Chegar em casa no fim do dia sempre era um alívio. Mas depois de passar o dia correndo de uma lado para o outro e, no fim do dia, encontrar o carro quebrado no estacionamento definitivamente deixa a chegada em casa mais do que almejada.

E aqui estava eu, depois de uma maratona de trânsito para consertar o carro e finalmente chegar no meu lar doce lar. Estava realmente frio lá fora e entrei em casa me abraçando para me esquentar. Mas não pude evitar o pensamento que tudo bem, afinal Finn provavelmente estaria em casa para me ajudar com o problema frio, e com qualquer outro problema que eu tivesse no momento.

Namorar o Finn era o céu, eu não poderia pedir ninguém melhor para mim. Faziam dois anos que namorávamos, e a algum tempo decidimos juntar nossos trapos em um pequeno apartamento e morar juntos. E, apesar dos apesares, a vida nunca foi mais doce do que era agora, eu não mudaria nem sequer um milímetro do que vivíamos. E foi assim, feliz da vida, que entrei em casa. Finn não estava em nenhum lugar que pudesse ser visto, provavelmente não esperando eu em casa naquele horário, afinal eu normalmente ainda estaria com Mercedes.

Presumi que ele estava no quarto e fui, com um sorriso no rosto, pronta para fazer uma surpresa para Finn, quando escuto uma voz feminina e, de supetão, paro a alguns passos da porta entreaberta do cômodo. Totalmente alerta, me aproximo mais silenciosamente para ouvir o que as pessoas no quarto conversam e logo reconheço a voz feminina como sendo da minha melhor amiga, Quinn.

– Finn, você tem que contar a ela!

– Eu não sei como, Quinn, eu... Eu não consigo fazer isso! Eu a amo!

– Eu sei que sim, Finn! Eu também, mas a gente não pode fazer isso com a Rachel, não é justo. Ela precisa saber — Quinn fala com a voz um tom acima do seu normal, ela está realmente nervosa. Sinto minha cabeça rodar, sem entender nada do que eu ouço, mas definitivamente não gostando do rumo que as coisas estavam tomando.

– Você tem noção do que isso significa, Quinn? Eu posso perder o amor da minha vida por causa de três ou quatro garrafas de cerveja e uma atitude estúpida e sem sentido! Eu não vou permitir que...

– Não importa! Ou você conta ou eu conto, entendeu? — Eu daria tudo para ver a cara dos dois no momento, já estou quase entrando no quarto e perguntando que palhaçada era aquela, só podia ser pegadinha. Respiro fundo, tentando me manter calma para chegar ao final daquela conversa. Ouço Quinn respirar fundo, demonstrando que o assunto a estava deixando exausta. — Finn, a Rachel precisa saber, ela tem que saber... Eu não posso continuar guardando esse segredo dela, ela me conhece muito bem pra não perceber.

– Quinn, por favor, vamos pensar melhor nisso — Finn falava visivelmente torturado, me deixando cada vez mais perplexa e curiosa com aquela situação.

– Não, está decidido. A Rachel precisa saber que nós transamos, Finn, eu não consigo viver com isso e...

– O QUÊ?

Eu grito, sem conseguir me controlar. Quase que instantaneamente, ouço eles prenderem a respiração e, antes que eu possa saber o que está acontecendo, sinto meus olhos encherem de lágrimas. Os dois abrem a porta com uma expressão de desespero no rosto e me encontram petrificada no corredor, ainda processando a informação. A visão dos dois parece abrir uma cascata de ódio dentro de mim e tudo que eu quero no momento é bater e esmurrar os dois até que eles sintam o tamanho da dor que eu estou sentindo. Finn é o primeiro a tentar se aproximar, com as mãos estendidas na minha direção e os olhos marejados. Quinn já chora copiosamente.

– Rachel, calma... Vamos conversar.

– Minha melhor amiga, Finn... De todas as pessoas no mundo... — Eu trinco meus dentes para não gritar com toda a raiva que atravessa meu corpo e sinto o gosto de sangue na minha boca.

– Não foi bem assim, meu amor, eu...

Ouvi-lo me chamar de meu amor terminar de quebrar o resto de coração que me restava no meu peito e eu simplesmente não consigo mais continuar a encarar as duas pessoas que, até cinco minutos átras, eram as pessoas que eu mais me importava nesse mundo. Eu me viro e corro pela casa, pegando as chaves do carro em cima da mesa em cima da mesa.

Corro apartamento a fora e consigo ouvir Finn átras de mim, gritando meu nome. Mas eu não ligo, tudo que eu quero agora é ir o mais longe possível da traição que eu havia acabado de descobrir. Entro no carro e em velocidade recorde dou partida, cantando e pneu e saindo em dispara. Não sabia para onde ia, onde pretendia chegar, eu só dirigia rápido, sem pensar. As lágrimas embaçavam a minha visão, mas eu simplesmente não conseguia fazer elas pararem. A dor que eu sentia chegava a ser física e tudo que eu queria era que ela fosse embora. Então, com um som ensurdecedor, tudo ficou preto.

Notas finais
Perdão se está um pouco confuso, era aintenção hahaha continuo?