Vácuo

7 A Filhinha do Papai


Raquel imediatamente empalidece. É a primeira vez em 6 meses que ela encontra seu pai e pela sua cara, vejo que a única coisa que ela queria fazer naquele exato momento era dar um abraço bem apertado no seu pai, mas sabia que aquele não era o momento para reuniões familiares. Teríamos que sair daquele lugar o mais depressa possível.

–-- Papai! Eu......Diz Raquel um pouco aflita

–--Estou bastante decepcionado com você, minha filha. Você vem comigo, e a policia já já vem buscar esse.......

Antes que ele pudesse terminar a frase, Raquel o interrompe e vem na minha direção.

–--Ninguém toca no meu amigo! Fala Raquel, enquanto saca o seu canivete ‘’butterfly’’

Os dois seguranças aproximam-se, e eu ouço um dos homens chamar reforços. Para o nosso azar eis que surgem mais 4 seguranças, esses eram mais altos, mais fortes, pareciam ate robôs, e isso me assustou bastante pois Raquel estava um pouco fraca e eu estava exausto não sei se daríamos conta.

–--Pegue o garoto, mas não toquem em um fio de cabelo da minha filha.

Disse o doutor leonan, que tentava olhar diretamente para o meu rosto, mas obteve sucesso, pois estava usando um capuz e ainda sim eu estava atas de Raquel. Olho fixamente para Raquel, ela faz um sinal com os olhos pra mim e eu rapidamente corro para o lado. Ela começa a atacar os seguranças com seu canivete, com golpes de artes marciais, mas mesmo assim devido a situação pretérita onde recebera varias descargas elétricas ela ainda estava um pouco fraca e logo é capturada por seguranças.. Tento ajuda-la, mas sou atingido na cabeça por um porrete e também sou capturado.

–--A brincadeira acabou crianças. Sugiro que para seu próprio bem se entreguem

Disse um dos seguranças, enquanto me segurava.

Raquel tentava se soltar das mãos dos ‘’homens e preto, ela gritava, pulava, esperneava, mas mesmo assim não teve sucesso. O pai de Raquel realmente era um homem bonito, e como ela havia dito ele tinha um olhar amargurado.

–--Raquel minha filha, eu não sei mais o que faço por você. Deus é testemunha de que eu te amo e fiz de tudo para seu bem. O olhar o doutor leonan era de total desapontamento

–--Me ajudar? Papai você me odeia. Nunca me amou, e tenho certeza que também não amou a mamãe. Sua vida se resumiu a tristeza e amargura pelo desaparecimento do seu melhor amigo. Eu sei o quanto dói perder quem você ama, mas eu também precisava de você quando tirei meu primeiro 10 em matemática, você estava no memorial em homenagem a seu amigo. Minha primeira medalha de ouro no ‘’Tae’’ você não poderia ir porque descobriram uma pessoa desmemoriada e que poderia ser esse tal amigo. Você perdeu todos os momentos especiais com seus filhos por estar obcecado por um fantasma QUE NUNCA IRÁ VOLTAR.

Por um minuto eu percebi que Raquel era só uma garotinha que precisava do amor do seu papai, mas ele estava um pouco cego para perceber isso

–--Segurem minha filha, eu quero ver o rosto que esta debaixo desse capuz.

Antes que o senhor leonan pudesse levantar o capuz, somos recebidos por duas flechas. Não eram flechas comuns, era um tipo de flecha que no lugar da ponta tinha um tipo de ‘’explosivo’’. De repente as duas flechas explodem e rapidamente uma nuvem de fumaça cobre o andar térreo. Raquel se livra dos seguranças com alguns golpes e me puxa para um lugar seguro, mas antes que pudéssemos correr para fora vimos um rapaz alto, moreno, bem bonito, e com lindos cabelos cacheados que passavam um pouco do seu ombro. Ele segurava um arco nas mãos e lançou uma flecha em direção a porta fazendo explodir

–--Vamos logo nós não temos muito tempo. Disse o arqueiro e assim saímos em disparada.

Raquel procura o carro do Iago que por nossa sorte e por preguiça do mesmo estava estacionado em frente ao hospital. Rapidamente entramos no carro, e o garoto misterioso dirige em alta velocidade.

–--O que seria de você sem mim, Raquel?

O rapaz começa a ri, e imediatamente Raquel ri também.

–--Alguém aqui pode me explicar o que está acontecendo?

Pergunto bastante confuso, mas o garoto que não parava de me olhar pega minha mão e em seguida a beija.

–--Prazer, me chamo Axel.