Volúpia
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Percy e Annabeth se registraram em um dos melhores hotéis-cassinos de Las Vegas, ele era absurdamente grande e lindo, muito bem decorado. Eles se encaminharam até a imensa suíte, e foram precisos 03 empregados os ajudarem a descarregar a mudança de Annabeth. Tudo havia corrido bem desde o aeroporto, eles desembarcaram tranquilamente e ao se encaminharem a esteira para pegas suas respectivas malas, todos que também esperavam suas bagagens gargalharam ao ver Percy franzir o cenho, enquanto verificava se todas as malas da loira estavam no carrinho de bagagens. Fora, que o porta-malas do táxi que pegaram ficou pequeno para tanta coisa.
Os dois entraram no quarto, e, depois de terminar de organizar suas coisas se jogaram exaustos sob a cama.
– Santa mãe misericordiosa, como deu trabalho arrumar tudo isso! — Annabeth suspirou
– Claro! Suas coisas se multiplicaram por 1000 quando foram retiradas da mala — Percy gargalhou
– Me ama menos Peeercy — Annabeth disse, também gargalhando. Ele, se virou depressa, ficando por cima dela e a olhou dentro dos olhos, Annie ainda ria.
– Eu não consigo.. — Ele mirou a boca dela, e depois, novamente os olhos. Annabeth, perdeu-se no olhar do mesmo, e parou de rir. Percy, percebendo o que havia acabado de dizer ficou atônito e remendou, rapidamente — Você me seduz muito- ele apertou as coxas de Annabeth com força, fazendo-a suspirar. Percy não conseguia admitir que poderia estar sentindo algo a mais por Annabeth, mais que atração física. E, quando alguma coisa mais “romântica” lhe escapava, ele sempre a convertia em “atração física” ou “desejo”.
– Percy..- Annie disse manhosa, ao sentir Percy pressionar seu corpo contra o dela — Eu tô com fome, tô fraquinha.. — Annabeth fez biquinho, acabando com o “clima” e para enfatizar o que tinha acabado de dizer, sua barriga roncou alto. Percy saiu de cima dela e a puxou pelo braço, ajudando-a a levantar.
– Vamos lanchar, se não você fica desnutrida — Ele gargalhou e recebeu um tapa forte de Annabeth — Nossa, isso porque você tá fraquinha né? Ê debilidade..
Os dois saíram rindo, rumo ao restaurante do hotel.
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O lugar já fervia, quando Percy e Annie chegaram. Eles adentraram em um dos cassinos do hotel, o mesmo, era projetado para as pessoas sempre passarem pelo cassino no caminho entre um setor e outro. O local também era todo projetado para estimular as apostas. Só haviam cadeiras nas mesas de jogo ou junto das máquinas. As paredes não tinham janelas nem relógios, para que ficassem sem noção de tempo. E, a cor predominante, o vermelho, tornava o local aconchegante e desafiador.
Milhares de máquinas caça-níqueis estavam espalhadas pelo local. O teto era baixo, o que não deixava o lugar abafado, muito pelo contrário, o local era fresco. Um bar, com uma imensa bancada estava ao centro, rodeando o lugar. Dava pra se ouvir uma música eletrônica ao fundo, baixa, pra não interromper os jogadores natos, que se aglomeravam junto às máquinas. Roletas, craps, blackjack’s e bacará’s espalhavam-se pelo local. Cada um com seus sons diferentes.
Os olhos de Annabeth brilharam ao ver tudo isso. Percy a segurava pela cintura, enquanto eles caminhavam. Primeiramente, eles foram ao bar. Percy pediu duas doses duplas de vodka, eles viraram a bebida e já se sentiram tontos por um momento.
– Eu quero ir naqueeeeeeele!!! –Annabeth disse, eufórica e apontou para a “roda da fortuna”.
– Calma, Annie. Não é um parque de diversão. –Percy gargalhou– Bora lá.
– Ahaha, desculpa a euforia, eu estou realmente amando isso. –Annabeth sorriu. Eles se encaminharam a mesa, Annabeth tomou a frente e colocou o dinheiro dentro do lugar específico e apertou o botão. A roda girou, e Annabeth fez cara frustrada, quando viu que não havia ganhado nada.
– Eu vou de novo! –Annabeth colocou, de novo, o dinheiro e apertou o botão. Mais uma vez não ganhou nada. Ela repetiu a operação por mais algumas vezes.
– Que merda, porque eu não ganho? –ela fez biquinho.
– É por isso, que máquinas como caça-níqueis e videopôquer arrecadam 70% das apostas. Só mulheres devem jogar. –Percy murmurou– Vem, branquinha.. vamos jogar pôquer –ele a arrastou para a outra mesa.
Percy pagou, e pegou as fichas com o dealer da mesa, e eles começaram a jogar. Percy ficou espantados com o modo que Annabeth jogava. Muito bem, por sinal. Eles continuaram lá por várias horas. Quando estavam se encaminhando a saída, Annie parou em um caixa eletrônico.
– O que eu cê vai fazer?
– Você vai ver. –ela operou a máquina e sacou algum dinheiro, sem deixar Percy falar nada, ela voltou a roleta. A primeira máquina onde havia ido. Annabeth colocou bastante dinheiro de uma vez na máquina e apertou o botão diversas vezes seguidas. Decidida a só sair de lá depois que ganhasse alguma coisa.
– Percy, pega mais uma bebida pra mim –ela ordenou, e Percy foi calado ao bar, voltando com mais uma bebida dupla para Annie. Ela virou a bebida e bateu o copo na mesa quando a máquina fez um barulho diferente. Ela havia ganhado. Pouco, mais havia.
– CARALHO, EU DISSE QUE IA CONSEGUIR –Annabeth gritou, já alterada pelo álcool, ela abraçou Percy que ria da felicidade da loira. Os dois saíram de lá, e foram, rindo como doidos para o quarto.
(OBS: Em Las Vegas, a jogatina é um negócio sério, fiscalizado de perto pela Comissão de Jogos do estado de Nevada, que regula desde a confecção de fichas até o licenciamento de funcionários. No Brasil, os cassinos são proibidos desde 1946. Portanto,nada do que eles estavam fazendo era ilegal.)
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