Wanted
10 Capítulo 8
Notas iniciais
SLFC
;)
Pov German
Acordei com um sobressalto. Levei um segundo para perceber que ainda estava no sofá. Oh cara... Meu pescoço estava me matando! Devo ter caído no sono assistindo ao filme. O filme acabou e estava apenas repetindo o menu principal outra vez.
German?... German não vá!... NÃO! Ele não, você está errada... Você está errada! Germannnnn!
Que diabos?! Eu olhei e Angie estava sonhando, se poderia chamá-lo assim. Ela estava chamando o meu nome em seu sonho! Puta merda! Ela parecia assustada como a morte. Eu pulei com cuidado para não derrubá-la fora do sofá. Empurrei a mesa de café fora do caminho, me ajoelhei ao lado dela e comecei a acariciar seu cabelo ......
— Angie desperta querida, Angie acorde, querida por favor, acorde.
PORRA! Meu coração estava batendo a mil por hora. Que diabos ela estava sonhando e onde diabos eu estava indo?! Eu nunca iria deixá-la... Nunca!
— Angie acorde querida. — Os olhos de Angie abriram de repente e ela olhou para mim. A próxima coisa que vi foi ela começar a chorar. Sentou-se e atirou-se em meus braços. Ela estava chorando histericamente e eu estava realmente muito assustado. Ia chutar a minha bunda se a ferisse em um sonho. Eu não poderia foder este maldito sonho... Poderia?
— OH MEU DEUS! German... — Angie gritou entre soluços.
— Shhh Angie está tudo bem, está tudo bem, eu estou aqui, querida, e não vou a lugar nenhum. Eu prometo. — Só então Angie se afastou e olhou para mim.
Seus olhos se encheram de lágrimas e ela parecia tão malditamente confusa. Balançou a cabeça, por um segundo e apenas olhou para mim.
— Ninguém nunca vai me querer German, ou ficar comigo... Nunca. — Ela sussurrou.
Mas que diabos? Meu Deus, o que sua mãe fez com ela?
— Querida Angie não é verdade.
Eu empurrei uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. Meu Deus ela era bonita até quando estava chorando. A única coisa que eu queria fazer naquele momento era tirar o seu medo e suas dúvidas. Para mostrar o quanto ela era querida. Olhei para baixo para seus suaves lábios encharcados de lágrimas e lambi os meus lábios. Comecei a inclinar para beijá-la e ouvi o movimento da porta da frente. Angie deve ter ouvido também porque ela rapidamente saiu fora do meu abraço e sentou-se apenas olhando para mim com aquele olhar perdido em seu rosto.
Jeff entrou e pesquisou o que viu.
— O que está acontecendo? Angie? Você está bem? Você machucou sua mão de novo? — Jeff disse e olhou para trás e para frente entre nós dois.
— Não... Hum...Não. — Angie se esforçou para falar e estava balançando a cabeça como se estivesse tentando apagar uma memória. Rapidamente enxugou as lágrimas e olhou para Jeff. Ele olhou para ela e virou a cabeça para mim.
— O que diabos você fez com ela German?
Calma... O que?
Eu rapidamente levantei e me virei para Jeff.
— Eu não fiz absolutamente nada! Adormecemos assistindo a um filme e ela acordou chorando de um sonho. Literalmente acordou chorando.
Eu deixei de fora a parte em que ela estava chamando o meu nome. Quer dizer, não estava com vontade de ter minha bunda chutada por ferir ela em um sonho de merda.
— Jefferson! German não fez nada, foi um cavalheiro comigo o dia todo e a noite! Não posso nem acreditar que você poderia pensar que faria algo para me fazer chorar! — Angie chorava ainda mais agora. Jeff olhou para Angie de volta para mim.
— Cara cara, eu sei que você nunca iria, é só que entrei aqui e ela estava chorando e... Porra. — Jeff disse e ajoelhou-se à beira do sofá. Empurrei a mesa de café de novo para fora do caminho. — Querida Angie o que está acontecendo? Por que você está tão triste? É sobre Leonardo? — Jeff perguntou e se mexeu para sentar-se ao lado de Angie no sofá.
O rosto de Angie virou para encontrar o meu. Ela parecia tão confusa e chateada. Meu estômago estava em minha garganta e por algum motivo eu senti como se estivesse ficando doente. Precisava sair e tomar um ar.
— Vou sair um minuto e respirar um pouco de ar fresco. — Eu disse quando andei para a porta da frente.
— NÃO! — Angie gritou e me parou no chão. — Isto não é sobre Leonardo, eu nem sequer pensava nele todos os dias. Era só, era apenas... Eu acho que foi apenas um pesadelo. Eu... Eu... Realmente não me lembro. Só me lembro de acordar assustada, que eu estava sozinha e eu perdi... Eu perdi... — Ela olhou para mim novamente e as lágrimas começaram a fluir novamente.
— O que você perdeu docinho? — Jeff perguntou quando percebeu Angie chorando em seus braços.
Ela estava olhando para mim com olhos tão tristes. O que diabos estava acontecendo em sua cabeça?
— Não me lembro Jefferson. Eu só quero tomar uma pílula para dor e voltar a dormir. Talvez por isso tive um sonho estranho... Era o remédio para dor. — Angie disse e se restabeleceu um pouco.
— German, você pode pegar o remédio na cozinha? — Jeff perguntou e olhou para mim com um olhar triste no rosto.
— Claro, não há problema.
Fui até lá e peguei a velha garrafa de água que tinha trazido mais cedo esta noite. Olhei para cima e vi Jeff caminhar de volta com Angie para seu quarto. Ele estava dizendo algo para ela que eu não poderia ouvir. Ela só ficava balançando a cabeça em concordância. Daria minha vida para saber o que eles estavam falando.
Puta merda... O que diabos ela estava sonhando? Quando eu disse que ia sair, ela praticamente se apavorou. Eu pergunto a ela o que aconteceu no sonho? Talvez eu deveria. Quero dizer, ela estava chamando meu nome, afinal. E se eu tivesse sido um imbecil no sonho? Agora eu precisava era sacudir a minha cabeça para clarear meus pensamentos. Fui até o sofá e peguei o travesseiro e o cobertor que tinha trazido mais cedo. Comecei a caminhar de volta para quarto de Jeff.
Parei na porta quando ouvi a voz de Jeff falando lenta e calmamente.
— Angie, você não pode deixar que uma coisa que nossa mãe disse para você quando você era pequena dite a sua vida inteira, querida. Foi besteira. Ela é uma pessoa miserável que só quer fazer aqueles ao seu redor ser tão miseráveis quanto ela. Você merece felicidade e você vai encontrá-la, querida. Confie em mim. — Jefferson disse e se inclinou para dar-lhe um beijo na testa.
Uma onda de ciúmes passou através de mim. Daria qualquer coisa para ser eu a consolá-la. PORRA... Eu tendo ciúmes do meu melhor amigo? A dor que estava sentindo, porque ela estava sofrendo estava me matando. Só não entendo.
Eu acabei de conhecer essa garota. Como poderia já me sentir tão protetor? Jeff se levantou e começou andar para fora do quarto, mas não antes de parar, me dar um tapa nas costas e piscar os olhos.
— Ei, aqui está o seu comprimido de dor e uma garrafa de água fresca Angie.
Angie olhou para mim e me deu um sorriso que quase me trouxe de joelhos... Novamente. Ok... Quando esses sentimentos vão parar de tomar conta de mim assim?
— Obrigado German. Sinto muito, eu não sei o que deu em mim quando eu acordei. Hum... Eu disse alguma coisa enquanto estava dormindo?
Merda, eu digo o que ela falou ou ajo como se não tivesse a ouvido gritando meu nome.
— Sim, querida você disse. Você chamou o meu nome e alguma coisa sobre alguém estar errado, mas isso é tudo que você disse.
Vi seu rosto quando disse a ela o que tinha dito em seu sono. Ela franziu a testa e olhou para longe da janela.
— Oh... Bem, hum... Tenho certeza de que foi, provavelmente, só porque foi tão atencioso esta noite. Eu realmente não me lembro o que eu estava sonhando... — Ela olhou para mim e juro que vi lágrimas se formando em seus olhos.
Mentira. Eu sabia muito bem que lembrava de seu sonho. Por que ela não me contou? Do que diabos ela estava com medo?
— Bem, isso não importa Angie. Você precisa de alguma coisa querida. Você precisa de algo para apoiar a sua mão? Ou precisa de mais alguma coisa? — Perguntei a ela, enquanto arrastava os pés para trás como se tivesse cinco anos de idade novamente. Ela sorriu para mim e apenas balançou a cabeça negativamente.
— Obrigada novamente German por tudo, mas acho que estou bem. Eu realmente aprecio isso. Sinto muito por mantê-lo acordado até tão tarde da noite. Vou só tentar voltar a dormir. Estou tão feliz que os veteranos têm folga amanhã! — Ela disse com uma risadinha.
Fui até lá e apaguei a luz lateral.
— Bem, hum... Angie boa noite.
Virei-me e comecei a andar até a porta. Virei uma última vez para vê-la fechar os olhos, puxar o cobertor para cima e colocá-lo sob o queixo. Ela era tão adorável... E eu estava tão fodido. Saí e vi Jeff sentado no sofá segurando uma cerveja nos lábios tomando um longo gole e outra cerveja na outra mão.
— Deve ter sido um encontro maravilhoso para estar precisando de duas. — Eu disse com uma pequena risada.
— Esta é para você. Achei que você poderia querer uma antes de ir para a cama.
Estendi a mão, peguei a cerveja, me sentei no sofá e tomei um gole.
— Eu tenho que perguntar Jeff, que porra que sua mãe disse a Angie.
— Eu sempre pensei que era uma história pessoal demais para contar German, mas estou começando a pensar que tem afetado a ela mais do que pensava. Quando tinha sete anos minha mãe estava muito bêbada uma noite. Eu não estava em casa para tirar o peso sobre Angie que estava lá. O engraçado foi que eu estava passando a noite na casa de um amigo o que nunca fiz. Eu só tinha que ficar longe dela. Quer dizer, estava sempre tentando ficar entre ela e Angie. Protegia Angie das palavras pejorativas de nossa mãe, que atacava o tempo todo, porra. Quando saí, ela estava sóbria... não tinha bebido uma gota de álcool. Pensei que as coisas ficariam bem. Ela falou sobre a ida de Angie ao parque. – Jeff passou a mão pelo cabelo e murmurou algo sob sua respiração. Eu tinha certeza que ele tinha dito porra. — Quando cheguei em casa na manhã seguinte, Angie estava sentada no canto da cozinha... Dormindo. Ainda vestindo as roupas que ela estava no dia anterior. Minha mãe estava desmaiada na mesa da cozinha. Corri até Angie e, logo que ela acordou e me viu... Simplesmente começou a chorar. Começou a divagar como nossa mãe não queria que ela comesse mais, como ela estava com fome, como a mamãe disse que não poderia amá-la... Nunca. — Jeff parou e colocou a cabeça para trás no sofá. Seu corpo começou a tremer. — MERDA! Se eu tivesse ficado em casa naquela noite, aquilo nunca teria acontecido e Angie não teria esta desarrumada ideia na cabeça que nunca vai ser boa o suficiente para um cara. Ela acha que seu destino é estar sozinha. Como a minha mãe.
Jeff tomou outro gole de cerveja e olhou para mim. Lágrimas encheram-lhe os olhos e fiquei chocado. Nos três anos que eu tinha conhecido esse homem nunca havia o visto chorar, mesmo quando se machucou no campo de futebol.
— Cara você não pode culpar a si mesmo pelo que sua mãe fez ou disse. Você tinha dez anos de idade, pelo amor de Cristo. Isso não é culpa sua. Você não poderia salvá-la de cada pequena coisa. — Eu disse, mas uma parte de mim só queria ir e ter algumas palavras com a mãe deles.
— German, seja paciente com ela. Vejo como ela olha para você e como você olha para ela. Eu acho que ela está confusa com o que está sentindo por você. Ela me disse hoje que está com medo, disse que está sentindo por você coisas que nunca sentiu por Leonardo e ela quase não o conhece.
Puta merda, meu coração estava batendo. Ela admitiu a Jeff que tinha sentimentos por mim? Ok, onde eu vou com isso? Senti como se estivesse prestes a ficar mal do estômago por isso, tomei outro gole de cerveja.
— Ger, eu vejo o pânico em seu rosto cara! — Jeff disse com uma pequena risada.
— Estou tão feliz que você acha que isso é engraçado idiota. — Tomei o último gole da minha cerveja e coloquei sobre a mesa de café. Cristo... Como começaria a falar disso com ele? — Jeff, eu tenho estes sentimentos loucos pela Angie. Quero dizer merda, eu nunca me senti assim antes na vida. Primeiro, pensei que era só porque, você sabe... Era sua irmã. Você sabe... Você quer o que não pode ter e tudo mais. Quer dizer, eu literalmente queria dar uma porrada no namorado dela cinco minutos depois que eu a conheci. Ficava pensando que faria qualquer coisa para tirar a dor dela, sentado na sala de atendimento de urgência. Eu tenho este desejo insano de cuidar dela. Que porra é essa? — Disse quando me sentei no sofá e joguei minhas mãos para o ar.
Jeff soltou uma risada.
— Cara... Se pudesse dizer, eu o faria. Sei como é ruim o sentimento de querer algo... — Jeff simplesmente parou e olhou para o espaço.
— O que está acontecendo Jeff? Você tem sentimentos por Fran?
— O quê? Que porra faz você pensar isso! Fran é como uma irmã para mim. Eu quero dizer, ela é, ela é... Hum ela é irritante como o inferno. Ela fala pra caralho e ela me deixa louco. Os sentimentos que eu tenho por essa menina são sentimentos de aborrecimento! — Jeff disse e levantou levando as duas garrafas vazias de cerveja para o lixo da cozinha.
— Tudo bem, porque eu estava um pouco surpreso com o quanto vocês dois estavam atraídos outro dia. Eu só tenho a sensação de que havia alguma hum... Tensão lá. — Eu disse e movi as sobrancelhas para cima e para baixo.
— Foda-se cara. Tive uma noite de merda e vou dormir. — Jeff disse enquanto se dirigia ao banheiro.
— O quê? Rebecca não foi a sua chefe de torcida particular, normalmente borbulhante, hoje à noite? — Gritei para ele. Tudo o que eu recebi em troca foi um dedo do meio disparado em minha direção.
Notas finais
:>
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