Volúpia

44 capítulo 44


Notas iniciais
Bom, prometi pra vocês que ia terminar.. esse ano foi mt corrido e enfrentei mt coisa... Mas devo isso a vocês.. se ainda tiver alguém ai deixe um comentário pra saber se continuo

— AAAAAAAAI CARALHO, QUE DOR DOS INFERNOS. – Annabeth arqueou a cabeça para trás, estava em pé ainda e se mexia constantemente.

— Que droga é essa escorrendo da perna dela? – Jason levou a mão no rosto, mais uma vez, extremamente espantado.

— Você veio pra me acalmar, seu bixa, não pra ficar dando crise. – Percy falou, com o telefone ainda no ouvido.

— A bolsa estourou. – Thalia informou – Ta chegando a hora de vermos a pequena Emmaline. – sorriu abobalhada.

— Vamos levá-la a banheira.

— A Dra. Lilian não atende. É melhor levarmos para a maternidade. – Percy correu até o quarto para pegar as bolsas, que já estavam prontas caso precisassem.

— Droga eu quero meu parto na banheira. – Annabeth reclamou chorosa.

— Vamos levá-la para o Santa Lúcia, lá eles fazem parto normal na banheira.

— Piper não vai me dizer que você ta grávida também? – Jason engoliu seco.

— Não seu bobo, minha tia ganhou neném lá. – ela gargalhou.

Percy entregou as bolsas as meninas e tomou Annabeth em seu colo. Piper e Jason foram em um carro, Luke, Percy , Annabeth e Thalia em outro. Logo eles chegaram e foram rapidamente atendidos. Percy fez a ficha e quando adentrou o quarto de Annabeth ela já estava em uma banheira oval, totalmente despida. A água alcançava o meio de sua enorme barriga.

— A dilatação está ótima, teremos um parto não muito difícil.

Annabeth arqueou a cabeça para trás, aliviada. Percy não se importou em deixar todos entrarem para ver o parto, tão pouco Annabeth, que só queria ter logo nos braços a sua princesinha. O hospital era particular e bem caro, por isso faziam as vontades dos clientes se tivessem o dinheiro no caixa.

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAI DE NOVO.

— Então vamos lá Annabeth, já está na hora. Na próxima contração eu quero que você faça muita força.

— Está bem. – ela assentiu e Percy se aproximou segurando a sua mão.

Logo Annabeth sentiu outra contração e sobre ela jogou todas as suas forças

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, OH MEU DEUS. – sua testa descia suor.

— Vamos lá amor, força. – Percy a encorajou.

Novamente ela forçou sobre a contração.

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, DROGA, DROGA, DROGA.

— Empurra a barriga dela papai. – A médica falou e Percy consentiu, se preparando para cumprir a tarefa.

— Meu Deus, eu não vou passar por isso, não, não mesmo. – Thalia estava com os olhos esbugalhados, assim como todos os outros amigos.

— Agora! – Annabeth alertou – AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH, TA….SAINDO.. AAAAAAAAAA. – rangeu os dentes fortemente.

— Cruzes, a cabeça, a cabeça. – Jason apontava horrorizado. – Acho que vou passar mal.

— Cala boca Jason, cala boca. – Piper o estapeou.

— Mais um pouquinho Annabeth, vai.

— Eu não tenho mais forças. – lágrimas desciam pela sua face.

— Tem sim amor, eu estou aqui, você consegue, ela já está saindo. – ele beijou a testa de Annie e ela se preparou para a próxima contração.

— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH. – ela gritou e Percy empurrou a barriga dela mais um vez, e enfim a criança nasceu.

— Oh meu Deus, isso é impossível. – o queixo de Jason caiu, juntamente com o de Luke.

A médica retirou a criança da água, e seu choro ecoou gritante pelo lugar inteiro.

— Ela nasceu. – uma lágrima ligeira escorreu o rosto de Percy.

A médica coloco-a sobre o peito de Annabeth que chorava e sorria ao mesmo tempo.

— Olha a nossa pequena amor… nossa Emmaline.

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Percy saiu do carro e foi imediatamente do outro lado abrir a porta para a esposa. Ele mesmo retirou o bebê conforto, onde estava a pequena Emmaline dormindo como um anjo. Eles adentraram a casa e se encaminharam para o quarto. Channel apareceu toda eufórica brincando com Annabeth.

— Que saudade da mamãe. – sorriu brincando com a cadela, enquanto Percy colocava o bebê conforto em cima da mesa.

— Você ouviu a médica né Annabeth? Nada de ter contatos diretos com animais e depois com a bebê.

— Eu sei amor, só estava com saudades e a Channelzinha pode sentir, sabia? – fez biquinho.

— Vem cá sua linda. – ele se aproximou dela e lhe deu um beijo calmo, terno. Que durou pouco, pois logo a bebêzinha acordou chorando.

— Eu vou dar mamar a ela, deve ser fome.

— Nada disso, você vai tomar banho porque a Channel te lambeu e te encheu de pêlos. Eu acalmo ela enquanto isso.

— Ta certo. Mamãe já volta princesinha. – disse com voz de bebê e se encaminhou para o banheiro.

Percy pegou a filha no colo e começou a balançá-la, ninando-a. Isso não funcionou muito bem, ela berrou mais ainda. Ele a ergueu sobre seu peitoral e a criança faminta começou a abrir a boca procurando pelo seio de sua mãe.

— Oh Annabeth, seja rápida senão eu vou dar o meu mamilo pra ela. – Annabeth gargalhou no banheiro.

— Espera amor, não posso fazer movimentos bruscos.

— Oh meu deus, é verdade, você precisa de ajuda querida?

— Não amor, eu consigo sozinha.

A criança voltou a chorar, estava nervosa e espichava as perninhas e os bracinhos, se remexendo toda. Percy com receio de deixar a filha cair deitou-a na cama e ela berrou ainda mais.

— Não chora, não chora, o papai ta aqui, olha o papai aqui, oh, ta vendo? Não chora querida. – ele começou a andar de um lado pro outro aflito pelo choro da criança. – Annabeth ela não para de chorar.

— Eu já to aqui. – ela saiu do banheiro vestindo apenas uma calcinha shorts e foi até a cama pegando Emmaline no colo, colocou a pequena sobre seu seio, que o sugou com fúria, desespero. – Ai filha cuidado, isso dói. – os olhos de Annabeth se encheram de lágrimas.

— Eu comprei uma pomadinha para os ferimentos, depois a gente passa amor. – Percy afagou o cabelo da amada carinhosamente.

— Ser mãe não é fácil não. – ela mordeu o lábio inferior enquanto uma lágrima escorreu pelo seu rosto. Os bicos dos seios de Annabeth estavam feridos, como era mãe de primeira viagem era provável que isso acontecesse. Quando a filha sugava com força ela gemia de dor, mas era necessário amamentá-la e Annabeth não abriria mão disso. Depois de alguns minutos neste sofrimento Annie entregou Emmaline para Percy, ele a colocou para arrotar enquanto a esposa se vestia.

A criança dormiu e Percy foi tomar banho quando voltou passou a pomada no seio da esposa e ambos foram dormir, estavam exaustos.

Na madrugada Emmaline acordou resmungando, os pais continuaram intactos e ela intensificou o choro.

— Deixa que eu pego ela. – Percy se levantou sonolento e pegou-a no colo, começou a balançá-la com a intenção de que ela voltasse a dormir. – Nana neném que a cuca vai pegar […] – ele cantarolava fechando os olhos ás vezes, estava com muito sono e também não queria incomodar o sono de Annabeth, que passou todos as noites em claro na maternidade. A bebê que havia se acalmado por um instante voltou a chorar. – Que pulmão mutante filha, como você consegue? – ele fez uma careta e Annabeth se remexeu na cama. Ele sentiu um cheiro não muito agradável. – Argh, você fez cocô filha? Como eu vou fazer pra te trocar? Hm.. – ele pegou uma fralda na bolsa, lenços umedecidos e deitou a recém nascida na cama. Retirou o macacãozinho que ela usava, limpo-a com cara de nojo e colocou a fralda, do lado errado, mas pra ele aquele lado era o certo. Fechou novamente os botões do macacão. E voltou a colocá-la sobre seu peitoral.

— Vem amor, coloca ela aqui, ela vai querer mamar agora. – Annabeth resmungou

— De novo Annabeth?

— É assim mesmo, toda hora. Precisamos ter paciência amor.

— Eu estou tendo princesa, só estranhei o fato dela só querer mamar.

— Bebês são assim, mamam, defecam, dormem…

— …E choram. – Percy disse deitando a pequena ao lado de Annabeth, que apenas abaixou o sutiã colocando o peito na boca da menina.

Percy deitou na cama e eles adormeceram com Emmaline entre eles.