Volúpia
45 Capítulo 44
Notas iniciais
Annabeth acordou sentindo a brisa entrar pela janela. Coçou os olhos limpando a visão e enxergou ao seu lado sua filha dormindo como um anjo. Ela usava um dos mais fofos pijamas que se possa existir, desenhado por sua própria mãe, e tinha os cabelos compridos espalhados pelo travesseiro. Percy também dormia serenamente.
A loira afagou os cabelos macios da filha e beijou-lhe o topo de sua cabeça inalando o perfume de seus cabelos. A pequena se mexeu sobre a cama e abriu os olhos lentamente.
— Bom dia mamãe.
— Bom dia meu anjo.
— Bom dia papai. – ela chacoalhou Percy para que o mesmo acordasse.
— Hã? Que foi? – ele coçou os olhos.
— Acordamos! Está na hora do senhor acordar também.
— Bom dia minha princesa. – ele falou sonolento e ainda de olhos fechados.
— Abre os olhos papai. – ela forçou a abertura dos olhos de Percy e Annabeth riu.
— Ok, ok, eu to acordado. – ele enfim despertou.
— Que tal um café bem reforçado? – Annie disse destapando suas pernas do edredom, e se levantando.
— Eu quero cereal do capitão América. – Emmaline pulava sobre a cama.
— Ah é? E se eu comer tudinho? – Percy falou antes de se levantar e sair correndo para a cozinha. A pequena desceu da cama com a ajuda de Annabeth e correu atrás do pai.
— Não papai, não papai, deixa pa mim. Você já ta foti!!
— Eu já to foti? – ele mostrou os músculos do braço pra ela, que consentiu – Então eu já posso pegar você no colo e te girar até ficar tonta.
— Antes você tem di me pegar, lálálá. – ela mostrou a língua e saiu correndo pela casa, Annabeth estava escorada na porta do quarto os observando com um sorriso no rosto e uma sensação de felicidade que não cabia em si.
— Eu já peguei, muahahaha. – ele estava com a filha no colo e a girava no ar. Emmaline gargalhava e cerrava os olhos para não ficar tonta.
— Eu quero cavalinho, quero cavalinho. – ele suplicou com os olhos pidões e ele a colocou em suas costas.
— Então segura que o boi ta bravo, e vai pegar a vaca.
— Quem é a vaca papai? – ela perguntou curvando seu corpo para olhar o rosto do pai.
— Sua mãe, ora bolas.
— Nem vem Percy, nem vem. – Annabeth disse risonha e ele relinchou correndo até ela, que adentrou o quarto correndo dele. Emmaline gargalhava sobre os ombros do pai. – Para amor, para. – Annabeth subiu na cama e Percy a puxou com uma mão, derrubando-a sobre o colchão macio.
— Eu te amo sua vaca.
— Eu te amo seu boi, idiota e bobo. – ela apertou o nariz dele. Emmaline desceu do ombro de Percy e ele beijou a esposa carinhosamente.
— Eca. – Emms fez uma careta. – Ainda quero cereal do capitão América. – passou a mão no rosto retirando uma mexa do cabelo do olho. Annabeth parou o beijo rindo da filha.
— Venha, mamãe vai preparar o seu café da manhã. Você ainda tem escolinha.
— Ti méda mamãe, não quero ir pra escolinha. – emburrou a cara.
— Epa, epa, olha a boquinha suja. Precisa ir pra escola sim senhorita. – Annabeth a corrigiu e Percu soltou uma risadinha de longe.
— Não ri ta? Eu falei pra não xingar perto da menina.
— O que é que tem? É só merda, melhor que porra.
— Pourra. – Emmaline disse risonha.
— Percy! – Annaberh o fuzilou com o olhar. E ele segurou a risada.
— Desculpa!
Os três seguiram para a cozinha, prepararam seus cafés da manhã e depois foram para o quarto se arrumarem. Percy iria para a Publicity, que estava no auge do sucesso, eram tantas empresas requerendo publicidade que Percy precisa escolher com qual trabalhar. A SexStile não ficou para trás, pois os modelitos de Annabeth agora eram reconhecidos mundialmente. E era para lá que ela iria. E a pequena Emmaline? Ah, esta estudava de manhã e passava a tarde em uma escola de teatro.
— Ai Emms, só você pra me fazer caminhar de manhã, poderíamos ter vindo de carro. – Percy reclamou.
— Ah preguiçoso, para de recamar. Andar a pé, azuda a natuleza.
— Ta vendo? Nossa filha vai ser bióloga, ou cientista. – Annabeth disse orgulhosa. Os três caminhavam em direção a escola. Emms caminhava no meio e segurava as mãos dos pais.
Eles ouviram um barulho vindo da pista e pararam para vê, dois carros haviam tido uma pequena colisão. Uma mulher saiu do carro da frente, extremamente irritada.
— Droga, você não viu que o sinal fechou?
Um homem desleixado saiu do carro de trás, ele fumava e pouco se importava com a situação.
— Dava pra você ter passado docinho. – ele disse calmo.
— Você é um estúpido, bate no meu carro e fica assim? Na maior calma?
Annaneth e Percy se olharam com um sorriso no canto da boca.
— Eles vão bigar mamãe. Vai lá azudar papai.
— Não filha. Aquilo ali é apenas o início de uma longa história de amor. – Percy falou.
— Jura? E vai ser como nos contos de fada? Tipo com pincesas e cavaleilos? – eles voltaram a caminhar em direção a escola.
— Sim. Com uma princesa, uma cavalheiro, e uma princesinha. – Annabeth falou sorrindo.
— E um final feliz, mamãe.
— Sim querida, e um final feliz.
FIM
Fale com o autor