Notas iniciais
Espero que gostem!!! Com mais 4 comentarios posto mais 2 capitulos ;D

German soltou uma risada que atingiu todo o meu corpo, como um cobertor quente. O que estava acontecendo comigo?? Eu só fiquei ali olhando, não podia me mover. O que esse cara tinha que sentia minhas entranhas derretendo? Quer dizer, eu vi meu namorado dando uma rapidinha com outra pessoa e eu nunca iria... Deixe-me repetir... Eu nunca irei me apaixonar de novo. Todos os homens eram pura escória. Bastardos do mal que só queriam uma coisa de você. SEXO.

Deixe-os saber que é virgem e acho que eles vão investir meses de vida para dizer que tomaram isso de você. Bastardos...

Olhei para German novamente. Havia algo sobre ele. Fiquei chocada com os meus sentimentos intensos e imediatos para com ele, especialmente depois do que tinha acontecido. Eu olhei o seu corpo de cima a baixo e depois lambi os lábios, minha boca ficou seca em um instante. Tentei tirar os olhos dele, mas não consegui. Ele era forjado, apenas um pouco maior do que Jefferson. Tinha cabelos pretos e tinha aquele olhar enigmático, perfeito! Que apenas um cara sexy poderia lançar. Eu olhei para os olhos... Puta merda... Aqueles belos olhos castanho. Podia me perder em seus olhos. Arrastei meus olhos abaixo de seu rosto, direto para o peito grande e musculoso. Tinha uma tatuagem, Hum. Eu podia ver uma parte dela em seu braço, aparecendo debaixo da sua apertada camiseta branca. Quase se podia ver a tatuagem tribal preta sob a camisa, se olhasse fixo o suficiente. E eu com certeza estava olhando fixamente.

Parecia começar em seu peito, subir o ombro e voltar para baixo, em seu braço. O que eu não faria para dar uma olhada nisso e correr meus dedos ao longo...

TUDO BEM! Espere... Se segure porra! Seja forte Angie! Bom Deus, o que estou fazendo? Tive de sacudir a minha cabeça para limpar meus pensamentos. Eu estava praticamente despindo o melhor amigo do meu irmão em minha mente.

Não! Nunca vou deixar ser machucada de novo por outro homem. Minha mãe estava certa, ninguém jamais vai me amar e Leonardo era a prova disso. Eu nunca deixaria, outro homem entrar na minha vida para me machucar novamente.

Só então fui trazida de volta ao mundo real por Fran, me pedindo para deixá-la ver a minha mão. Quando ela chegou lá, eu não tenho ideia.

— Porra... Angie! Jeff! Precisamos levar Angie para o hospital agora! — Franestava gritando tentando chamar a atenção de Jefferson.

— Cara, me ouve, sua irmã está ferida. Precisamos levá-la ao médico. Não se preocupe com essa porra Leonardo. Podemos cuidar dele mais tarde. — German lançou a Leonardo um olhar que escorria ódio e nojo. Se eu o conhecesse melhor, teria pensado que ele queria matar Leonardo mais do que Jefferson.

Jefferson relaxou o corpo num instante. Eu nunca vi ninguém acalmar meu irmão tão rápido. Jefferson se aproximou de Leonardo e inclinou-se perto o suficiente para que o Sr. Watson não ouvisse, mas eu com certeza ouvi.

— Eu voltarei seu desgraçado. — Jefferson sussurrou.

— Vamos Jeff, — German disse enquanto o guiava para longe do que Fran estava chamando de 'cena do crime'.

Começamos a caminhar pelo corredor em direção a saída, quando Francomeçou a tagarelar seus famosos sermões.

— Não pense que vou deixar você ir agora Angie... Oh, meu Deus, o que diabos você estava pensando atingindo-o e fazendo isso aqui na escola, na frente de todos? Quer dizer, eu sei que você está no terceiro ano, mas não podia deixar passar! Eu não posso estar lá em cima fazendo um discurso sabendo que a minha melhor amiga não estará andando comigo no mesmo palco! Não lhe ensinei uma maldita coisa?! Quero dizer, você precisava esperar...

— Francesca! Por favor, cale a boca vai? — Jefferson gritou.

Mesmo com minha mão inchada e dolorida como o inferno, eu tive que rir. Jefferson e Fran tinham uma relação de amor e ódio. Fran amava Jefferson e Jefferson parecia odiar Fran. Embora não tenha sido sempre assim. Quando eu tinha dez anos de idade, Fran se tornou minha melhor amiga na escola, após se mudar de Dallas para Austin. Jefferson tinha 13 anos e gostava de sacanear a gente e provocar Fran. Então algo mudou quando estávamos na nona série e ele era um veterano. Ele mal olhava para Fran. Ele nunca queria estar perto dela o que fez a vida um pouco difícil para mim. Embora eu saiba que ele cuidava dela como uma irmã. Quando Brad Roberts se gabou de que ele ia levar Fran para a casa do lago de seus pais um fim de semana e tirar a sua virgindade, Jefferson descobriu e meteu a porrada em Brad. Fran achou que era um sinal de seu amor por ela.

Vi isso apenas como ele protegendo a melhor amiga de sua irmã mais nova, porque Jefferson faz coisas como essa. É por isso que eu precisava muito dele e estaria perdida sem ele.

Fran e Jefferson continuaram a brigar durante todo o caminho para a caminhonete de Jefferson, eu só fiquei quieta, porque minha mão estava doendo muito, caso contrário eu teria me irritado com tanta bobagem. Jefferson me ajudou a sentar no banco de trás de seu Ford F250. Germancorreu atrás dele e me entregou um saco cheio de gelo. Oi? Onde e quando ele conseguiu isso?

— Obrigado ah, hum, German. — Eu gaguejei.

Jesus o que havia de errado comigo? Eu não conseguia nem falar direito. Por que ele me causa sentimentos tão estranhos? Quando eu pensei que não poderia ficar pior, ele sorriu para mim.

Porra... Aqueles lindos olhos como um avelã e perfeitos dentes brancos em linha reta, completavam o sorriso mais bonito que eu já vi.

— Angie, Não tem problema. Tente manter sua mão acima do seu coração querida, tome este Advil. — Ele me entregou Advil e água.

Gulp, eu não conseguia nem falar. Fran se inclinou e cochichou no meu ouvido, — Respire Angie, respire. — Tomei uma longa respiração e consegui agradecer-lhe o gelo, a água e o Advil.

— Ei, a propósito, eu sou Fran, a melhor amiga de Angie. — Fran disse.

German lhe deu um sorriso doce, depois se inclinou um pouco mais perto de mim.

— Vamos levá-la ao médico, o que você acha? — German sussurrou em meu ouvido. A sensação de sua respiração quente contra o meu rosto fez com que meu corpo começasse a tremer.

— Ahhh, sim tudo bem, médico soa bem, sim, vamos lá, vamos nessa, vamos fazer isso.

Ok, por que minha boca ainda estava falando quando claramente meu cérebro tinha paralisado no momento em que sorriu para mim? Ele fechou a porta e pulou para o banco do passageiro, na frente. Jefferson ligou seu caminhão e, claro, Tim McGraw1 "Truck Yeah" começou a tocar. Juro por Deus se eu tivesse que ouvir essa canção mais uma vez eu iria vomitar.

Olhei para Fran que tinha uma porcaria de sorriso no rosto. Ela se inclinou e disse baixo o suficiente para que apenas eu ouvisse. — Ok, o menino quer entrar na sua calcinha!

Eu só lhe dei o meu melhor olhar cala a boca e disse: — shiiii... Você está louca! Já te disse que ultimamente você precisa seriamente de terapia? Sério... Francesca você precisa... Estou começando a ficar com medo de você. — E mostrei a língua pra ela.

Fran jogou a cabeça para trás e riu. — Vadia, você não pode dizer que estou errada. De fato, eu aposto com você a bolsa Coach que tenho estado de olho nos últimos três meses, que o cara quer você.

Eu tive que deixar escapar uma risada que fez a minha mão começar a latejar ainda mais e meu coração se quebrar.

Você nunca será amada por alguém....

— Mesmo se pudesse dar-me ao luxo de me gabar, eu sei de um fato: você está completamente errada nesse caso. — Eu disse um pouco alto demais.

— Fran está completamente errada sobre o que Angie? — Jefferson perguntou, dirigindo para fora do estacionamento da escola. Cantor de música Country e ator.

— Nada Jefferson, ela está apenas delirando, é tudo. Ela está vendo coisas que claramente não estão lá. — Eu disse e estreitei meus olhos para Fran.

— Bem, seja que merda Fran está aprontando, não me importo. Eu quero saber agora o que diabos aconteceu entre você e o Leonardo!

Fran encarou Jefferson e revirou os olhos. Eu tenho certeza de que ouvi um “imbecil” sair de sua boca também.

Merda. Lá vamos nós. Eu tinha que dizer o que aconteceu a Jefferson e orar a Deus para que ele não matasse Leonardo. Quer dizer, eu realmente não ligava para o que diabos acontecesse com Leonardo. Eu gostaria até de ver alguém chutar a bunda dele, mas não Jefferson. Ele tinha que pensar sobre sua bolsa de estudos e seu futuro. Não sobre o que algum idiota tinha acabado de fazer com sua irmã que provavelmente merecia. German se virou e me deu um sorriso que derreteu meu coração, para não mencionar minha calcinha. Era quase como se ele estivesse me dando coragem para começar a falar. Dei-lhe um pequeno sorriso de volta e meu corpo, na verdade, parecia que estava cantarolando. Eu pensei que eu ia começar a ter dificuldade para respirar novamente, mas seu sorriso parecia fazer-me esquecer.

Que diabos?! Nunca um cara me afetou do jeito que esse fazia. O que estava acontecendo comigo? Eu precisava me concentrar. Eu balancei a cabeça novamente para jogar esses pensamentos loucos fora.

— Bem, tudo começou quando recebi um texto de Leonardo para encontrá-lo no auditório...

Notas finais
Coementem!!