Voltando para o Começo

6 Capítulo 6: Doce Vida


Notas iniciais
Oi gente! Desta vez não estou atrasada, mas confesso que ia postar antes... o problema foi que eu passei o dia em volta de médico sexta pq to com uns probleminhas ai, mas o que importa é que o capítulo está aqui! Música: Sweet Life – Ariana Grande. Espero que curtam e não queiram me matar... tudo isso faz parte do desenvolvimento da fic – relaxem, ainda não é da separação perina que estou falando. BOA LEITURA!

Não demorou muitos dias após aquela noite, Pedro e Karina já haviam feito várias tentativas de ter um filho e uma semana depois, já haviam começado a visitar possíveis novas casas. Eles haviam combinado que com um novo integrante na família aquele apartamento pequeno, seria menor ainda, por isso juntaram todas as suas economias e saíram em busca de um novo lar.

Jade e Cobra haviam partido fazia três dias. O desfile da morena fora um sucesso e incentivara diversos designers de moda a fazer o mesmo, doar uma parcela de seu lucro para alguma instituição. Os dois, a dama e o vagabundo, é claro que não perderam a chance, e debocharam de Pedro e Karina o resto da semana, depois de ouvirem os altos sons vindos de seu quarto no meio da madrugada, mas é claro que eles adoraram e apoiaram a ideia de eles iniciarem uma família.

Pedro e Karina estavam agora no carro do rapaz, que buscara a esposa no treino, prometendo uma surpresa.

Ele desce do automóvel, abre a porta de Karina, e cobre os seus olhos antes de guiá-la, com uma de suas mãos em seu braço. Ela ri do marido.

–- Não me deixa cair! – pede, risonha.

Ele beija seu pescoço em resposta, fazendo-a dar um pulo.

–- Relaxa, Esquentadinha. – sussurra contra o seu ouvido e então vira o seu corpo para o lado, em direção ao destino que pretendia.

Ela pisa devagar contra o chão, com medo de cair.

–- No seu próximo passo tem o cordão da calçada então levanta um pouquinho mais o pé. – sussurra ele e ela o obedece, sentindo a pedra quente do chão sob seus pés, calçando apenas chinelos de dedo.

Ela escuta o som de um portão sendo aberto e então ele pede que ela tome cuidado novamente com um novo degrau e ela escuta o trinque da brita sob seus pés. Aperta o passo, ansiosa pela surpresa, e quando finalmente escuta o som de uma porta se abrir, sorri, já prevendo o que viria.

Um vento sopra sobre sua pele quando ela tira os chinelos e pisa sobre o chão de madeira – exatamente como ele mandara que ela fizesse.

–- Pode abrir os olhos. – sussurra ele, tirando suas mãos de seu rosto.

Ela o obedece e então abre um imenso sorriso ao ver onde se encontrava.

–- Nosso novo lar. – diz ele, quando ela se vira em sua direção.

Sorri, memorizando cada pedaço do ambiente: o chão liso e extenso de tabuão, as paredes marrom-claro em sua volta, os lustres brancos e as portas de madeira que guiavam para outros cômodos...

Ela se vira de novo para Pedro e então atira seus braços envolta de seu pescoço e o abraça firmemente.

–- Você é mesmo o melhor guitarrista, namorado, esposo, amante e companheiro do mundo! – murmura ela, emocionada, beijando-o em seguida.

Ele ri contra sua boca e então a vê se afastar e correr para frente da casa.

–- AI MEU DEUS, PEDRO! A nossa casa é linda! – grita ela, chamando a sua atenção.

Ele a segue e sorri ao vê-la olhar para tudo com brilho.

–- A gente tem um jardim! – murmura, animada, correndo pela grama verde enquanto toca em suas novas plantas.

Ela corre pelo espaço, fazendo-o rir ainda mais e então volta para dentro da casa, analisando cada sala com animação. O quarto grande e espaço, com janela para o quintal repleto de árvores, o quarto pequeno, com as janelas quadradas e altas em direção ao vizinho – ela já imaginava seu escritório ali, saco de box, guitarra, livros, computador... --, o quarto médio, com uma janela que ocupava o centro de uma parede amarelo-canário.

Ela para por um instante naquele quarto e então sente duas mãos sobre os seus ombros e sorri, emocionada.

–- O quarto do nosso futuro bebê. – diz Pedro, o que ela já sabia.

Ela se vira para ele e ele silenciosamente seca uma lágrima sua.

–- Por que está chorando? Não gostou da surpresa? – pergunta o rapaz, preocupado.

Ela sorri enquanto nega e coloca suas mãos sobre seus ombros.

–- Eu amei a surpresa, Pê! – e seca o seu rosto. – E é por isso que estou chorando. Nós vamos construir a nossa família!

Ele sorri de volta e então a beija carinhosamente.

Ela corresponde o seu carinho e isso os leva, mais uma vez, a um frenesi apaixonado.

–- Eu te amo! – murmuram, quase juntos, e então se beijam novamente, desta vez quase brutalmente.

Pedro a empurra contra uma parede e ela geme contra sua boca, se embalando em fogo novamente.

Eles se afastam, ofegantes e então ela o manda um olhar malicioso e, deixando-o ainda mais confuso, o puxa pela mão em direção ao quarto maior, onde ela lentamente ergue sua regata solta de treino e a tira de seu corpo, para então fazer o mesmo com seus shorts.

Ele ergue as sobrancelhas e então ela se aproxima e faz o mesmo com as suas roupas e ele entende o que ela pretende.

–- Vamos batizar a casa... – sussurra o garoto, para então ser interrompido pelos lábios dela.

(...)

Depois de fazerem exatamente o que Pedro dissera – em todos os cômodos, exceto o banheiro --, os dois se aconchegam um no outro sobre o chão da sala, seus corpos nus enroscados em um emaranhado de membros.

Pedro beija sobre a cabeça da amada, sorridente -- Adorava os seus surtos de paixão --, e então olha para sua mão que se agarrava a dela.

Ela o encara nos olhos e depois de sorrir de lado, leva as suas mãos cruzadas até a sua barriga.

–- Será que já tem um serzinho aqui dentro? – pergunta, baixinho.

Ele beija sua cabeça novamente.

–- Tomara... – murmura, erguendo o seu queixo para cima e buscando seus lábios. – E pensar em tudo que vai acontecer nessa casa... no que vai acontecer nos próximos meses... – completa, apertando mais sua mão contra a barriga dela enquanto sorri. – Já pensou? Na sua barriga grandona, e então num serzinho metade-eu, metade-você correndo por essa casa?

Ela resfolega.

–- Vai ser maravilhoso. – e então o beija na boca. – Mas... essa casa não parece ser muito barata, Pê... você tem certeza que quer comprá-la?

–- Bem... pensei que você tivesse entendido... que eu comprei. – murmura ele enquanto beija sua bochecha.

Ele ergue as sobrancelhas, preocupada.

–- Relaxa, Esquentadinha, nós damos conta do preço dessa casa... temos a vida toda pela frente ainda.

Ela suspira, assentindo.

–- Pois é... temos a vida toda pela frente ainda... – repete, erguendo o seu tronco para então atirar seu corpo sobre o dele e beijá-lo, animada.

(...)

Alguns dias depois, a casa já estava arrumada com todos os seus móveis antigos e novos, exceto pelo pequeno quarto amarelo.

Karina chegara em casa cedo naquele dia, mas não tão cedo quanto devia. Ela tinha uma consulta com o ginecologista para ver se teria algum problema em engravidar e logo em seguida ia para o Rio de Janeiro, para o aniversário de seu meio-irmão Miguel. Pedro ia mais tarde, de madrugada, pois ainda teria um show naquela noite.

Ela veste rapidamente uma blusinha listrada, tênis all star e uma saia jeans rodada – ela estava mesmo se acostumando com saias... --, pega um táxi e então desce no consultório do médico.

Estava nervosa e não sabia o porquê, mas suas mãos suavam e suas pernas tremiam de expectativa. De certa forma, ela pressentia o que ia acontecer. Ela e Pedro já estavam tentando ter um filho fazia dois meses e, para seu desapontamento, ainda não havia tido um rastro sequer de gravidez.

Encara o doutor, à espera de uma explicação para o fato de ainda não ter engravidado.

Ele a olha de volta, enquanto suspira.

–- A senhorita está ciente de seu ovário policístico, não é mesmo?

Ela assente, nervosa.

–- E está ciente dos problemas que ele pode trazer no quesito filhos?

Ela assente novamente, séria. Já imaginava que fosse esse o problema, todos sempre a diziam que essa doença podia trazer infertilidade. Sente seus olhos marejarem e seu coração acelerar. Aquilo não podia ser verdade... aperta os olhos, fazendo as lágrimas escaparem.

–- Peço que se acalme... – murmura o doutor e ela abre os olhos e respira fundo.

–- Desculpe... é que eu realmente queria muito engravidar. – admite.

Ele assente e então anota alguma coisa em um papel.

–- Ovário policístico nem sempre trás problemas para as mamães, mas ás vezes isso acontece. Tem como reverter esse quadro, praticamente todas as mulheres respondem bem aos tratamentos que realizamos. – diz ele. – Algumas demoram mais, mas poucas se tornam inférteis.

Karina assente, ansiosa.

–- Eu vou te receitar um dos remédios mais eficazes, o clomifeno. Você deve ingeri-lo oralmente, cinco dias por ciclo. Ele vai te ajudar a realizar a ovulação. Já que menstruações esporádicas como a sua podem impedir que você realize a ovulação. Caso esse remédio não surte efeito, eu recomendaria a fertilização in-vitro, que é feita através de três pequenas incisões na parede abdominal. Os cistos são cauterizados e com isso, as pacientes provavelmente começam a menstruar, ovular e ficam grávidas.

Ela assente novamente, agora um tanto aliviada, ao mesmo tempo que preocupada.

(...)

Depois da consulta, Karina passou a viagem inteira de ônibus para o Rio de Janeiro, pensativa. E se ela pertencesse àquela pequena parcela de mulheres inférteis? E se ela nunca engravidasse? E se seu sonho e de Pedro nunca se realizasse?

Quase que imperceptivelmente, uma lágrima escorre por seu rosto e ela a seca com rapidez. Ainda odiava chorar, mas o seu corpo inteiro tremia de medo e ela não podia evitar.

Depois que o ônibus a larga em seu destino ela abre um falso sorriso no rosto, abraçando cuidadosamente cada uma das pessoas que a foram receber: Dandara, seu pai, Jade e Cobra.

–- Como foi a viagem, filha? – pergunta Gael, animado.

Ela sorri levemente. Foi péssima.

–- Foi ótima pai. Passou rapidinho. – mente.

–- Que bom, meu amor, mas eu não entendi, o Pedro não vem? – pergunta Dandara, com seu jeito doce de sempre.

–- Ele vai chegar amanhã de manhã. Tinha um show essa noite.

Todos assentem e então entram na caminhonete de Gael, em silêncio.

–- Você ta muita gata, lutadora. Já disse que jeans é pra você mesmo. E ainda por cima está sempre na moda. – murmura Jade, tentando quebrar o silêncio.

Karina cora. Não gostava muito da ideia de seguir a moda, mas ultimamente algumas coisas a atraiam nesse mundo e ela não estava mais se importando muito em ser alguém fora daquela linha. Usava o que bem entendia, sem se preocupar demais com isso.

–- Obrigada Jade.

A morena assente, sorridente, enquanto acaricia sua barriga de quase dois meses de gravidez. Karina encara o seu movimento e sente algo no fundo de seu peito queimar novamente, engole em seco as lágrimas que desejava derramar.

Quando eles chegam em seu destino, descem do carro e Karina é recebida novamente com mais abraços, dessa vez de Duca e Nat, que quase a derruba no chão. Miguel também a abraça, animado, pegando seu presente de aniversário e saindo às pressas dali para que o abrisse.

Karina sorri, emocionada pelo irmãozinho e então Bianca vem em seguida, séria. Ela e Karina nunca mais foram as mesmas uma com a outra depois de seu casamento, mas também nunca tocaram no assunto, era como se o próprio tempo as tivessem afastado.

Elas se abraçam feito dois robôs e então se afastam. E Karina dá graças á Deus por João tê-la roubado animadamente de seus braços.

–- Ta linda, em cunhadinha! Nem parece aquela Esquentadinha... – murmura o garoto, brincalhão.

Karina ergue as sobrancelhas e o manda um olhar ameaçador.

–- O.K... retiro o que disse. – diz João, risonho.

(...)

Naquela madrugada, Karina acordou com beijos em seu pescoço, mas não fez menção de abrir os olhos, apenas sorriu, enquanto sentia seu corpo ser abraçado pelos braços de Pedro.

Na manhã que se seguiu, ela acordou meio assustada, pois havia se esquecido de que dormira na sala de estar da casa de seu pai, e não em sua casa. O dia anterior parecia um sonho ou pesadelo muito distante, e a consulta com o médico ainda palpitava em sua cabeça, feito uma abelha. Ela podia nunca engravidar.

Suspira. E então sente algo molhado sobre o seu pescoço, os beijos de Pedro.

–- Bom dia, minha linda. – murmura ele, sorridente.

Ela se vira em sua direção, ainda séria.

–- Ta tudo bem? – pergunta o rapaz, preocupado e ela nega com a cabeça, já sentindo seus olhos molhados.

–- Eu tenho uma coisa pra te dizer.

Ele franze a testa enquanto a vê apertar os dedos suados, nervosa.

–- Eu... – gagueja ela, sem saber por onde começar. A notícia ia desestruturá-lo completamente, ela sabia.

–- Você...? – pergunta ele, ansioso.

Ela encara seus olhos.

–- Eu... – ela fica em silêncio enquanto tenta organizar seus pensamentos.

E então, ele abre a boca, perplexo e se levanta em um pulo só do sofá-cama.

–- VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA?! – murmura, alto demais para os ouvidos dela e de todos na casa.

–- O quê? Eu ouvi bem? Minha filha está grávida? – pergunta Gael, entrando perplexo no cômodo. Dandara vem logo atrás, abrindo um sorriso emocionado no rosto.

Notas finais
Como sempre, Pedro fazendo confusão! USHAUSH O que será que vai acontecer, em? A Ka vai enrolar ou vai contar de seu problema pra engravidar? Será que ela vai ser infértil? E o P, como vai reagir a essa notícia? A foto da casa não quer funcionar, então aqui ta o link: http://www.rosenbaum.com.br/wp-content/uploads/2012/08/lar_doce_lar_0657-490x327.jpg Essa semana vai ta mais tranquila, e vou ver se posto mais seguida, mas pra isso preciso de muitos reviews! Posso pedir 10 dessa vez? Quero muito ver suas opiniões e suposições pq o foco da primeira parte já chegou... Enfim, um beijo pra vcs e nos vemos ai embaixo!