma comunicou.

Nappa olhou para ela e depois para Tapion, e em seguida apenas concordou com a cabeça. Ele já havia errado uma vez pensando que alguém bom era uma ameaça, e no final estava completamente enganado sobre isso. Por esse motivo, Nappa não iria insistir em ficar contra Tapion para não cometer o mesmo erro, e assim como Bulma, ouviria o que ele tem a dizer antes de tirar alguma conclusão.

Tapion, Bulma, Nappa e Dendê entraram em um tipo de automóvel, muito parecido com um carro, e Tapion apenas dirigiu até sua casa, onde contaria toda a história para Bulma, tentando deixar ela mais confiante com ele.

Ele não poderia permitir que Bulma ficasse contra ele por causa de um idiota que ficaria colocando minhocas na cabeça dela. Por isso teria que ter cuidado e fazer, além de Bulma, os dois alienígenas que vieram com ela, acreditar nele.

Era uma longa história, mas muito importante pra que tudo se esclarecesse.

Notas finais
Piccolo e Tapion estão à bordo dessa estória!
Bulma no próximo vai descobrir um pouco mais sobre seu pai. Tapion contará uma longa estória pra ela. Alguém sabe como Tapion conhecia Dr. Briefs?
Vamos ver também qual será o rumo de Sauzer. Além de mais alguns personagens entrarem na estória!