Vácuo
6 Enzo
Estávamos cercados. Eu não sabia com iriamos sair daquele corredor, eram muitos seguranças e todos armados com uma espécie de porrete elétrico só esperando as ordens daquele rapaz bonito e assim nos atacar. Raquel estava um pouco nervosa, ela nunca tinha enfrentado tantos homens de uma só vez. Mesmo assim sacou seu canivete e como de costumes ameaçou os senhores e se preparou para atacar. Como eu não seria de muita ajuda naquela batalha, me retirei e fui procurar algum tipo de saída, mas o rapaz, irmão da Raquel ordena a seus seguranças:
–-- Por favor, não tenham piedade. Não é porque ela é uma garota, que irá ter piedade dos senhores.
–-- SIM SENHOR! – Responderam em uníssono.
O garoto se afasta e parte em minha direção, enquanto Raquel é cercada pelos ‘’homens de preto’’ que partem pra cima. Raquel não perde tempo e atinge um dos seguranças com o cabo do machado e parte pra cima dos demais. Usando alguns golpes de ‘’Tae’’, Raquel vai inutilizando os seguranças um a um. ‘’Da bang hyang’’ ‘’Olgul jirungui’’ ‘’Mo-dum bal tchagui’’ são alguns golpes utilizados por ela. Chutes, saltos, socos até uma cadeira foi usada como arma pela garota. Enquanto fujo do irmão de Raquel, pego um dos porretes dos seguranças e me escondo dentro de uma sala e fico esperando o ‘’bombado’’ passar. Sem pensar duas vezes, ataco o Enzo, mas o rapaz segura o porrete com as mãos e me atira pela parede. Levanto e parto para cima do mauricinho e assim travamos uma luta de socos, chutes:
–--Você me é familiar. Diz Enzo bastante ofegante
–--Acho que não foi em um jantar da alta sociedade.
Digo, e a ao mesmo tempo atinjo uma cabeçada no bonitão e em seguida o eletrocuto com o porrete.
–-Só espero que um dia você me perdoe.
Corre em direção a Raquel, e encontro minha amiga bastante cansada. Ela havia derrotado quase todos os seguranças, mas receberá varias descargas elétricas. Raquel corta a perna de um dos seguranças e chuta o rosto do mesmo, mas novamente recebe outra descarga elétrica e vai ao chão. Eu teria que fazer alguma coisa pra ajudar minha amiga, eis que encontro uma maca e corro com ela em direção aos dois últimos seguranças que restaram. O impacto foi tão forte que os ‘’armarios’’ ficaram inconscientes na mesma hora. Tirei Raquel do chão e fui levando ate o elevador. Ela estava um pouco mole e desorientada.
–--Raquel? É você mesmo? Um rapaz aparentemente ter uns 26 anos, alto, loiro acho que era um medico residente ou coisa parecida.
–-- Ai meu deus! Iago? Raquel parecia estar assustada e feliz ao mesmo tempo, ela me contou que seu pai era bastante amigo da família do Iago e que eles até chegaram a namorar.
Raquel vai de encontro ao rapaz e explica sua situação. De inicio ele ri da nossa historia, mas quando percebe que não estamos de brincadeira, ele fica bastante assustado.
–--- Precisamos do seu carro emprestado.
Iago olha pra Raquel e começa a rir.
–-- Me desculpe, mas não vou dar meu carro pra você, se você destruí-lo sabe deus quando vou poder comprar outro. Meu pai me mataria
O Pai de Iago foi um famoso lutador de MMA, mas se aposentou devido uma contusão. Hoje ele é dono de algumas academias de jiu jitsu. Seus pais eram divorciados e sua mãe morava em Madrid. Raquel se aproxima do rapaz e o beija, mas em seguida o deixa desacordado com uma cabeçada.
–--Me desculpe Iago. Ela vasculha seu bolso, e pega as chaves do carro e saímos correndo até o elevador.
Chegando ao andar térreo, dois seguranças estavam a nossa espera e junto a eles um homem aparentemente teria uns 50 anos e bastante bonito. Era o doutor Leonan
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