Voltando para o Começo

5 Capítulo 5: Você quer ser amada


Notas iniciais
OII GENTE! Um dia atrasada aqui :s sorry. Essa semana ta uma loucura! Música: Kiss me – Ed Sheeran (fiz um vídeo Perina com essa música a um bom tempo, um de meus primeiros: https://www.youtube.com/watch?v=yt6JiXGdaEk) Capítulo muito hot! Espero que aprovem! BOA LEITURA

Karina estava pensativa naquela noite, de acordo com Pedro. Ele mal a vira falar durante a janta, apenas expressões em seu belo rosto enquanto Jade e Cobra conversavam animadamente com ele. E agora não era diferente, ela estava de costas para ele, vestindo as suas meias de dormir no pé – uma mania com a qual ele já se acostumara, ela sempre dormia com uma camiseta sua e meias nos pés --, alheia à realidade.

Ele encara suas costas, de testa franzida e então abre um sorriso, tendo uma ideia, caminha até ela e agarra sua cintura, grudando seu corpo no dele enquanto ele acaricia a pele de seu pescoço com seus lábios rosados.

Ela treme em seus braços.

–- Ta tudo bem, Esquentadinha? Você ta tão quietinha... – murmura ele, contra sua pele, suas mãos se entrelaçando sobre sua barriga trazendo arrepios para ela, que sorri e fecha os olhos.

–- Ta sim, meu guitarrista... – ela se vira de frente para ele, as mãos dele agora agarrando logo acima de seu bumbum. Ela olha em seus olhos castanhos curiosos e engole em seco. – É só que... – mas a fala não vem, apenas o nervosismo e ela olha para tudo menos para os seus olhos. Pedro e Karina estavam juntos á tempos já, e tinham intimidade para quase qualquer coisa. Mas Karina descobrira uma coisa pela qual ainda tinha vergonha de dizer; que queria que uma parte dela e uma parte dele se juntassem e formasse um novo e lindo ser. Era quase bizarro pensar naquilo, mas ela já estava se acostumando e a ideia era quase confortável em sua mente.

–- É só que...? – indaga ele, quase enfartando de curiosidade.

Ela olha de volta em seus olhos e de repente é tomada por uma onda de bolhas no estômago, ou borboletas, como preferir... o fato é que seus olhos dilataram e sua boca secou.

Ela sorri. Não ia falar, ia mostrar. Atira suas mãos sobre os ombros dele e resgata seus lábios com quase brutalidade, seu fogo crescendo e consumindo a ele que, depois de um momento de confusão, passou a corresponder à altura, suas mãos descendo mais e mais pelo corpo dela e alcançando suas nádegas. Ela geme e aperta seus cabelos entre seus dedos com vontade, fazendo-o imitá-la.

Ele se afasta dela depois de um tempo, ofegando contra o seu pescoço e ela fica de olhos fechados, até que ele fala:

–- W-woou! Isso foi...

Ela continua séria, sem raciocinar o que ele falara e quando ele afasta sua cabeça de sua pele e encara seus olhos azuis quase negros de desejo, tem um clique ainda maior de desejo, empurra os ombros dele com agressividade contra a cama, jogando seu corpo com tudo para cima dele, enquanto erguia sua regata branca de dormir e beijava seu peitoral. Ele ri, sentindo cócegas, e quando ela chega ao elástico de sua calça, segura suas mãos, chamando a sua atenção.

–- Você ta maluca, Esquentadinha? Ou melhor... quem é você e o que fez com a minha esposa? – murmura ele, confuso. – A Jade e o Cobra estão uma parede de distância, pensei que você fosse tímida.

Ela ergue as sobrancelhas, surpresa com a reação dele. Esperava tudo, menos que ele focasse na bizarrice da situação. Mas ela nem imaginava que não era como se ele não estivesse doido para tomá-la, a única questão era ela se sentir arrependida no futuro. Ele se lembrava de alguns anos atrás, quando ela ficou bêbada e o assediou no carro... o jeito que ela ficou depois de descobrir que os dois transaram ali dentro.

–- Er... é só a gente ser silenciosos. – murmura ela, descendo o seu tronco e o beijando no pescoço enquanto sorria com malícia.

Ele ergue as sobrancelhas e quase ri com a afirmação dela. Karina nunca era silenciosa. Principalmente agora, que eles não precisavam dar satisfação para ninguém sobre o fato de estarem fazendo sexo. Mas ele sabia que ela era tímida e odiaria a ideia de seus amigos os ouvirem da sala ao lado. Sem dizer que eles provavelmente os olhariam com malícia no dia seguinte.

Mesmo assim, ele não a impediu, perguntando-se por alguns segundos se havia deixado passar algum momento em que ela bebera.

Ela desce sua calça de dormir com agilidade, engatinhando até a ponta da cama até que ela saísse por suas pernas e voltando com o seu corpo para cima dele, onde ela encara com intensidade seus olhos e ainda sem quebrar o contato visual, puxa a camiseta dele de seu corpo, revelando apenas uma calcinha preta larga e mais nada.

Ele ofega. Ela ficava cada vez mais linda a cada dia.

Ela se curva sobre ele e toma seus lábios novamente enquanto ele mergulha suas mãos por sua pele com astúcia e joga o corpo dela para o lado, invertendo suas posições e ficando por cima desta vez. Sorri, esperando o protesto dela, mas se surpreende ao vê-la ainda a encarar docilmente seus olhos, suas mãos subindo até o rosto dele o acariciando com leveza. Normalmente ela ia querer ficar por cima, mas naquela noite ela não se importou, queria sentir todas as sensações possíveis quando ele se derramasse nela e a concedesse um filho.

Ele fecha os olhos contra sua mão, ainda respirando com dificuldade; e ela passa vagarosamente seus dedos até o seu queixo, descendo-os por seu pescoço, até uma pintinha maior que ele tinha na clavícula. Sorri, enquanto ele abre os olhos e se embala por sua expressão, seus olhos brilhando não só de excitação, mas também de carinho e veneração. Ela o encara de volta e então os dois se aproximam o bastante para tomarem os lábios um do outro, dessa vez calma e carinhosamente no início, para então se abrir em fogo novamente.

Pedro desce sua boca pelo pescoço dela até chegar em seus seios e ela apenas aproveita as sensações provocadas em sua pele, fechando fortemente os olhos e jogando sua cabeça no travesseiro.

Ele envolve suas auréolas enquanto vagueia suas mãos por seu tronco, até chegar em sua calcinha, que ele puxa vagarosamente para baixo, revelando mais uma parte de seu corpo. Beija seus pés e então suas pernas, seus lábios molhados deixando-a ofegante. Ele chega em sua virilha e depois de afastar suas pernas deixa leves beijos ali, fazendo-a soltar um gemido alto e contrair os músculos. Ele ri, pensando em Jade e Cobra e então sobe suas carícias mais para cima, se aproximando dos lábios de sua intimidade e se afastando em seguida, fazendo-a gemer de frustração.

–- Calma... Esquentadinha. – sussurra ele, sarcástico, enquanto ela o atira para o lado e desce sua cueca para baixo com rapidez e agilidade, subindo suas mãos por suas pernas e raspando propositalmente suas unhas por sua pele, até a base de seu membro, que ela puxa com agressividade para o lado enquanto ele urra de prazer e dor e ela para, deixando-o com sua mesma frustração.

–- Hoje eu quero ser rápida. – sussurra ela, contra seu ouvido, para então morder o seu lóbulo e se voltar para os lábios, uma de suas mãos subindo por seu tronco até entre seus cabelos.

Ele geme contra a sua boca e depois de morder o seu lábio puxa suas pernas mais para baixo, fazendo seus corpos quase se conectarem.

Ela agarra suas pernas no tronco dele e com sua agilidade de lutadora, puxa seu corpo para cima do dela, deitando-se embaixo dele enquanto ofega. Ele se estica até a cômoda e abre a gaveta, mas ela segura seu pulso e nega.

Ele ergue as sobrancelhas, confuso. Mesmo ela tomando anticoncepcional, eles sempre se protegiam, afinal, cautela é sempre bem-vinda.

–- H-hoje não... – sussurra ela, ofegante.

–- Mas...

–- Hoje nada vai nos separar. – ela puxa seu rosto para baixo, para perto dela. – Hoje eu quero ser inteiramente sua.

Ele sente o sangue correr em suas veias ao ouvi-la falar daquele jeito e encarar seus olhos quase como se fosse entrar neles.

–- Isso...

Ela puxa sua cintura para baixo, calando-o por completo quando seus corpos se unem.

Ele se esquece de suas dúvidas e desce suas mãos até as nádegas dela, puxando seu corpo para mais perto enquanto se movimenta, seus lábios vagando pela curva de seus seios e subindo até o seu pescoço, que se dispunha completamente para ele, enquanto ela esticava sua cabeça cada vez mais para cima e unhava os seus ombros.

–- P-pê... – murmura ela, sentindo o seu ventre arder em chamas. Aperta suas unhas com mais força contra a pele dele, deixando marcas profundas e um alto resfolegar escapar por seus lábios.

Ele apoia seus braços dos lados do corpo dela enquanto aproveita as sensações daquele momento, seus olhos fortemente fechados e seus lábios sangrando após uma mordida.

Ela encara sua pose com ainda mais excitação, e em um impulso, acaba por puxá-lo pela nuca e grudar suas bocas em um beijo desesperador. O choque de línguas e dentes agressivos não os preocupando nenhum pouquinho. Eles não pensavam nas marcas, nem na dor.

Ao final do beijo, ele para um instante com os movimentos, e desce sua boca pelo pescoço dela, que geme, brava, e enrosca suas pernas no tronco dele enquanto o puxa para mais perto.

Ele ri contra sua pele, já sabendo do mau humor dela quando não estava no controle. Desce suas mãos por suas costas, até o seu bumbum, que ele puxa para cima – fazendo-a gemer --, e troca as posições de seus corpos.

Ela sorri para ele quando seu tronco cai por cima de seu corpo, e depois recomeça os movimentos com mais rapidez, sem deixar de acaricia-lo e beijá-lo enquanto os intensifica. O apoio para suas mãos era nada mais, nada menos, que o tronco dele, que passa a receber mais marcas de suas unhas famintas, que brutalmente subiam e desciam de acordo com os movimentos e na companhia de sua boca, que parou sobre o seu pescoço quando seu corpo começou a dar os sinais de prazer absoluto.

–- E-esquentadinha... – sussurra Pedro, em um gemido. – Eu... – mas antes que ele completasse seu discurso, ela sentiu seu corpo se preencher.

Ele joga seu corpo para o lado e investe contra ela enquanto ela encontra sua própria libertação, soltando o mais alto de seus gemidos na forma de seu nome, para então permanecer ali, mole contra o colchão, enquanto ele fazia a mesma coisa ao seu lado.

Eles ofegam por um longo período e quando Pedro regula sua respiração, vira seu corpo em direção a ela, enquanto a olha com preocupação.

–- Eu acho que a gente se esqueceu de uma coisa...

Ela ri, cobrindo o rosto com uma mão e então vira o seu corpo nu em direção a ele, ainda com um sorriso no rosto.

Ele a encara com curiosidade e confusão e ela estica seu braço em sua direção em resposta, tocando o seu rosto com a ponta de seus dedos, e arrastando seu corpo para mais perto, para menos de um centímetro do dele, que de repente ficou ciente de sua nudez e criou vida – afinal, ele ainda era jovem, e seu corpo vivia ao redor de sexo, especialmente quando se tratava de sua Esquentadinha favorita. Sua única companheira.

Mesmo assim, ela pareceu não perceber isso, e se percebeu, ignorou, pois se aproximou ainda mais, ao ponto de poder tocar os seus lábios com os seus. Ele estica seus braços em direção a ela, e segura em sua cintura enquanto espera uma resposta sua. Repete:

–- O que está acontecendo, Esquentadinha? Eu perdi alguma coisa?

Ela sorri ainda mais, leva suas mãos de volta para o seu rosto e encosta suas testas.

–- Sim, você perdeu uma coisa... – ele franze a testa em resposta e ela passa o seu polegar por sua boca e encara os seus olhos. – Eu decidi que estou pronta.

Ele se afasta em um pulo, a testa ainda mais franzida de confusão e os olhos a encará-la.

Ela ri.

–- Pronta?

–- Sim, meu guitarrista lerdo... eu to pronta pra montar uma família com você. – ele arregala os olhos em resposta e ela ri ainda mais.

–- Mas...

–- A Jade me convenceu, Pê... me convenceu de que há um lado bom nisso. – ela se aproxima, sentando-se de pernas cruzadas ao seu lado. – Eu quero ser mãe. – completa, segurando novamente o seu rosto enquanto seus olhos marejam.

Ele sorri, emocionado, e então solta a respiração que estava segurando á alguns minutos e puxa o corpo dela para mais perto, beijando-a carinhosamente.

–- Você tem certeza? – pergunta ele, sério, ainda a encara os seus belos olhos azuis.

Ela assente.

–- Eu quero. Eu quero ter um mini Perina dentro de mim.

Ele abre ainda mais o seu sorriso, e a beija novamente, desta vez mais rápido e menos carinhoso, jogando o corpo dela contra o colchão com sua animação.

Ela ri novamente.

–- Você é louco, meu guitarrista. – ele sorri, seu corpo erguido sobre o dela criando ainda mais vida – mesmo sem o consentimento dele.

–- É só que... mais um sonho vai finalmente ser realizado. O meu sonho de ter uma família com a minha Esquentadinha.

Ela sorri, boba e ergue sua cabeça, beijando-o suavemente.

–- Eu te amo, Pê.

–- Eu também te amo, Esquentadinha.

E então eles se embalam mais uma vez em amor, desejando que naquele ato já tenham trazido alguém para o mundo. Apenas desejando, pois aquela ainda não era a hora.

Notas finais
Então? Gostaram do jeito que a K contou pro Pedro? No próximo vai ter muuuuuuiiita treta. Casa nova, encontro de família, consulta no médico...... Postarei na próxima sexta ou sábado novamente, por causa dos meus horários apertados – relaxem, a partir do dia 7 vai ta mais tranquilo e depois, a partir do dia 11, vou estar de férias... Uma pergunta: vcs estão vendo a malhação nova? Eu não ia ver, mas acabei vendo no gshow... n consegui shippar ninguém, mas to gostando até, e o Francisco Vitti vai ter um romance amor e ódio tipo o de Perina com a irmã do protagonista. To animada, pois preciso de alguma coisa que me lembre esses dois na telinha novamente. QUE SAUDADE! Enfim, quero bastantes comentários, em? Diminuiu um pouco do capítulo passado :( Beijinhos!