Você é a Minha Família
7 Capítulo 7
Andrew
Eu corro em direção a Elizabeth que tinha acabado de ser jogada a sete metros de distancia e batido na porta de carro. Caio já tinha trago a picape, eu pego ela no colo e me sento no banco de trás.
Quando se é um filho de Ares e você é atacado por um monstro, se você não matar ele rápido e ainda deixar a sua amiga sair desmaiada, bom você é considerado um inútil. Eu estava pouco me lixando pro que iam pensar, a única coisa que eu conseguia pensar era se Elizabeth iria chegar viva no acampamento e do quão inútil eu fui por não conseguir protegê-la.
– Me desculpe Effy. – Eu disse acariciando o seu rosto inconsciente. Ela estava em meu colo, eu segurava o seu braço pra que não caísse e suas pernas estavam estiradas sobre as minhas.
– Cara o seu braço ta sangrando! – Caio disse do banco do motorista.
– Foi a quimera, não deve ser nada de mais. – Olho pro meu braço, ele ardia um pouco e tinha um longo corte formado no antebraço, provavelmente ficaria uma cicatriz para me lembrar dessa vergonha. — Quanto tempo chegamos no acampamento?
– Um dia mais ou menos. – Disse Caio pisando no acelerador.
Levamos 27 horas para chegar no acampamento meio sangue. Eu saio do carro com Effy nos braços e corro em direção a ala hospitalar. Pouco antes de chegar lá o idiota do Mick Manson me para.
– Sou o responsável pela ala hospitalar enquanto o Will estiver fora, e você precisa tratar este braço. – Diz o loiro estendendo os braços, como se eu fosse deixá-la sobe os cuidados daquele imbecil.
Entro na ala hospitalar que estava cheia já que hoje era sábado e ontem teve caça a bandeira. Deitei Elizabeth na cama mais próxima, Donovan se aproxima da cama, mas sai do lugar com os olhos arregalados então Allen do chalé de Hermes vem.
– Me de o seu braço. – Barry começa a limpar ele com um algodão olhado com néctar e enfia um pedaço de ambrosia na minha garganta. – Se deu mal hein Sullivan, vai ter que engessar. – Tinha gosto de torta de limão alemã.
– Faz logo, Allen. – Eu olhava o Manson examinar ela.
– Ela vai ficar bem deve acordar em alguns dias. – Ele afazia beber néctar.
Depois de engessarem o meu braço, o que levou pelo menos umas três horas, eu fique sentado em uma cadeira ao lado da cama de Effy. Eu segurava as suas mãos, que estavam frias, mas ela parecia bem, como se só estivesse dormindo.
Nunca tinha reparado em como ela era bonita, nunca reparava muito em garotas, não que eu fosse gay, mas Elizabeth era muito linda. Seu rosto era fino, seus lábios são pequenos carnudos e rosados, seu queixo era pequeno, as maças do rosto estavam levemente rosadas, o nariz é pequeno e fino e seus olhos tinham longos cílios e lindos olhos azuis brilhantes.
Eu não conseguia dormir, passei toda a noite ao lado dela esperando que ela acordasse, Elizabeth parecia estar tendo um pesadelo, já que ela suava e não parava de murmurar.
– Mamma, dove sei? – Ela dizia se contorcendo. — Mamma, non lasciarmi Mama! – Acho que era italiano, não tenho certeza.
– É só um pesadelo, vai ficar todo bem. – Eu acaricio os seus cabelos para acalmá-la. Parece dar certo, ela parece mais calma.
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– Cara ela ta há dois dias com essa roupa. – Argumentava o inútil do Barry.
– Ele tem razão, sai logo daí pra eu trocar a roupa dela. – Mick Mason se aproximava.
– Se vocês se aproximarem dela eu arranco a cabeça de vocês! – Eu já tinha perdido a paciência então saquei a espada.
– Que gritaria é essa?! – Annabeth entrou.
– O Sullivan não que deixar nós trocarmos a roupa dela. – Barry fazia um cara de inocente.
– Vai à merda Allen. — Eu iria dividir ele em dois se Annabeth não entrasse no meio.
– Deixa que eu vou trocar a roupa dela e vocês três vão lá pra fora. – Ela nos empurrou pra fora.
– Qual é o problema Sullivan? Tem medo da sua garota se apaixonar por mim? – Eu odiei esse cara por longos sete anos, mas agora ele se superou.
Responder pra que se eu posso atravessá-lo com uma espada. Infelizmente o babaca era um dos únicos do chalé de Apolo que sabia como usar uma espada direito, mas não seria problema já que eu tinha muito mais experiência e raiva.
– Acho que com o seu braço direito engessado eu posso ganhar essa luta. – Eu corto o seu braço, ele fica surpreso e eu dou uma forte cabeçada nele.
Ele cambaleia e eu aproveito pra dar um chute no seu peito, Manson cai sentado no chão eu giro a espada em um perfeito 360°.
– Sou ambidestro seu babaca. — Eu aponto minha espada no seu pescoço.
– Hey Andrew... – Diz Manson ofegante no chão. – Aquela não é a sua garota? – Ele aponta pra um lugar atrás de mim.
Eu me viro a tem pó de ver Elizabeth correndo em minha direção. Eu estava tão feliz e aliviado que ela não tinha morrido que nem pensei duas vezes largar a espada e abraçá-la, envolvo o meu braço engessado em sua cintura e o esquerdo em seus cabelos. Sinto-a passando os braços pelo meu pescoço e enterrando o seu roto no meu ombro.
– Que droga nanica pensei que você tinha morrido. – Eu sussurro em seu pescoço e a aperto mais em um abraço soltando toda a frustração que eu senti nesses três dias.
– Não vai se livrar de mim tão fácil. – Ela ri no meu ombro. Eu solto ela mesmo não querendo.
– Tome os óculos, seus olhos são sensíveis a luz do sol. – Eu já tinha reparado isso já que todos os dias ela usava óculos escuros, mas eu disse isso mais para irritar o Mick.
– Valeu. – Ela respondeu depois que eu botei os óculos em seu rosto. – Onde está Caio?
– Deve estar com Quíron na Casa Grande. – Todos os semideuses fofoqueiros olhavam pra nós. – Vem que eu te levo lá nanica.
– Espera. Cadê a minha mochila? – Ela para no meio do caminho.
– Esta no meu chalé. – Eu tinha levado pra lá quando eu fui tomar banho depois do café. – Podemos pegar depois. – Entrei na casa azul com Elizabeth em meu encalço.
– Que diabos é isso?! – Elizabeth exclamou chamando a atenção de todos.
– Hey, Ellizye pensei que fosse mais discreta. – Disse Caio.
– Você é metade burro?! – Ela grita com os olhos arregalados. Sempre era engraçado quando perguntavam se um sátiro era metade burro.
– É bode! – Como eu queria ter uma câmera agora, até Quíron estava rindo. – E o termo politicamente correto é sátiro.
– Fico feliz que esta vivo, homem burro. – Effy despenteia os seus cachos.
– Quíron, esta é Elizabeth K. Mikaelson. – Diz Caio com orgulho da sua primeira semideusa.
– A menina que vocês trouxeram de Dallas. Bem vinda ao acampamento meio sangue. Se você esta aqui um de seus pais é um deus olimpiano.
– Bem, Effy mora com o pai dela. Então a mãe dela era uma deusa. – Eu disse.
– Sobre isso você esta errado Andy. — Ela parecia lembrar-se de algo. – Sou adotada. Niklaus me adotou quando eu tinha quatro anos, logo depois eu minha mãe faleceu. – Os dois eram tão parecidos no jeito de agir que eu nunca iria suspeitar. – Droga, ele não sabe que eu estou aqui, eu tenho que avisar a ele.
– Se acalme você só desapareceu por três dias. Ele não deve ter chamado o FBI. – Disse Quíron calmo e passivo.
– Eu moro tempo demais com os Mikaelson pra saber que eles devem ter posto coisas muito piores atrás de mim. – Levando em conta que o cara quase voou em meu pescoço quando eu o conheci. – Posso entrar em contato com ele.
– Não podemos usar celulares aqui.
– Podemos enviar uma mensagem de Iris, mas isso pode perturbá-lo. – Quíron parecia pensativo.
– Eu posso chamar de outro jeito. Só preciso de papel e uma vela. – Ela parecia convicta como se uma vela e papel fossem dar certo.
– Ah eu devo perguntar? – Eu olho pra ela com uma sobrancelha levantada, e ela acena que não.
Ela escreveu e depois amassou o papel, e o segurou por cima da vela acesa. Eu estava surpreso ela não parecia estar se queimando com o fogo da vela contra a sua mão e murmurava baixo palavras que eu não conseguia entender
– Nossa cara. – Eu tava de boca aberta. – Como fez isso?
– Magia... Mas toda magia tem um preço e nesse feitiço quanto mais palavras usar menos energia eu tenho. A mensagem deve chegar em algumas horas ou dias.– Disse tremula.
– Como créditos de celular? – Caio perguntou.
– Exatamente só que muito mais caro. – Ela deu um sorriso fraco.
– Andrew leve a Elizabeth para o chalé de Hermes. – Quíron disse bondoso.
– Vem. – Eu me aproximo pra carregar ela.
– Eu consigo andar. – A teimosa levantou, e quase caiu se eu não tivesse a segurado.
– Você pode ser teimosa, mais eu sou muito pior então vamos nanica. – Eu a peguei no colo mesmo com o braço quebrado e sai andando pelo acampamento. As pessoas nos olhavam surpresas, o que fazia sentido já que Andrew Sullivan nunca era legal com ninguém.
O fato era, eu era pior e menos amado que Clarisse La Rue e digamos que eu nunca fiz questão de ser simpático então eu tinha a reputação de malvado, que pra ser sincero eu gostava.
Eu passei a tarde mostrando o acampamento e explicando sobre os deuses para Elizabeth, ela não pareceu estar muito surpresa sobre a existência de deuses, o que era bom. Estávamos indo em direção ao pavilhão de almoço para o jantar quando algum idiota esbarra em nós.
– Me desculpe. – Ele era do chalé de Apolo.
– Eu não acredito. – Ela estava o encarando com os olhos arregalados. – Matt Donovan? – Ele passava a mão no próprio rosto. – Droga é você mesmo. Matt Blue-Blue. – Ela ria como se não acreditasse.
– Vocês se conhecem? – Eu pergunto, mas era obvio.
– Tá brincando, o único humano de Mystic Falls na verdade é um meio sangue. Cara o que eu daria pra ter acesso ao Twitter agora. – Eu não entendia, mas pelo visto devia ser algum tipo de piada interna entre eles que só tinha graça pra ela.
– É sempre um prazer ver você senhorita Mikaelson. – Matt com um sorriso provavelmente irônico, como se fosse arrancar a cabeça dela fora.
– O prazer é todo meu senhor Donovan. – Elizabeth pareceu entender e olhava como se pudesse fazer muito pior.
Eu ao fazia ideia do que estava acontecendo, mas achei melhor tentar descobrir depois.
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