Notas iniciais
Oi, gente! Sinto muito, muito, muito por ter demorado tanto para postar esse capítulo, mas tem um motivo, e um maravilhoso motivo. É hoje a estreia de The Walkind Dead, é hoje o dia em que vamos rever nossos amados personagens, é hoje que eles vão descobrir que mexeram com as pessoas erradas. Ainda é difícil acreditar que esse hiatus eterno acabou depois de tanto tempo. É hoje que vou rever meu magnífico Chandler Riggs...Ai, ai, ai. A cada dia que passa eu acho que essa season 5 vai ser a melhor de todas e que ela vai trazer ainda mais do mundo de The Walking Dead. Espero que todos gostem desse capítulo e que todos possam ver o episódio de hoje logo, logo (assim como eu), porque esses gringos sortudos vão ver primeiro, como sempre. Boa Leitura e desculpe pelos possíveis erros.

*Narrado por Catherine

Não preguei os olhos em nenhum momento esta noite. Simplesmente o sono não vem, mas parece ser até melhor, se eu dormisse provavelmente sonharia com Carol e não estou preparada para isso. Seria melhor dar uma volta, respirar um pouco, tentar esquecer certas coisas. Mais uma vez cometi o mesmo erro, me apeguei às pessoas.

Judy ainda está dormindo, como o anjinho que sempre foi, então não me resta companhia, já que não quero conversar ou me aproximar dos outros por enquanto. Preciso desesperadamente de um tempo sozinha para poder colocar as ideias no lugar.

Fico parada no meio do pátio, olhando para a imensa grade lotada de walkers que não param de se movimentar um segundo. O único som que se estende em toda a fortaleza é o barulho deles, o que não é nada agradável. Noto que os carros não estão aqui, deve ser esse o motivo de tudo estar tão silencioso, eles foram fazer uma ronda, talvez até dar uma olhada no lugar onde Rick mencionou ontem.

Agora me lembro de que, mais cedo, Carl bateu na porta do meu quarto. Não queria desapontá-lo, mas eu não estava muito bem para ter uma conversa, por mais que fosse com ele. Suas palavras ainda martelam em minha cabeça, ele não quer que eu fique louca. Sinto muito, mas acho que aos poucos a loucura vai tomando conta do meu corpo, pouco a pouco. Sei que parece ser muito drama, mas não é. Acabei de perder uma das pessoas mais importantes para mim e isso nunca é algo fácil de lidar.

Vejo Daryl caminhando lentamente em minha direção. Sinto uma vontade de sair dali, fugir talvez. Por mais que eu adore esse homem, ficar perto dele me faz lembrar mais ainda de Carol e no quanto eles eram próximos. Não preciso nem me levantar para atrasar a conversa que teria com Daryl, já que o mesmo se vira rapidamente para o portão, de onde vem um maluco gritando.

Corremos juntos até o portão para ver quem é que faz tanto escândalo e somos surpreendidos por um Tyreese alucinado que parece ter visto fantasmas. Abrimos rapidamente uma pequena fresta para que ele entre logo, antes de ser devorado por qualquer walker que tente aparecer. Ele parece estar muito assuntado, mas no intervalo de um longo suspiro para o outro consegue formar algumas palavras.

— Emboscada. Presos. Terminus. — Tyreese fala, com a voz bastante tremida e fraca. Ao ouvir a palavra Terminus, me sinto bem mal. Só de imaginar alguém daquele lugar horroroso rondando por aqui já sinto meu corpo todo se arrepiar.

— Será que dá pra você falar direito? Já é a segunda vez que você fala desse jeito e eu nunca entendo nada. Anda. — diz Daryl, dando um tapa bastante forte nas costas de Tyreese, que parece não ter sentido muita coisa devido ao seu tamanho.

— A gente estava no supermercado, aquele que o Rick falou. Estava tudo muito estranho e quando eles foram perceber isso aqueles moradores do Terminus apareceram. — explica ele, aparentemente muito mal. — Eu nunca vi aqueles caras na minha vida, mas sei que eram eles porque falaram de um tal...Como é mesmo o nome dele? Gally...Gabriel...Gareth! Era isso: Gareth. Eles disseram que esse Gareth tinha preparado coisas piores para nós, então deve ser aquele povo doido que mora no Terminus.

— E como foi que você escapou? Eles te seguiram? — pergunto, impressionada por ainda ter capacidade de formular frases.

— Eu estava em uma sala, dando uma olhada pra ver se achava alguma coisa. Foi aí que ouvi as vozes desconhecidas e resolvi ficar por ali mesmo, só ouvindo. Eles estavam tão loucos em levar o grupo do Rick logo que esqueceram até de dar uma olhada pra ver se tinha mais alguém. — informa Tyreese. — O que é que a gente vai fazer agora? Eles devem estar muito perto daqui, ou não. Quanto falta até eles chegarem e levar todo mundo pra fazer Deus sabe o que.

— Você vai entrar e ficar aqui, quieto e acalmando os outros. Eu vou até lá e se for preciso arranco a cabeça de todo mundo pra trazer o Rick de volta. Anda, cara. Fala que ninguém precisa ficar louco e vai dar tudo certo, essas bobeiras que todo mundo diz. — Daryl, gentil como sempre, empurra Tyreese em direção a casa.

— O que nós vamos fazer? — pergunto, querendo saber a ideia ridícula que se forma em sua cabeça.

— O que nós vamos fazer? O que eu vou fazer. Eu vou tirar Rick e os outros de lá, não importa o que eu tenha que fazer. Você vai ficar aqui, acalmando todo mundo do jeito que só você sabe fazer. — exclama ele, olhando par ao outro lado do portão.

— Você acha mesmo que vai conseguir alguma coisa sozinho? Daryl, por mais que você seja durão e tudo mais, você não vai conseguir absolutamente nada. — olho ao redor, procurando a caixa onde guardamos as armas. Percebo que ele já está abrindo o portão, com uma arma em cada mão e a besta nas cortas.

— E como você ia ajudar em alguma coisa, Cath? É muito mais fácil eu conseguir alguma coisa do que você. Tá bom que você sobreviveu sozinha durante todo esse tempo e blá blá blá, mas você não sabe nada sobre aqueles caras que vivem no Terminus.

— E você sabe? — digo num tom sarcástico, depois me virando para pegar duas armas na caixa.

— Sei mais do que você. — Daryl fala, e depois escuto o portão bater contra a parede, se fechando. Ao me virar, vejo que ele já está correndo pela floresta, me deixando para trás.

— Ele acha mesmo que vai conseguir se livrar tão fácil de mim? — acabo pensando alto de mais e as palavras aparecem em minha boca.

Mesmo Daryl sendo um homem esperto e tudo mais, às vezes ele é tão idiota que não parece ser a mesma pessoa. Que criatura em sã consciência deixaria um portão somente escorado enquanto tenta despistar uma pessoa? Bom, esse era Daryl Dixon.

Já com as armas em mão, abro o portão e corro o máximo que posso, tentando alcançá-lo sem ser percebida. O vejo lá na frente, andando em uma velocidade impressionante e quebrando os galhos que atravessam seu caminho como se eles fossem feitos de papel. Tento não pisar em nenhum graveto, para não fazer muito barulho, e corro como nunca corri antes na vida.

Perco Daryl de vista, mas continuo correndo em linha reta, torcendo para que ele esteja indo nessa direção. Seria uma maravilha me perder no meio dessa floresta, que parece imensa e totalmente longe da fortaleza. Estou tão concentrada em correr, que não percebo uma pedra no meio do caminho e caio com tudo no chão. Que tipo de corredora eu sou? Lembro-me de quando corria na escola, ganhando todas as medalhas por ser a mais rápida. Naquela época eu nunca teria me estatelado no chão como estou agora. Quase dou uma gargalhada pensando em tudo isso, mas escuto passos atrás de mim e me viro rapidamente.

— Você não desiste mesmo, né? Eu não mandei ficar naquela maldita fortaleza? — pergunta o homem, saindo de uma das árvores. — Opa, opa. Será que você pode abaixar essas...Hum, duas armas. Eu não quero levar um tiro nesse momento tão importante da minha vida.

— Daryl? Mas...Como? Você não estava lá na frente? — pergunto super confusa, tentando me levantar.

— Eu sou um caçador, esqueceu? Eu sei quando estou sendo seguido. — diz ele, se aproximando de mim com uma mão estendida. — Que tombo lindo, não? Nunca pensei que você ia rolar no chão desse jeito, pensei que seria menos ruim.

— Menos ruim o que? Espere, você colocou essa pedra aqui? Você me fez cair, Dixon? — dispenso sua ajuda e consigo me levantar sozinha. — Eu não acredito nisso!

— Ah, foi engraçado. — informa ele, dando um sorriso que nunca vi antes.

— Você está sorrindo? — digo, me aproximando. — Daryl Dixon, você consegue sorrir? Não acredito.

— Pode parar. Você quer que eu te leve de volta pra aquela imitação de uma prisão? Não seria a melhor ideia nesse momento, contando com o fato de que Rick e os outros podem estar mortos. — responde Daryl, começando a andar pelo caminho que eu estava seguindo.

— V-você vai deixar que eu vá? Foi isso mesmo que eu ouvi? — pergunto, perplexa.

— Olha, eu não sou tão idiota. Eu sei que na hora que eu vier pra cá de novo, você vai me seguir. Então, pra que adiar o inevitável? — E com essa frase ele começa a correr mais rápido ainda.

Daryl confiando em mim? Daryl falando como uma pessoa normal? Ele não é do tipo que fala essas coisas, sendo o caipira que é. Parece que as coisas estão mudando, só espero que sejam para melhor.

Mais uma vez, ele já está bem na minha frente, então me apresso para seguir seu ritmo. Infelizmente, algo me diz que será bem mais difícil salvar nossos amigos do que fazer Daryl dizer inevitável.

Nunca tive a chance de chegar perto do Terminus, já que Carol não permitia. Carol... Afasto os pensamentos e tento me concentrar no imenso conjunto de pequenos prédio que se estendem a nossa frente. Parece mesmo o tipo de lugar onde as pessoas procurariam para se abrigar. Penso no número grande delas que vieram para cá para se abrigar e acabaram...mortas.

— Você fica aqui enquanto eu dou uma olhada. Só espero que eles não estejam dentro daqueles malditos vagões, porque vai ser bem difícil tirá-los de lá. — explica ele, já se dirigindo aos fundos do Terminus, sem nem esperar por uma responda.

Fico sozinha observando Daryl andar, como se nem estivéssemos no fim do mundo. Ao ver que ele já não está ao alcanço da minha visão, olho para o portão principal do abrigo. Incrivelmente ele está aberto, esperando por novos sobreviventes. Ouço o barulho de alguns tiros sendo disparados, vindos do lugar onde Daryl tinha ido. No mesmo instante sinto meu corpo congelar, não só por pensar no que teria acontecido com meu amigo, mas também por sentir o cano frio de uma pistola sendo apontada para minha cabeça.

— Olha só quem está aqui.

Notas finais
Acho que minha nota inicial já foi bastante grande, então vou resumir tudo logo. Pretendo criar um tumblr para que eu possa mostrar os personagens novos para vocês, que estão quase chegando. Já vou adiantando que depois de alguns capítulos aí pra frente, Walkers vai entrar em um novo rumo: novos personagens, novas revelações, novos acontecimentos. Espero muitíssimo que vocês tenham gostado desse capítulo. Por favor, comentem o que acharam, o que esperam do próximo capítulo, enfim, comentem ou façam o que quiserem. Bjs, xoxo.