Klaus

– Ela sumiu tem dois dias! DOIS DIAS! – Eu gritava para Elijah

– Se acalme Niklaus. – Ele tornava a dizer. – Elizabeth não nenhuma criança, ela sabe se cuidar.

– Elijah tem razão, vai ver ela só queria ficar um tempo longe de você depois todos esses anos. – Rebekah me provocava.

– Idiotice! Esta vendo essas inúteis? – Eu aponto pros corpos de três bruxas no carpete. – Todas disseram que Elizabeth está com um feitiço ocultação. Ela nunca nesses 167 anos fugiu ou saiu sem avisar. Não há motivos para querer fazer agora.

– Niklaus tem razão. – Elijah finalmente parece seguir a minha linha de raciocino. – Elizabeth não faz o tipo de simplesmente sumir.

– Mas nós não temos inimigos nesta cidade. – Disse Rebekah – E pelo que eu saiba Effy nunca teve amigos além do Stefan.

– Não é verdade. – Meus irmãos olharam pra mim. – Ela parece ter feito amizade com duas crianças do seu colégio, eles eram humanos, mas eles tinham o mesmo cheiro atrativo que o dela.

– Isso é novidade. Nunca vi ela fazer amizade com pessoas que parecem ter a sua idade. – Disse Rebekah.

– Bom o que resta a fazer é esperar. – Disse Elijah. – Elizabeth sabe se virar sozinha, se realmente estive em perigo vai mandar algum sinal.

– Elijah eu não vou ficar aqui sentado enquanto eu espero pra saber se minha filha está ou não em perigo. – Me levanto e saio da sala.

– Aonde você vai Nik? – A loira pergunta.

– O que você acha? Vou farejar o rastro dela. – Saio batendo a porta da frente.

Elizabeth

Eu senti uma claridade na minha cara que me fez despertar. Eu abri os olhos e vi uma sala estranha. Parecia uma enfermaria de guerra, doze macas com seis em cada lado e uma ou duas pessoas estavam deitadas e um garoto em pé checando todos.

Eu me sentei e me lembrei o que tinha acontecido no bar. Eu ia levantar mais o garoto me parou.

– Vai com calma lindinha. – Ele me sentava na maca.

– Quem é você?! Cadê o Andrew? – Eu estava confusa e olhava pra todos os lados.

– Sou Barry Allen, filho de Hermes e ajudo aqui de vez em quando. Se esta falando do Sullivan, eu o mandei sair. Você esta aqui em coma faz dois dias. – Eu arregalo os olhos – Ele não saia do lado da sua cama o que me atrapalhava. – Ele enfiou um líquido na minha boca. – Mas o filho de Ares deve estar no treino de espadas. – Aquilo tinha gosto de suco de melancia que Elijah fazia pra mim.

– Pera, filho de quem? – Eu tive que segurar seus ombros pra ele calar a boca.

– Ah sim, deuses gregos existem e esse é o acampamento meio-sangue. – Ele apontou pra própria blusa e pra minha.

Eu olhei para baixo e eu estava com uma blusa igual à dele e shorts pretos curtos de moletom. Eu o olhei.

– Não fui eu que troquei a sua roupa. Bom eu ia, mas o idiota do Andrew ameaçou cortar meu braço fora, então Annabeth a trocou. – Ele fazia uma cara de desapontamento. – Você já pode sair se quiser.

Eu me levanto, não agüentava mais ouvir aquele cara. Saio descalça mesmo, e olho em volta. Então era realmente um acampamento. Jovens de todas as idades todos com a mesma blusa laranja correndo por ai, colhendo morangos, jogando vôlei, escalando uma parede... Que tinha lava?! Praticando lutas Greco-romanas e lutando pra valer com espadas.

– Hey Andrew... — Eu viro a minha cabeça em direção a voz do garoto que tinha acabado de levar um chute no peito. – Aquela não é a sua garota? – Disse apontando pra mim.

Andrew vira pra mim e eu corro em sua direção. Ele me olha meio estranho, como se estivesse confuso (N/A: Ele queria chora T>T) e faz a última coisa que eu esperava que O Andrew Sullivan fizesse. Ele largou a sua espada e me abraçou. Ele põe a sua mão esquerda em meus cabelos e o braço direito engessado em minha cintura. Eu envolvo meus braços em seu pescoço e enterro meu rosto em seu ombro.

– Que droga nanica eu pensei que você tinha morrido. – Ele sussurra angustiado me apertando mais em seus braços. Posso o sentir respirar em minha nuca.

– Não vai se livrar de mim tão fácil. – Eu rio em seu ombro. Na verdade eu me sentia aliviada, por saber que ele estava bem.

Ele me solta relutante. Como todos aqui ele usava a blusa laranja, estava com as habituais botas e cordão militar, mas hoje ele usava uma bermuda vermelha de academia e óculos escuros.

– Tome os óculos, seus olhos são muito sensíveis a luz do sol. – Ele tirou os óculos e botou no meu rosto. Pude ver que seus olhos estavam vermelhos.

– Valeu. – Não precisei olhar muito pra ver que todos prestavam atenção em nós, não paravam os seus afazeres, mas não tiravam os olhos. – Onde está Caio?

– Deve estar com Quíron na casa grande. Vem que eu te levo lá nanica. – Ele me puxa pelos ombros e andamos.

– Espere. Cadê a minha mochila? – Eu paro subitamente lembrando do meu grimório.

– Esta no meu chalé, podemos pegar depois. – Ele disse entrando numa casa azul. Eu o segui, depois de ontem eu confiava em Andrew.

– Que diabos é isso?! – Eu estava vendo uma coisa com pernas de burro que tinha a cabeça do Caio.

– Hey, Ellizye pensei que você fosse mais discreta. – Disse o treco. Eu já tinha lido sobre eles no livro da família, só não sabia que eram reais, no livro dizia que quem tinha as pernas cabeludas e chifrinhos cabra de assim eram chamados de faunos.

– Você é metade burro?! – Meu melhor amigo é metade burro?! Por que Andrew e um cara barbudo de cadeira de rodas estão rindo?

– É bode! – Ele pareceu ofendido. – E o termo politicamente correto é sátiro. – Então o livro está errado.

–Fico feliz que você está vivo, homem burro. – Eu despenteio os seus cachos castanhos.

– Quíron, esta Elizabeth K. Mikaelson – Disse Caio com um ar orgulhoso.

– A menina que vocês trouxeram de Dallas. – O homem, tinha um ar paternal, e uma barba digna de Papai Noel castanha. – Bem vinda ao Acampamento Meio Sangue. Se você esta aqui, quer dizer que um dos seus pais é um deus olimpiano.

– Bem, Effy mora com o pai dela. Então a sua mãe é uma deusa. – Andre disse parecendo aliviado.

– Sobre isso, acho que você esta errado Andy. – O tal Quíron pareceu um pouco surpreso, e eu começo a me lembrar daquela noite que foi há 166 anos. — Eu sou adotada. Niklaus me adotou quando eu tinha quatro anos, logo depois que minha mãe faleceu. Droga ele não sabe que eu estou aqui, tenho que avisar a ele.

– Se acalme você só desapareceu por três dias. Ele não deve ter chamado o FBI. – Disse Quíron calmo e passivo.

– Eu moro tempo demais com os Mikaelson pra saber que eles devem ter posto coisas muito piores atrás de mim. – Eu sabia que estava certa, vivi quase dois séculos com Nik e sua paranoia. – Posso entrar em contato com ele.

– Não podemos usar celulares aqui. – Andrew disse.

– Podemos enviar uma mensagem de Iris, mas isso pode perturbá-lo. – Quíron parecia pensativo.

– Eu posso chamar de outro jeito. Só preciso de papel e uma vela. – E talvez outras horas na ala hospitalar.

– Ah eu devo perguntar? – Andrew me olha com uma sobrancelha levantada, eu aceno que não.

Em alguns minutos eu já tinha o papel e a vela, e escrevia a mensagem.

Niklaus,

Eu estou bem, não se preocupe. Eu estou em Long Island, em um Acampamento. Eu conheço você e sei que você vai vir, então me traga roupas para serem usadas no ar livre.

Com amor,

Elizabeth K. Mikaelson.

Eu amassei o papel, e o segurei por cima da vela acesa. Murmurei o feitiço repetidas vezes, sentia as minhas entranhas puxarem e depois de dois minutos o papel desapareceu e minha energia também.

– Nossa cara. – Um boquiaberto Andrew disse. – Como fez isso?

– Magia... Mas toda magia tem um preço e nesse feitiço quanto mais palavras usar menos energia eu tenho. A mensagem deve chegar em algumas horas ou dias.– Disse me sentido tremula.

– Como créditos de celular? – Caio perguntou.

– Exatamente só que muito mais caro. – Eu dou um sorriso fraco.

– Andrew leve a Elizabeth para o chalé de Hermes. – Quíron disse bondoso. Mas eu ainda não confiava nele.

– Vem. – Andrew ia me carregar.

– Eu consigo andar. – Eu me levantei, e vi que não conseguia andar já que tinha quase caído.

– Você pode ser teimosa, mais eu sou muito pior então vamos nanica. – Ele me pegou no colo mesmo com o braço quebrado e saiu andando pelo acampamento. As pessoas nos olhavam, mas não como se fossemos aberrações, mas sim como se não visse Andrew carregando alguém todo dia. Acho que posso gostar desse lugar.