Wall Street: Amor X Poder
2 O circo está montado
Notas iniciais
LêhRobsten, Carolpass e LahFernandes. Bjos.
Obrigadissimo a Raskia pela recomendação mais do que linda!
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Alertando que tudo que aparecer sublinhado significa que é veridico, que existe e pode ser pesquisado se você leitor assim preferir.
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Vamos ao primeiro capítulo...
O circo está montado – Gíria usada pelo mercado financeiro quando há notícias, positivas ou negativas, capazes de determinar a tendência do mercado.
Aprecie o circo!
– Música sugerida (Stronger — Kelly Clarkson) —
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A pele alva, quase translucida, contrastava com os lençóis azuis da cama, coxas torneadas encaixavam-se perfeitamente naquele quadril delicado, a barriga lisinha terminando na virilha cuidadosamente depilada... E os seios, lindos montes simetricamente moldados, os mamilos rosados enrijecidos a espera do toque... Os cabelos em um tom avermelhado, olhos verdes hipnotizantes... Um sorriso apaixonante...
– Vem amor! Soltou manhosa levantando as mãos a espera dele que sorriu como um bobo apaixonado... Já nu como ela aproximou-se de seu pequeno corpo, colocando-se por cima dela calculando seu peso ao passo que deixava claro na aproximação o quanto estava afetado por ela... Seu perfume invadindo o sistema do rapaz... Tomando conta de tudo, inebriando, deslumbrando... Conduzindo-o ao extremo da paixão...
– Bella... Sussurrou próximo ao ouvido da moça mordendo em seguida o lóbulo de sua orelha fazendo-a ofegar... Suas mãos tocavam famintas em cada pequenina curva daquele corpo perfeitamente esculpido, alisando, medindo, memorizando... Sua intimidade úmida e brilhando deixava-o salivar e seu gosto ao provar era superlativamente melhor do que qualquer fruto exótico e saboroso... Seu néctar alimentava-o... Possui-la era com total certeza o melhor momento de sua vida...
– Assim amor... Me ama... Sou sua... Só sua Edward... Dizia e no momento seguinte se derramava ao redor dele levando-o junto...
– Bella... Minha... Be... O som insistente do alarme do radio relógio trouxe-o de volta... A cena era completamente constrangedora e mesmo estando sozinho no quarto a vergonha de se encontrar completamente molhado no meio da cama fora com total certeza um péssimo inicio de dia... – Inferno! Vociferou irritado... Mais uma vez se via naquela constrangedora situação... Correr... Sim correr... Essa era a alternativa para buscar o equilíbrio, a sensação de liberdade que aquele exercício lhe proporcionava ajudava a recuperar-se do trauma... Trauma de mais uma vez sonhar com a moça com tamanha perfeição de detalhes, tinha como companhia seu Ipod com a seleção de músicas que mais lhe agradava e faziam daquele momento um despejar de frustrações ao passo que os pés tocavam o solo e a velocidade aumentava gradativamente, a regata surrada e a bermuda também no mesmo estado duelavam com o tênis Skechers GOrun que adquirira a pouco tempo... O cheiro fresco da grama ainda molhada pelo orvalho da madrugada... As poucas pessoas que por ali faziam seus exercícios matinais assim como ele... Edward tentava naquela atividade descarregar a decepção de não tê-la, a decepção de não saber até que ponto aquele sonho assustadoramente real poderia realmente ser real... O suor escorrendo pelo corpo dando sinais de que a atividade estava realmente surtindo o efeito desejado levava junto a sensação de vazio que carregava na alma mesmo que de forma momentânea... Já fazia mais de uma hora que ele corria, então resolveu diminuir o ritmo e se preparar para voltar pra casa, iniciar efetivamente seu dia partindo para a única coisa que realmente o motivava e não o decepcionava, onde tudo era real e a sua participação era ansiada e lhe trazia um retorno, seu trabalho...
Sentado em seu escritório folheava o The Wall Street Journal que trazia na primeira página uma matéria completa sobre o desempenho da até então maior corretora de valores do país , a Swan’s Broker and Investment...
Charlie Swan, investidor apreciado e respeitado é conhecido pela sua generosa filantropia, em especial para com crianças e hospitais, tem administrado um montante de mais de vinte milhões de dólares em investimentos prometendo e cumprindo um retorno modesto, regular e garantido de 10 a 12 %, cobrindo quaisquer levantamentos, à custa de fundos de novos investidores que literalmente imploram para participar... A Swan’s tem se colocado no topo da cadeia alimentar e tem mostrado pra que veio e Charlie Swan é realmente no momento sinônimo de credibilidade e sucesso...
Lia Edward sem transparecer emoção alguma...
– Já viu o jornal hoje? Perguntou seu irmão. – Ah desculpe... Pelo visto está vendo... Dizia Emmett.
– A raposa deve estar radiante e não se cabendo em si! Declarou Edward com um sorriso debochado.
– Papai sempre diz que Charlie tem olhos de águia... Mas eu acho que raposa combina mais com ele! Soltou de forma brincalhona e Edward riu. – Ele está com a faca e o queijo na mão! Conclui.
– E nós com as sobras que, diga-se de passagem, estão sendo muito bem aproveitas... Aquele velho sabe o que faz é bem verdade... Mas ele não é o único que sabe brincar Emm! Afirmou retirando um sorriso dos lábios do irmão.
– O que temos pra hoje? Questionou Emmett. – Tenho reserva no Del Posto e estou ansioso pra falar como Alice! Soltou fazendo Edward gargalhar... Emmett era muito talentoso, sabia espalhar uma história como ninguém e possuía dentro dos investidores e empresários um nome respeitável como homem que sempre sabia qual o nome da vez dentro daquele calculo complexo que era Wall Street... É claro que Emmett não sabia... Sim ele entendia do jogo, tinha um faro muito bom, sempre estava antenado com tudo que acontecia no mercado financeiro e adorava passar horas analisando o agito do pregão, mas seus palpites quentes vinham da maravilhosa equipe de pesquisadores gerenciada por Jasper e Edward... As mentes pensantes da Cullen’s Corporation.
– Ok... Ok... Temos uma informação interessante que vai agitar o seu almoço e o meu. Sim o meu, faço questão de ir com você ao Del Posto... Por dois motivos, um pela comida que é divina e dois porque quero assistir os olhos de novos investidores brilhando... Dizia satisfeito. – A Vodafone vai adquirir nos próximos dias 45% da Verizon! Declarou.
– Isso é verdade mano? Soltou Emmett.
– Sim é verdade. Disse feliz. – Pode espalhar que comprar ações da Vodafone é lucro mais do que certo! Concluiu... A brincadeira de Emmett consistia em passar a informação verdadeira apenas para aqueles que estavam na mira como novos investidores, já que os investidores ativos da Cullen’s eram beneficiados automaticamente por informações como estas e por tabela a Cullen’s também se beneficiava... Emmett sabia pescar novos investidores como ninguém, era ele que gerenciava a equipe de aproximação a novos clientes e com esses em mãos passavam aos corretores da empresa para que os mesmos iniciassem as negociações com o provável e futuro novo investidor... O jogo era complexo, mas a família Cullen tinha um talento nato para o mesmo e vinha de anos e anos de tradição... Carlisle Cullen fora um dos homens mais requisitados dentro do mercado financeiro durante anos, assim como seu pai, e hoje apenas usufruía deste cargo, sim o patriarca da família estava como ele mesmo gostava de dizer vivenciando sua aposentadoria ainda novo sem deixar é claro de colocar o dedo nos negócios quando achava necessário...
O jeans da Diesel contrastava com a camisa de seda Emilio Pucci sem mangas, alegremente estampada com drapeado e decote em V. forrado que lhe caia como uma luva... O cabelo solto ainda dava a visão de seu colo que ostentava um discreto colar Cartier que trazia o anel Trindade como pingente em suas três bandas entrelaçadas em harmonia, três cores: rosa de ouro para o amor, amarelo para a fidelidade e branco para amizade. O símbolo atemporal e cósmico se tornava extremamente delicado adornando o pescoço da moça, sem falar no relógio que amava, por ter ganhado de presente de sua amiga Alice em seu ultimo aniversário, um Ballon Bleu também da Cartier acrescentava uma pitada de elegância a moça, com seus algarismos romanos orientados pelo caminho por um cabochão de safira, protegido por um arco de precioso metal descansava em seu pulso... A sandália preta de couro envernizada da Prada finalizava o look com seu salto alto de 85mm coberto pelo mesmo material... O ar romântico era a marca registrada de Isabella, mas sem perder a sofisticação...
– Não me diga que ela saiu Mercedes! Afirmou Renée ao adentrar no apartamento da filha depois de ser recebida pela antiga funcionaria.
– Ela está se preparando para sair senhora. Disse a velha ao fechar a porta após a mulher passar de forma altiva.
– Que milagre a pegar aqui! Afirmou deixando a clássica bolsa Louis Vuitton em cima do sofá e se dirigindo aos quartos no andar de cima. – Ela está sozinha? Questionou e recebeu de imediato a afirmação de Mercedes... – Bebê? Bella querida... Dizia a mulher ao entrar no quarto da filha... Isabella suspirou conformada.
– No closet! Declarou voltando-se para o espelho com a intenção de finalizar sua maquiagem passando o gloss.
– Bebê... Precisa parar de me fazer esperar até a exaustão por uma visita sua! Disse ao se aproximar da filha com seu drama natural.
– Achei que estivesse em Cape Code. Devolveu sem muito interesse.
– Oh não, Ofélia até queria que eu permanecesse, mas precisava voltar... Logo chega o jantar beneficente do Mount Sinai e sabe como seu pai fica com esses eventos assim próximos... Dizia ao se sentar na poltrona em frente à filha... Isabella não tinha o menor interesse na conversa, mas fingia estar atenta... O objetivo no momento era se livrar da mãe e encontrar o namorado para almoçar... Com muito custo Isabella conseguiu se livrar da mãe e foi ao encontro do namorado.
– Senhorita Swan, bem vinda mais uma vez ao Del Posto! Disse o metre do restaurante, Isabella assim como os pais possuía visibilidade em toda a sociedade e ostentava respeito diante de todos, a garota sabia que a bajulação e exclusividade em algumas situações lhe eram dadas por conta do nome do pai e sua influencia, aquilo não lhe agradava, não via necessidade... Mas como todo o resto aprendera a conviver... A princesa do papai precisava agir como princesa... Era como se ouvisse as palavras de Charlie... Quem sabe um dia Isabella... Quem sabe um dia possa ser vista por você mesma... Pensava e no mesmo instante vinha a sua mente as palavras de Bah ao dizer que sua covardia a assustava...
– Já estava desistindo! Declarou James certamente insatisfeito.
– Desculpe-me, mamãe apareceu do nada e me atrasou! Soltou ao beijar o namorado que agora lhe puxava a cadeira em um convite mudo para que sentasse... James Volture, o rapaz era o que se poderia chamar de bon vivant... Filho do advogado Aro Volture, James nunca havia efetivamente trabalhado em toda a sua vida, mas esse fato ele jamais admitiria, se dizia piloto de corridas e seu sonho era estar entre os grandes da Fórmula Um era o que dizia... Mas não fazia grandes coisas para conseguir tal feito além de esbanjar valores que quase sempre lhe faltavam, era constantemente dirigido pelo pai que via em sua relação com Isabella um futuro e em seus sonhos de ser piloto profissional um ato permanente de seu nível de infantilidade... Na realidade o rapaz era um fraco, mas para Isabella... James era como ela... Alguém que sempre era tolhido... As imagens de seu inicio de namoro eram vividas em sua memória...
Flash Back On
– Ser incompreendido é o meu carma! Dizia um James debochado e completamente bêbado. – Todos me veem como um idiota, meu pai me acha um idiota... Sou um fraco... Si... Sim é isso o que eu sou! Declarava e Bella achou ter visto ali que ambos eram parecidos... A convite de Alice sua melhor amiga, Isabella havia ido ao aniversario de Jasper noivo da amiga e lá deu de cara mais uma vez com o jovem Volture, conhecia James a anos assim como todos os Cullen ali presentes... Sempre viu no rapaz um que de inutilidade, mas naquela noite se identificou com o mesmo ao ouvir de seus lábios o quanto era reprimido por seu pai que não acreditava em seu potencial e sonhos... Isabella se apaixonou pelo rapaz, ou pelo menos se via encantada a partir daquele momento.
Flash Back Of
– Tenho boas noticias... Meu carro está em seus últimos ajustes e vou poder retornar ao circuito da Indy... Dizia animado após fazerem os pedidos.
– Que bom querido! Afirmou Isabella dando-lhe um selinho... O almoço foi tranquilo, o local mais do que agradável, a cozinha italiana daquele restaurante era impar, chegar até ali era uma epopeia fato, o engarrafamento desgastante, mas ao passar por aquelas portas ficava claro que o investimento de Mario Batali e Joseph Bastianich fora impecavelmente bem aproveitado. Ao saborear o inventivo e delicado sformato couve-flor, que consistia em um disco de creme etéreo, elevado acima de uma salada de grapefruit e de skate simultaneamente ligado ao luxuoso ravioli preenchido com castanha e purê de queijo parmesão e emparelhado com pombo e murta fora para Bella um momento de prazer relaxante, sim o almoço fora tranquilo em meio a conversas agradáveis... Já no hall do restaurante eles aguardavam o carro ser trazido...
– Como vai Bella? Perguntou Edward ao se aproximar e a moça demonstrando pouco interesse se voltou para o rapaz.
– Muito bem! Afirmou altiva. – E você Cullen? Questionou se agarrando ao ombro do namorado.
– Estou bem! Declarou o jovem sem perder a pose. – James... Disse formal e o rapaz apenas assentiu com a cabeça.
– Amorzinho... Soltou Bella de forma manhosa, provocando em Edward a sensação de em algum momento ter ouvido aquela frase direcionada a sua pessoa. – Estou entediada aqui! Afirmou a moça.
– Nós já vamos Bella... Espere apenas um minuto. Disse um tanto impaciente o namorado.
– Emmett! Soltou anima ao ver o rapaz e se distanciando do namorado abraçou o amigo.
– Como vai pequeno gênio? Disse Emmett no ouvido dela que deu-lhe um tapa brincalhão em resposta... O apelido era antigo e Bella não se importava de ouvi-lo da boca de amigos como Emmett... De fato Bella tinha um talento nado e ele não vinha do pai como se poderia imaginar, contudo tal talento era guardado, quase que enterrado diante da realidade da moça. – E aí Bellinha, tudo bem? Questionou.
– Estou ótima! Afirmou se voltando para o namorado.
– Como vai James? Perguntou Emmett que conhecia o rapaz dos tempos de high school assim como Edward.
– Vou bem obrigado Emmett! Devolveu... Era clara a discrepância entre os irmãos... Contudo não veja em Edward alguém carrancudo e mal humorado de forma vitalícia... Edward é o que podemos chamar de rapaz tímido e extremamente discreto muito diferente do irmão que é expansivo... Mas Isabella não via assim... A moça via um ar altivo, superior e quase inatingível no rapaz, desde sempre achou necessário manter certo distanciamento dele dado ao fato de que sua seriedade lembrava seu pai, mas, além disso, Isabella via em Edward tudo àquilo que queria ser e podia ser, mas de fato não tinha coragem de ser... Edward era um homem bonito e absurdamente atraente, sua altivez carregada de sedução encantaria qualquer mulher e Isabella não poderia nunca negar que aquilo lhe afetava, contudo jamais deixaria transparecer... Sua convivência com o rapaz nunca fora profunda... Poucas às vezes estiveram próximos por conta de amigos ou familiares. Diferente de Emmett, Edward nunca fora de se misturar com as amigas da irmã, preferia a companhia das meninas da sua idade, mas quando na época da universidade viu Isabella em um momento completamente inusitado se viu encantado e intrigado. O rapaz estudou Economia em Princeton e em dado momento fora como veterano participar de uma conferência em Yale presidida por um famoso economista da época, no auge de um debate uma caloura de Yale levantou uma questão chamando a atenção do palestrante e dos demais presentes inclusive Edward... A caloura era Isabella Swan e Edward passou de chocado a encantado ouvindo a garota argumentar, naquele mesmo dia se aproximou da moça cumprimentando-a, contudo Isabella não lhe deu grande atenção além da educação de praxe tendo em vista que nunca Edward havia se aproximado dela antes... Edward desde então alimentava o sentimento sem ter a coragem de se aproximar, covardia? Talvez... A mistura de chocolate, bergamota, baunilha e caramelo se tornava evidente para Edward e ele se perguntava... Será que apenas eu sinto o seu cheiro de forma tão pontual? O perfume marcante da moça que há anos não mudava lhe era um afrodisíaco mais do que bem vindo ao mesmo tempo em que o levava a lembrar de ter sonhado com a moça de forma tão real... Seu cheiro sendo relembrado por sua memória olfativa era tão envolvente que até mesmo a presença do Volture lhe passava despercebida, Edward havia sido capaz de pesquisar o cheiro e descobrir que o perfume que o encantava se chamava Angel, o nome combinava com ela, pensava ele... Vê-la indo embora com o parvo playboy deixava Edward irritado e com um incomodo na virilha por se lembrar do sonho e daquele corpo perfeito que nunca vira...
Do 33º andar do Wall Street Plaza Charlie Swan desfrutava da vista da ponte do Brooklyn a sua frente enquanto conversava ao telefone com um dos altos executivos do Financial Bank.
– Estou lhe dizendo Albert isso é lucro liquido e certo e lhe garanto o mesmo em menos de seis meses... Estou abrindo-lhe uma exceção, não se esqueça disso! Afirmava confiante...
– Confio em seus olhos Charlie e agradeço a oportunidade... A questão é que o mercado anda um tanto oscilante e isso me deixa duvidoso...
– Estou nisso a mais de trinta anos e posso lhe dizer o momento não poderia ser melhor, é fato que as portas estão fechadas meu amigo, mas eu sei de uma passagem secreta! Disse com convicção.
- Ok Swan... Ok... Coloque-me nesse bolão! Declarou o homem vencido e Charlie se sentiu diante de um xeque mate a seu favor... Ao se encerrar a ligação ele ainda admirava a vista com um sorriso estampado no rosto.
– Veja só, pelo visto a minha eloquência mais uma vez alcançou sucesso, eu ainda não perdi o ritmo! Disse realmente satisfeito... Virando-se para sua mesa... Swan acrescentou aos seus cálculos o valor que acabara de ser prometido por Albert... O montante até o momento se aproximava de sessenta milhões de dólares... A estratégia estava sendo bem sucedida, a aposta era alta e Charlie Swan sabia disso... Como também sabia que no universo em que vivia apenas os ousados tinham bom êxito em seus planos... Ser um investidor no time do Swan não era para qualquer um... Ele exigia de seus clientes que depositassem uma quantia substancial. A maioria considerava-se feliz por os seus fundos serem recebidos pelo altamente respeitado… Corretor numero um de Wall Street. A mensagem habitual do Swan era que os fundos de investimentos estavam fechados… Mas como pertenciam ao mesmo mundo (membros de conselhos de instituições de caridade, organizações de angariação de fundos ou clubes de campo 'selecionados') ou eram familiares de um amigo, de um colega ou de clientes já existentes, ele receberia esse dinheiro... Ao sair da tela que descrevia seu percentual de lucro futuro... Charlie adentrou em seu endereço virtual mais amado... E ali pode ver as cifras que se apresentavam... – Estamos chegando perto, será perfeito! Afirmou.
– Carmen pode entrar na sala do senhor Swan e retirar o lixo, ele não está lá no momento! Afirmou Giana e a jovem Maria assim o fez aproveitando a oportunidade e desta forma terminando seu serviço naquele setor ainda mais rápido... Carmen era de origem mexicana, casada, tinha um enteado de cinco anos que amava como a um filho, seu marido Eleazar não era de confiança e Carmen descobriu isso tarde demais... Após conseguir dele o Green Card, se casando com o mesmo se viu encantada com o homem que lhe propôs ajuda para se regularizar no país... O enteado era extremamente inteligente tendo apenas um pequenino problema de dicção que segundo uma médica que o atendera há tempos atrás seria facilmente resolvido com uma fonoaudióloga, mas o dinheiro não sobrava para tal luxo... Ainda sim Carmen se preocupava em dar a melhor educação ao garoto que tanto amava e era negligenciado pelo pai e estimulava-o sempre que possível... O pequenino Daniel era apaixonado por quebra cabeças, mas os mesmos eram caros para comprar... Então há algum tempo Carmen teve a brilhante ideia... Levar para casa os papeis triturados que recolhia nos escritórios em que trabalhava limpando, ela se preocupava em não misturar os lixo, deixando os papeis triturados na mesma máquina sempre juntos e ao chegar em casa dava ao garoto que entendendo o sentido daquilo começou a montar as sequencias de tiras de papel como se fossem quebra cabeças...
– Senhor Swan espalhar essa noticia de que a Federer Company não está bem financeiramente irá criar um alvoroço preocupante... Dizia Seth Clearwater um dos corretores de valores da Swan’s... O velho apenas ouvia o rapaz que corajosamente enfrentava o chefe na frente de todos...
– Onde diabos você estudou que não aprendeu sobre especulação de mercado? Soltou o velho e a sala permaneceu em silencio.
– A especulação existe sim senhor, mas se feita de forma arbitraria se torna criminosa! Declarou o rapaz corajosamente.
– Está me chamando de criminoso? Questionou o Swan com os olhos cerrados e ouviu-se um ofegar de sua secretaria diante da frieza de sua voz.
– Não senhor... Estou... Estou apenas dizendo o que é o certo diante de tal situação. Afirmou o rapaz ainda se mantendo firme em sua convicção.
– Senhores... Vejo que o senhor Clearwater tem duvidas quanto ao caráter de minhas ações nesta casa... Minha pergunta é... Existe mais alguém que pensa como o senhor Clearwater? Questionou firme e a sala permaneceu em silencio. – Pois bem, senhor Clearwater... Especular não significa afirmar... Espalhar uma noticia duvidosa faz com que as pessoas pensem melhor... Isso se chama equilibrar o mercado! Afirmou decidido...
Spoiler -
– Um dia você vai ter que se mostrar e o seu pai vai ter que engolir! Declarou mostrando a língua no final e Isabella sem conter-se riu de sua atitude... – Por que Bella? Soltou um tempo depois.
– Eu não seria feliz! Afirmou de forma automática, parecia ser um texto decorado.
– Isso é mentira! Rebateu Alice. – Eu não consigo entender... Era pra ele se orgulhar... Ver que a filha tem tanto talento e visão, mas...
– Mas não, ele não se orgulha... E como acha que seria a minha vida se eu fosse enfrentar o poderoso Swan? O que papai tem de bom tem de vingativo Alice, ele nunca me daria uma oportunidade...
Notas finais
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Bjos e até a próxima terça-feira com mais um pouquinho de Wall Street!
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